Os e as anarquistas devem votar no Haddad (PT) para barrar o fascismo?

Para impedir a vitória do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, temos visto militantes e intelectuais (acadêmicos) do PT pedindo o voto dos e das anarquistas, que todos os votos são imprescindíveis “contra o fascismo”, blá, blá, blá… Curto e grosso, perguntamos para quinze anarquistas: os e as anarquistas devem votar no Haddad (PT) para barrar o fascismo? Leia a seguir sete respostas que chegaram na nossa “caixa postal eletrônica”.

>>Não penso que se deve votar, se posicionar a favor de qualquer voto”

Olha, quando havia uns 50 anos de trabalho de base, conscientização política, muito engajamento aguerrido e uma direita protofascista que já havia governado ANTES, e a CNT-FAI ‘esqueceu’ de fazer campanha antieleitoral, apenas se conseguiu a liberdade dos sindicalistas e militantes e preparar a revolução. Mas o vírus do primeiro colaboracionismo, o corte pelo qual entrou a bactéria que gangrenou o senso crítico e impediu que a revolução eliminasse as forças pequeno-burguesas contrarrevolucionárias dos partidos comunistas, que impediu que a Anarquia se estabelecesse plenamente – para vitória ou derrota – contra os fascistas, foi exatamente essa primeira concessão.

Eu não chego a usar um anarcômetro para dizer quem é ou deixa de ser anarquista pelo que vai fazer na urna ou na privada. Mas certamente sempre digo, se é para uma ‘conciliação’ – não é pela adesão ao voto mas por outra coisa que é também ‘anarquismo’ e que têm faltado nas nossas fileiras: MONTAR comitês de defesa da cidadania, dos direitos sociais, sem rótulos mas com organização e viés anarquista. Articulando a população local para debater e organizar-se para que os seus direitos sociais sejam defendidos, envolvendo também especialistas jurídicos, assistentes sociais e qualquer pessoa com valor humanista, em moldes de deliberação autogestionária, local, federativa, sem delegar poderes a representantes. SE aparecerem os curiosos, os isentões que eventualmente queiram votar, que o façam, mas sem fazer propaganda onde a verdadeira preparação é para DEFESA contra a onda fascista, ou (torcemos) a simples marola. Isso, e apenas isso, eu poderia colocar como tarefa de viés ‘anarquista’ militante, sem jamais apontar para o voto. Mas para clamar a cada um que vem com essa angústia existencial que mesmo na remotíssima possibilidade de vitória desses idiotas do petismo (que aprovaram todas as leis que tipificam como terrorismo aos movimentos sociais) NADA do ESGOTO que eles favoreceram a abrir, vai voltar para dentro da tubulação. Apenas a LUTA organizada e com capilaridade alcançada por ser encaminhada pela BASE, e sem perspectivas de ANDARES superiores ou COBERTURAS duplex ou triplex, é que poderemos nos contrapor. Não precisa do rótulo anarquista mas qualquer anarquista deve ser capaz de reconhecer que a dinâmica de tais comitês de defesa da cidadania (ou de Salvação Nacional, para um termo mais vintage dos tempos da guilhotina. Mas sem cair no ‘terror’ dos jacobinos pequeno-burgueses). Enfim, devem ser organizações anarquistas.

Resumindo, não penso que se deve votar, se posicionar a favor de qualquer voto. Mas penso que antes de ficar no chavão ‘LUTE!’, que se apresente também a nossa proposta de luta que esteja aberta para tentar uma real articulação social contra o fascismo, o autoritarismo e a quimera do governo representativo democrático. A SOBERANIA está no POVO, e sempre é PERDIDA quando DELEGADA à poderes ‘populares’ eleitos pela coletividade mas com carta branca, ou uma ‘constituição’ frouxa e todas as picaretagens dessa farsa representativa. Só o povo organizado sem pensar em virar ‘eleitorado’ é que conquista a vitória capilar, numa tessitura social – sobre o fascismo que vem sendo cultivado por inúmeros agentes, como o evanjeguismo militante e meritocrata. E outros…” Henrique Zuchi

>> A luta contra o fascismo deve ocorrer por fora das eleições”

A vitória do Haddad é menos ruim que a do Bolsoline, no entanto o tal voto útil, só é útil para manter a ilusão na farsa democrática. Votar seja em quem for só perpetua o status quo. Acredito que a luta contra o fascismo deve ocorrer por fora das eleições e apesar delas. O PT cometeu muitos erros, poderia ter feito governos melhores mesmo do ponto de vista burguês. Preferiu ignorar os interesses da população e deu continuidade a uma política de criminalização dos movimentos sociais. O PT é responsável pelo crescimento da direita que agora temos de enfrentar nas ruas e não nas urnas.” May Moon

>> É evidente que não se barra o fascismo pelas urnas”

