[Espanha] 1º de Maio anarcossindicalista frente à extrema direita e as guerras do capitalismo.

Este 1º de maio de 2026 completam 90 anos da Revolução Social de 1936. Referência da luta da classe obreira antifascista e libertária, que construiu uma realidade de transformação social e de liberdade. Ainda hoje nos serve de exemplo na luta diária contra o capitalismo.

Em um contexto global de guerra e desumanização, que caminha pela mão do crescimento do fascismo da extrema direita internacional, vemos como a apropriação pela força dos recursos e territórios alheios nos retrocedam às políticas belicistas de princípios do Século XX. Estando hoje mais próximo do que nunca de uma nova “guerra mundial” e um desastre nuclear. As elites econômicas e o governo dos EUA retrocedem aos tempos da doutrina Monroe, ameaçando a todo o continente americano. E, junto com o Estado sionista de Israel, rompem as escassas normas do Direito internacional, provocam deslocamento de milhões de pessoas, destroem infraestruturas de todo tipo, massacram populações indefesas, bombardeiam escolas, hospitais… Provocando um Genocídio na Palestina e estendendo a morte e a destruição no Líbano, Irã e todo Oriente Médio.

Não esquecemos os povos do Curdistão, Ucrânia, Sudão, o Saara e tantos outros lugares que sofrem guerras e extermínio por estados belicistas. Uma pequena elite capitalista tomou o controle da população mundial, mediante a manipulação, o engano, a ameaça e a violência. Violando os direitos humanos e sociais da classe trabalhadora e da população em geral. Atacando a coletivos por motivos ideológicos: ecologistas, pessoas migrantes, racializadas, feministas, trans ou qualquer pessoa diferente.

Desde a Confederação Geral do Trabalho, como organização combativa e anarcossindicalista, impulsionamos a unidade de classe e o encontro do antifascismo e do antimilitarismo. Sem esta unidade de ação não poderemos fazer frente a este capitalismo selvagem que nos ameaça e divide.

A CGT é a organização que mais lutas e greves promove em todo o Estado. Combatemos a perda do poder salarial pela subida dos preços, a precariedade no emprego, a sinistralidade no trabalho, a diferença salarial das mulheres, a privatização de todos os serviços públicos, a destruição do meio ambiente e os gastos militares.

  • Defendemos a redução da jornada laboral a 30 horas.
  • Defendemos umas pensões públicas dignas e sem diferença salarial. Denunciamos sua privatização.
  • Defendemos o direito a uma moradia digna para todas as pessoas.
  • Defendemos o direito de regularização de pessoas migrantes, uma das populações mais discriminadas junto a outros grupos racializados.
  • A CGT não esquece este 1º de maio o aumento da violência de gênero sofrida pelas mulheres e seus descendentes. Exigimos o fim desta praga e da sociedade patriarcal.
  • A CGT aposta pela luta em nossos centros de trabalho e nas ruas. Só mediante a organização e o apoio mútuo conseguiremos varrer as desigualdades que nos impõe o capitalismo e o patriarcado.

FRENTE A EXTREMA DIREITA: ORGANIZAÇÃO E LUTA
FRENTE AO IMPERIALISMO: UNIDADE DA CLASSE OBREIRA E ANARCOSSINDICALISMO

Secretariado Permanente Comitê Confederal CGT

cgt.es

agência de notícias anarquistas-ana

deu no jornal:
economia vai bem
o povo vai mal

Carlos Seabra

Leave a Reply