[México] Comunicado sobre o companheiro Iván Torres Urbina

México em 9 de abril de 2026.

É com pesar que nos dão a notícia lamentável sobre a perda sensível do companheiro e camarada Ivan.

Devemos dizer que durante longas horas resistimos a escrever esta carta, pois esperávamos que tudo fosse um boato. No entanto, constatamos por diversas fontes sobre a lamentável perda de Ivan.

Para nós que integramos a Federação Anarquista do México, lamentamos a perda muito sensível do companheiro Ivan Artion Torres Urbina. Companheiro com quem frequentamos não só barricadas, mas sonhos e alegrias.

Dos nossos lugares enviamos abraços calorosos e fraternais para seus companheiros mais queridos e claro para todas e todos os anarquistas que sentimos o peso da sua partida.

Que a terra te seja acolhedora e te abrace forte, companheiro.

Até sempre.

Fraternalmente: Federação Anarquista do México-IFA

federacionanarquistademexico.org

agência de notícias anarquistas-ana

peixes voadores
ao golpe do ouro solar
estala em farpas o vidro do mar

José Juan Tablada

Por uma educação pública e laica: religião fora da escola

Uma educação pública e laica fundamenta-se na autonomia do ensino em relação a qualquer autoridade clerical ou doutrina teológica. Nesse modelo, a formação religiosa é entendida como atribuição das famílias e das comunidades de fé, enquanto à escola cabe garantir o acesso a conhecimentos comuns, universais e verificáveis, fundamentados na razão, na ciência e no pensamento crítico. Assim, a escola laica não é um espaço “vazio” de valores, mas um ambiente de neutralidade institucional, comprometido com a liberdade de consciência e com a proteção de alunos e professores contra qualquer forma de doutrinação.

A defesa da religião fora da escola pública apoia-se em pilares consistentes. O primeiro é a autonomia do pensamento: educar não é catequizar, mas formar sujeitos capazes de questionar, argumentar e decidir com base em evidências. Substitui-se o dogma pelo debate qualificado, abrindo espaço para o pluralismo de ideias e para o desenvolvimento intelectual.

O segundo pilar é a proteção à pluralidade. Em sociedades marcadas pela diversidade religiosa e cultural, a neutralidade do ensino público é condição para evitar que crenças majoritárias se imponham sobre minorias — ou sobre aqueles que não professam fé alguma. A escola, nesse sentido, deve ser um espaço de convivência democrática, não de privilégio confessional.

O terceiro é a ética secular. Valores como solidariedade, dignidade e respeito mútuo não dependem de fundamentos religiosos para existir; podem ser construídos a partir do diálogo racional, da empatia e da experiência humana compartilhada. A escola pública, portanto, tem plenas condições de promover uma formação ética consistente sem recorrer a referenciais teológicos.

Apesar de sua importância, esse princípio enfrenta pressões crescentes. Movimentos inspirados por correntes como a chamada “Teologia do Domínio” e a estratégia dos “Sete Montes” defendem a ocupação de esferas sociais — entre elas, a educação — por agendas religiosas específicas. Soma-se a isso a expansão do ensino religioso confessional em redes públicas e a atuação de bancadas religiosas contra debates sobre gênero e diversidade. Para setores comprometidos com a laicidade, tais iniciativas representam não apenas um retrocesso institucional, mas uma ameaça à neutralidade do Estado e aos fundamentos de uma sociedade democrática plural.

Grupo de Estudos Alerta – Anticlerical

>> Mais infos: Centro de Cultura Social (CCS), Rua General Jardim, 253, sala 22, Vila Buarque – próximo ao Metrô República, Sâo Paulo-SP.
www.facebook.com/centrodeculturasocialSP/
@centro_de_cultura_social
ccssp@ccssp.com.br
www.ccssp.com.br

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No calor da tarde
Uma chuva refrescante.
Nasce o arco-íris.

Thiago Augusto Rodrigues

[Chile] Primeiro de Maio Anárquico no Parque La Bandera, Santiago

Um chamado a encontrar-nos fora das jaulas de costume.

Longe do espetáculo domesticado do sindicalismo oficial e seus desfiles vazios.

Este Primeiro de Maio não se mendiga dignidade: se exerce.

O Sindicato de Ofícios Vários convoca aos que não aceitam ajoelhar-se ante o trabalho assalariado nem ante as promessas do poder. Aos que entendem que a liberdade não se delega, que a vida não se negocia, que a rebeldia não se domestica. No Parque La Bandera levantaremos, uma vez mais, esse território efêmero, mas real onde a autoridade se dissolve e a fraternidade se torna prática concreta.

