[Alemanha] Protesto contra a ampliação de fábrica da Tesla | “Árvores em vez de concreto – Pare a Gigafábrica”

Centenas de pessoas protestaram neste domingo (10/03) contra um projeto da Tesla para expandir sua fábrica de carros elétricos perto de Berlim, alegando motivos ambientais. Além disso, a ocupação de uma floresta não muito longe da fábrica já dura mais de dez dias.

Dias atrás, a fábrica alemã da Tesla foi forçada a interromper sua produção depois que o grupo de ativistas de extrema esquerda Vulkangruppe (Grupo Vulcão) incendiou uma torre elétrica e causou um corte de energia.

Os organizadores, uma coalizão de grupos de proteção ambiental – incluindo “Stop Tesla”, Extinction Rebellion, Nabu e Robin Hood – afirmaram que mais de mil manifestantes se juntaram à manifestação.

Os ativistas alegaram que estão reivindicando uma “proteção real do clima”, e protestaram contra as “falsas soluções capitalistas” de Elon Musk, proprietário da Tesla.

Os participantes da manifestação foram diversos; alguns vieram de bicicleta e famílias também participaram da manifestação. “Árvores em vez de concreto – Pare a Gigafábrica”, dizia uma faixa.

Os manifestantes se opõem ao plano de Musk de expandir em 170 hectares a planta de Gruenheide, ao sul de Berlim, que atualmente ocupa 300 hectares e é a única fábrica europeia da Tesla.

Recentemente, houve um referendo local no qual mais de 60% dos participantes votaram contra a expansão proposta.

Fonte: agências de notícias

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agência de notícias anarquistas-ana

O rio de verão —
Que alegria atravessá-lo
De sandálias à mão.

Buson

[EUA] “Nós Estamos Aqui, Somos Queer, e Odiamos o Governo!”: Anarquismo Queer Contra Toda Dominação

O historiador anarquista Spencer Beswick revisita a interseção entre a queerness e o anarquismo nos últimos 40 anos.

Os anarquistas lidaram com a interseção entre a queerness e o anarquismo como parte de uma transformação mais ampla do movimento anarquista nos Estados Unidos nas décadas de 1980 e 1990. Contra o assimilacionismo gay de um lado e o reducionismo de classe do outro, os radicais começaram a promover uma abordagem anarquista especificamente queer dentro dos movimentos anarquistas e queer. Este artigo oferece um vislumbre do anarquismo queer na Federação Anarquista Revolucionária Love and Rage, que esteve ativa em toda a América do Norte de 1989 a 1998.

Muitos dos Love and Ragers mais ativos eram eles próprios queer e defendiam políticas revolucionárias dentro de movimentos sociais queer mais amplos. Os membros conscientemente difundiam novas análises, táticas e valores que haviam sido desenvolvidos dentro do movimento anarquista. Por exemplo, Jan K. descreveu em um relato no jornal Love and Rage como um pequeno grupo de anarquistas trouxe uma abordagem militante para um comício em 1990 em comemoração à revolta de Stonewall. Eles se vestiram de black bloc e levaram uma faixa para o comício que fornecia direção para uma multidão desorganizada. Jan relatou como “o que havia sido uma massa desorganizada de pessoas do lado de fora de um bar… se transformou em uma marcha animada atrás de uma faixa ‘Queer Sem Medo – Ação Anarquista Autônoma'”. Isso exemplificou como o Love and Rage incentivava os movimentos sociais a adotar uma abordagem mais organizada e confrontacional.

Nesse sentido, outra Love and Rager, Liz H., defendeu a participação coletiva na Marcha Queer em Washington de 1993, argumentando que “é importante que os anarquistas tenham uma presença na marcha para informar às pessoas que não podemos confiar em leis e no governo para garantir a libertação queer.” Os cantos anarquistas nesta marcha incluíam “Somos anarquistas fodendo, vamos foder quem quisermos!” e “Estamos aqui, somos Queer, e odiamos o governo!” Um grupo de Skinheads Vermelhos e Anarquistas marchou com uma faixa que dizia “Skinheads e Punx Anti-Racistas Contra a Homofobia” e cantou “Oi! Oi! Oi! Nós comemos garotos!”

Não está claro, no entanto, se essa tentativa de inserir políticas radicais na Marcha Queer em Washington de 1993 foi um sucesso. De fato, a direção política predominante da marcha era relativamente conservadora. Críticos argumentaram que uma liderança de elite orientada para a política do Partido Democrata mainstream direcionou o protesto para demandas de assimilação e inclusão no exército, em vez das preocupações cotidianas das pessoas queer (muito menos uma crítica ao imperialismo) – um exemplo do que Jasbir Puar mais tarde chamaria de homonacionalismo.

