[Grécia] Aqui está Heraklion, nem um pedaço de terra para os fascistas!

Hoje (27/02), depois de um apelo antifascista, aproximadamente 200 pessoas reuniram-se na Praça dos Leões na concentração antifascista por ocasião da visita de Vasilis Stigkas em Heraklion, Ilha de Creta.

A concentração evoluiu para uma marcha de forte energia pelas principais ruas do centro da nossa cidade, culminando com o cancelamento do seu programa. O presidente dos “Espartanos” [partido de extrema-direita] fez uma viagem fútil, não compareceu a nenhum dos pontos da cidade que havia anunciado.

Nossa mensagem encontrou seu destinatário.

Aqui está Heraklion, nem um pedaço de terra para os fascistas!

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1629237/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/02/27/grecia-nao-passarao-sucesso-antifascista-em-heraklion/

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Quietude —
O canto das cigarras
Penetra nas rochas.

Bashô

[Espanha] 72 positivos fotográficos de Julián Martín Cuesta foram adicionados ao nosso arquivo

Há alguns meses, anunciamos a inclusão em nosso arquivo de 129 positivos fotográficos digitais do fotógrafo Julián Martín Cuesta. Essas fotos apareceram em muitos dos meios de comunicação libertários do final dos anos 1970 e início dos anos 1980 com os quais Julián Martín colaborou, incluindo jornais como Solidaridad Obrera, CNT, Bicicleta… entre outros.

Bem, embora já tivéssemos antecipado isso nas redes sociais, hoje temos o prazer de anunciar a inclusão em nosso arquivo, mais especificamente no Fundo Julián Martín Cuesta, de outros 72 positivos fotográficos, desta vez em papel, doados pelo fotógrafo à Fundação Anselmo Lorenzo, e cujos temas estão relacionados ao VI Congresso da CNT (Barcelona, 1983), à Semana Cultural Internacional da CNT antes da celebração desse congresso e às mobilizações antimilitaristas de 1989.

Estamos falando de uma coleção muito interessante, que inclui protagonistas como Fernando Arrabal, Daniel Cohn-Bendit, Federica Montseny, Eduardo Colombo, Cornelius Castoriadis, Agustín García Calvo, Osvaldo Bayer… e militantes anônimos da CNT e do movimento libertário do início dos anos 1980.

Gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos os amigos da Fundação que, nos últimos anos, decidiram doar importantes coleções documentais para enriquecer o patrimônio documental de nosso arquivo.

fal.cnt.es

Tradução > Liberto

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/12/13/espanha-jornada-de-portas-abertas-na-fal-uma-viagem-por-nossa-memoria-grafica-fondo-fotografico-moderno/

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Toma nota, rapaz:
Hai-kai é a captura
De um momento fugaz

Lubell

[Itália] Feliz aniversário, querida, queridíssima Umanità Nova

Em 26 de fevereiro de 1920, via a luz com seu primeiro número, com uma verdadeira, muito verdadeira equipe de sonhos dos primeiros editores: Errico Malatesta (fundador), Gigi Damiani, Luigi Fabbri, Camillo Berneri, Nella Giacomelli etc.

Primeiro um diário, agora um semanário, foi submetido à censura várias vezes: primeiro pelos fascistas, depois pelo Estado.

Mas ainda hoje, de maneira totalmente libertária, publica há mais de 100 anos escritos, pensamentos e análises do mundo anarquista e das lutas de nosso tempo com essa sensibilidade única.

Devo confessar uma coisa: se aprendi a ler corretamente, a fazer análise de texto, a criar um comunicado ou a falar em público, a escrever e a “curar”, ou melhor, “acalmar” minha disgrafia, devo isso à Umanità Nova.

Muito obrigado. Vida longa à nova humanidade!

www.militanzagrafica.it

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

se andava no jardim
que cheiro de jasmim
tão branca do luar

Camilo Pessanha

[EUA] Alerta e ação pela saúde de Mumia Abu-Jamal

Mumia Abu-Jamal foi submetido a uma operação de bypass cardíaco duplo em 19 de abril de 2021. Seu médico prescreveu uma dieta cardíaca e exercícios regulares para sua recuperação. Até o momento, quase 3 anos depois, a prisão não forneceu a Mumia a dieta cardíaca necessária nem oportunidades para exercícios. O pátio externo é frequentemente fechado e ele foi proibido de caminhar na sala de descanso.

