[Grécia] Intervenção no Hospital Elena | “Nenhum médico, padre, policial ou chefe decide por nós”

No domingo, 10 de maio, realizamos uma manifestação em frente ao Hospital-Maternidade Elena Venizelos, em relação à recente pesquisa que confirmou o que já vínhamos constatando há muito tempo: dezenas de hospitais no interior e nas ilhas negam às pessoas com útero o acesso ao aborto.

A recusa dos médicos em realizar abortos faz parte do ataque patriarcal do Estado e da Igreja contra nossos corpos e nossas vidas.

Durante a ação, foram distribuídos textos traduzidos para várias línguas e panfletos foram espalhados pela área ao redor do hospital.

O dia não foi escolhido por acaso. Foi simbolicamente marcado para 10 de maio, Dia das Mães, em oposição à imposição da maternidade como “papel natural” e dever social. O aborto é um direito e a autodeterminação é inegociável.

Com o slogan:

“CONTRA O ESTADO, A IGREJA E A PÁTRIA, A PALAVRA SOBRE O NOSSO CORPO É NOSSA”

Deixamos claro que nenhum médico, padre, policial ou chefe decide por nós.

A repressão estatal se manifestou imediatamente, com a DIA, viaturas e a polícia de segurança vigiando a intervenção durante toda a sua duração. Os mecanismos do Estado parecem sempre encontrar tempo e forças para vigiar aqueles que optam por lutar, mas nunca para aqueles que são assassinados pela violência patriarcal.

A repressão não nos aterroriza; pelo contrário, nos enche ainda mais de raiva.

NÃO NASCEMOS, NÃO LUTAMOS POR NENHUMA PÁTRIA – DEUS – SENHOR

ACESSO GRATUITO AO ABORTO PARA TODAS AS PESSOAS COM ÚTERO

Casa para o Empoderamento e a Emancipação

Coletivo Feminista de Base

agência de notícias anarquistas-ana

Chuva de outono
Folhas secas de momiji
Entopem a calha

Chico Pascoal

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