Haverá música, sim, mas não como espetáculo: como grito de protesto. Oficinas e palestras, não para ilustrar passivamente, mas para acender a consciência e afiar a ação. Feira libertária, não como consumo, mas como intercâmbio vivo de ideias, afetos e ferramentas para romper com a ordem estabelecida.

Que ninguém venha a observar. Aqui se vem para participar, para incomodar, para tensionar. A conspirar contra a obediência e a ensaiar, ainda que seja por umas horas, a vida que nos foi negada.

Porque não queremos reformas: vamos para o comunismo anárquico.

Saúde e Revolução Social.

Difunde, participa, traga tua feira!

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

No meio da grama,

Surge uma luz repentina.

Vaga-lume acorda.

Renata Paccola

[Itália] Roma: Fora Alfredo do 41bis [18 de abril]

Essas prisões são prisões de guerra. Fora Alfredo do 41bis!
 
A vida de Alfredo Cospito passa novamente pelas mãos do Ministro da Justiça, portanto do governo, pois nos primeiros dias de maio expiram os primeiros 4 anos em regime de 41bis. A partir desse momento, o prazo terá renovação a cada 2 anos. A história de Alfredo hoje é conhecida por amplos setores da sociedade que tomaram consciência da violência do 41bis graças à greve de fome de mais de 180 dias, que Alfredo realizou entre 2022 e 2023, e à forte mobilização nacional e internacional em sua solidariedade. Atualmente, as condições de detenção de Alfredo pioraram: ele não pode receber nenhum tipo de livro (mesmo aqueles sem conteúdo político), a censura nas cartas aumentou e ele não consegue nem mesmo farinha para fazer pão. Esse endurecimento adicional é uma clara represália após a sentença contra o Subsecretário da Justiça, Delmastro, condenado por revelação de segredos de Estado. O Subsecretário da Justiça havia transmitido a Donzelli, responsável do partido governista, documentos do DAP sobre conversas que Alfredo teve com outros detentos de sua seção durante a hora do ar livre.
 
A solidariedade com Alfredo nunca foi apenas uma luta por Alfredo. Como já foi dito várias vezes, um anarquista no 41bis hoje é um aviso para todos, pois essa extensão adicional desse regime prisional constitui uma das pontas mais avançadas da atual fase reacionária. O endurecimento contra ele, de fato, tem como principal explicação a vontade de encerrar a partida com qualquer forma de dissenso, desde as radicais até as permitidas.
 
O estado permanente de preparação para a guerra, no qual estamos imersos há quatro anos, é o resultado de uma adequação da agenda e da propaganda do Estado. Autoritarismo, cortes nos gastos públicos, militarização da sociedade, guerra aos pobres, patriarcado, leis racistas, detenção administrativa (CPR), mas, acima de tudo, a ferrenha celebração de tudo isso, representam a estrutura econômica e cultural à qual estão acostumando a população. Os pobres são indivíduos excedentes a serem confinados fora do convívio social. As pessoas dissidentes são inimigas a serem combatidas, o conflito social é terrorismo. O imperativo é lei e ordem, ou prisão.
 
E é por isso que é apropriado considerar as prisões como verdadeiras prisões de guerra e as pessoas detidas como verdadeiras prisioneiras de uma guerra que, embora ainda não tenha feito explodir bombas neste canto do mundo, impõe a necessidade preventiva de cerrar fileiras para desencorajar e desincentivar não apenas o conflito social, mas toda forma de oposição.
Essas prisões são prisões para Anan, condenado a 5 anos e 6 meses por ser palestino que participou da resistência contra a ocupação israelense; são prisões para Tarek Dridi, condenado por crime de resistência dentro da manifestação de 5 de outubro de 2024; são prisões para Ahmad Salem, em regime de Alta Segurança apenas por ter assistido a vídeos que qualquer um pode encontrar na web, mas considerados pelos investigadores como provas de preparação para o uso de explosivos para a prática de atos com finalidade terrorista.
 
Por Alfredo, pela abolição do 41bis, por todas as pessoas prisioneiras, pela deserção de toda guerra, pelo desmantelamento do aparato militar e da ideologia militarista e patriarcal, por todas as pessoas atingidas pela repressão por terem agido em solidariedade com a Palestina.

Fazemos um apelo àqueles que, há três anos, tomaram uma posição, àquela parte da sociedade que nestes anos foi às ruas pela Palestina e que, diante das injustiças, não costuma se calar.
 
No dia 18 de abril estaremos nas ruas de Roma por Alfredo.
 
Essas prisões são prisões de guerra
Fora Alfredo do 41bis
Liberdade para todos e todas
 
Fonte: https://brughiere.noblogs.org/post/2026/03/30/roma-fuori-alfredo-dal-41-bis-18-aprile/
 
Tradução > Liberto
 
Conteúdo relacionado:
 
https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2026/03/11/italia-fora-alfredo-do-41-bis/
 
agência de notícias anarquistas-ana
 
Sobre o telhado
flores de castanheiro
ignoradas.
 