Não. A própria pergunta não faz muito sentido para os anarquistas. Uma resposta positiva a esta questão significaria o abandono de duas questões bem resolvidas para o anarquismo: 1) Os anarquistas devem votar? 2) É possível barrar o fascismo pelas urnas? Os anarquistas não votam porque a estratégia revolucionária para a classe trabalhadora é sempre a ação direta; jamais a participação da e nas instituições burguesas. Assim, os anarquistas não se perguntam se ele deve votar ou não. Ele se pergunta quais são as táticas que devemos usar diante da vitória deste ou deste outro candidato. Mas, as táticas de luta são sempre através da ação direta, jamais legitimando as estruturas burguesas. E é por isso que o anarquismo não se deforma em burocracia e apresenta sempre táticas combativas, a curto prazo, para construir uma alternativa revolucionária para a classe trabalhadora, em médio e longo prazo, enquanto os revolucionários institucionais terminam por defender a democracia que mata e extermina nossa classe e nosso povo e se deformam em burocratas representantes oficiais da classe trabalhadora. Com relação à segunda questão, no meio dos anarquistas ela só poderia ser recebida com ironia. É evidente que não se barra o fascismo pelas urnas. Como os anarquistas do passado já nos ensinaram só se pode vencer o fascismo esmagando-os através da autodefesa da classe trabalhadora. Se o fascismo for o projeto da burguesia, ela o impõe pelas urnas ou apesar delas. Quanta ilusão achar que se combate o fascismo apertando o botão. Não passa de uma piada reformista tomada a sério por aqueles que fazem ciranda para combater a violência organizada da burguesia.” Carlos Buenaventura

>> Prefiro o anarquismo!”

NÃO! Fascismo estrutural vermelho X Fascismo doutrinário branco: prefiro o anarquismo!” Vantiê Clínio Carvalho de Oliveira

>> Jamais podemos nos trair acudindo às urnas!”

Nossas ações, nos momentos mais cruciais, são as que determinam nossa história. E tendo apreendido da nossa memória, não elegemos lideranças, nem votamos, sob circunstancia nenhuma! Estamos contra toda autoridade! O Estado só se fortaleceu com as eleições e a democracia. Aqui não há ditadura. Se hoje temos a necessidade urgente de lutar contra o fascismo, é porque ele está no poder devido à política democrática, da qual a esquerda é parte e cúmplice da manutenção dum sistema que segue agredindo aos que batalhamos, por viver, há séculos. Sendo assim, a luta contra a dominação, da qual os anarquistas fomos e somos parte, não pode se aproximar da competição por governar dos partidos políticos. Um governante, seja qual for, sempre será um obstáculo para o grande desafio anárquico: viver na autonomia, na liberdade individual e coletiva, na defesa da terra, contra todo o que os agrida, sob a certeza absoluta de que podemos existir sem chefias. Na batalha atual, contra o fascismo, não vai ser tomando um banho de alvejante e democracia que vamos mostrar a potencia da nossa visão de mundo, nem nosso total rechaço ao Estado capital e à civilização. O Presente nos demanda mostrar que somos uma real ameaça à dominação, lutando nas ruas, sem dar espaço para o fascismo e seus defensores. Nossos corações, negros, precisam a concordância das nossas ações mais revoltadas! Jamais podemos nos trair acudindo às urnas!!! C. Labrava

>> Sai pra lá petista, não voto!”

Sinceramente, acho esse papo de voto útil, de anarquista votar no Haddad para barrar o fascismo a maior tolice. E imbecilidade dizer que os anarquistas que não votam ou votam nulo “não estão fortalecendo a luta antifascista, mas ajudando o Bolsonaro a se eleger”. Ora, ora… 1.) Pra começar, não é de hoje que os e as anarquistas combatem os fascistas, não é só em período de farsa e dinâmica eleitoral, de ascensão de um candidato ultradireitista. E arrisco a dizer que, nos últimos anos, desde o final da década de 80 até hoje, mesmo sendo um movimento pequeno, com pouca estrutura e recursos, quem mais lutou contra o fascismo e suas forças foram os e as anarquistas, principalmente os anarco-punks, denunciando, fazendo propaganda e promovendo ação direta. Não, não foi a esquerda institucional endinheirada e seus “milhares” de militantes que agora tem a cara de pau e a safadeza de ficar “apontando o dedo”. E seja dito: alguns jovens anarco-punks até perderam a sua vida ou foram sequelados em embates com gangues de skinheads nas últimas décadas. A propósito, alguns anos atrás quem fazia a segurança nos atos da Apeoesp (sindicato de professores do Estado de São Paulo, ligado ao PT) era uma patota de skinheads musculosos, descerebrados, nacionalistas e violentos. E quem denunciou essa escrotidão? Enfim… 2.) Somos poucos, e numericamente não temos qualquer peso na contagem dos votos. Aliás, será que o Haddad, o “metamorfose ambulante”, pensa que somos milhões? Se pensa, logo logo estará posando com uma camiseta estampada com um “A na bola” e fazendo juras ao anarquismo. Fala sério! Haha.; 3.) Legalismo nunca “matou” o avanço do fascismo, nazismo. Vamos pegar um exemplo atual. Na Grécia, a “esquerda radical”, representada pelo Syriza, está no alto do poder e não barrou o fascismo. Pelo contrário, a presença de partidos e organizações neonazis ainda é significativo em todo território grego, disseminando discursos de ódio, violência e até assassinatos, principalmente contra imigrantes e anarquistas. Mais, a polícia grega, o fascismo institucional, continua violenta e com fortes ligações com organizações abertamente ultradireitistas. Recentemente um ativista gay foi linchado e assassinado em Atenas com envolvimento da polícia e de fascistas. Por outro lado, ainda falando rapidamente do fascismo institucional, o governo “esquerdista” do Syriza juntamente com a “justiça” grega, e trastes direitistas, perseguem, reprimem e despejam espaços e okupações anarquistas ou de imigrantes. Isso sem falar dos campos de refugiados, chamados também de campos de concentração; 4.) Só a presença nas ruas, com várias estratégias, vibração, descentralização e muita propaganda, impedirá ou freará a ascensão fascista e nazista. E só acredito num antifascismo anticapitalista, no princípio e nos fatos. Às favas esse “antifascismo perfumado” estilo artistas “globais” milionários. Haha; 5.) Com a eleição de Donald Trump, o antifascismo cresceu nos Estados Unidos, inclusive o movimento anarquista. E a luta está sendo travada nas ruas, que deve ser obrigatoriamente o espaço de atuação dos e das anarquistas, e não mansamente apertando um botãozinho de uma urna ou na mordomia do Palácio do Planalto ou do Parlamento. Mas cada um é cada um. E como diz a minha mãe, cada um que carregue sua cruz. Contudo, essa cruz de votar eu não carrego. Não digo amém nem pra fascista declarado, nem pra reformista. Votar é a porra! Sai pra lá petista, não voto! Ponto. Moésio Rebouças

