[Espanha] 1 de Maio. É hora de voltar à rua.

É hora de voltar à rua.

De parar de olhar para o lado, de sobreviver em silêncio enquanto nos arrancam a única coisa que nos pertence: a nossa vida. Não amanhã. Não quando for mais fácil. Agora.

Normalizamos a violência, a precariedade, o medo e o cansaço. Estamos há tempo demais cedendo, aguentando e nos adaptando a condições e situações que eram impensáveis.

E enquanto isso, também nos acostumam a ver a guerra de longe, como se não tivesse nada a ver conosco.

A aceitar os bombardeios, os massacres, os genocídios, como se fossem parte inevitável do mundo.

Como se umas vidas valessem menos que outras.

Continuamos esperando e acreditando que aqueles que enriquecem às custas do nosso trabalho e se escondem atrás de um discurso vazio virão nos resgatar. Que o esforço que fazemos dia após dia terá sua recompensa. Que tudo chega. Mas nunca será assim.

E ainda nos dizem que sorriam, que é preciso ser positivo.

Enchemos a boca para dizer que somos maioria, mas continuamos sem nos reconhecer.

Pois bem, é hora de fazer isso. Olhemo-nos e reconheçamo-nos como o que somos: essa força coletiva que sustenta o mundo. A classe trabalhadora.

Façamos com que a injustiça volte a dar vergonha, que a exploração deixe de ser rotina.

Façamos barulho, um barulho que realmente incomode. Ataquemo-los onde mais lhes dói: seus privilégios.

Não se trata apenas de resistir e continuar de cabeça baixa.

Voltemos àquele lugar de onde realmente se conseguiu mudar as coisas: a rua.

Tudo foi, é e será organização, solidariedade e luta.

CNT-AIT Astúrias

cntasturias.org

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

As nuvens do céu –
o céu do infinito
eu de nenhum lugar

Stefan Theodoru

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