Matsuo Bashô

[EUA] Anunciando o Banco de Dados de Infiltrados

O Projeto No Trace lançou uma nova ferramenta: o Banco de Dados de Infiltrados, um banco de dados de casos de infiltrados de longo prazo empregados pelas autoridades no século XXI, atualmente com referência a 74 casos de 12 países. O objetivo do banco de dados é ajudar anarquistas e outros rebeldes a entender melhor como os infiltrados operam. Para cada caso, fornecemos uma breve descrição, fontes para aprender mais, bem como o nome e fotos do infiltrado, se disponíveis.
 
Manteremos o banco de dados no futuro. Se você souber de algum caso que esteja faltando e que atenda aos nossos critérios de inclusão, sinta-se à vontade para nos informar.
 
Para obter mais informações sobre infiltrados e como se defender contra eles, recomendamos nosso banco de dados de recursos.
 
Tradução > Reno Moedor
 
Conteúdo relacionado:
 
https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/09/29/espanha-as-voltas-com-os-infiltrados/
 
agência de notícias anarquistas-ana
 
Lágrimas salgadas –
o mar permanece nos olhos
desde o princípio
 
Casimiro de Brito

[Colômbia] Nunca Policiais. Todos Os Porquinhos São Bonitos.

Nunca Tombos. All Cerditos Are Bonitos. 

Antes de compará-los, alguns dados:

Os porcos são tão inteligentes como os cães; aprendem truques, se reconhecem no espelho e recordam lugares por meses.

Amantes da limpeza: Ainda que as pessoas acreditem no contrário, são animais limpos. Separam onde dormem, comem e fazem suas necessidades se têm espaço.

Sociais e faladores: Se comunicam com mais de 20 sons diferentes e criam laços muito fortes com seu grupo.

Aprendem rápido: Podem correr até 17 km/h e até jogar vídeo jogos simples!

Cuidam de sua pele: Se revolvem no barro para refrescar-se e proteger-se do sol, como se fosse protetor solar natural.

De grande coração: Se afeiçoam com humanos e outros animais, e inclusive sonham quando dormem.

Conclusão, os porcos são demasiado bonitos, sociais e inteligentes para merecer semelhante comparação.

Xilografia por @fungitivo_jaimes.

La Candelaria, Bogotá

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

do orvalho
nunca esqueça
o branco gosto solitário

Matsuo Bashô

[Espanha] O apoio mútuo como ato revolucionário diante da sociedade do “viver rápido e sentir pouco”

Em um mundo cada vez mais hostil, sob um sistema que nos insensibiliza, nos separa, nos incentiva a competir e que prioriza o benefício individual sobre o coletivo. Um sistema que perpetua e fomenta a desigualdade social e que, de certa forma, nos iguala. Nos iguala a uma parte da sociedade como classe. A nós, como classe trabalhadora.

O apoio mútuo como ferramenta transformadora


O apoio mútuo se apresenta como uma ferramenta que representa tudo o contrário. Representa a solidariedade, a colaboração e a cooperação na qual o benefício é sempre coletivo. Na qual se oferece e se recebe apoio. Em definitivo, uma ferramenta de defesa comum que nos permite transitar pela vida de forma mais amável e humana.

Criação de espaços seguros


Criando espaços seguros onde poder ser, sentir e dar voz às nossas aventuras e desventuras cotidianas, “aqui escutamos, não julgamos e geralmente contribuímos”, procurando criar um oásis de calma e paz, onde cada integrante do grupo se sinta acolhido pelos demais.

Alcateia, horizontalidade e cuidado coletivo


Uma alcateia de lobas organizadas de maneira horizontal e assemblear, sempre cuidando todos de todos e não deixando ninguém para trás. Parafraseando uma canção que ainda perdura entre pessoas idosas e jovens, e que este ano completa 50 anos:

“Bidean anaia erortzen bazaik Lepoan hartu ta segi aurrera!”
(Se um irmão cair no caminho, carregue-o nas costas e siga em frente!)

Conclusão


Em definitivo… Se o apoio mútuo é um pequeno ato revolucionário, caminhemos juntes rumo à revolução!

Fonte: https://irunea.cnt.es/gam/apoyo-mutuo-acto-revolucionario/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

bambu quase quieto,
voltado para o poente,
filtra a luz da tarde

Alaor Chaves

Entre o bloqueio e o capitalismo de Estado: crise social, transição intra-oligárquica e protestos na Cuba contemporânea

Entrevista especial com Eleuterio Ascaso, militante anarquista cubano e integrante do Taller Libertario Alfredo López, concedida a Cassio Brancaleone no dia 13/03/2026 para o Instituto de Estudos Libertários (IEL)
 
Pergunta > Como você analisa a intensificação do cerco e das sanções da administração de Donald Trump, especialmente em seu segundo mandato, sobre a economia cubana, no marco do embargo que os Estados Unidos mantêm há mais de seis décadas? Que efeitos estruturais esta política incide na reprodução social e nas condições de vida da maioria da população?
 
