[Itália] Conte-nos sua experiência nestes dias

Quem nestes dias não se sentiu sozinho, privado de sua liberdade e afeto? Entretanto, é justamente nessa condição que, coletivamente, perdemos toda a conexão uns com os outros. A emergência pesa como um manto de fumaça que nos isola em nossa experiência pessoal de dor e preocupação, escondendo o que acontece fora das quatro paredes em que nos encontramos diante desses fatos preocupantes.

Como coletivo antipsíquico estamos preocupados com o aumento das OTS (Tratamento Sanitário Obrigatório), o possível aumento do consumo de drogas psicotrópicas e para as pessoas que são forçadas a ir aos IMCs (Centros de Higiene Mental) apenas para fazer terapia; na verdade, eles relatam que hoje em dia os IMCs estão limitados apenas à distribuição de drogas psicotrópicas. Outro fator de preocupação é o aumento dos conflitos familiares devido à coabitação forçada; esperamos que isso não leve a um aumento ainda maior da medicalização.

Nunca antes houve tanta necessidade de utilizar todos os canais possíveis para reconstruir os laços entre as pessoas, especialmente com aquelas que vivem em situações difíceis e encontram menos apoio devido à falta de instantes de encontro neste momento de emergência. Embora seja impossível se mover fisicamente, como coletivo decidimos oferecer nosso apoio no que sempre fizemos: recolher o grito daqueles que querem contar seu sofrimento e querem compartilhar suas dificuldades da maneira mais direta possível.

CONTE-NOS SUA EXPERIÊNCIA NESTES DIAS

Você pode fazer isso compartilhando histórias, pensamentos, eventos ou o que mais achar apropriado para expressar sua experiência.

Coletivo Antipsiquiátrico Antonin Artaud

Entre em contato conosco através dos seguintes canais:

FB: antipsichiatria Antonin Artaud

Site: artaudpisa.noblogs.org

E-mail: antipsichiatriapisa@inventati.org

Telefone: 335 7002669

Fonte: https://www.umanitanova.org/?p=11900

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Manhã de frio –
Com o agasalho, visto
Saudades de minha mãe.

Paulo Franchetti