
Moradores da zona sul do Conurbano bonaerense denunciaram que o artista plástico Julio César Baez, integrante da Frente de Artistas do Borda e conhecido colaborador das agrupações de Direitos Humanos, foi detido arbitrariamente no domingo passado quando realizava uma escultura de rua em homenagem a Santiago Maldonado, às vésperas do segundo aniversário do desaparecimento do jovem, quando participava de um protesto pela causa Mapuche.
Apesar de que o fato ocorreu faz já uma semana, só foi divulgado através das redes sociais, onde os amigos do escultor informaram sobre a situação e organizaram ontem (27/07) uma marcha pedindo sua liberdade.
As testemunhas asseguram que quando Baez realizava a escultura apareceu um morador, irmão de um policial da zona, e começou a repreendê-lo. Após uma discussão, apareceu um patrulheiro da Polícia Bonaerense pertencente à 3ª delegacia de Temperley e um grupo de efetivos o obrigou a deixar de construir a escultura, chegando inclusive a surrá-lo.
O relato das testemunhas não termina aí: Baez se refugiou em sua casa, até onde chegou a Polícia “dando tiros para o alto” antes de detê-lo por “resistência à autoridade” e “ameaças”. O escultor tem uma advogada defensora oficial e se encontra incomunicável já que, ao não ter familiares diretos, ninguém pode ingressar para vê-lo na delegacia.
Só um primo lhe levou roupa, comida e remédios que toma habitualmente para asma, mas não pôde ver como se encontra de saúde nem falar com Baez.
Fonte: Tiempo Argentino
Tradução > Sol de Abril
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