Mumia está extremamente vulnerável. Sua grave condição de pele piorou, causando-lhe grande desconforto e coceira dolorosa 24 horas por dia. Seu coração e sua saúde geral estão gravemente afetados. A dieta da prisão e os exercícios limitados violam os padrões de tratamento cardíaco e as ordens dos médicos. Manter pessoas idosas na prisão é uma violação dos direitos humanos.

AJA! Chegou a hora de exigirmos uma dieta saudável para o coração, que inclua frutas e verduras frescas, grãos integrais e legumes, e que limite os alimentos altamente processados, e exigimos que Mumia tenha acesso a exercícios regulares todos os dias.

A morte por encarceramento (DBI) deve ser banida – Libertem Mumia Abu-Jamal!

Entre em contato e escreva para esses funcionários da prisão:

Telefone de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h (horário padrão do leste dos EUA).

1) Superintendente, Bernadette Mason: 570-773-2158

E-mail: bmason@pa.gov

SCI Mahanoy PA Dept of Corrections, 301 Grey Line Drive, Frackville, PA 17931

2) Secretária do Departamento de Correções de PA, Laurel Harry: 717-728-4109

E-mail: ra-crpadocsecretary@pa.gov

Envie este formulário: py-forms-prod.powerappsportals.us/DOCContactUs/

1920 Technology Parkway | Mechanicsburg, PA 17050.

3) Vice-secretário interino da Região Leste, Morris Houser: 717-728-4122 ramal 4123

E-mail: mhouser@pa.gov

Texto de exemplo (também pode ser usado para cartas e e-mails):

(Original) I am calling because Mumia Abu-Jamal #AM 8335 and other incarcerated elders diagnosed with heart disease are being prevented by the prison from getting what they medically require for their health. Mumia Abu-Jamal #AM 8335 had double bypass heart surgery. He needs:

1) A CARDIAC DIET three times a day that includes fresh vegetables and fruit, whole grains, legumes, and limited sugar, salt, and highly processed foods; 2) He must have access to do sufficient cardiac rehab every day. Thank You.

(Traduzido) Estou ligando porque Mumia Abu-Jamal #AM 8335 e outros idosos presos que foram diagnosticados com doença cardíaca são impedidos pela prisão de receber o que precisam para sua saúde. Mumia Abu-Jamal #AM 8335 foi submetido a uma operação cardíaca de duplo bypass. Ele precisa de:

1) Uma DIETA CARDÍACA três vezes ao dia que inclua vegetais e frutas frescas, grãos integrais, legumes e uma quantidade limitada de açúcar, sal e alimentos altamente processados; 2) Deve ter acesso a reabilitação cardíaca suficiente todos os dias. Obrigado.

Cc: sua carta para info@prisonradio.org

Fonte: https://desdedentro.noblogs.org/post/2024/02/23/ee-uu-alerta-y-accion-por-la-salud-de-mumia-abu-jamal/

Tradução > Liberto

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Neblina sobre o rio,
poeira de água
sobre água.

Yeda Prates Bernis

[São Paulo-SP] “Rumo a um Feminismo Descolonial Anarquista”

Sobre o tema:

É possível tecer redes anarquistas de convivência sem discutir as categorias coloniais de gênero impostas e introjetadas pela sociedade ao longo dos séculos? Aprofundar essa questão nos parece algo urgente, uma vez que o movimento de emancipação subjetivo-coletivo depende de uma contestação ativa de modelos civilizatórios que demarcam no próprio corpo papéis de subalternidade. As estruturas capitalistas, racistas e patriarcais muitas vezes não são investigadas em conjunto, sobretudo quando o feminismo liberal se debruça sobre as opressões sem considerar as vivências das mulheres latino-americanas, racializadas e que não encarnam papéis binários.