Embora os anarquistas tenham articulado uma crítica a essa orientação e oferecido uma alternativa física no black bloc antimilitarista, não foi generalizado. Em um panfleto divulgado pela QUASH (Queers United Against Straight-acting Homosexuals) intitulado “Por que Eu Odiava a Marcha em Washington”, eles criticaram a marcha por suas políticas militaristas, argumentaram que “a assimilação está nos matando” e pediram por uma “frente unida queer” para desafiar todas as formas de opressão e lutar pela libertação revolucionária.

Além do ativismo nas ruas, anarquistas queer argumentaram que há algo inerentemente queer na rejeição que o anarquismo faz a todas as estruturas de dominação social. Liz H. observou sobre o contingente anarquista na marcha de 1993 que “Gay, Lésbica, Bi, hetero ou indefinido, todos os anarquistas eram queer à sua maneira.” Lin E. foi além, argumentando em um artigo que ligava a resistência queer e indígena que o “novo ativismo dos anos 80 e 90 já nos mostrou o caminho. O ACT UP e, mais recentemente, a Queer Nation, incorporam uma perspectiva inconfundivelmente queer; não hierárquica, até mesmo anárquica, combinam seriedade com humor, política com brincadeira.”

Essa perspectiva prefigurou desenvolvimentos posteriores na teoria anarquista queer. A Gangue Mary Nardini argumentou no zine de 2014 “Rumo à Mais Queer das Insurreições” (disponível aqui: https://theanarchistlibrary.org/library/mary-nardini-gang-toward-the-queerest-insurrection) que queer não é apenas uma identidade sexual, mas sim “a posição qualitativa de oposição às apresentações de estabilidade… Queer é a coesão de tudo em conflito com o mundo capitalista heterossexual… Por ‘queer’, queremos dizer ‘guerra social’. E quando falamos de queer como um conflito com toda dominação, queremos dizer isso.”

Nessa visão, o anarquismo é inerentemente queer porque rejeita a “normalidade” do patriarcado capitalista e luta contra todas as formas de hierarquia e opressão. O teórico político AK Thompson argumenta que isso também se expressa em uma abolição prática de gênero dentro dos black blocs. À medida que os marcadores de gênero tradicionais são conscientemente obscurecidos, Thompson cita um ativista refletindo que cada corpo se torna “nada mais e nada menos do que uma entidade se movendo no todo.” Para esses ativistas, há algo queer no bloc, algo que produz um futuro além do gênero – talvez similar ao que Foucault chamou de uma nova “economia de corpos e prazeres”. Aqui, então, há algo que podemos chamar de anarquismo queer.

Spencer Beswick é um anarco-historiador e livreiro radical. Ele está no Mastodon @spencerbeswick@kolektiva.social

Fonte: https://itsgoingdown.org/were-here-were-queer-and-we-hate-the-government-queer-an

Tradução > Contrafatual

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silêncio de folhas
bananeira secando
à beira da estrada

Alice Ruiz

[Espanha] María Lozano Molina

Em 3 de março de 1914 nasce em Zaragoza a poetisa e militante anarquista María Gregoria Lozano Molina. Seus pais se chamavam Esteban Rufo Lozano e Ángela Molina. Quando tinha 15 anos se aproximou do movimento libertário e se relacionou por questões familiares com o grupo de ação Los Solidarios.

Também manteve contato com Miguel José e Augusto Moisés Alcrudo Solórzano através da casa de hóspedes familiar frequentada por militantes anarquistas. Em 24 de novembro de 1932 se casou civilmente em Zaragoza com o militante anarquista Ángel Mombiola Allué, com quem teve uma filha.

Em julho de 1936 participou na luta de rua contra os fascistas levantados e se apoderou momentaneamente de Alcubierre (Huesca). Logo se alistou na Coluna Durruti e mais tarde fez parte da coletividade agropecuária de Sarinyena (Huesca). Quando terminou a guerra passou à França e foi internada no campo de concentração de Galhac (Languedoc, Occitania), do qual conseguiu fugir.

