
Centenas de feridos são registrados enquanto o Senado aprova restrições à greve e jornada de trabalho de 12 horas por dia
~ Gabriel Fonten ~
Milhares de manifestantes saíram às ruas na capital argentina, Buenos Aires, na semana passada (11 de fevereiro), para se opor às reformas trabalhistas que restringem o direito à greve e reduzem os benefícios trabalhistas.
Os protestos, apoiados pelos maiores sindicatos do país, foram repetidamente atacados pela polícia com gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água. De acordo com a federação sindical da Argentina, mais de 700 mil pessoas marcharam em Buenos Aires e 1,5 milhão participaram em todo o país em apoio aos “direitos do povo, à separação de poderes, à democracia e à constituição”.
As reformas de Milei, que já foram aprovadas pelo Senado argentino, incluem a eliminação de 30 dias de férias remuneradas, o aumento da jornada de trabalho para até 12 horas, a facilitação das demissões para os empregadores, a redução dos benefícios de desemprego e restrições ao direito de greve. Essas reformas surgem em um contexto de altas taxas de inflação e pobreza na Argentina (ambas acima de 30%), que, no entanto, representam uma melhora significativa em relação ao primeiro ano de Milei no cargo.
A repressão contra esses protestos parece ter sido particularmente generalizada e indiscriminada, com 562 pessoas supostamente atendidas por médicos de rua em um único dia devido a ferimentos. Essa repressão brutal também foi usada no ano passado contra aposentados que protestavam contra pensões inadequadas.
A iniciativa legislativa de Milei surgiu após uma vitória esmagadora nas eleições legilastivas da Argentina, onde o seu partido, “La Libertad Avanza”, obteve quase 41% dos votos a nível nacional. Estas eleições decorreram num contexto de reforço das relações entre Milei e o presidente dos EUA, Donald Trump, recentemente marcado pela promessa de Trump de um espetacular pacote de ajuda superior a 20 bilhões de dólares. Trump, que havia afirmado anteriormente que a ajuda seria “cancelada” se Milei perdesse, parabenizou Milei pela vitória, dizendo: “Ele está fazendo um trabalho maravilhoso!”.
Fonte: https://freedomnews.org.uk/2026/02/16/argentina-mass-protests-against-mileis-anti-labour-laws/
Tradução > Reno Moedor
agência de notícias anarquistas-ana
As folhas caindo
Na roça em frente ao portão
Divertem o gato.
Issa
A autoridade dos que são contra não é menos autoritária que as outras e encontra, quanto a mim, uma sólida…
Em agosto me mudarei com a família para o espírito santo. Mudança a trabalho. O lado bom é que terei…
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!