>> Votar em Haddad é pagar tributo à legitimidade do Capital”

“Os anarquistas não deveriam votar em Haddad ou em qualquer outro candidato. Chancelar qualquer candidatura é, de uma forma ou outra, aceitar o Estado e o Capitalismo. Ora, o Estado e o Capital são completamente opostos à Humanidade. Não devemos esquecer que o Estado sempre objetiva impor-se ante todos os indivíduos como ente absoluto; logo, contribuir para sua grandeza, aperfeiçoamento e expansão é prestar um desserviço à causa da Liberdade e da Humanidade. Ademais, votar em Haddad é pagar tributo à legitimidade do Capital e trabalhar contra a construção de uma consciência de classe entre os explorados, minando qualquer ideia de projeto alternativo/antagônico ao modelo posto, ao passo que abraçamos o direito e a moral das classes dominantes. Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/10/19/comunicado-aos-anarquistas-as-eleicoes-e-a-diferenca-entre-principios-e-taticas/

agência de notícias anarquistas-ana

Em morosa andança
Ao léu com meu ordenança —
Contemplação das flores.

Kitamura Kigin

39 responses to “Os e as anarquistas devem votar no Haddad (PT) para barrar o fascismo?”

  1. #EleNão

    Fazia tempo que não via tanta ignorância junta.

  2. Lis

    Morando há 11 anos na Grécia, posso afirmar que,apesar de não haver desaparecido por completo, a atuação da Χρυσή Αυγή( Aurora Dourada) diminuiu seu alcance depois da morte do rapper Pavlos Fissas.
    Não sei aí no Brasil, mas aqui na Grécia tá cheio de “ anarquistas festivos” ( leia-se ricos)

  3. Anônimo

    Cara, se voce votar em uma eleição pode facilitar ou dificultar liberdade de ação e ativismo social, nao vejo porque não votar, se assim o desejar.
    Tenho um bocado de receio quando a gente ve, mesmo dentro do anarquismo, discursos que são manuais de comportamento para o outro.
    Entendo os problemas e nao devemos, jamais, tornar um governante imune a criticas e oposição.
    Mas há momentos que se opor a alguém que é só um pouco escroto é infinitamente mais fácil que ter de se opor a alguém infinitamente mais escroto.
    Abraços.

  4. Rafael de Oliveira

    Acho que não é o momento de defender valores. Estamos as portas de um governo fascista. Devemos juntar forças para barrar essa ameaça. Acredito que após essas eleições, ao conseguirmos barrar o mal, podemos voltar a ser oposição.

  5. Anarquista

    A maioria das pessoas que defendem o voto nulo nesta eleição são homens, na maioria parecem heteros e com certeza menos impactados diretamente pelo crescimento da direita. Digo isto pois todos estes podem passar muito bem por “cidadôes de bem” nas ruas. Vejam quem já está sofrendo nas ruas com tudo isto e veja quem está optando em votar, faça um.paralelo sobre isto e compare com defensores do voto nulo. Até neste ponto, nós anarwuistas, seguimos sendo solidarios somente na teoria.
    Se ser ser anarquista necessita ser coerente com nossa proposta politica e não abrir mão desta teoria em momento algum, peço a todos anarquistas que parem de bater em suas companheiras, que lavem mais louças, que cuidem de seus filhos e filhas, que parem de patrocinar multinacionais de bebidas e que se organizem de forma horizontal hoje e não somente quando o anarquismo for uma realidade politica.

  6. Bakunin Sincero

    #NÃOVOTE #LUTE
    Bakunin Sincero

  7. Anônimo

    Nossa, não tive saco pra ler tanta estultice junta. Não precisa ser intelectualmente deficitário pra ser anarquista. Lute, claro, defenda seus ideais, que são mais que justos, mantenha-se contrário ao voto como mero simulacro de representatividade, mas, MEU DEEEEUS VOU ESCREVER EM CAPS LOCK MESMO, VOTE NO HADDAD PRA BARRAR O BOLSONARO, É SÓ BOM SENSO MESMO PORRA!!!

  8. Anônimo

    Vocês são um bando de putinha de político

  9. Estevão Alves

    Votar é aceitar ser governado!

    A BATALHA ANTIFA É NAS RUAS, DIARIAMENTE!

  10. GoreFlow MC

    Nao vote lute contra a ditadura; E morra apanhando em um porão.

    Querem comparar o que aconteceu contra os black blok ao que aconteceu aos antigos anarquistas no Brasil. Que eram todos assassinados. Não temos um que tenha sobrado para contar a historia.