Depois se integrou na guerrilha da zona da Alta Garona, junto com seu companheiro Ángel Mombiola Allué, que morreu fuzilado pelos nazis em 20 de agosto de 1944 perto de Ondas (Languedoc, Occitania). Em 1945, uma vez terminada a guerra, regressou clandestinamente à Península para encontrar sua filha. Em seu regresso, se perdeu pelos Pireneus e passou grandes dificuldades. Instalada em Toulouse (Languedoc, Occitania), sua casa se converteu em refúgio de ativistas libertários e nestes anos militou nas Juventudes Libertárias e na Confederação Nacional do Trabalho (CNT), realizando tarefas para a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT).

Também ajudou a guerrilha libertária (Francesc Sabaté Llopart) e a vários grupos autônomos de ação (MIL, GARI). Em 1972 participou na fundação do arquivo de documentação libertária Centro de Recherche sur o Alternative Sociale (CRAS, Centro de Investigação sobre a Alternativa Social) de Toulouse, que presidiu até sua morte. Participou ativamente na campanha contra a central nuclear de Golfech levada a cabo pelo coletivo Retonda.

Foi assídua de manifestações e comícios até pouco antes de seu final. María Lozano Molina morreu em 19 de fevereiro de 2000 em seu domicílio de Toulouse (Languedoc, Occitania) e cinco dias depois suas cinzas foram espalhadas no rio Garona.

ALEN

Fonte: https://cntaitpuertoreal.blogspot.com/2024/03/maria-lozano-molina.html#more

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Flauta,
cascata de pássaros
entornando cantos úmidos.

Yeda Prates Bernis

[Chile] Novo espaço em Santiago: “Casa Anarquista La Termita”

A “Casa Anarquista La Termita” é um lugar que se pretende para o uso e disposição das afinidades anárquicas e onde prime a solidariedade e o apoio mútuo com os diversos projetos que nesta participam sem cair em slogans vazios, levando os princípios à ação, pondo o espaço à disposição das necessidades dos compas que ativem ou necessitem o local para as diversas expressões anárquicas.

Cabe ressaltar que a Casa é um espaço livre de fumo e álcool, como também destacar que o espaço também é para os diversos tipos de infância pelo que se pede aos adultos considerar o lugar um espaço com crianças e atuar em consequência, como também com o tino, o respeito e a coerência anárquica que tentamos plasmar no mundo dia a dia em nossas cotidianidades.

Esperamos que o espaço se construa desde todas as afinidades, dando ferramentas às diversas expressões da anarquia para contar um lugar que se possa considerar próprio, sem querer centralizar em nenhum momento ditas expressões, mas dar diversidade e crítica ao devir do caminho revolucionário que nos propomos como anarquistas.

Se desejas contatar-nos escreve ao e-mail ca_latermita@riseup.net para solicitar o espaço ou propor atividades.

Atte. Asamblea de la “Casa Anarquista la Termita”

Escuela Libertaria del Sur

Asamblea Libertaria Santiago

Archivo Histórico La Revuelta

Individualidades Anticarcelarias

Fonte: https://informativoanarquista.noblogs.org/post/2024/03/08/chile-nuevo-espacio-en-santiago-casa-anarquista-la-termita/a

agência de notícias anarquistas-ana

em vão espero
as desintegrações e os símbolos
que precedem ao sonho

Jorge Luis Borges

Chamada aberta ao Dia Internacional Contra a Polícia no Pacífico Noroeste dos EUA – 15 de março

Enviado anonimamente.

Manuel EllisTimothy GreenCharleena LylesKorryn GainesBreonna TaylorGeorge FloydMichael BrownOscar Grant

E assim por diante.

Não esquecemos, nem perdoamos.

Justiça é uma palavra morta, forçada em nossas gargantas sob a mira de uma arma.

A vingança é, de fato, criada por nós mesmos.

Estamos convocando anarquistas de todo o Pacífico Noroeste dos EUA (PNW) para que se organizem no próximo dia 15 de Março, no Dia Internacional Contra a Polícia – um dia em que não se tem visto muita ou nenhuma celebração, mas é comemorado todos os anos no norte do país.

Convocamos esta celebração para, por um lado, construir uma pequena ligação e continuidade com os nossos camaradas do norte e por outro, trazer para a linha da frente o antagonismo anti-policial, não apenas em torno de uma luta específica – contra prisões, Cop City, assassinatos e militarização – mas contra o policiamento em todas as suas formas.

