
Atenas, Grécia (21 de janeiro de 2023): Imagens do protesto dinâmico em solidariedade à comunidade da ocupação Prosfygika que, 2 meses atrás, em uma operação policial massiva, foi atacada pela tropa de choque e forças especiais da polícia.
Tudo começou na madrugada de terça-feira, 22 de novembro de 2022, em Atenas, Grécia. Em uma operação massiva, forças especiais da polícia e tropa de choque invadem um dos prédios da Comunidade de Ocupados Prosfygika (Προσφυγικά), arrombam a porta de um apartamento e sequestram duas pessoas. Um deles está sendo acusado de ataques contra alvos capitalistas. A operação termina e a polícia se retira do prédio.
Dez horas depois, por volta das 17h00, e sem motivo aparente, um ataque maciço da polícia está sendo desencadeado contra dois dos edifícios onde muitas pessoas se reuniram em solidariedade à comunidade da ocupa Prosfygika, um conjunto de 8 edifícios construídos em 1930 para abrigar refugiados após o “desastre da Ásia menor”.
Após a batalha que se seguiu, dezenas de policiais invadiram a comunidade e prenderam 79 moradores e pessoas em solidariedade, apesar de terem iniciado um ataque sem outro objetivo que o próprio ataque, acusando os detidos de todos os tipos de contravenções por resistirem a seus ataques não provocados. Entre os detidos, estavam ainda menores de idade, uma mãe com o filho, uma grávida, um fotojornalista credenciado e um advogado. Muitos dos detidos foram severamente espancados durante a invasão policial.
Na comunidade ocupada de Prosfygika, localizada ao lado de um hospital que trata principalmente de pacientes com câncer, do Tribunal Superior, do estádio de futebol Panathinaikos, de escolas e do quartel-general da polícia grega, vivem atualmente mais de quinhentas pessoas de todas as manifestações da classe oprimida: Refugiados, imigrantes, famílias com filhos, idosos, doentes, pessoas que moravam na rua, combatentes políticos, toxicodependentes, dependentes do hospital ELPIS e pessoas de todas as nacionalidades e religiões. É um mosaico multinacional das comunidades dos povos mais rebeldes e saqueados do mundo. Pessoas que passaram pela guerra capitalista, deslocamento e tortura, pobreza e miséria, perseguição e fome. Estas são as pessoas que foram atacadas e detidas pela polícia grega na terça-feira, 22 de novembro.
Nas palavras da comunidade: “Nossa narrativa sobre o bairro de Prosfygika fala da luta pela sobrevivência e dignidade, pela solidariedade e companheirismo, pela auto-organização, igualdade e luta social, pela convivência interracial e interreligiosa em tempos de pobreza e canibalismo social. Uma oficina social e cultural de autoestima e comunidade que continua a ficar com quem a construiu, imigrantes, refugiados e opositores da barbárie capitalista. Fala dos sorrisos de dezenas de crianças que brincam nas ruas do bairro, cozinhas coletivas e estruturas auto-organizadas de produção e auto-educação, ações sociais e políticas, atendimento a enfermos e fracos, trabalho de manutenção, com parcos meios, lugar que concentra memórias de lutas da classe trabalhadora nos últimos oitenta anos“.
Você pode visitar a página da Web em https://sykaprosquat.noblogs.org e no Twitter em https://twitter.com/prosfygika
>> Veja o vídeo (04:24) aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=3GD0niVm2SA
Tradução > Contrafatual
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Lisa Carducci
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!