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[Espanha] Centenas de antifascistas homenageiam Carlos Palomino no sétimo aniversário de seu assassinato

By A.N.A. on 14 de Novembro de 2014

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[Centenas de antifascistas voltaram neste último 11 de novembro ao metrô de Legazpi, em Madri, onde foi assassinado o antifascista Carlos Palomino, na idade de 16 anos, pelas mãos de um militar neonazista, fato que faz agora 7 anos. A assembleia de amigxs e companheirxs de Carlos voltou a convocar um protesto sob o histórico lema “a melhor homenagem, continuar a luta”. Também foram recordados Guillem Agulló, Lucracia Pérez, Clément Méric, Pavlos Fyssas “e tantxs outrxs que deram sua vida combatendo o fascismo em todas as suas formas e âmbitos da vida”. A seguir, comunicado distribuído antes e durante o ato.]

7 anos sem ti, 7 anos contigo. A melhor homenagem, continuar a luta.

 

Em 11 de novembro de 2014 completam 7 anos do assassinato de nosso companheiro Carlos Palomino pelas mãos de um covarde militar neonazi. Esta agressão mortal se produziu na estação de Metrô de Legazpi, quando o jovem valecano de 16 anos se dirigia ao multicultural bairro de Usera junto a um grande grupo de antifascistas para lutar contra o racismo em uma manifestação fascista convocada pela Democracia Nacional e que foi amparada, protegida e legalizada pelo Estado espanhol e seus corpos de repressão.

Nem esquecemos nem perdoamos a nenhuma das pessoas e instituições culpadas de tal abominável ato. Desde Josué Estébanez como assassino de Carlos Palomino, passando pela Delegação de Governo que protege e ampara as organizações e coletivos neonazis para que continuem propagando suas ideias racistas, sexistas e homofóbicas pelo Estado espanhol, até o exército fascista que impera na atualidade, dada a inexistência de uma mais que necessária depuração de cargos, e que esmagou sem pudor o povo trabalhador e combativo de 1939. Consequentemente, tampouco esquecemos nem perdoamos o papel que jogaram os meios de comunicação burgueses na opinião pública chamando de “guerra de gangues” este assassinato, retirando todo conteúdo político do mesmo.

O sistema político imperante é o principal culpado, dado que o capitalismo trata de mascarar sua ditadura burguesa contra o proletariado, mediante o racismo e a xenofobia; desta forma seu regime opressor pode continuar sua marcha impassível. Mas por muito que tentem perpetuar este método de distração social, cada dia somos mais as pessoas que têm claro que nossx inimigx não é de raça, senão a sociedade de classes, o heteropatriarcado, o capitalismo e um longo etcétera que forma um sistema cuja máxima é a opressão do povo.

A única solução que existe para corrigir esta situação é organizar-se e lutar. Nunca desistir.

Após mais de meia década, podemos afirmar com a cabeça bem alta que Carlos jamais morreu. Nosso companheiro se encontra presente na luta de cada antifascista que decide sair às ruas para combater firmemente o racismo, sem temor a represálias políticas ou agressões físicas. Porque tanto Carlos, como o resto de caídxs antifascistas, merecem contemplar orgulhosxs de seu descanso eterno como Madri continua levantando-se como a tumba do fascismo.

Por tudo isso, o 11 de novembro às 20h voltaremos à Plaza de la Beata de Legazpi para recordar Carlos e a todxs xs caídxs pelo fascismo: Guillem Agulló, Lucracia Pérez, Clément Méric, Pavlos Fyssas e tantxs outrxs que deram sua vida combatendo o fascismo em todas as suas formas e âmbitos da vida. A melhor homenagem segue consistindo em continuar a luta contra o fascismo dia a dia, bairro a bairro e povoado a povoado. Não permitiremos que caiam no esquecimento a luta de tantas e tantos antifascistas que deram a vida pela causa dos trabalhadores ao longo da história. Nem esquecemos, nem perdoamos.

A melhor homenagem é e será continuar a luta!

Nem esquecimento nem perdão!

Mais fotos:

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caminho por letras
aqui dentro uma tese
e lá, borboletas

Marcio Luiz Miotto (Pitu)

Posted in Movimentos Políticos & Sociais, Mundo | Tagged Antifascismo, Carlos Palomino, Espanha

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