O poder da polícia e da segurança privada está crescendo e se tornando um padrão em todo o país, em resposta às revoltas de 2020. Isso é incrivelmente visível aqui. Mais segurança privada armada massacrando as pessoas, sendo justificada por casos de assaltos a lojas, aumento das varreduras de pessoas em situação de rua, mais pressão para recrutamentos policiais, mais financiamento para a polícia e a construção de novas instalações policiais.

Precisamos lutar contra isto em todas as frentes antes e depois do 15 de Março, mas oferecemos esta data como um ponto de orientação – para entender onde estamos e até onde temos que ir para chegar onde precisamos.

A escolha de ação é sua – pendurar faixas, realizar ataques noturnos, protestos, manifestações combativas, workshops, eventos educativos, etc.

Foda-se a polícia

Viva a anarquia!

Fonte: https://pugetsoundanarchists.org/call-out-for-pnw-march-15th-international-day-against-police/

Tradução > meiocerto

agência de notícias anarquistas-ana

Abriu-se a papoula
E ao vento do mesmo dia
Ela veio ao chão.

Shiki

Novo vídeo: BRA$IL: 500 Anos de Catástrofe Colonial

Enquanto as mudanças climáticas estão transformando o mundo em um lugar mais hostil, com tempestades violentas, secas extremas, ondas brutais de calor e frio, o Estado brasileiro continua obstinado em seu projeto colonialista e extrativista. Com o Novo Programa de Aceleração do Crescimento, do governo Lula, lançado em 2023, traz uma nova onda de projetos de infraestrutura de grande impacto que alimentam e perpetuam um modo de vida coletiva altamente destrutivo, ameaçando a diversidade de modos de vida e biomas.

Isso deixa claro, além de qualquer dúvida, que os governos de esquerda e direita são duas faces da mesma moeda. São os gestores do projeto genocida e colonialista chamado Brasil. Não existe possibilidade de construção de mundos mais justos e livres que não precise enfrentar e resistir as forças repressivas do Estado ou as milícias que defendem o mesmo projeto.

>> Assista o vídeo aqui (10:47):

https://antimidia.org/brail-500-anos-de-catastrofe-colonial/

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agência de notícias anarquistas-ana

A flor
Sussurra ao vento
Sem aroma.

Maria Helena Camargo

[EUA] Jack Livre: Chamado à Solidariedade Diante de Investidas e Repressão Contínuas

Editorial dos Territórios sobre a recente onda de repressão em Atlanta contra o movimento para impedir a construção da Cop City e um apelo para apoiar Jack.

Amigos em Atlanta redigiram a seguinte declaração em apoio a John “Jack” Mazurek, um querido amigo e companheiro firmemente comprometido, que foi recentemente preso e acusado de incêndio criminoso em uma das três investidas violentas contra defensores da floresta em Atlanta. Considere a possibilidade de fazer doações para o seu fundo legal (https://givebutter.com/tLAvDE) ou escrever para ele!

Após três anos de oposição popular à “Cop City”, quase todas as formas de protesto foram tentadas. Um experimento social massivo estava ocorrendo na Floresta Weelaunee da última vez que falamos com os Territórios. Desde então, a floresta foi desocupada de tree-sitters, a floresta pública conhecida como Intrenchment Creek Park (adjacente à “Old Atlanta Prison Farm”, onde a Cop City está programada para ser construída) foi fechada pelo condado, e a Old Atlanta Prison Farm tornou-se uma fortaleza policial cercada por cercas de arame farpado, câmeras FLOCK e detalhes de segurança de carros patrulhando 24/7.

Muito disso ganhou manchetes nacionais. O amado Atlanta Solidarity Fund tem sido alvo de uma série de ataques legais, com os organizadores enfrentando acusações politizadas de lavagem de dinheiro, enquanto a legislatura estadual proibiu fundos de fiança beneficentes. Em setembro, o Procurador-Geral da Geórgia acusou 61 pessoas em um caso RICO marcante, destinado diretamente a reprimir movimentos sociais libertários.

Simultaneamente à repressão ao Sol Fund, milhares de atlantenses se organizaram, se voluntariando para percorrer toda a cidade. Após oito semanas, 116.000 eleitores de Atlanta assinaram uma petição de referendo, exigindo a oportunidade de decidir democraticamente se a Cop City seria construída. O governo municipal “progressista” e seus aliados atacaram a campanha de referendo da mesma forma que atacaram os protestos nas ruas e nas florestas. Até agora, gastaram milhões para subverter o referendo. A batalha legal travou o referendo nos tribunais, impedindo a votação nas eleições de novembro, exatamente quando os empreiteiros da Atlanta Police Foundation começaram a despejar concreto. No início de fevereiro, o referendo foi totalmente bloqueado. O Conselho da Cidade de Atlanta até mesmo codificou requisitos mais onerosos para futuros referendos.

