Memória: Deu na Folha de S. Paulo, 8 de setembro de 1994.
Os punks foram um espetáculo à parte no desfile da Avenida Tiradentes, em São Paulo. Com punhos cerrados, gritaram e exibiram faixas de protesto contra a obrigatoriedade do serviço militar e gastos do governo com armamentos.
Os cerca de 50 punks, com cadeados, correntes e principalmente desaforos a policiais, limitaram-se a se manifestar, no entanto, no trecho da Tiradentes perto do Jardim da Luz. Um cordão de policiais militares intimidou-os e eles se contentaram em desfilar em direção à Estação Luz.
Os manifestantes se classificaram como anarco-punks ou punks anarquistas. Desde 1985, o punk Carlinhos, de 23 anos, vai aos desfiles do 7 de Setembro. Sempre para protestar contra o serviço militar. Pedreiro por profissão, ele afirma que a efervescência anti-Collor não o abala. “Sou contra qualquer governo, protesto contra todos eles.”
O vendedor Ivan de Souza, de 23 anos, mostrava um habeas corpus antecipado para evitar que fosse preso, como no ano passado. “É o nosso direito de expressão”, afirmava.
Em Salvador, um grupo de 20 punks também organizou um protesto durante o desfile de 7 de Setembro. Com faixas e cartazes, os punks defendiam o voto nulo e criticavam as Forças Armadas. Não houve incidentes. Eles só foram incomodados por cabos eleitorais de partidos de esquerda, que queriam a retirada das faixas pedindo voto nulo.
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agência de notícias anarquistas-ana
a vida é lida
ou vira
casca de ferida
Jandira Mingarelli

Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!