
Uma mulher, de mais de 60 anos, me dizia adeus com a mão enquanto a balsa na qual ia se distanciava do Malecón havaneiro. Ela não me conhecia, mas eu era a única pessoa nesse trecho do litoral naquele 21 de agosto de 1994 em plena Crise dos Balseiros. Nunca soube se chegou com vida a seu destino, no entanto a imagem ficou gravada como parte do desespero que levou a milhares de cubanos a sair da Ilha em embarcações precárias, arriscando suas vidas para deixar para trás este sistema falido no econômico e repressivo no político.
Muitos pensamos que essa debandada seria também o fim do regime e nunca suspeitamos que 30 anos depois viveríamos outro êxodo massivo nesta ocasião através da selva do Darién, usando como início da rota migratória a cidade de Manágua, na Nicarágua, ou lançando mão do recurso humanitário para os Estados Unidos. Passaram três décadas desde aquela cena de uma anciã movendo sua mão frente a meu rosto e Cuba segue sendo um país em fuga e uma nação que não deixou de construir a balsa da escapada.
R.E.C.
Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
Na terra seca
Espera a semente
Banho do céu.
Sílvia Rocha
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…