    Flw foi vcs que criaram o monstro

    A partir de agora sou PDT

  11. millor

    O orgulho não tem limites. Parece que vai cair a mão pq votou, ou vai ser cassado no club anarco. Tudo que tenho lido sobre isso me parece nada além de romantismos. Muito fácil ser teórico e fiel aos propósitos quando não se está na mira primeira dos bolsonaristas. Votar não impede de se organizar e só servirá de “brecha para o reformismo” para quem não está convicto.
    Parece que também estão afetados pela bipolaridade política quando afirmam isso. Nenhum anarquista que votar vai estar legitimando o estado automaticamente, sem direito de revolta, somente na cabeça purista de alguns orgulhosos.

  12. Ana

    Vamos ver como os senhores se articularão dentro de uma ditadura! Anarquia é uma desconstrução! Como nunca vivemos semelhante situação, eu lhes pergunto: qual foi sua última ação pro_anarquismo efetivamente?

  13. oanarquico

    VOTAR É ABRIR MÃO DA LIBERDADE!

    Que banqueiro defenda as eleições, eu entendo. Que empresário defenda eleições eu entendo. Que marxista defenda as eleições, eu entendo. Mas que anarquista defenda as eleições, eu vejo, no mínimo, como uma falta de conhecimento histórico – por tudo que deu errado quando isso aconteceu e por tanto de desestruturação que isso causa. Mas infelizmente, dentro do anarquismo segue uma pequena tendência que ainda não se descolou do marxismo e usa uma linguagem pseudo-bakuninista para defender a luta social dentro das instãncias do Estado, entre elas as eleições. Pergunto a essa galera por que não fundam de vez um partido, assumam suas plataformas politicas lá e parem de encher o saco com esse mimimi que é “anarquismo de facebook”. Sinto de longe o ranço autoritário de quem se diz anarquista e bebe nas fontes bolcheviques ou assemelhados. É fácil perceber seu discurso, querem construir uma teoria única (quase ao estilo do partido único), com sua gentalha embebida de programas, plataformas e lideranças. Ora, precisa desenhar? O anarquismo ganha força justamente na diversidade, na autogestão, na ação direta, no federalismo autêntico e não no oportunismo federalista.

    Saúde e Anarquia!

  14. Marcos rV

    Mesmo que sejamos poucos faz mal tentar ajudar, pra que a gente não tenha que tentar se manifestar dentro de uma ditadura ? Se for seguir a logica que somos poucos e não fazemos diferença, para que a luta anarquista, custa alguma coisa tentar botar um governo mais frouxo pra gente lutar contra ? ou querem comparar brasil com os states que la com o trump, o movimento antifascista só aumentou depois da eleição, sinto muito dizer que aqui vai ser diferente, brasil ta entre as democracias mais falhas do mundo, querem mesmo tentar a sorte pra fomentar o movimento antifascista,anarquista? A escolha é de cada um no final, abraçxs.

  15. PHBertone

    Fascismo estrutural vermelho X Fascismo doutrinário branco: prefiro o anarquismo!
    Sem mais…

  16. ALGP

    Só pra Lembrar, um trecho de Malatesta:
    “Para mí no hay duda de que la peor de las democracias es siempre preferible, si es que quizás solo desde el punto de vista educativo, que la mejor de las dictaduras. Por supuesto que la democracia, el así llamado gobierno del pueblo, es una mentira; pero la mentira siempre ata levemente al mentiroso y limita el grado de su poder arbitrario. Por supuesto que el ‘pueblo soberano’ es un payaso de soberano, un esclavo con corona y cetro de papel maché. Pero creerse libre, aún cuando no se es, es siempre mejor que saberse esclavo y aceptar la esclavitud como algo justo e inevitable.”

  17. Anônimo

    Omissão é conivência

  18. Marcelo

    Anulo, defendo o voto nulo, promovo propaganda, educação libertária e, sendo assim, combato qualquer dogmatismo e tentativas de limitar a liberdade, como a imposição de uma “moral anarquista” visando padronizar a conduta humana.
    De companheiros que declararam voto, não ouvi nem li de nenhum que têm alguma expectativa em relação a uma gestão melhor do estado, ao contrário, todos têm consciência que é absolutamente inócuo, que se trata de evitar o mal maior, o risco de morrer sem ter a chance de se organizar nem de lutar, ou seja, se trata de escolher o inimigo; como se dar ao luxo de julgar, condenar e descartar militantes que racionalmente estão exercendo sua liberdade sem se vender?

  19. Anarcoverdades

    Esses comentários nada tem de anarquista. Não leram e não compreenderam o anarquismo. Estão reproduzindo os discursos da moda e do PT, que criou a lei antiterrorismo, que reprimiu as manifestações de 2013, que fala em regulamentar os meios de comunicação (quem vai regulamentar? o governo…). Assim, se preocupam muito com um autoritarismo e se esquecem do outro. Não se combate autoritarismo escolhendo entre autoritários… seja de esquerda ou de direita. O fascismo eliminou anarquistas? Oras, e o stalinismo? O leninismo? Quem massacrou os camponeses na Ucrânia? Quem massacrou os marinheiros em Kronstadt? O partido Bolchevique… Acordem pseudoanarquistas!

  20. Anônimo

    Camarada, não sei se um único militante anarquista que declarou voto ignorar o autoritarismo vermelho, tampouco se fez seduzir por discurso de intelectual social-democrata ou expectativa de cargo; quero crer que quem hoje vota não deixará de combater um governo petista. Vejo que há preocupação com o fato do povo ser conduzido a legitimar uma tirania brutal!