Resposta < Olha, antes de tudo, é preciso dizer que esta situação de bloqueio internacional por parte do governo dos Estados Unidos da América — supostamente contra o regime daqui, a República de Cuba — tem, como bem diz a pergunta, mais de seis décadas.
Agora, é absolutamente verdade que, neste momento, depois que Trump declarou que Cuba é supostamente uma “ameaça extraordinária” para a segurança dos Estados Unidos (colocando entre aspas, que é como deve ser), as coisas aqui em Cuba pioraram muitíssimo. Ou seja, não significa de forma alguma que antes estivessem bem. Antes estava mal, mas agora está pior. Não há combustível para o transporte mais elementar, tanto dentro de Havana quanto fora, em outras províncias.
Agora mesmo, nas redes sociais, está viralizando o vídeo de um brother lá de Aguacate, município de Madruga, província de Mayabeque, que montou um polaquito (um Fiat Polski, um Fiat polaco) com um conversor de carvão a gás; algo que era muito utilizado na Alemanha nazista durante a guerra, entre 39 e 45. Bom, eu interpreto que basicamente o que ele faz é converter o carvão em CO, monóxido de carbono, um gás altamente venenoso, e com isso alimenta o motor do polaquito. A situação é pesada.
Há outras questões também de importância crucial, como, por exemplo, o fato de uma pessoa poder ter dinheiro no cartão bancário, mas não ser possível convertê-lo em espécie, e muita gente recebe em dinheiro vivo. Porque, entre outras coisas, esses sistemas bancários não funcionam quando há apagão, e os apagões aqui são diários. Nem funcionam quando falta luz no local onde estão os servidores do sistema bancário, que não coincide necessariamente com o lugar onde o banco está. Ou seja, nada feito; é preciso “navegar”, inventar (dar um jeito), ver como se converte esse dinheiro eletrônico do cartão em um dinheiro que se possa consumir. Nessa questão da transferência, nem todos os negócios podem comprar via transferência, porque o Estado também exige que paguem em dinheiro vivo dentro da venda por atacado.
Eu devo ressaltar algo muito importante: o bloqueio norte-americano é um fato de classe. Isso é uma questão de classe! As pessoas que dirigem a megacorporação cubana GAESA e outras personalidades da alta burocracia não sentem o bloqueio. O bloqueio norte-americano ataca as pessoas de abajo; ataca trabalhadoras, trabalhadores, aposentados, cuidadores e cuidadoras — ataca a nós. Somos nós quem mais sofremos por essas medidas de “ameaça extraordinária” ditadas pelo governo de Donald Trump e pelas medidas de bloqueio que já existiam antes.
Isto é questão de classe. Em Cuba existe uma oligarquia. Essa oligarquia governa. Essa oligarquia vive bem, não vive como vive o povo. Essa oligarquia se desloca em carros norte-americanos de última geração. E é aliada da nova burguesia que está surgindo em Cuba — uma burguesia privada, privatista, que também dirige esses mesmos carros. Eles ganham dinheiro através do processo de “compradoria”; é uma burguesia compradora, fundamentalmente de importação. Ganham seu dinheiro, constroem suas casas luxuosas em todos os lugares de Cuba, mas é uma classe social que não tem nada a ver com o precariado.
O precariado é a maioria do povo cubano. O precariado muitas vezes é obrigado a trabalhar até 16 horas, sobretudo as mulheres, sem qualquer garantia de direitos para essa burguesia que anda por aí em carros norte-americanos e motos de última geração. Quando uma dessas mulheres, das que trabalham 16 horas para essa burguesia, fica grávida, não há direito trabalhista que a proteja. Ela tem ou que abortar ou sair do trabalho. Assim funciona a realidade jurídica da Cuba “realmente existente”. Acredito ter sido suficientemente claro sobre esse caráter classista do embargo/bloqueio norte-americano.
Quando eu digo que não existem marcos legais para proteger quem trabalha, obviamente não é totalmente assim. Obviamente existe legislação trabalhista, há um novo Código de Trabalho que foi aprovado há pouco tempo. Mas a questão principal está nos procedimentos. Ou seja, a lei adjetiva (o direito processual), como se diz no Direito, não é algo que funcione bem em Cuba.
Basicamente, em quase todos os ramos do ordenamento jurídico — talvez apenas no Direito Penal e em algumas coisas do Direito Civil — as leis adjetivas funcionam. Mas, por exemplo, no Direito Trabalhista é complicado ganhar uma disputa contra o empregador, especialmente quando o empregador está empoderado em termos de classe; eu me referia basicamente a isso. Não é que não existam leis, como uma “desregulação” que esses pseudo-libertários inventaram, ou como a que existe na Bielorrússia, onde você tem que assinar o contrato todo ano porque não existe contrato de trabalho permanente.
Teoricamente, em Cuba, sobretudo no âmbito estatal, quem trabalha pode reivindicar alguns direitos, mas no mundo da iniciativa privada, especialmente nos pequenos negócios, isso não é assim. E aqui entra a questão do precariado, que é muito importante. O precariado em Cuba é uma classe social que surgiu nos anos 90, quando desapareceu a ajuda e o apoio da União Soviética e do CAME (ou COMECON).
Basicamente, os salários continuaram no mesmo nível de antes, mas os mantimentos desapareceram. O que se comprava pela libreta (caderneta de abastecimento) começou a ser em quantidade e variedade muito menores. Agora já quase não se vende nada pela libreta. Tenhamos em conta que, nos anos 80, a libreta era algo que garantia um nível mínimo de bem-estar: vinha proteína, carne, produtos enlatados, frutas, etc. Tudo isso desapareceu em grande parte nos anos 90.
Os salários não aumentaram. E isso significa que as pessoas tiveram que começar a “resolver”, como se diz em Cuba, por outras vias — basicamente através da economia informal — as suas necessidades. Por isso eu falo de precariado. Eu sei que a precarização existe no mundo todo, está ocorrendo em praticamente todos os países, não é? Mas o grande ponto disso em Cuba é que o salário normal de um trabalhador ou trabalhadora do Estado geralmente está abaixo da linha da pobreza.
De fato, esse dado sobre a linha da pobreza foi informação confidencial durante muito tempo. Agora já existem estimativas de diferentes economistas e, bem, o salário estatal (e o setor estatal ainda é o que mais emprega força de trabalho hoje) está geralmente abaixo da linha da pobreza, salvo algumas exceções.
O salário na economia privada pode até estar acima, mas aí a precarização entra por outro lado, por onde eu já comentava: a vulneração dos direitos. Ou seja, nos negócios privados, o trabalhador não tem o que o Estado garante no setor público. Geralmente não há férias (ou são muito poucas), nem licença-maternidade ou paternidade. Também não há auxílio-doença quando alguém adoece. Todas essas coisas no setor privado estão muito vulnerabilizadas. É muito fácil demitir um trabalhador, e o trabalhador sabe que não pode espernear, porque assim se expõe ainda mais.
Além disso, todo o tema dos sindicatos em Cuba está muito precarizado também. Não quero dizer que não existam. No setor público, a maior parte da força de trabalho é sindicalizada, mas no privado não. Além disso, no setor privado inventaram um “modelinho cômico” de sindicato vertical, como costumava ser no fascismo, em que o patrão e os empregados pertencem à mesma seção sindical. Obviamente isso não funciona quando existe, porque muitas vezes nem isso existe.
Eu só queria pontuar isso porque, para falar do bloqueio como uma questão de classe, é indispensável entender o que é o precariado em Cuba.
 
>> Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui:
 
https://ielibertarios.wordpress.com/2026/03/18/entre-o-bloqueio-e-o-capitalismo-de-estado-crise-social-transicao-intra-oligarquica-e-protestos-na-cuba-contemporanea/
 
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agência de notícias anarquistas-ana
 
Por aqui passou
uma traça esfomeada:
livro de receitas.
 
Francisco Handa

Eleições 2026 | Não voto, NÃO!

[Alemanha] Antifa na ofensiva: Rumo ao Primeiro de Maio revolucionário! Para o bloco Antifa!

Antifa está unida

Como movimento antifascista, somos criminalizados e sujeitos à repressão. Julgamentos contra antifascistas estão em andamento em Düsseldorf, Stuttgart-Stammheim e Dresden. Os réus são acusados ​​de atacar fascistas ou sabotar empresas de armamento. Além disso, Maja foi sequestrada ilegalmente e levada para Budapeste, onde foi condenada a oito anos de prisão em um julgamento espetacular. O antifascismo não pode ser proibido nem punido com prisão. É um pilar político fundamental para um mundo sem opressão, exploração e dominação.

Antifa significa Palestina Livre

O antifascismo não respeita fronteiras. Somos internacionalistas e nos solidarizamos com nossos camaradas em todo o mundo – em Rojava, Irã, Sudão, Palestina e em todos os lugares. Sem uma posição internacionalista, anticolonial e antigenicida clara, não pode haver um movimento antifascista consistente.

