
No 1º de Maio nos concentramos na plaza de la Pipa em uma jornada de reivindicação e fraternidade. Desde a primeira hora fomos dando forma ao espaço comum: montamos as barracas de materiais, o balcão com bebidas e petiscos, a cozinha onde se preparava a panela, a exposição de Mujeres Libres, o cenário, a equipe técnica, e penduramos nossas bandeiras e faixas por toda a praça.
Depois da comida popular, começou o microfone aberto. Leu-se o manifesto do 1º de Maio, acompanhado de discursos e reflexões libertárias que serviram para fixar ideias: a necessidade de organizar-nos, de manter a luta e a crítica no cotidiano, e de recordar os companheiros de Chicago assassinados, origem desta data.
Lançaram-se lemas de dignidade e resistência frente à precariedade e as injustiças que seguem marcando nossas vidas. Reivindicou-se que não nos conformamos com o mal menor nem com as migalhas que distribuem as instituições e os sindicatos de Estado, deixando claro que não queremos gestionar a desigualdade, mas construir uma sociedade verdadeiramente igualitária.
Desde a CNT-AIT nos reafirmamos como o único sindicato de classe que não se rebaixa ao reformismo nem à lógica institucional que termina domesticando a tantas organizações. Enquanto outros aceitam os limites do sistema e se integram em suas estruturas, nós mantemos uma posição independente, baseada na defesa real dos interesses da classe trabalhadora.
Durante a jornada se recordou figuras como Alexander Berkman, conectando essas ideias com o presente.
Os companheiros foram passando pelo microfone, com uma forte presença de reivindicação feminista, atravessando discursos, música e poesia. A música ao vivo, com grupos e cantautores, acompanhou toda a tarde sem interrupção. Inclusive as crianças do bairro se animaram a cantar.
O fechamento do microfone chegou com recitais de poesia, pondo um toque íntimo a uma grande jornada coletiva.
Uma jornada feita graças à organização de todos, onde a rua voltou a ser nossa. Porque seguiremos fazendo frente à resignação e construindo espaços de luta e encontro.
Nem Estado nem patrão: autogestão!
Viva a luta da classe obreira!
Anarquia e transformação. Viva a história da CNT-AIT de Alacant!
Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
É quase noite –
As cigarras cantam
Nas folhas escuras.
Paulo Franchetti
A autoridade dos que são contra não é menos autoritária que as outras e encontra, quanto a mim, uma sólida…
Em agosto me mudarei com a família para o espírito santo. Mudança a trabalho. O lado bom é que terei…
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!