A memória impregna de vida nossos passos. É energia, motivação e newen (força). É conteúdo transgressor contrário à passividade. É ação.
O recordar Maurício Morales é um chamado sempre presente à luta sem restrições, à imaginação ilimitada e a livre iniciativa individual que não necessita de massivas aprovações. Não se trata, no entanto, de fazer uma apologia da morte. Ao contrário. Nada temos a ver com a consigna esquerdista “até vencer ou morrer” ou com o grito fascista “viva a morte!”, ou com a exaltação da imolação de fundamentalismos religiosos. Posturas fatalistas e sacrificiais são contrárias ao nosso querer. Preferimos optar pela alegria de confrontar o poder que se vê fortalecida na medida em que nos sabemos sem ataduras, sem coações e que dependemos unicamente de nossa vontade. Essa vontade que caracterizou Mauri, levando-o a dar o melhor de si e que caracteriza muitos outros mais. É a vontade que rompe esquemas, gera fraturas e faz com que nos ponhamos a rir do que a pouco parecia impossível.
O nosso é a vida e é desde ela que recordamos a Mauri, desde a criatividade e a liberdade. Não como herói nem mártir, mas como um companheiro que despendeu todas suas forças e energias na aventura incerta da anarquia e que esteve, está e seguirá estando vivo em cada iniciativa antiautoritária. Porque somente o esquecimento é a morte.
Francisco Solar
Tradução > Liberto
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!