Assim, feministas decoloniais como a argentina María Lugones oferecem um pensamento estratégico para a luta anarca-feminista, nos chamando a atenção para formas de desconstrução de concepções de sexo e gênero que servem à dominação ocidental e ao produtivismo capitalista. Ao sublinhar formas de organização que não se moldam à colonialidade dos gêneros, Lugones traz um convite à construção de uma “ética da coalizão-em-processo”, isto é, de uma possibilidade coletiva de tensionar as dicotomias e revelar em comunidade como as diferenças coloniais foram criadas e afetam cotidianamente as relações.

Quando? Sábado, 02/03/24 (16h-18h)

Onde? Sede do Centro de Cultura Social de SP (Rua Gal. Jardim, 253, sl. 22, Vila Buarque – São Paulo)

Para os textos e orientações para a participação acesse:

http://tinyurl.com/GE0324

https://www.instagram.com/p/C3VQ42VO33B/

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No frescor da sombra
Caldo pelos cotovelos —
Manga madura

Neiva Pavesi

[Portugal] Histórias da escravatura no Alentejo

No verão passado, Rui Gomes Coelho e Sara Simões, à frente de uma equipe internacional de arqueólogos, foram à procura da memória da escravatura africana num monte alentejano em Alcácer do Sal, depois de terem estado anteriormente no vale do Cacheu, na Guiné-Bissau. No vale do Sado escutaram as reminiscências daqueles que ficaram lembrados como “os negros do Sado”. Os trabalhos arqueológicos juntam as peças desse puzzle histórico com a complexa malha cultural alentejana, os efeitos sócio-ambientais do colonialismo e da escravidão no vale do Sado e as continuidades com o latifúndio extrativista dos campos do Sul.

Que objetivos vos levaram ao Monte do Vale de Lachique em Alcácer do Sal e que questões o projeto ECOFREEDOM – Ecologias da Liberdade: Materialidades da Escravidão e Pós-emancipação no Mundo Atlântico pretende suscitar?

Rui Gomes Coelho: Este projeto procura analisar e refletir sobre os efeitos sociais e ambientais que decorreram do colonialismo e da escravidão modernas, isto é, a partir dos séculos XV-XVI. Orientam-nos algumas questões específicas: Como se materializaram na vida quotidiana as mudanças entre uma sociedade onde a escravatura era um fator determinante e uma sociedade em que todos eram formalmente livres? Que transformações ambientais decorreram desses modelos de sociedade? Pensamos que sociedades diferentes tiveram ecologias distintas e que, de uma forma geral, essas ecologias corresponderam a relações específicas entre plantas, humanos e outros animais e a paisagem. Por outro lado, diferentes ecologias indexaram variados tipos de práticas agrícolas e de gestão do trabalho, assim como padrões distintos de ocupação do território. É possível que, numa sociedade escravagista, a agricultura estivesse mais dependente de culturas comerciais, ou de culturas que pudessem ser úteis ao próprio tráfico de pessoas. A emergência do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas e das economias de plantação tiveram consequências brutais e formaram o mundo em que vivemos hoje. Entre essas transformações estão, por exemplo, o abandono de áreas cultivadas de forma tradicional e a generalização da monocultura, com a consequente redução da diversidade agrícola e homogeneização sensorial das sociedades. Para estudarmos este processo decidimos selecionar dois locais distintos no mundo Atlântico: O vale do Cacheu, na Guiné-Bissau, e o vale do Sado, em Portugal. São regiões muito diferentes, mas une-as uma história comum: as suas posições exemplares no contexto que tratamos, quer enquanto porto de tráfico, no caso de Cacheu, quer enquanto fronteira de experimentação agrícola, no caso do Sado. Esta história, que não é linear, desvela-se nos campos de arroz que encontramos tanto no Sado como em Cacheu. O arroz foi, de certa forma, uma cultura agrícola que ganhou importância com o tráfico, e terá sido neste contexto que passou a ser cultivada no Alentejo. De acordo com estudos recentes, é possível que tenham sido africanos escravizados os responsáveis pelo saber-fazer que está por detrás dos campos de arroz do Sado.

