Quarta-feira, 7 de setembro, estudantes de 300 faculdades em todo a Grécia votaram em assembléias estudantis a favor da ocupação de suas instituições. Quase a metade destas faculdades realizaram uma assembléia segunda-feira, renovando a decisão das assembléias na semana passada por ocupações e mobilizações durante os últimos dias de agosto. Os estudantes estão se opondo a Lei do Ensino Superior, de caráter totalitário e neoliberal, votada há poucos dias por deputados do partido governista Pasok, do partido direitista Nova Democracia, e do partido de extrema-direita Laos. Esta lei elimina o asilo universitário, o ensino gratuito e transforma as universidades em departamentos das empresas.
Enquanto isso, em 5 de setembro, na cidade de Récimno, em Creta, uns policiais secretas chegaram à porta da universidade local, exigindo entrar no campus para “averiguar se os estudantes ocupavam a universidade e informar a seus chefes”. É claro, não nomearam seus chefes quando foram solicitados a fazê-lo pelos guardas das instalações, que no final não foram autorizados a entrar no campus. Trata-se obviamente de uma arrogância e uma tentativa de intimidar os jovens, rebelados contra o regime, uma vez que as decisões das assembléias estudantis e ocupações são publicadas apenas após a conclusão das assembléias. Tanto eles e os seus amos devem receber a resposta que merecem.
A luta da juventude grega por dignidade e liberdade, contra o totalitarismo, o fascismo e a tremenda ofensiva do Estado e Capital, é uma questão que diz respeito a cada pessoa livre neste mundo. Vamos mostrar a nossa solidariedade da maneira que for possível.
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!