Em 8 de fevereiro, três casas foram invadidas no sul de Atlanta em uma operação coordenada entre agências. Por volta das 6h, as pessoas foram violentamente retiradas de suas casas, algumas seminuas, e detidas do lado de fora. A polícia revistou as casas e confiscou eletrônicos, diários e uma infinidade de outros itens pessoais. Eles levaram uma pessoa para um escritório e a algemaram ao chão por muitas horas antes de liberá-la sem acusação criminal, e prenderam uma pessoa, Jack, por acusações de incêndio criminoso de primeiro grau. Jack teve a fiança negada em sua audiência inicial e ainda está detido enquanto escrevemos isso, aguardando sua próxima chance de obter fiança.

No dia seguinte à prisão de Jack, uma viatura policial foi incendiada no mesmo bairro e a polícia respondeu imediatamente. Eles se espalharam pelas ruas, entrevistando residentes e vasculhando o bairro – armados, com trajes táticos e acompanhados de cães. Naquela tarde, a polícia invadiu outra casa a poucos quarteirões do local deste incêndio criminoso e das casas invadidas no dia anterior. Não havia ninguém dentro, e, até onde sabemos, nada foi levado. O proprietário da casa fez uma coletiva de imprensa denunciando a busca como ilegal. Disseram apoiar o movimento, mas este foi o único pretexto para arrombar suas portas e revistar sua casa. A polícia, em sua fanfarronice e bravata, atacou precipitadamente. Nesta semana, a polícia de Atlanta está regularmente assediando e vigiando as casas de apoiadores do movimento em bairros próximos à Cop City. Ativistas previram que a construção do projeto promoveria mais terror policial contra os moradores locais, e eles foram provados corretos.

A cidade de Atlanta tirou a máscara e revelou a verdadeira natureza da Black Mecca – tecnologias de controle autoritário, ultra vigilância e criminalização, repressão política aos protestos – como a vanguarda da inovação tecnológica do capitalismo carceral.

Mas o movimento Stop Cop City não cessou. As pessoas se comprometeram a realizar um mundo livre do terror policial e se recusaram a ser intimidadas.

Agora, Jack está enfrentando corajosamente esse aparato repressivo determinado a esmagar o apoio ao movimento Stop Cop City. Jack é um organizador local querido, carpinteiro, músico punk, escalador, e estudante autodidata de história, religião e política. Ele adora costurar, comida vegana, o budismo Zen, a straight edge, e poesia. Jack é um ativista político de longa data que nunca hesitou em defender o que é certo. Agora, devemos nos levantar por Jack.

Confira o site de apoio de Jack (https://www.freejack.co/) para fazer doações para seu fundo legal e escrever uma carta para ele.

Fonte: https://itsgoingdown.org/free-jack-solidarity-repression/

Tradução > Contrafatual

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agência de notícias anarquistas-ana

tu conheces pelo coração
a gramática do meu corpo
e seu dicionário

Lisa Carducci

[Alemanha] Convocação para manifestação em solidariedade a Daniela Klette e a todas as pessoas perseguidas e presas

Gostaríamos de nos referir aos acontecimentos ocorridos na última segunda-feira, 26 de fevereiro, em Berlim Kreuzberg. A detenção de Daniela Klette, ex-militante da RAF que esteve na clandestinidade durante cerca de 30 anos, acusada de assalto à mão armada a veículos de transporte de dinheiro e colocação de explosivos durante e após a sua participação na antiga guerrilha urbana.

As décadas de 70 e 80 foram anos politicamente muito ativos na Alemanha, a guerra fria, a guerra do Vietnã e a intervenção imperialista dos Estados Unidos mobilizaram muitos jovens, gerando as condições adequadas para alguns poucos que ousaram se aventurar em uma experiência particular de guerrilha urbana, que, após muitas ações e controvérsias, terminou com a maioria de seus membros na prisão, mortos ou na clandestinidade.

Naquela época, a solidariedade com os prisioneiros de ações militantes estava presente em várias esferas políticas e não apenas na esquerda radical.

Daniela Klette e seus dois companheiros, Burkhard Garweg e Ernst-Volker-Staub, pertenciam à chamada terceira geração da RAF e são acusados de colocar explosivos em uma nova construção de prisão em Weiterstadt, o que adiou a prisão de pessoas por anos.

