Você se locomove preferencialmente mais de bicicleta do que de carro; você evita comer carne; com alguns amigos você sonha morar no campo para viver de forma autossuficiente praticando jardinagem; você é revoltado(a) por conta da destruição da natureza que justifica o imperativo consumista e o produtivismo desenfreado, e você se engaja pessoalmente na luta contra todos os projetos que justificam essas lógicas: você é punk!! Ou quase isso…
O punk rock é uma formidável canal de ligação de criatividade e de energia artística que desdobra-se em múltiplos sub-gêneros. Mas é igualmente uma constelação de ideias e de práticas coletivas que formam desde os anos 1980 um poderoso movimento contestatório, principalmente no plano ecológico.
Este livro mostra que a contracultura punk, e em particular, sua corrente anarcopunk, tem tido, há mais de 30 anos, uma influência decisiva na difusão de representações e de modos de ação política e ambiental.
Do veganismo à permacultura, da defesa dos animais contra a indústria agroalimentar, à aquela da natureza frente à predação tecnoindustrial, da criação de zonas autônomas temporárias nas vilas à busca da autonomia coletiva no meio rural, os punks têm sabido detectar e se apropriar de forma antecipada de novas formas de resistência à ordem neoliberal triunfante. A extraordinária vitalidade de sua cena musical permitiu a circulação entre toda a juventude revolucion&aac ute;ria, e mesmo que uma parte de sua revolta parece ter sido absorvida pela cultura dominante, sua forma é talvez a mais radical luta hoje para inventar um outro mundo nas brechas do capitalismo.
Écopunk. Les punks, de la cause animale à l’écologie radicale
Preço: 12 €
Páginas: 220
Editora: Le Passager Clandestin
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!