>> Leia o texto na íntegra aqui:

https://www.jornalmapa.pt/2024/02/21/historias-da-escravatura-no-alentejo/

agência de notícias anarquistas-ana

terreno baldio
lixo revirado
gato vadio

Carlos Seabra

[Suzano-SP] Atividade Memórias do Carandiru | Rap e Palestra

Salve rapa!

No dia 02/03, sábado, a partir das 15h00, na Biblioteca Municipal de Suzano, realizaremos o evento “Rap e Palestra”, onde teremos a presença do pessoal Memórias Carandiru, que vão fomentar um debate sobre a tentativa do Estado em apagar a história do Massacre do Carandiru. Eles também estarão debatendo o encarceramento em massa da periferia. Além disso, teremos a apresentação de Rap Combativo com o grupo Ktarse e com o mano Douglas Tarja Preta.

Chama geral pra somar!!!

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o rio ao lado da estrada
corre
ri à gargalhada

Eugénia Tabosa

Solidariedade anarquista com o povo da Ucrânia

Em 24 de fevereiro, centenas de anarquistas em várias cidades da Europa foram às ruas em solidariedade com o povo da Ucrânia, no segundo aniversário do início da invasão russa em larga escala. O Bloco Anarquista esteve presente em ações em Varsóvia, Vilnius, Berlim, Tbilisi, Viena e Zurique. Foi importante para nós expressar palavras de apoio ao povo da Ucrânia, cujo país tem sido atormentado pela agressão do Kremlin por dois anos, aplaudir a firmeza de todos aqueles que se opõem a essa agressão com armas em mãos, especialmente nossos camaradas.

Nas ações, incluímos mensagens de áudio de anarquistas, que atualmente estão contendo os ocupantes nas frentes da Ucrânia, instigando as pessoas a não ficarem à margem dessa confrontação e a fazerem o máximo esforço para a vitória da Ucrânia. Dedicamos especial atenção à solidariedade internacional e ao poder da participação popular em ajudar o povo ucraniano, ao desenvolvimento de estruturas auto-organizadas dentro da Ucrânia como os brotos de uma nova sociedade baseada na igualdade e na ajuda mútua.

O oposto de tal sociedade pode ser exemplificado não apenas pela escuridão do imperialismo russo, mas também pelo comportamento hipócrita e egoísta dos políticos ocidentais, que usam a Ucrânia como um escudo e tentam lucrar ao máximo com a situação. Negociar com ambas as partes beligerantes, comprar imóveis ucranianos por quase nada e o oportunismo político são apenas uma lista parcial dessa hipocrisia. Outra manifestação disso é empurrar a Ucrânia para um cessar-fogo em termos desfavoráveis. Em manifestações em diferentes cidades, os anarquistas disseram firmemente: “Uma paz frágil é um prólogo para a guerra! Devemos usar a força e a determinação da sociedade popular para nos opormos ao imperialismo não apenas na Ucrânia, mas em todo o mundo.”

>> Mais fotos: https://pramen.io/en/2024/02/anarchist-solidarity-with-the-people-of-ukraine/

Tradução > fernanda k

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já águas passadas
a gotejar das marquises —
ecos estivais

Alexander Pasqual

[Grécia] Não passarão! Sucesso antifascista em Heraklion

Cerca de 70 antifascistas estavam prontos às 9h da manhã deste domingo (25/02) para lutar contra os fascistas do “Spartans” (antigo partido neonazista Aurora Dourada). Os fascistas não puderam fazer a visita planejada à igreja de Santa Mina, em Heraklion, na ilha de Creta.

Heraklion foi, é e continuará sendo uma cidade perigosa para os fascistas.

Não passarão!

Antifascistas, Anarquistas

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O canto do rouxinol
E seu biquinho —
Aberto.

Buson

Jornal O Vândalo 4 – Edição Fevereiro de 2024

É com muita satisfação que anunciamos a retomada dos trabalhos editoriais do nosso jornal anarquista O Vândalo, através dessa edição mensal de fevereiro de 2024.

Para quem ainda não conhece, O Vândalo busca difundir os princípios e ideias anarquistas de forma acessível e de fácil compreensão, sendo um jornal físico com versão em PDF, mensal e gratuito, disponível para ampla divulgação e difusão de forma militante a quem sentir de imprimir, tirar cópias e distribuir em seus locais de trabalho, círculos de amigos, família, no rolê, na escola, na faculdade, no ponto de ônibus, no metrô, no postinho de saúde, onde for.