Antifa luta contra a perseguição política

Na Alemanha, pessoas que demonstram solidariedade à Palestina e protestam contra o genocídio em Gaza estão sendo atacadas e criminalizadas pelo Estado. Algumas perderam seus empregos, outras foram desacreditadas, condenadas ou gravemente feridas pela polícia. Ativistas do movimento curdo também estão sendo condenados sob o pretexto de pertencerem a uma organização terrorista. A repressão afeta principalmente migrantes e trabalhadores. Politicamente, o Estado quer nos esmagar, nos isolar e nos silenciar. Estamos unidos contra essa repressão.

Antifa é feminismo

A opressão patriarcal continua sendo uma realidade diária – nas escolas, nas famílias e nos locais de trabalho. Os feminicídios são apenas a ponta do iceberg da violência alimentada por discursos de ódio antifeministas e transfóbicos. O patriarcado tem muitas faces: baixos salários, pobreza na velhice e possessividade são apenas algumas delas. Não pode haver concessões na luta contra a violência patriarcal e o comportamento antifeminista – nem mesmo dentro de nossas próprias estruturas.

Antifa significa solidariedade

Em Berlim, pode-se ter a impressão de que os antifascistas são maioria. Mas mesmo fora do centro da cidade, a situação é diferente. A solidariedade precisa ser praticada. Nossos camaradas precisam de apoio local para seu importante trabalho. Juntos, devemos resistir ao fascismo.

Antifa significa faça você mesmo

Enquanto a ideologia de direita se normaliza, as supostas “barreiras” são inúteis na luta contra o [partido] AfD e o pântano circundante de “Nova Direita” e fascistas nacionalistas. Pelo contrário: a CDU não é muito diferente do AfD. No governo, Merz garante que nossa classe continue empobrecida, que a vigilância seja ampliada, que refugiados sejam submetidos a represálias racistas e que os direitos arduamente conquistados pela FLINTA e pelas pessoas LGBTQIA+ sejam cerceados.

Ombro a ombro contra os fascistas nas ruas e no parlamento.

Contra os ataques à nossa classe. Em defesa dos antifascistas presos e de todos os presos políticos do mundo.

Por uma vida boa para todos.

Junte-se ao bloco antifascista no dia 1º de maio! Vamos à ofensiva!

Somos todos Antifa – nas ruas, no subsolo ou na prisão.

Fonte: https://kontrapolis.info/17745/

agência de notícias anarquistas-ana

lavrando o campo
a nuvem imóvel
se foi

Buson

[Espanha] Cerveja Subversiva | Cooperativismo, Autogestão e Solidariedade

Cerveses Subversiva é uma cooperativa de cerveja artesanal formada por movimentos sociais libertários.
 
O que queremos?
 
Dê mais significado à nossa autogestão e solidariedade. Queremos expulsar as cervejarias capitalistas das nossas geladeiras, estabelecimentos e de todos os espaços que não querem contribuir para multinacionais ou PMEs cuja prioridade é o dinheiro e não as pessoas ou o meio ambiente.
 
Como fazemos isso?
 
Organizando-nos em uma assembleia horizontal e tecendo uma rede por todo o território. Sem chefes ou conselhos administrativos nos dizendo o que fazer e quando, de forma cooperativa.
 
O que devemos fazer?
 
Cerveja artesanal. É uma cerveja não pasteurizada, feita com diferentes variedades de aveia maltada (malte de grão), trigo, lúpulo, levedura e água; seguindo um processo de produção tradicional.
 
Quais são os nossos princípios?
 
Cooperativismo, solidariedade, autonomia, consumo local, ambientalismo, soberania alimentar e tecnológica.
 
>> Mais infos: subversiva.coop
 
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agência de notícias anarquistas-ana
 
Sobre os meus pés
Caem reluzentes
As últimas faíscas do sol.
 
Leandro Feitosa Andrade

[Chile] Convocatória: “Caóticas Intenções” | Mostra visual e de criações artísticas em combativa memória de Mauricio Morales | Maio Negro 2026

Longe dos grandes eventos de arte, dos insípidos salões de exposição em museus ou a mostra visual tão abstrata e elevada como incompreensível, buscamos retomar as expressões estéticas, criativas e artísticas para e desde a luta anárquica.
 
Estamos convocando diversos companheiros que se interessem pela gráfica, ilustração, o desenho, as instalações, obras bidimensionais, fotografias, colagem, intervenções, etc. para a realização de uma exposição em memória do companheiro. Não há inconveniente em que decidas aportar com mais de uma obra. A convocatória pode tocar diversas categorias ou arestas, desde os diversos pensamentos plasmados em escritos e poesias por parte de Mauri, uma vida e trajetória multiforme de combate, da ação direta violenta, das projeções anticarcerárias ou da memória posterior, entre outras.
 
