
Nesta época marcada por uma resignação social generalizada e por uma resistência cada vez menor às vontades dominantes, vemos as estruturas políticas [anarquistas-antiautoritárias] encolherem-se continuamente e novos projetos repressivos tornarem nossa vida insuportável. As universidades não constituem exceção à situação acima descrita. Nos últimos anos, os espaços acadêmicos tornaram-se objeto de experimentação do regime e de gentrificação, sempre com o consentimento das autoridades reitorais. Na FEP, após o desalojo de espaços ocupados e a expulsão dos ocupantes, vemos a presidente do I.N.E.D.I.V.I.M., Anna Rokofyllou, a exibir-se ao lado das novas instalações modernizadas e das catracas de segurança, lembrando-nos de que não há terreno que não seja tocado pelos lucros e pelos investimentos. Nos espaços da Faculdade de Engenharia e da Faculdade de Direito, onde antes existiam espaços políticos de criação, florescimento de ideias, organização e resistência, agora predominam salas assépticas e paredes brancas, obras dirigidas aos poderosos e aos que possuem, não aos de baixo. Criações hostis aos nossos olhos. Por fim, assistimos com horror à expansão do embelezamento capitalista também na ASOEE, com quiosques publicitários e máquinas de venda automática para a “conveniência” diária dos estudantes. Nenhuma cantina será aberta no subsolo da ASOEE.
Da nossa parte, não podemos, de forma alguma, contentar-nos em observar silenciosamente à distância os acontecimentos acima mencionados. O nosso pensamento político e a nossa vontade, baseados na resistência, na coerência e na organização, culminam sempre na ação. Para nós, teoria e ação não são coisas separadas; decidimos, portanto, em 27 de abril, atacar com pedras pesadas, spray e tinta em duas máquinas de venda automática dentro da ASOEE como um mínimo gesto de reação e obstrução à mania capitalista e estatal que cada vez mais nos cerca. Mesmo essa ação constitui uma mensagem de que cada ação, por menor e insignificante que pareça, contribui para a propagação de uma sabotagem incessante contra os símbolos e as estruturas do capital.
Por fim, não passaram despercebidas as declarações de repulsa de organizações de esquerda em relação aos incidentes de violência de “minorias antissociais”. Não há muito a dizer sobre o conteúdo dessas organizações. A única coisa que temos a declarar é que, entre nós e os contadores de votos profissionais, interpõe-se um oceano inteiro de divergências e antagonismos.
A n a r q u i s t a s
agência de notícias anarquistas-ana
De uma casa branca
No meio da encosta da montanha
Sobe um fio de fumaça.
Paulo Franchetti
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.
Enquanto isso no Brasil...
Espaços como esse são fundamentais! Força compas. Vou contribuir!
A autoridade dos que são contra não é menos autoritária que as outras e encontra, quanto a mim, uma sólida…
Em agosto me mudarei com a família para o espírito santo. Mudança a trabalho. O lado bom é que terei…