Se acredita no trabalho que tem sido feito, nos escreva, entre em contato, imprima cópias e difunda as ideias escritas em nosso Jornal!

Um jornal de trabalhador para trabalhador!

Baixe, copie, encaminhe, compartilhe, imprima, distribua!

>> Aqui: https://anarquistasvs.files.wordpress.com/2024/02/o-vandalo-ed-13-fev-2024.pdf

agência de notícias anarquistas-ana

o sol inclinado
leva até minha parede
o gato do telhado

José Santos

[Chile] Hoje e todos os dias BAU presente!

Emilia Milén Herrera Obrecht “Bau”, anarquista, ativista trans e defensora da terra, dos rios e da vida, abraçamos sua memória e lembramos de você em ação, não esquecemos sua luta, tanto pessoal quanto pela defesa da natureza.

Mas também não esquecemos, nem perdoamos aquela noite de fevereiro de 2021, em que você foi baleada e assassinada, mas que não pôs fim à sua luta, porque uma chama rebelde e dissidente como a sua nunca pode se apagar.

Hoje e todos os dias a BAU presente!

Memória e ação por Emilia!

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/04/22/argentina-buenos-aires-acao-a-2-meses-do-assassinato-de-emilia-baucis-herrera/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/02/18/chile-assassinato-de-lamgnen-anarquica-no-territorio-mapuche-lof-llazcawe/

agência de notícias anarquistas-ana

Broca no bambu
deixa furos de flauta.
O vento faz música.

Anibal Beça

[Espanha] Palestra de Ignacio Soriano: O anarquismo mais além da internacional

Mas se isto é mentira, eu posso viver despreocupada!

O Local do sindicato ficou pequeno, veterano historiador que estudou numerosas facetas da fecunda história anarquista ibérica.

Neste caso tivemos a sorte de escutá-lo falar sobre a Valladolid entre 1869 e 1900, um período muito especial do movimento obreiro. É nestes momentos quando a população começa a tomar consciência, como se de uma revelação se tratasse, de que todos os compromissos sociais que nos atam possam ser superados. Aqui é onde o pensamento livre, a instrução e a solidariedade são o sinal de identidade do associacionismo obreiro. Neste estado germinal e até 1920 é o anarquismo o que coesiona as sociedades obreiras não só em Valladolid, mas em toda a península ibérica e o sul europeu.

É no seio da Federação regional espanhola da Primeira Internacional (que em 1891 contaria em Valladolid com uns 900 filiados) se dão os primeiros passos na liberação da mulher e de toda a classe trabalhadora. Lutas feministas pelos direitos das mulheres trabalhadoras lactantes, a abolição do trabalho infantil, as primeiras uniões livres, a primeira escola laica “Luz de Castilla”, a inscrição dos filhos não no registro civil mas na mesma Federação; são o exemplo de como a sociedade vallisoletana estava nas antípodas do deserto conservador que nos contaram.

O entusiasmo e a extrema pobreza que reinava na Valladolid da época, unido à organização regional, nacional e internacional que havia se conseguido, propiciou o Primeiro 1º de maio da história em 1891. Concebido como uma greve internacional de todos os trabalhadores em Valladolid, onde o pensamento anarquista era dominante, assumiu a forma de greve revolucionária. Esta jornada de greve se estendeu por 5 intensos dias e inclusive até finais de mês em alguns ofícios.

Como sempre dizem a história é de quem a conta, assim que agradecemos a Ignacio e à secretaria de Cultura por transmitir este pedacinho dela. Também agradecemos a todos os participantes que mantêm vivas as “velhas ideias” do pensamento livre, da instrução e da solidariedade.

Fonte: https://www.cntvalladolid.es/Palestra-de-ignacio-soriano-el-anarquismo-mas-alla-de-la-internacional/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

um ponto vem do horizonte,
vira pássaro, desce e pousa;
a árvore o repousa.

