
Diante da convocação para a participação no espetáculo eleitoral, os rebanhos, à esquerda e à direita, mobilizam-se em torno de seus respectivos pastores. Não hesitam em demonstrar fidelidade aos “líderes” do momento. Pequenos comerciantes, inclusive, veem seus caixas crescerem devido ao aumento na comercialização de bonés, adesivos, broches e outros produtos que homenageiam o homem que senta no trono do palácio e o “pai dos pobres”. Os moderados reivindicam a adoção de novas políticas públicas e a inclusão dos “excluídos”, rastejando-se pela distribuição “equitativa” das recompensas. Enfatizam que o momento exige união nacional em defesa da democracia e da felicidade do Brasil. Para eles, essa é a tarefa “histórica” do povo. Afinal de contas, segundo o “pai das nações”, “a voz do povo é a voz de Deus”. Os conservadores, por sua vez, oram pela segurança da “família brasileira”, constituída pelos “cidadãos de bem”. Dizem que essas são pessoas que contam com a vontade divina e estão dispostas a enfrentar quaisquer ameaças aos costumes tradicionais da “pátria mãe gentil”. O “amor à nação”, portanto, é a ideia fixa que orienta as condutas dos partidários da ordem, vermelhos ou verde-amarelos. São rebanhos que clamam pelo lema “Ordem e Progresso” e fiéis à autoridade dos costumes.
Fonte: Flecheira Libertária, n. 673, 31 de maio de 2022. Ano XVI.
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https://www.nu-sol.org/wp-content/uploads/2022/05/flecheira673.pdf
agência de notícias anarquistas-ana
Nas águas do mar
Águas-vivas flutuam
Tranqüilamente …
Miranda
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!