
Decisão de primeira instância sobre a “Operação City”, primeira seção, e atualizações sobre a segunda seção.
O julgamento em primeira instância de uma das duas “partes” da “Operação City”, referente à manifestação de 4 de março de 2023 em solidariedade a Alfredo Cospito, que estava em greve de fome há meses contra o Artigo 41 bis e a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, foi concluído em 16 de abril de 2026. Naquele dia, milhares de camaradas em solidariedade marcharam pelo centro de Turim, demonstrando sua indignação e deixando para trás apenas uma fração da violência perpetrada em todo o mundo por diversos governos e seus braços armados. As acusações de conspiração para cometer vandalismo e saques, que já haviam sido rejeitadas pelos réus, também foram retiradas pelos tribunais, sendo rebaixadas para conspiração para cometer danos agravados e conspiração para cometer agressão a um funcionário público. Todos os réus foram condenados a penas que variam de 18 meses a 5 anos e meio de prisão, além de multas substanciais à Prefeitura Municipal de Turim (33.000 euros), a diversas empresas (aproximadamente 13.000 euros) e às custas judiciais do processo civil (16.000 euros) para 16 dos acusados. Como sublinharam os advogados de defesa, a maioria dos acusados não foi condenada por ações ou acontecimentos específicos, mas sim por “cumplicidade moral” ou “facilitação da conduta de terceiros”.
Entretanto, o julgamento de outros camaradas acusados de envolvimento no mesmo dia de protesto também está em andamento. Trata-se de um processo separado para agilizar a chamada primeira fase.
Em 10 de março, durante a audiência preliminar, o juiz de instrução rejeitou as acusações contra os suspeitos, que tinham sido detidos antes do início da marcha e acusados de delitos menores (artigo 115.º do Código Penal), apesar do pedido do Ministério Público para a sua libertação condicional. Os camaradas acusados de cumplicidade em atos de vandalismo, resistência agravada e posse de objetos ofensivos foram levados a julgamento, tendo sido marcada uma audiência para 11 de novembro de 2026: um total de 29 acusações.
Lembremos que Alfredo Cospito ainda está sujeito ao regime de tortura do Artigo 41 bis e que este provavelmente será renovado nos próximos dias. Esse período de luta ao lado de Alfredo conseguiu trazer a tortura estatal e a “justiça” vingativa dos tribunais e políticos para o centro do debate público, evidenciando suas contradições. Mas a luta contra o Artigo 41 bis continua.
Em todo caso, sem arrependimentos.
Fonte: https://brughiere.noblogs.org/post/2026/04/21/aggiornamenti-operazione-city/
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agência de notícias anarquistas-ana
a cigarra… ouvi:
nada revela em seu canto
que ela vai morrer
Matsuo Bashô
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!
Comunistas, Capitalistas e Anarquistas e a servidão voluntária. Mas... A hora mais escura é logo antes do amanhecer. (Provérbio árabe)
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.
Enquanto isso no Brasil...