Alaor Chave

[Grécia] Vídeo | Ataque violento com dezenas de garrafas e molotovs contra a MAT no bairro mais dominado pela polícia de Atenas

Exarchia: Um feroz ataque com dezenas de garrafas e molotovs contra a MAT [tropa de choque] ocorreu no cruzamento das ruas Themistokleous e Tzavella, na praça Exarchia, na noite de sábado, 17 de fevereiro de 2024, no bairro mais policiado de Atenas, com dezenas de policiais estacionado 24 horas por dia como uma ocupação peculiar do Exército, desde 9 de agosto de 2022, quando a única praça do bairro foi cercada com placas para a construção do canteiro de obras do metrô.

>> Veja o vídeo (01:13) aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=DNlvh0rAKI8

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/03/03/grecia-video-o-carnaval-de-exarchia-nao-e-apenas-uma-festa-de-rua-auto-organizada-e-um-ato-de-protesto-e-resistencia/

agência de notícias anarquistas-ana

Olhe para o cuco
Que só canta, canta e voa —
Que vida ocupada!

Bashô

[Alemanha] Conectando lutas anarquistas

O mundo está em chamas. A guerra e o capitalismo têm nos levado em direção ao colapso total há décadas, enquanto as mudanças climáticas destroem os meios de subsistência de milhões de pessoas. Embora as soluções sejam conhecidas, o nosso sistema atual impede um futuro de solidariedade e uma sociedade orientada às necessidades de todos, que nos permita viver como iguais entre iguais e que ponha fim à super-exploração do planeta.

Nós ainda acreditamos: nosso caminho para um mundo solidário é o anarquismo, uma ideia que vai contra todas as autoridades. Exatamente por isso, está sujeito a calúnias e uma feroz oposição. No entanto, pessoas em todo o mundo internalizaram o sonho de um mundo igualitário e sem exploração – e continuam a lutar por isso. Somos muitos, mas isolados, agindo localmente e muitas vezes descoordenados. É hora de mudar isso!

De 31 de outubro a 2 de novembro de 2024, o Congresso re:FUSE acontecerá em Hamburgo: queremos criar redes, planejar e partir para a ação com você – na Europa e no mundo inteiro! Como e com quem podemos lutar contra as mudanças climáticas e o capitalismo? O que precisa ser feito imediatamente e para que fim pode ser feito um trabalho preliminar? Quais são os nossos objetivos à curto prazo e quais são os objetivos à longo prazo?

O mundo como o conhecemos está à beira da destruição. Inspirados pelo movimento pela Justiça Climática, gostaríamos de ter essas discussões abertamente a partir de uma perspectiva anarquista e ativista. Entre em contato caso você queira se envolver de alguma forma!

Contato:

re-fuse@riseup.net

www.re-fuse2024.org

Aguardamos ansiosos pelo seu contato. Você pode nos contatar via e-mail criptografado PGP. Use nossa chave pública abaixo.

Tradução > meiocerto

agência de notícias anarquistas-ana

Brilho da lua se move para oeste
a sombra das flores
caminha para leste.

Buson

[EUA] Veículo da Weymo Atacado em Solidariedade com Palestina e Atlanta

Nas últimas semanas, nós usamos martelos e facas para sabotar inúmeros carros autônomos da Weymo, em São Francisco. Nós atacamos a Weymo em solidariedade às pessoas em resistência na Palestina. A Weymo é propriedade da Alphabet, uma subsidiária do Google. Junto da Amazon, o Google tem um contrato de 1.2 bilhões de dólares para prestar serviços de computação em nuvem para “Israel” e seu exército como parte do Projeto Nimbus.

Como anarquistas, nos opomos à proliferação dessa tecnologia distópica em nossas ruas. Cada carro é uma câmera de vigilância móvel, capaz de gravar em 360 graus, e a Weymo já entregou estas imagens para a polícia. Nós temos a oportunidade única de atacar essa indústria em um tempo e estado crítico. Em novembro, a Cruise, a concorrente da Weymo, foi forçada a recolher toda sua frota depois que um de seus carros atropelou e arrastou um pedestre. Um carro da Weymo recentemente atropelou um ciclista também. A bolha do mercado de carros autônomos caiu para 90% nos últimos anos e a Weymo perdeu de 15 a 20 bilhões desde que foi fundada. Atualmente a Weymo está operando seus robotaxis somente em São Francisco e Phoenix, mas quer expandir para Los Angeles e Austin. O Google Glass foi vitoriosamente impedido já que os perdedores que os usaram foram assaltados e roubados. Vamos fazer o mesmo com carros autônomos!