  21. Charles

    Aqui na França foi bem parecido: O Front National estava em alta, dai os eleitores da esquerda e extrema-esquerda votaram no almofadinha do Macron. Resultado: Macron ganhou e esta suprimindo as conquistas sociais e vendendo os serviços às empresas. Entre votar na fascista Le Pen ou evitar o pior votando no banqueiro Rotschild Macron… não vote, aja!

  22. pelaautenticidade

    Pseudomarxistas e pseudoanarquistas juntos com Haddad… triste…
    O marxismo autêntico do conselhismo, situacionismo, autogestão vota nulo!
    Os anarquistas autênticos votam nulo!
    Só os pseudoanarquistas e pseudomarxistas votam em partidos que massacram os trabalhadores!

    Abstenha, vote nulo, e fique dentro do campo revolucionário, não ceda às pressões dos reformistas que sempre esmagam os trabalhadores e revolucionários quando estão no poder!!!

  23. kuarup

    Onde estavam os “companheiros”do PT e de toda a esquerda partidária nas lutas do MPL? Como se posicionaram antes e durante o Junho de 2013? Quem esteve na linha de frente contra o poder de Estado, impedindo professores e estudantes de levarem borrachadas a mais? Quem foi preso,quem responde processos e perseguições judiciais?

    A esquerda institucional, quando encalacrada pelos becos sem saída que sua ação mesmo cria, gosta de correr atrás dos “anarcos”, das tribos de autonomistas, até anarco-primitivistas servem nessas horas.

    Somos Ingovernáveis!
    Rebeldia Sempre, Conciliação jamais~

  24. kuarup

    Para nós,Anarquistas, o momento atual é um ponto de inflexão nas formas de existência e reprodução do capitalismo nesta parte do mundo. O PT e sua luta eleitoral, é apenas um instante dessa gerência, uma vez que nem as migalhas conseguiu perdurar,muito francamente me face da capitulação diária do partido diante das classes dominantes.

    Após o retumbante fracasso da gerência Dilma Roussef,no qual nem mesmo as migalhas do período do ascenso lulista tiveram solidez, o PT começa o derretimento de sua substância, sobretudo seu caráter de “massa”.Mas isso os arautos do voto útil detestam lembram, e nem um balde de vaselina nos deixa esquecer a famigerada lei antiterrorismo aprovada no governo da gerência do PT.

    O desafio anarquista é maior hoje do que antes sim, não porque o PT perdeu a chave da garrafa de os demônios de lá saíram, mas simplesmente por necessitarmos reorganizar nossa tática diante do derretimento do pouco que existiu aqui em termos de direitos,diante da repressão a cada dia mais sofisticada, das tretas diárias que temos de enfrentar para levar adiante penas sementes de emancipação. A vida do anarquista nunca foi fácil, nem mesmo com o PT, demônios a mais, demônios a menos, temos de seguir em frente, não por capricho ou moda, simplesmente porque a ordem dos acontecimentos e do real existente torna a nós, anarquistas, imprescindíveis.

  25. kuarup

    na real? Nós Anarquistas temos mais é de intensificar nossos encontros, nosso Comum, articular Okupas, trabalhar terra sem males, levar poesias pra todos os cantos, nossa insubmissão, nosso modo de ver as coisas, respeitando todas as formas de existir e de interpretar a vida. Muitos são os afetos que nos rodeiam, mas há muito ódio sendo vomitado por aí, nas redes sociais que viraram mestres do inconsciente coletivo.

    Negar e denunciar a todo instante o padrão de consumo que está levando a todos ao abismo ecológico. Nossas bandeiras estão aí, são muitas, são diversas, até mesmo contraditórias, mas nós somos assim mesmo, anarquistas.

    E quem quiser pensar em tretas coletivas, chega junto. Estamos criando uma “sala” usando matrix.org, quem tiver interesse, basta mandar email para kuarup@disroot.org, além disso tá rolando um grupo no telegram também.

  26. Anônimo

    Não abandonemos nossa capacidade de reflexão. O sectarismo que segrega não contribui para avançar a luta por emancipação, por direitos, pela resistência, ao contrário, a enfraquece e solidifica a estratificação social, a manutenção de privilégios. Camaradas que optaram por votar não deixam de ser valorosos combatentes por isso; certamente estarão ombro a ombro no enfrentamento diante de qualquer governo.

  27. allison duarte barbosa

    Melhor cheirar pó, fumar maconha, ler Bakunin, mas votar pra barras fascismo, nem a pau!

  28. kuarup

    LUTE COMO UM ANARQUISTA! Isso não é um Manifesto!

    É estranho a forma como a realidade tem sido abordada pela esquerda institucionalizada, sobretudo sobre o “recente ascenso” do Fascismo. Para nós, desse vasto campo de flores anarquistas,o Fascismo é esse lugar de extinção de todas as formas possíveis de convivências, incluindo a política. Ele nunca foi apenas repressão bruta ou forca policial em estado puro,ele é o que sufoca todas as formas de manifestação de existir.

    Agora o Fascismo é o principal objeto dos apelos ao voto útil, num discurso agudo de uma esquerda em agonia, ferida de morte pelas décadas de conciliação, erros, de longas jornadas de traições e malabarismos ideológicos.

    Na versão brasileira, a esquerda partidária, chegou a dizer o Bolsonaro nada mais era que um pettit fascism, enquanto isso…fomos nós, esse bando de “baderneiros encapuzados” quem primeiro sofria da borracha fascista, muito antes do mesmo virar lugar central no debate político de esquerda, e mesmo antes de junho de 2013, afinal, junho ainda não acabou.