Se te interessa, escreva-nos um e-mail para enviarmos a primeira circular informativa, com as datas, prazos e bem para resolver qualquer dúvida.
 
Equipe de Curadoria pela agitação da memória insurreta
Editorial Cuadernillos incendiarios
Editorial Memoria Negra
Contato: caoticasintenciones@riseup.net
 
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agência de notícias anarquistas-ana
 
cai o granizo:
rapaz, fique em casa,
tenha juízo
 
Carlos Seabra

[EUA] Declaração de Marius Mason sobre sua libertação em maio de 2026 | “Vejo vocês do lado de fora!”

De Marius:

Saudações, amigas, amigos e familiares,

Parece que desta vez isso realmente vai acontecer. Então, finalmente acho que chegou a hora de entrar em contato e agradecer a todas vocês e todos vocês que permaneceram firmemente ao meu lado, me apoiando e me ajudando a manter o equilíbrio durante todos esses 17 anos de encarceramento no FBOP. Vou deixar a prisão em maio e retornar ao meu estado natal, Michigan, de volta a Detroit.

Esse período não teria sido o mesmo sem vocês. Conheci muitas pessoas que não tinham ninguém a quem recorrer enquanto cumpriam suas penas, então eu sei a diferença que fez ter sempre a minha gente me sustentando. E houve muita coisa a enfrentar, especialmente na defesa da minha transição, em cada etapa. Eu sabia que tinha orientação jurídica, informações médicas e apoio material. Muito obrigado mesmo. Devo a vocês mais do que jamais poderei retribuir.

Da minha parte, procurei ser apoio e conforto para as pessoas ao meu redor em cada lugar para onde o BOP me enviou, transmitindo o amor que me foi demonstrado.

O que eu realmente quero que vocês saibam é o quanto me encheu de orgulho fazer parte de uma comunidade de resistência que permaneceu unida. As pessoas que conheci na prisão ficaram impressionadas ao ver tanto amor e tanta solidariedade se expressarem de forma tão poderosa por alguém que estava atrás das grades.

Isso demonstrou que, em nosso movimento, embora estivéssemos fisicamente separados, podíamos permanecer juntos em espírito, que solidariedade e amor são palavras de ação, e que estamos nisso a longo prazo.

A mudança não vem facilmente, mas a solidariedade é quando exercemos nossa força como povo. Eu realmente não sei o que vem a seguir, mas espero ainda poder servir à minha comunidade de alguma forma que ajude. Tenho estudado para ser tutor de escrita por meio da minha bolsa na Yale Prison Education Initiative e espero ser voluntário no Literacy Project, em Detroit. Também obtive um diploma de paralegal e estudei direito migratório, e espero poder servir também nessa capacidade.

Há muito a fazer, mas muitas mãos tornam o trabalho leve! Obrigado, obrigado, um milhão de vezes, obrigado! Como Elton John costumava cantar: ainda estou de pé, sim, sim, sim.

Vejo vocês do lado de fora!

Com amor e solidariedade,

Marius

Fonte: https://www.abcf.net/blog/statement-from-marius-mason-on-his-may-2026-release/  

Tradução > Contrafatual

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agência de notícias anarquistas-ana

Sem rei, sem profeta,
a seara balança ao vento—
livre e desgrenhada.

Liberto Herrera.

[Grécia] Pôster | 38 anos da Okupação Lela Karagianni 37

38 anos da Okupação Lela Karagianni 37 | abril de 1988 – abril de 2026 | No Pasaran!

Diante do velho e decadente mundo do poder, que não tem nada mais a prometer além de doenças, guerras, fome, deslocamento, exploração e opressão. Contra a repressão estatal e as gangues fascistas paramilitares. Devemos defender os espaços ocupados e auto-organizados de vida e luta como parte integrante das resistências políticas, sociais e de classe não tuteladas que tentam erguer barreiras contra o ataque da barbárie estatal e capitalista, como focos de coletivização da luta anarquista antiautoritária e territorialização dos projetos libertários com a visão de uma nova sociedade de propriedade comum, igualdade, solidariedade e liberdade.

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tarde de chuva
ninguém na rua
guarda a chuva

Alonso Alvarez

Ktarse anuncia o lançamento do seu 5° álbum, “Indigestos e Indomáveis”

KTARSE. Após 5 anos do lançamento do seu último álbum de estúdio, disponibiliza o seu mais novo MANIFESTO INSURGENTE: 5° álbum INDIGESTOS E INDOMÁVEIS. O projeto promete dar continuidade ao que o grupo nesses quase 30 anos de engajamento no Movimento de Hip-Hop tem potencializado através de rimas inflamadas com fúria e ódio ao capitalismo, Estado e todas as formas de opressão disseminadas nas periferias. O álbum está municiado de Rimas indigestas e com críticas ao sistema capitalista com uma densa e intensa sonoridade. O título, INDIGESTOS E INDOMÁVEIS, já anuncia que as músicas vieram para provocar, incomodar e não se submeter a padrões da indústria cultural e suas futilidades que aprisionam a mente do povo do gueto. As letras reafirmam a consciência de classe e a potência rebelde, furiosa, contestadora e anárquica do grupo.

