Relembrando o dia 21 de setembro (de 1972), um terrível e trágico momento que aconteceu na história das Filipinas: a declaração da lei marcial pelo presidente Ferdinand Marcos, de forma a suprimir e reprimir a maioria da população. Ondas de violência, desaparecimentos involuntários, prisões, assassinatos e torturas foram vividos pelos dissidentes e pela população comum que criticavam o regime autoritário daquela época.
Atualmente, a administração de Rodrigo Duterte [presidente das Filipinas] também está seguindo o caminho do totalitarismo e fascismo, pondo a vida das pessoas em suas próprias mãos, desafiando direitos humanos e constitucionais. A declaração da lei marcial¹ em Mindanao (em 23 de maio de 2017) e instigando a política de guerra às drogas com a morte de milhares de pessoas pobres. Esse mesmo regime está enganando as pessoas com as suas notícias falsas, que focam em parar a criminalidade e não em confrontar o real problema da sociedade, a injustiça social. Que tem como suas causas principais a pobreza, a falta de oportunidades de emprego, a ausência de segurança social e deslocamentos forçados – e tais injustiças já são violentas.
Na tentativa de expressar os nossos sentimentos contra essa atrocidade, nos reunimos no Luneta Park para fazer um picnic e, entre outras atividades, a distribuição de alimentos (Food Not Bombs), o mercado livre (Really Really Free Market), a biblioteca ambulante, “culture jamming” e a Radyo Kalye. Mais de quarenta pessoas demonstraram o seu apoio engajando-se com a comunidade de moradores de rua – que dormem e residem no parque. A questão dos moradores de rua é um terrível problema atual nas Filipinas e que nenhum governo conseguiu propor alguma solução.
Tradução > VizualWatcher
[1] Licença para matar acusados ou suspeitos de tráfico/consumo de drogas. Desde que assumiu a presidência, em junho de 2016, Duterte anunciou 3.400 mortes (até julho), mas a organização que defende os direitos humanos Human Rights Watch eleva o número para mais que o dobro (7.000).
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O sol adormece
RôBrusch




Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!