[Nova Zelândia] Para o Dia do Anzac: A luta pelo anarquismo é a luta pela paz.

Do The Polar Blast – Notícias e Opiniões Anarquistas sobre a Luta de Classes em Aotearoa
 
O Dia de Anzac¹ (Anzac Day-25 de abril) sempre parece uma ocasião apropriada para reafirmar a oposição anarquista à guerra e reiterar que nunca é do interesse da classe trabalhadora apoiar a guerra.
 
A argumentação anarquista contra a guerra surge de nossa análise e oposição ao capitalismo. O capitalismo é a causa da guerra moderna. A insaciável sede de lucro gera uma busca implacável, por parte das diversas potências capitalistas, por mercados e fontes de matérias-primas. A guerra moderna é, na realidade, uma extensão dos “negócios sob o capitalismo” levada a um extremo de violência, onde as rivalidades econômicas entre os diversos setores nacionais da classe capitalista não podem mais ser resolvidas ou controladas pacificamente.
 
Apesar da narrativa de que a Primeira Guerra Mundial começou com o assassinato do arquiduque Ferdinando, sobrinho do imperador austríaco, por nacionalistas sérvios, a realidade é que ela foi o resultado de anos de interesses capitalistas conflitantes. O capitalismo britânico e francês na Nova Zelândia estava sendo desafiado pela crescente expansão da Alemanha, tanto na Europa quanto no exterior. Quando a Alemanha demonstrou, em 1911, ao enviar um navio de guerra à cidade de Agadir, sua intenção de estabelecer uma base no Marrocos, o então Ministro da Fazenda do Reino Unido, Lloyd George, reagiu imediatamente com um discurso ameaçando guerra.
 
Nesse ambiente internacional tenso, a crise que levaria a uma guerra em escala global era provavelmente inevitável. A “disputa entre Áustria e Sérvia” foi apenas a faísca que incendiou o conflito.
 
Quem prega a paz e o desarmamento sem exigir a derrubada do capitalismo ainda não demonstrou como esses objetivos podem ser alcançados, ou como o comércio e a exportação de capital podem se expandir sem que a violência seja o resultado.
 
A abolição da guerra, e da ameaça de guerra, só se concretizará com a derrubada do capitalismo e a reestruturação da sociedade com base na propriedade e produção comuns, voltadas unicamente para a satisfação das necessidades humanas. Tal sociedade uniria a raça humana, sem classes econômicas ou barreiras nacionais que nos dividam.
 
Sempre que uma guerra é travada, quaisquer que sejam as falsas razões que nos apresentem, e qualquer que seja o lado declarado vencedor, um lado sempre sai perdendo, e esse lado somos nós, os trabalhadores do mundo.
 
Como trabalhadores, precisamos perceber que nosso inimigo não é o trabalhador em outros países; em vez disso, é a classe capitalista em nosso próprio país, e essa é uma divisão muito mais importante do que aquela que separa as nações.
 
A luta pelo anarquismo é indissociável da luta contra a guerra. A única maneira de combater o militarismo é combater o capitalismo e o Estado.
 
A luta pelo anarquismo é a luta pela paz.
 
[1] O Dia de Anzac (data militarista) comemora o desembarque do Corpo de Exército Australiano e Neozelandês (Anzac) em Galípoli, na Turquia, durante a Primeira Guerra Mundial, em 1915. Este evento, também celebrado na Austrália, homenageia todos os neozelandeses que serviram ao seu país em guerras e conflitos. O Dia de Anzac é um feriado nacional. É um dia de folga para a população em geral, e as escolas e a maioria das empresas estão fechadas. Muitos neozelandeses participam de desfiles, cerimônias da alvorada ou cerimônias comemorativas.
 
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agência de notícias anarquistas-ana
 
Vultos
Ciscos cegos
No olho da rua.
 
André Vallias

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