
Recordamos que, em dezembro de 2025, nosso companheiro foi preso em cumprimento a um mandado de detenção internacional (MDI) expedido pela Itália. Sua detenção durou cinco horas, até que o juiz Pedraz lhe concedeu liberdade provisória, sob a condição de comparecimento em juízo e proibição de viajar. Este MDI decorre de uma das muitas operações repressivas da Itália: a “Operação Scripta Manent”, de 2016, que resultou na condenação de Gabriel a dois anos de prisão em 2022 por incitação ao crime. No final de novembro do ano passado, o tribunal de Turim anunciou que não aceitaria as medidas alternativas à prisão solicitadas pelo advogado devido à “falta de autocrítica em relação aos seus próprios valores” (uma metáfora bastante apropriada para enfatizar sua falta de remorso), abrindo caminho para a execução da pena. Foi por isso que o MDI foi expedido: o juiz Pedraz considerou este delito um crime de opinião e, portanto, não ordenou a prisão, solicitando, porém, certos documentos de ambas as partes.
Há alguns dias, chegou uma ordem judicial, assinada pelo mesmo juiz, que, embora concordando parcialmente com uma das partes e parcialmente com a outra, facilita a possível extradição de Gabriel para a Itália, caso certos requisitos sejam cumpridos.
Por ora, não nos interessa comentar os detalhes jurídicos, embora seja interessante observar como os Estados utilizam suas “verdades” labirínticas para justificar caças às bruxas. Trata-se de uma decisão extremamente contraditória, repleta de mentiras, na qual os italianos brincaram com a psicologia da propaganda, extrapolando palavras e conceitos da condenação de Gabriel para justificar seu pedido.
Esta decisão encerra a fase de investigação, não é definitiva e o advogado está recorrendo; embora não haja fundamentos legais para que Gabriel cumpra sua pena em prisões italianas, não é difícil interpretar esta decisão como mais uma das muitas manobras que o Estado italiano vem utilizando há anos para continuar colecionando seus troféus de guerra.
Dentro de algumas semanas, o promotor e o advogado apresentarão seus argumentos em uma audiência no Tribunal Nacional.
Sempre soubemos que as razões legais não prevalecerão, mas sim a vingança política e pessoal. Combatentes dignos devem ser punidos de forma exemplar. Por isso, não há surpresa, e estamos nos preparando para o pior, mais fortes do que nunca.
Mais informações em breve.
Gabriel e Elisa
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agência de notícias anarquistas-ana
alta madrugada,
vaga-lumes no jardim
brincam de ciranda
Zemaria Pinto
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.
Enquanto isso no Brasil...
Espaços como esse são fundamentais! Força compas. Vou contribuir!
A autoridade dos que são contra não é menos autoritária que as outras e encontra, quanto a mim, uma sólida…
Em agosto me mudarei com a família para o espírito santo. Mudança a trabalho. O lado bom é que terei…