[México] Jalapa | Teatro Anarquista Disruptivo | MⒶNIFESTO DO ABISMO SORRIDENTE

Cidadãos da Cidade que não ri:

O tempo dos avisos acabou. O colapso não é uma notícia do futuro; é a paisagem que pisamos hoje. O silêncio que percorre nossas ruas não é paz, é o sintoma de uma cidade que foi anestesiada pelo medo e pela apatia.

Se não nos organizarmos para gritar agora, o silêncio será permanente.

Não viemos oferecer esperança barata nem falsos consolos. Viemos dizer que o teatro de rua é a última sabotagem que nos resta. Se o mundo vai pro caralho, que seja sob nossas condições: com uma sátira tão ácida que consiga corroer as engrenagens do poder antes do impacto final.

NOSSAS TAREFAS:

O RISO COMO ÚLTIMA BALA: O poder se sustenta na solenidade. Quando rimos do tirano, tiramos-lhe o oxigênio. Nossa sátira é o veneno para sua arrogância; um povo que recupera o riso é um povo que recupera a liberdade.

ORGANIZAÇÃO OU EXTINÇÃO: Sozinhos somos vítimas; em Crew somos uma interferência. A organização coletiva não é um sonho romântico, é uma estratégia de sobrevivência. Ou criamos uma rede de apoio mútuo através da arte crítica, ou deixamos que o vazio nos engula separadamente.

TEATRO DE TRINCHEIRA: A rua não é um palco, é o campo de batalha pela consciência. Cada função é um ato de recuperação do que nos roubaram. Atuamos para despertar a raiva necessária que detenha a inércia do desastre.

ESTÉTICA DO ENTULHO: Construímos a partir do que resta. Não precisamos de orçamentos, precisamos de visão e corpos dispostos a desafiar a autoridade em cada esquina. A arte é a única coisa capaz de hackear o destino que nos impuseram.

O PANO ESTÁ CAINDO. VOCÊ VAI ASSISTIR OU VAI SEGURAR AS CORDAS?

Procuramos atores, palhaços, músicos e mentes rebeldes que entendam que esta é a nossa última função. Se não há arte crítica nesta cidade, a cidade está morta. Ajude-nos a mantê-la viva antes que seja tarde demais.

Quando a tirania é lei, a arte crítica é a primeira linha de defesa.”

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Com o pôr-do-sol
A vida se vai,
Fico só.

Augusto Menezes

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