Emboscar carros autônomos exige paciência e escolher um bom lugar, mas essas são ótimas habilidades a serem exercitadas. Encontre um parque ou outro sem câmeras para espreitar e esperar um carro passar. Se certifique se não há passageiros nos bancos de trás e decida antes se você vai evitar esses carros. Se você decidir agir, seja rápido. Colocar um cone de trânsito no capô de um carro autônomo faz com que suas luzes de emergência pisquem e o impede de se mover. Janelas podem ser esmagadas, pneus podem ser furados, e sensores LIDAR podem ser pintados ou desativados de outras maneiras. A empresa monitora o status de seus veículos, então ataque e desapareça rapidamente. Tenha em mente que é especialmente importante se manter anônimo enquanto age, esses carros têm câmeras sofisticadas para gravar seu ambiente.

Contra o estado sionista, seus empregados, e suas tecnologias de vigilância!

Solidariedade aos camaradas em Atlanta lutando contra a repressão!

Uns anarquistas

Fonte: https://www.indybay.org/newsitems/2024/02/11/18862962.php

Tradução > 1984

agência de notícias anarquistas-ana

Chuva de verão.
Os pingos batem
Nas cabeças das carpas.

Shiki

[Espanha] Lançamento: “Pedagogía del decrecimiento | Educar para superar el capitalismo y aprender a vivir de forma justa con lo necessário”, de Enrique Javier Díez Gutiérrez

Pedagogia do decrescimento | Educar para superar o capitalismo e aprender a viver de forma justa com o necessário, de Enrique Javier Díez Gutiérrez | Prólogo de Yayo Herrero | Epílogo de Carlos Taibo

Apresentação

Não é possível o crescimento contínuo em um planeta limitado. A economia do “crescimento» do atual sistema capitalista, longe de produzir bem estar e satisfação das necessidades para toda a humanidade, conseguiu assentar a denominada sociedade do 20/80: uns poucos são muitíssimos mais ricos, enquanto que a maioria se precipita ao abismo da pobreza, da exploração e da miséria. Ao mesmo tempo, o planeta é espoliado, saqueado em seus recursos limitados e impelido para uma catástrofe ecológica que põe em sério perigo a vida sobre a Terra e a sobrevivência das futuras gerações.

Sabemos que unicamente a ruptura com o sistema capitalista, com seu consumismo, seu produtivismo e seu desperdício, pode evitar o desastre.

O decrescimento é a opção deliberada por um novo estilo de vida, individual e coletivo, que ponha no centro os valores humanistas: a justiça social, as relações próximas, a cooperação, a redistribuição econômica, a participação democrática, a solidariedade, a educação crítica, o cultivo das artes, etc.

Por isso, o decrescimento implica construir novas formas de socialização educativa que anteponham a manutenção da vida e o bem comum à obtenção de lucros econômicos de uns poucos. Isto é o que deve permanecer no coração dos centros educativos: a configuração de um novo imaginário coletivo nas futuras gerações que permita que aprendam a mudar o mundo e torná-lo mais justo, sustentável e habitável.

Pedagogía del decrecimiento | Educar para superar el capitalismo y aprender a vivir de forma justa con lo necesario,

Autor: Enrique Javier Díez Gutiérrez

Prólogo: Yayo Herrero

Epílogo: Carlos Taibo

ISBN: 9788419900920

Tamanho: 15 x 23 cm

Páginas: 192

Preço: 17,80€

octaedro.com

Tradução > Sol de Abril

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/07/15/italia-decrescimento-e-prosperidade/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/04/10/espanha-carlos-taibo-defende-o-decrescimento-economico-como-ferramenta-frente-ao-colapso-ambiental/

agência de notícias anarquistas-ana

Feira de orquídeas —
Minha mãe sempre falava
Das cores do mundo

Tony Marques