
Quase um ano após o início da revolta social do povo chileno, a nojenta classe política foi (e ainda é) ameaçada em seus privilégios que o Estado lhe concedeu desde o retorno à falsa social-democracia. No dia 15 de novembro de 2019, a classe política do $hile anunciou um novo “acordo de paz”, pois se viu encurralada pela radicalização dos protestos. Tanto partidos opositores ao governo do assassino Piñera e os demais partidos oficiais que tentaram perpetuar a maldita constituição do tirano, concordaram após 3 dias de “negociações” com um plebiscito nacional para consultar o povo para a continuidade do legado do tirano ou para escrever uma nova constituição.
Neste 25 de outubro será realizado o plebiscito acordado pelos traidores do povo e estamos conscientes de que apagar todo o legado do tirano é um desejo de todo o povo que luta nas ruas, em cada barricada, em cada confronto com a polícia assassina do Estado chileno e como resultado da brutal repressão deixou mais de 40 mortos, 347 com traumas oculares e 25.558 detidos, dos quais cerca de 2.500 são prisioneiros políticos do Estado.
Não esquecemos aqueles cujas vidas, liberdades e olhos foram tirados pelos agentes do Estado apenas por exigirem viver em um território com dignidade. É por isso que neste 25 de outubro não há nada para comemorar, nada para festejar, nada para agradecer por qualquer ato de falsa democracia. A ditadura de Piñera e seus lacaios foram além do imaginável e ninguém ainda pagou por ela.
PELOS CAÍDOS, PELOS MUTILADOS E PELOS PRESOS POLÍTICOS
NO 25 DE OUTUBRO, NÃO HÁ NADA PARA COMEMORAR.
Coletivo Antifascista Talakanta
agência de notícias anarquistas-ana
De baixo das árvores
As pessoas saem dançando.
Chuvarada na roça.
Nempuku Sato
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!