    O que é estranho em toda a retórica pelo voto útil,é o desconhecimento de que o Fascismo sempre esteve entre nós,nunca saiu da “pauta” anarquista, até por efeito “kill bill”que sempre sofremos do mesmo em todas as suas muitas formas e metamorfoses.

    Por que o voto útil é um lugar vazio para os anarquistas? Não se trata de “princípios”, como se os mesmos fossem bíblias sagradas, nem tampouco o é por causa da procissão de identitarismos, especificismos de variado espectro que povoam a cena brasileira.

    Nossa resposta é direta: As eleições não irão deter o Fascismo! O que o destrói são as ações de demolição de seus edifícios, simbólicos,de seus significantes e mestres. Todas as histórias de resistência ao fascismo são ricas em formas de organização e luta, da Espanha passando pela Itália, as lutas na Grécia ou na Bulgária.Para onde você olhar existem pedagogias extraordinárias de combates.

    Mas porque o voto útil tornou-se um apelo tão enfatizado, convertido em diretiva moral, prédicas emotivas e ação discursiva diária?Será o caso, nós anarquistas, de indagar primeiro: Não será o voto útil o último bote de salvação para o PT/Esquerdas Partidárias diante da tsunami de irrelevâncias em que se converteram, enquanto forças/energias de criação utópica na sociedade brasileira?

    Não será o fato de o PT ter se tornado mais um partido na constelação de garantia da Ordem, de não ser mais o portador das “mudanças”, de a esquerda partidária/institucional não mais encarnar a força de “destruição dos sistemas” justamente o que forneceu o tecido genético para a deriva fascista atual?

    O voto útil é um gesto de baixa intensidade, ele não aponta para outros mundos possíveis, ele não planta redemoinhos, ele apenas quer de volta a vida normal e pacífica da sociedade brasileira. O voto útil, sujeito destituído de substância, constitui apenas a forma fantasma do derretimento das coordenadas políticas de uma esquerda que surfou em seu próprio self/espetáculo, imaginando que poderia dormir sob as mesmas estrelas que a casa grande. O deserto já povoa a vida política na margem esquerda do pais, e não é de hoje.

    O voto útil é esse apelo de um desespero em movimento, busca tecer afetos aonde nada mais existe. É um lugar vazio da política enquanto negatividade,é um gesto retroativo, puramente uma nostálgica de um tempo que se gostaria restituir, o Brasil Feliz de que fala o candidato.

    Não!
    Nós Queremos as barricadas, as batalhas de rua, os enfrentamentos com o Estado e suas aberrações. Sabemos o que está por vir, simplesmente porque já o sabíamos.

    Queremos cumplicidades, novas tramas e modos de existir, um Comum, novas Okupas para fazer face ao modo de propriedade que domina, e predomina.

    Não queremos os espaços que aí estão, eles estão povoados de morte e de falta de horizontes. Preferimos as incertezas da poesia livre, das tentativas de criação de nossos espaços de convivialidade.

    Não queremos o facebook, o tinder e as armadilhas do whatsapp, preferimos os encontros face a face, a construção dos laços antes que do código, o respeito aos modos de ver o mundo antes das “vibes”. Não queremos a foto, nem o story do turismo ideológico,queremos confabular ataques ao sistema, pois o inimigo segue sendo a pílula azul.

    Temos muitas duvidas sobre tudo, nossos artefatos e técnicas ainda são incipientes, mas sabemos que nosso inimigo é a infra-estrutura e suas miríade de tretas diárias, seus mecanismos de fabrico e distribuição de corpos sem sujeitos. Sabemos disso, como sabemos que a esquerda que aí está, nunca fora capaz de reunir a vontade e as paixões necessárias para escalar essas paredes e arriscar outra vida do outro lado, afinal, e nós sabemos, outros mundos estão aí para serem construídos, numa infinidade linda de formas.

    Quando o Fascismo bate em qualquer porta, lá está um anarquista, quando a polícia chega e seu ombro toca o meu corpo e minhas feridas de ontem, lá estamos nós.
    Diante do pelotão, bem adiante dos grevistas, lá estamos nós, uma camada disforme entre as esperanças e os bestiais. Sim, somos nós, entre os estudantes e o BOPE, portando nossos coquetéis, mas também o melhor de nossas energias.

    Nos convidem para inventar novas formas de lutar, ação direta, nos chame para comermos juntos e cantarmos.Nos convoque, com respeito, para criar novas ferramentas de combate, ou simplesmente para o plantio de mais uma horta.

    Seguimos! Nas ruas, nas praças, mesmo quando estivermos usando capuz ou máscaras, quando estivermos enfrentando fascistas ou seus lacaios,lá estaremos, sempre, por isso, não nos peça votos,LUTE COMO UM ANARQUISTA!