Com esse novo álbum, o Ktarse segue consolidando seu espaço no cenário do rap combativo, mostrando que sua arte vai além do entretenimento — é também uma ferramenta de reflexão, resistência e luta dos CRÔNICOS SOCIAIS.

A produção/mixagem/masterização dos álbuns é feita de forma autônoma no “nós por nós”. As letras e a produção sonora são elaboradas por Rodrigo e Leal. Os integrantes do grupo têm uma trajetória de luta e resistência junto a diversos movimentos sociais. Também estão engajados em organizar atividades culturais e debates em espaços públicos e coletivos de luta anticapitalista, assim como fazem palestras sobre a questão racial, social e política em escolas, sistema prisional e coletivos de inspiração libertária.

Somos a continuidade e seguimos a principiologia do RAP dos anos 90, nosso RAP potencializa as vivências e os saberes de quebrada, lapidando nos livros subversivos vamos construindo trincheiras de rebeldia e resistência dos fudidos através do rap combativo.

KTARSE – INDIGESTOS E INDOMAVEIS – ÁLBULM 2026

1 – Recíproco part. Beiço / 2 – Principiologia / 3 – MALCOM X (Custe o que custar) / 4 – Rimas Enfurecidas / 5 – Espada part. José Poeta e Palhaço / 6 – Quando a quebrada se enfurecer part. Mano B.O. / 7 – Não se submeta / 8 – Cansaço e Revolta part. Fabio da Silva Barbosa / 9 – Kissinger (100 anos de um facínora) part. Igor CDO / 10 – Livre Palestina / 11- Legado part. José Poeta e Palhaço / 12 – ANTIFA / 13 – Hip-Hop Combatente part. Marcos Favela / 14 – Destinos abortados part. Fabio da Silva Barbosa / 15 – Somos Insurgentes / 16 – PROTESTO part. José Poeta e Palhaço / 17 – Vírus Sonoro part. Melaninaemsi / 18 – Filhos da marginalidade part. José Poeta e Palhaço / 19 – PACHAMAMA / 20 – Triunfo da Estupidez / 21 – No apagar das luzes (Outras perspectivas) part. Thiago Augusto / 22 – Indigestos e Indomáveis / 23 – Enquanto os intelectuais reclamam part. José Poeta e Palhaço / 24 – Crônico Social / 25 – Ainda estamos vivos! part. Maria

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outono
outrora
era outro

Alonso Alvarez

[Espanha] 6ª Feira do Livro Anarquista de Alicante

A 6ª edição da Feira do Livro Anarquista de Alicante acontecerá nos dias 11 (abertura da Feira), 17 e 18 de abril.

A Feira é um espaço de encontro, debate e aprendizado coletivo em torno de ideias e práticas anarquistas. Durante esses dias, encontraremos editores, coletivos e indivíduos ansiosos para compartilhar livros, experiências, reflexões e ferramentas que nos ajudem a pensar e fortalecer as lutas do presente.

Demolir o velho mundo da exploração para construir uma alternativa comunista libertária, superando o sistema capitalista e abolindo todas as estruturas de dominação que o sustentam, como o Estado, o patriarcado, o militarismo e todas as formas de poder que organizam a sociedade de cima para baixo. Estamos comprometidos com um mundo onde a vida e o cuidado estejam no centro, e onde a gestão da sociedade se dê por meio de estruturas coletivas e horizontais, questionando lideranças e vanguardas.

Hoje, mais do que nunca, é necessário resistir às misérias que este sistema nos impõe e continuar a gerar ferramentas de luta, solidariedade de classe e apoio mútuo, que nos permitam avançar rumo à revolução e construir uma sociedade livre do lucro, da dominação e da destruição. Queremos construir um novo mundo desde baixo, em conformidade com a igualdade e o respeito pela natureza.

A Feira também pretende ser um espaço para compartilhar ideias, práticas e experiências que alimentem esse caminho, desde a teoria e o debate, mas também da organização cotidiana e da solidariedade de classe.

Esperamos por você nos dias 11, 17 e 18 de abril em Alicante.

mollaa.nyasca.net

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/10/27/espanha-realizada-a-i-mostra-do-livro-anarquista-de-alicante/

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por entre os salgueiros
clarão sedoso das águas
enluaradas

Rogério Martins