
É hora de voltar à rua.
De parar de olhar para o lado, de sobreviver em silêncio enquanto nos arrancam a única coisa que nos pertence: a nossa vida. Não amanhã. Não quando for mais fácil. Agora.
Normalizamos a violência, a precariedade, o medo e o cansaço. Estamos há tempo demais cedendo, aguentando e nos adaptando a condições e situações que eram impensáveis.
E enquanto isso, também nos acostumam a ver a guerra de longe, como se não tivesse nada a ver conosco.
A aceitar os bombardeios, os massacres, os genocídios, como se fossem parte inevitável do mundo.
Como se umas vidas valessem menos que outras.
Continuamos esperando e acreditando que aqueles que enriquecem às custas do nosso trabalho e se escondem atrás de um discurso vazio virão nos resgatar. Que o esforço que fazemos dia após dia terá sua recompensa. Que tudo chega. Mas nunca será assim.
E ainda nos dizem que sorriam, que é preciso ser positivo.
Enchemos a boca para dizer que somos maioria, mas continuamos sem nos reconhecer.
Pois bem, é hora de fazer isso. Olhemo-nos e reconheçamo-nos como o que somos: essa força coletiva que sustenta o mundo. A classe trabalhadora.
Façamos com que a injustiça volte a dar vergonha, que a exploração deixe de ser rotina.
Façamos barulho, um barulho que realmente incomode. Ataquemo-los onde mais lhes dói: seus privilégios.
Não se trata apenas de resistir e continuar de cabeça baixa.
Voltemos àquele lugar de onde realmente se conseguiu mudar as coisas: a rua.
Tudo foi, é e será organização, solidariedade e luta.
CNT-AIT Astúrias
cntasturias.org
Tradução > Liberto
agência de notícias anarquistas-ana
As nuvens do céu –
o céu do infinito
eu de nenhum lugar
Stefan Theodoru
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
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