
Comunicado Fraguas | Fevereiro 2023 | #RepoblarNoEsDelito
Em 2013 nasce o projeto de Fraguas Revive em um povoado abandonado desde 1968, expropriado (forçado e fraudulentamente) pelo franquismo e destruído com práticas militares. O projeto trata de reconstruir o povoado de Fraguas em torno a valores como a autossuficiência, ecologia, recuperação do patrimônio e vida em comunidade. Apesar de ser um projeto com um impacto positivo na demografia e economia local (posto que se encontra em uma das zonas mais despovoadas da Europa), apesar de contar com o apoio e ajuda dos antigos habitantes e apesar de estar fortemente respaldado pela sociedade civil, a junta de Castilla la Mancha, proprietária do terreno, não o vê com bons olhos.
Por estes fatos, 6 pessoas foram condenadas como especuladores imobiliários, ainda que não se cumprissem os requisitos para isso: não haviam edificado nova planta, não se urbanizou e tudo é autorizável. Além disso, não se permitiu recorrer da sentença ao tribunal Supremo vulnerando assim nosso direito de defesa. Tampouco se escutou a comunidade científica que alertou em várias ocasiões, tanto a administração como a juíza, da ilegalidade da sentença, que pretende demolir Fraguas, supondo uma perda irrecuperável do patrimônio.
Em 11 de janeiro de 2023 recebemos a resposta da audiência provincial ao último recurso que apresentamos contra o pressuposto e demolição de Fraguas. Como era de se esperar nos foi denegado, aprovando-se dito pressuposto em 110.000 euros, que se não for pago implica na pena de 2 anos e 3 meses de cárcere para os 6 de Fraguas. Não se teve em conta nem a voz de uma equipe arqueológica independente nem outro pressuposto independente que taxa a demolição muito por baixo do apresentado pela Junta de Castilla-La Mancha (67.000 euros).
Além disso, em outro processo judicial aberto, com o qual já podem desalojar, ameaçam 10 pessoas com a cobrança de 5% do valor do local usurpado (que consideram mais de 1000 ha) a cada 10 dias de permanência no povoado.
Após 10 anos de dura batalha judicial e 3 julgamentos, pelo anteriormente expressado e por dedicar nossos esforços em evitar o cárcere aos 6 de Fraguas, decidimos por ponto final ao projeto de Fraguas Revive. Ainda que nem o espaço nem o projeto sigam adiante, consideramos que Fraguas foi uma vitória, pois serviu para expor o tema do despovoamento na opinião pública e como trampolim para pessoas e projetos de volta ao mundo rural.
A demolição de Fraguas de 110.000 euros é uma responsabilidade civil, que não prescreve, e o não pagamento implica a pena de cárcere de 2 anos e 3 meses. No caso de não se pagar e ir ao cárcere, depois de cumprir a condenação, ficaria pendente a dívida por toda a vida. Por isto decidimos tentar fazer frente à pena econômica. Após muitos anos de apoio e solidariedade já reunimos 40 mil euros e para fazer frente ao resto pomos em marcha na segunda-feira, 27 de fevereiro, um crowdfunding em goteo.erg (link abaixo).
APÓS HAVER ESGOTADO TODAS AS VIAS QUE CONSIDERAMOS POSSÍVEIS FAZEMOS UM CHAMADO À SOLIDARIEDADE PARA EVITAR A ENTRADA NO CÁRCERE DOS 6 DE FRAGUAS
>> Para apoiar, clique aqui:
https://www.goteo.org/project/fraguas-libertad
#libertadLxs6DeFraguas
#FraguasGoteoCrowdfunding
Tradução > Sol de Abril
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agência de notícias anarquistas-ana
para medir o calor
do dia, olhe o comprimento
do gato que dorme
James W. Hackett
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!