A Cena Libertária Virou Um Campo de Cordeirinhas Vacinadas

Várias Feiras “Anarquistas” e “Punks” acontecendo pelo Brasil afora agora e nenhuma delas colocando em discussão o avanço das políticas de implementação do chamado “passaporte sanitário”, que recrudescem ainda mais os mecanismos de controles dos Estados sobre as vidas das cidadãs e tornam cada vez mais incipientes as já questionáveis “liberdades” individuais de opinião e de ir e vir das ditas “democracias”.

As anarcas de hoje não passam de cordeirinhas mansas que, a não ser os peleguismos de endossar os discursos polaroides eleitoreiros e posar de rebeldes e assim se projetarem nas mídias “alternativas” (ora, na feira de SP teve até uma “anarquista” que mora em Paris que defende a criação de um Estado!), não têm mais nenhuma postura realmente radicalmente questionadora e ameaçadora da dominação e exploração político-econômica do sistema, cuja ponta de lança neste momento de acirramento do avanço das táticas de dominação pelo biopoder está a cargo dos grandes laboratórios de tecnologia biofarmacológica.

Estão todas adotando a tática da avestruz, escondendo as cabeças na areia para fazer de conta que não estão vendo o perigo do avanço das práticas totalitárias não apenas sobre a já falaciosa “liberdade de expressão” – ou será que não sabem da censura que já se instaurou nas mídias mundiais em geral contra toda e qualquer informação que questiona o discurso autorizado sobre a pandemia? -, como também sobre o (tão falacioso quanto) “direito sobre o próprio corpo” (o que, teoricamente, distinguiria as sociedades capitalistas contemporâneas das sociedades escravagistas), e rezando para a pandemia passar (o que, pelo que está se verificando nos países com as populações mais “imunizadas” do mundo, provavelmente não vai acontecer, como a própria OMS já “profetizou”: a Covid irá se tornar endêmica no mundo), torcendo para que ninguém perceba sua covardia diante do momento mais crítico da história moderna no que concerne à ameaça de assujeitamento da humanidade a um novo tipo de totalitarismo de biogovernança. Mas eu estou vendo suas bundas de fora, bundões!

Negociam o princípio da liberdade, basilar para o anarquismo, em troca de uma falsa sensação de “segurança”.

Até um poeta vinculado à tradição autoritária do “socialismo” já advertiu há algum tempo sobre como se iniciam “timidamente” os processos de instauração de novas dominações e a partir daí avançam até à ultrapassagem de todos os limites, pois ao não enfrentarem resistências nos seus primeiros passos vão a partir daí se sentindo cada vez mais confiantes para avançarem em seu arbítrio (é o popular “eu vou colocar só a cabecinha”): “primeiro, eles invadem seu portão (ou seu corpo), e você não diz nada”.

Consta na obra de Edgar Rodrigues, grande historiador do anarquismo no Brasil, que na parede de uma cela do campo de concentração de Clevelândia, onde foram aprisionados militantes anarcossindicalistas durante o governo “republicano” de Artur Bernardes, foi escrita a seguinte frase: “espinha de anarquista é como vidro, quebra mas não dobra”. Pelo visto, no que se refere às anarcas de hoje, essa frase precisaria ser re-escrita, para traduzir melhor o “espírito” da cena libertária atual, da seguinte forma: “espinha de anarquista é como bunda de funkeira, balança de acordo com o batidão mais forte”.

Saibam, avestruzes: para o verdadeiro espírito ácrata, mais vale morrer de pé do que viver de joelhos (mostrando a bunda e rebolando segundo a batida do momento)!

“É nunca fazer, nada que o mestre mandar, sempre desobedecer, nunca reverenciar!”

Vantiê Clínio Carvalho de Oliveira

agência de notícias anarquistas-ana

Ah, quanta saudade
De meu pai e minha mãe
Na voz do faisão.

Bashô

8 responses to “A Cena Libertária Virou Um Campo de Cordeirinhas Vacinadas”

  1. b4b1x

    Desde o título do texto “cordeirinhas vacinadas”, até a referência à “bunda de funkeira” temos a misoginia, especismo e machismo de um texto que, mal escrito, propaga um negacionismo que, como tal, não tem embasamento científico nem em fatos concretos.

    A historiografia (que foi jogada de qualquer jeito nesse texto) também nos traz relatos de várias epidemias e pandemias no mundo do antropoceno. Agora, em 2021, o posicionamento do “anarquista” (ou anarcomacho?) que escreveu esse texto de opinião questionável se alinha mais às perspectivas do necropolítico presidente do Bra$il.

    Pois aqui responde uma anarcofeminista que dança funk ou seja lá o que for, e tem muito asco da forma rasa em que esse texto foi escrito. Se quer criticar algo, o faça com argumentos e respeito, não com machismo, misoginia, especismo e negacionismo.

    Me despeço com as palavras da Emma Goldman: “Se não posso dançar, não é minha revolução”.

    *Ps: Cuidado, Vantiê Clínio: na sua vacina tinha o chip do 5G, e ele não tem criptrografia p2p. Deve ser por isso que deu a pane no seu sistema rsrs.

    1. Artista

      Muito bem colocado!! Gostei muito da sua fala!!! Achei o texto preconceituoso pra caraca!!

  2. bunda de funkeira

    Total desrespeito com mais de 610.000 mortos. Todxs nós perdemos alguém nessa pandemia, pra vir um zé roela dizer que é contra a vacina. Vai tomar banho punk burro!

  3. Vacinade com 3 doses

    Novo livro: sem editora, sem intermediários, sem sanguessugas, SEM NOÇÃO!

  4. NPLM

    É um sinal de alerta a tal “cena libertária” que um dos portais mais conhecidos do meio vincule um lixo anti-científico, misógino, homofóbico e antianarquista desses.

  5. Piotr

    Sem sombra de dúvidas as alusões usadas no texto foram infelizes (para dizer o mínimo). Porém o contexto colocado não me pareceu antianarquista. Afinal, p. ex., questionar a oms ou uma eventual exigência de passaporte sanitário (como os anarquistas italianos tem questionado…) não é abraçar a extrema direita… ou é?

  6. Melmoth

    Texto de algum individualista inconsequente e que faz coro com a extrema direita. Lamentável ver um lixo desse postado aqui…

  7. Mariana

    Nossa… Entro nesse blog sempre buscando opiniões alternativas e notícias do movimento libertário no mundo… Já tem poucas ações diretas feitas no território dominado pelo estado brasileiro registradas por aqui…e quando tem um texto sobre a anarquia daqui é uma vergonha dessa, cheia de machismo e preconceito… Esse cara que escreveu ainda acha que tá abafabdo assinando com o nome completo dele… Dei uma busca e vi que provavelmente é professor… Cruzes, só faltou falar da ideologia de gênero no punk e que os chips 5g entraram no cérebro com a vacina… É um desrepeito para pessoas do terceiro mundo como eu (e ele também pq vi que é do nordeste) que perderam pessoas mortas pelo covid 19 quando não tinha vacinação nesse bolsonaroquistão que vivemos. Vai ouvir um anarcofunk pra ver se fica menos ranzinza.