    Outubro de 2018

  29. Ferreirinha

    Apenas algumas ações de fascismo estrutural perpetradas pelos governos do PT:

    – Prefeito Haddad ordena confisco de cobertores de moradores de rua, quarenta morrem:
    https://outraspalavras.net/alceucastilho/2016/05/31/haddad-vai-continuar-tirando-os-cobertores-da-populacao-de-rua/?fbclid=IwAR3Ii18e2ElDu05j5vwSugu66gtmlwHJ0YkDzsBtraodPHo-Yi9mzizsYMg

    – Presidanta Dilma envia três forças militares especiais para massacrar Guaranis Kaiowas no MS (inclusive mulheres e crianças):
    https://www.youtube.com/watch?v=xFLOzQ56hhM&feature=share

    – Cúpula do PT orquestra eliminação de seu “companheiro”, o prefeito Celso Daniel, para garantir a perpetuação de seus esquemas de corrupção com vistas à tomada do poder (segundo os próprios irmãos da vítima):
    https://www.youtube.com/watch?v=eYt_eWpwNHw&feature=share

    E olha que eu nem trouxe aqui dados sobre o ecogenocídio de Belo Monte, sobre a militarização das favelas, sobre as duríssimas repressões contra funcionários públicos em luta contra a entrega de hospitais universitários a administrações privadas etc.

    “Fascismo estrutural vermelho X Fascismo doutrinário branco: prefiro o anarquismo!”

  30. RENAN

    A velha mania de reproduzir os jargões anarquistas prediletos dos adolescentes: “LUTE!”, “Fascista vermelho = Fascista branco”, “Anarquia não se constrói nas urnas”.

    Desculpem pessoal, mas vocês estão se limitando a uma visão bem egoísta, que pensa que a alma continuará purificada caso a urna não seja usada. Colocam a urna como uma mudança automática de toda a história política da pessoa: votar te torna menos anarquista, o que é uma baita covardia.

    O que falta de entendimento para boa parte dessas respostas é que não, a mudança não vem nas urnas, mas se o voto não muda nada, o ato de votar tão pouco deveria ser criticado. Entendo que não se pode construir uma visão de festa da democracia, abraçar campanhas, discursar em favor de um candidato. Mas o fato de ignorar as eleições como se elas não mudassem nenhum panorama é muito adolescente revolts.

    As eleições podem mudar bruscamente o cenário político para todos, inclusive anarquistas. Sempre quando penso em votar ou não, lembro das minorias que podem ter sua vida mudada pelo candidato que entrar. Será que um partido é mais progressista que o outro? Será que temos de quem cobrar? Será que o candidato que tem chances de entrar vai legitimar discurso de ódio por parte da população? Pra responder essas perguntas de maneira adequada não precisa de tanta reflexão visto nosso cenário atual.

    Eu me considero socialista, mas costumo votar nulo. Não nessas eleições, nessas eleições JAMAIS. Em 2014 muitos companheiros de luta me julgaram por escolher votar na Dilma no segundo turno por não enxergarem nela uma variável ao projeto do PSDB e, portanto, não votariam. Apesar de discordar bruscamente, respeito essa análise já que o histórico petista não colabora tanto para convencer a todos. Mas o cenário atual é completamente diferente.

    Algo que reivindico com meus amigos anarquistas a todo momento: eu avisei que em 2014 o cenário político no Brasil mudaria, avisei que existia uma onda conservadora que iria criar uma avalanche de direita no país. Pouco me deram moral, me chamaram de petista enrustido e diversos outros nomes, desmereceram minha fala. Pois bem, hoje colhemos frutos de um movimento de 2013 totalmente sem liderança e perdido, sem reivindicações claras, que serviu de adubo para esse cenário atual justamente pq as pessoas que tomaram a frente nunca souberam o que queriam. Afinal, o que queriam os anarquistas? Quais são as pautas que eles defendem? Será que esses mesmos anarquistas optariam por participar da construção de uma política pública que proteja minorias, por exemplo, desde que tenha que construir uma campanha política? Será que a alma ficaria manchada e não seria tão pura?

    Eu optei por resultados, ainda que não tenha minha alma do voto nulo purificada. Querer colocar em pé de igualdade as duas candidaturas e não votar num momento como esses é bem irresponsável na minha opinião, mas a opção é de cada um. O que não se pode é ficar com falas infantis e puritanas como se votar fosse um absurdo.

    Quem votou no Ciro Gomes, por exemplo, mostrou mais intenção de uma mudança no cenário político brasileiro do que quem votou nulo. A mudança política que alguns anarquistas querem não vem pelas urnas, mas também não vem por lugar nenhum, já que não há propostas, apenas jargões. Não se fala em reajuste salarial, não se fala em saúde pública por meio do SUS, não se fala em benefícios do governo para manutenção das condições de vida do povo pobre, não se fala em nada, apenas conclusão da conjuntura que forçam esses pobres coitados a não se misturar com a gentalha que acredita nas urnas. Existe um individualismo exagerado ou ainda limitado a pequenos grupos que adoram cultivar sua própria pureza de alma, os evoluídos que não participam “de tudo isso aí”.

    Parabéns camaradas, vocês vão tão longe quanto quase todos os anarquistas da história, no máximo até a esquina ou, na pior da hipóteses, dentro de um porão.

    1. Marco Antonio Lira

      Cara, ninguém no texto afirma as coisas que você diz. O anarquismo possui várias faces e o texto reproduz apenas uma fração do pensamento libertário: não é taxativo nem pretende ser.

      Lutar além das urnas (isso sim consta do texto) para a construção de uma sociedade antiestatal e anticapitalista é a essência do pensamento anarquista…

    2. Virgu

      Para o bom entendedor, esse Renan aí já disse tudo o que ele é: um ignorante sobre anarquismo e ainda por cima anti anarquista.

