
Indo ainda mais longe que o pedido do Procurador Geral, a Corte rejeitou o recurso interposto pelos advogados de Alfredo. Trata-se de uma sentença de morte!
Além da rejeição, a sentença para pagar as custas processuais da corte soa zombaria: é o equivalente a cobrar do condenado o custo da bala com a qual ele será baleado. Certamente, em meio a adiamentos e atrasos, que foram absolutamente intencionais, eles não mostraram grande pressa em proferir uma sentença que já estava escrita desde o início. A mídia da imprensa do regime foi orquestrada para justificar esta medida.
O caráter punitivo e coercitivo de um sistema que não tem outra medida a adotar além da repressão tout court, nas prisões, nos CPRs [centro de detenção e expulsão de imigrantes], nas praças, é evidente. É uma “justiça” armada que faz uso imediato da violência; a crescente militarização da sociedade é prova disso.
O Estado italiano não conhece a justiça, mas apenas o terror, a violência, a opressão e a vingança. Em 2022, até cem pessoas cometeram suicídio em prisões e CPRs.
Ontem (24/02) à noite o Estado decidiu, friamente, assassinar Alfredo Cospito que estava em greve de fome há quatro meses e quatro dias.
Ontem, hoje e amanhã: viva a anarquia!
Alfredo Cospito livre.
Não ao 41 bis.
Grupo Anarquista Mikhail Bakunin – FAI Roma & Lazio
Tradução > Liberto
Conteúdos relacionados:
agência de notícias anarquistas-ana
Eu limpo meus óculos
mas vejo que me enganei.
É lua nublada.
Neide Rocha Portugal
A autoridade dos que são contra não é menos autoritária que as outras e encontra, quanto a mim, uma sólida…
Em agosto me mudarei com a família para o espírito santo. Mudança a trabalho. O lado bom é que terei…
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!