Outro 11 de setembro no Chile

Mais uma vez a esquerda que falou, falou e falou do marxismo-leninismo e do “poder popular”, mas sem armas e sem contar com o povo, comemorará sua derrota pelo ditador Pinochet, que foi colocado no poder militar pelo socialdemocrata Allende.

Um general fascista forjado no último exército prussiano (anticomunista) do mundo, um mercenário declarado do Pentágono, mas que se esperava que fosse um “constitucionalista”. Como um flashback de 1973, ainda hoje eles acreditam que as constituições “nos defendem”.

Hoje eles não falam mais de “luta de classes”, mudaram definitivamente para a “luta eleitoral” (infinitamente menos perigosa, mas mais lucrativa e cômoda)… Eles querem –  isso sim – o de sempre, o que acreditam merecer por nascimento e mérito, isto é, por corrupção e nepotismo: poder e mais poder para administrar o capitalismo e a miséria do povo.

A esquerda quer militares “bons”, policiais “simpáticos”, tribunais “generosos, mas de mão pesada”, empresários “conscientes” e cada vez mais padres (hoje em dia eles gostam de mais evangélicos, muçulmanos e bahá’í) e, sobretudo, boas agências de publicidade e marketing digital, “think tanks” e fundações e cada vez mais fundações com acadêmicos para “estudar a realidade do país” (enganar e cooptar) para controlar as mentes e apaziguar o povo.

Esquerda e direita unidas jamais serão derrotadas!

P.P.

agência de notícias anarquistas-ana

Saltando da mesa
a tulipa
foi passear

Eugénia Tabosa

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