      Primeiro, não refutou NENHUMA das notícias que demonstram alguns dos atos de fascismo estrutural vermelho dos governos do PT; depois, simplesmente chamou de “chavões adolescentes” conceituações amparadas em fatos que ele mesmo demonstrou NÃO TER A MENOR COMPETÊNCIA para refutar; e por fim ainda encerra dizendo que “a/os anarquistas nunca avançaram sequer além da esquina”: logo se vê o quanto o tal “socialista” conhece sobre as Revoluções mexicana, russa, ucraniana, o Kronstadt, a espanhola..

      Então, diante de tudo isto, fica evidente que o único “raciocínio” que esse tão “erudito” comentador do anarquismo conhece, é a defesa do chamado “voto útil”.

      Taí, “anarco sufragistas”, o tipo de gente que lhes leva a promover publicamente a confusão sobre o que é anarquismo: se apenas mais um “socialismo”, ou se, além disso, é também uma ética anti hierárquica.

      E o pior é que vocês ainda caem nos “raciocínios” tão “profundos” de gente tão “erudita” e “amante do anarquismo” como este tal Re(i)nando aí..

  31. Anônimo

    Bem Renan, só podemos lamentar seu confesso desejo de ver a nós, anarquistas nos porões. Para você desejamos um mundo de emancipações, liberdade, que a vida seja uma roda de danças e afetos para ti.

    Saúde e Anarquia

    1. Renan

      Anômnimo, acho que você foi bem sensacionalista e oportunista. Eu não disse que desejo que vocês estejam em porões sendo torturados, eu disse que do jeito que tratam as eleições, a chance disso acontecer é altíssima, como já aconteceu antes. Fique tranquilo, se vocês estiverem em porões, eu também estarei lá ao lado de vocês.

  32. Trismegisto

    Os anarquistas devem votar no Haddad (PT) para barrar o fascismo?

    1. RENAN

      Trismegisto, barrar o fascismo vai muito além de votar no Haddad, mas não votar no Haddad nessa eleição certamente facilita o avanço do fascismo. Esse é o ponto aqui.

  33. Virgu

    Para o bom entendedor, esse Renan aí já disse tudo o que ele é: um ignorante sobre anarquismo e ainda por cima anti anarquista.

    Primeiro, não refutou NENHUMA das notícias que demonstram alguns dos atos de fascismo estrutural vermelho dos governos do PT; depois, simplesmente chamou de “chavões adolescentes” conceituações amparadas em fatos que ele mesmo demonstrou NÃO TER A MENOR COMPETÊNCIA para refutar; e por fim ainda encerra dizendo que “a/os anarquistas nunca avançaram sequer além da esquina”: logo se vê o quanto o tal “socialista” conhece sobre as Revoluções mexicana, russa, ucraniana, o Kronstadt, a espanhola..

    Então, diante de tudo isto, fica evidente que o único “raciocínio” que esse tão “erudito” comentador do anarquismo conhece, é a defesa do chamado “voto útil”.

    Taí, “anarco sufragistas”, o tipo de gente que lhes leva a promover publicamente a confusão sobre o que é anarquismo: se apenas mais um “socialismo”, ou se, além disso, é também uma ética anti hierárquica.

    E o pior é que vocês ainda caem nos “raciocínios” tão “profundos” de gente tão “erudita” e “amante do anarquismo” como este tal Re(i)nando aí..

  34. Anônimo

    francamente não vou nem entrar em muito detalhe da discussão. Falar em “fascismo branco x fascismo vermelho”
    Jesus
    Isso sem falar que, como vocês de sustentam ein?
    Acho que não votar pode ser um ponto válido, mas com esse suposto radicalismo todo.. Imagino que vocês não estejam inseridos no sistema capitalista?
    Fica complicado fazer esse terrorismo todo com quem optou pelo voto útil,porque um “verdadeiro” anarquista não pode compactuar com “fascismos” (não vou nem falar também sobre esvaziar o sentido de fascismo) quando todos estão inseridos na lógica do capital. Ou a única proibição é a de se alinhar politicamente? Estar dentro do sistema econômico do capital tá tudo certo? Só quero entender mesmo.
    Mas o que mais me impressiona é o Ego. Nossa ein. Estão de parabéns hahaha. A piada era tão óbvia que a fizeram. Vão retirar a carteirinha do pessoal que votou? Colocar num canto pra repensar suas ações?
    O que mais teve aqui foi gente julgando o outro por ter votado e chegaram ao ponto de dizer que não dão “verdadeiros

  35. Gabriel Silva

    francamente não vou nem entrar em muito detalhe da discussão. Falar em “fascismo branco x fascismo vermelho”
    Jesus
    Isso sem falar que, como vocês de sustentam ein?
    Acho que não votar pode ser um ponto válido, mas com esse suposto radicalismo todo.. Imagino que vocês não estejam inseridos no sistema capitalista?
    Fica complicado fazer esse terrorismo todo com quem optou pelo voto útil,porque um “verdadeiro” anarquista não pode compactuar com “fascismos” (não vou nem falar também sobre esvaziar o sentido de fascismo) quando todos estão inseridos na lógica do capital. Ou a única proibição é a de se alinhar politicamente? Estar dentro do sistema econômico do capital tá tudo certo? Só quero entender mesmo.
    Mas o que mais me impressiona é o Ego. Nossa ein. Estão de parabéns hahaha. A piada era tão óbvia que a fizeram. Vão retirar a carteirinha do pessoal que votou? Colocar num canto pra repensar suas ações?
    O que mais teve aqui foi gente julgando o outro por ter votado e chegaram ao ponto de dizer que não são “verdadeiros” anarquistas ou marxistas, que não estudaram blablablá..
    É muito ego

Leave a Reply