Naquela época, eles não eram os únicos a combater o sistema prisional dessa forma. Os companheiros do K.O..M.I.T.E.E. também tentaram sabotar a construção da prisão em Berlim Grünau. Todos eles foram forçados a ficar na clandestinidade por décadas. Para nós, não importa se eles fizeram isso ou não, mas somos solidários a essas ações e às pessoas acusadas delas. Toda ação contra a sociedade carcerária é uma ação que deve ser apoiada.

Hoje, o Estado alemão não economiza recursos nem energia para acusá-los de terrorismo e de serem um perigo para a sociedade, mas sabemos muito bem que um dos maiores riscos para a sociedade são as chamadas armas “legais” nas mãos das autoridades, como a polícia e o exército. Podemos ver em toda a imprensa, constantemente, os rostos e nomes dos acusados e um destacamento policial como há muito tempo não se via. A figura do terrorista armado que o Estado alemão está tentando estabelecer apenas mascara suas ações fora das fronteiras alemãs. Historicamente, a Alemanha é um dos maiores fabricantes e distribuidores de armas do mundo. A indústria de armas alemã é responsável pelo terror fascista e colonialista que está se espalhando por tantos territórios ao redor do mundo, como está acontecendo atualmente na Faixa de Gaza, por exemplo.

A caça ao homem se tornou popular novamente. Desde o G20 em Hamburgo, em 2017, vimos como o Estado, a mídia e os policiais começaram a usar chamadas públicas para pessoas procuradas, incluindo recompensas para aqueles que forneceriam dados para ajudar a prender os envolvidos. (1) Essa prática, quase como se fosse um filme de faroeste, começou a promover a delação novamente para a população civil, que agora é responsável tanto pela perseguição quanto pela descoberta dos perseguidos.

Juízes, promotores, policiais e serviços secretos não têm problema em assediar as famílias e os círculos íntimos dos acusados na clandestinidade, gerando mais pressão sobre eles, uma velha e conhecida prática repressiva de todas as autoridades. (2)

Contra esse ataque do Estado, pedimos solidariedade às pessoas presas e àquelas que estão atualmente na clandestinidade, como as do caso de Budapeste, do K.O.M.I.T.E.E., da RAF e muitos outros.

A escolha voluntária ou forçada da clandestinidade, como resposta à repressão, e sua sustentabilidade ao longo do tempo nos mostra como a luta contra o Estado é conduzida a partir de diferentes trincheiras. É importante tornar visível a situação das pessoas perseguidas e começar a destruir as narrativas que o Estado e a imprensa impõem.

A solidariedade é a nossa arma – Liberdade e felicidade para todos na clandestinidade e para as pessoas presas

Sábado, 09.03.24 – 18:00 – Mariannenplatz

[1] https://de.indymedia.org/node/16495
[2] https://de.indymedia.org/node/337551; https://de.indymedia.org/node/340914 ; https://www.basc.news/eltern-gegen-die-ausliefer-junger-menschen-nach

Fonte: https://kontrapolis.info/12481/

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agência de notícias anarquistas-ana

Eu acordo
contando as sílabas;
o haikai ri

Manuela Miga

[Espanha] Contra o patriarcado e a exploração, contra toda autoridade, Anarcofeminismo.

Comunicado da CNT-AIT ante o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora.

Em reiteradas ocasiões se vinculou as origens do 8M com um evento de origem concreta: o de umas obreiras em greve que foram assassinadas em Nova York em princípios do século XX; dando-se ênfase na luta das mulheres da classe Trabalhadora. No entanto, existiram diferentes datas do dia da Mulher Trabalhadora até que se deixou definitivamente a data que hoje conhecemos.

Falar de datas e dados concretos só pode nos ser útil se sabemos ver no concreto também o geral. E é assim como devemos entendê-lo. Não se trata de uma origem única, trata-se, sim, de um movimento obreiro habitualmente reprimido que se encontrava lutando e melhorando assim suas condições e inclusive, formando um novo mundo.

Nesse movimento se encontravam várias mulheres trabalhadoras que lutavam no final do século XIX e princípios do século XX. Não eram “as outras”: elas também estavam aí, formando nessas fábricas feminizadas de diferentes setores (sendo um dos mais importantes o têxtil), seus sindicatos e greves.

Uma delas foi, Teresa Claramunt, uma das primeiras obreiras anarquistas lutadora pela causa da Mulher – ou problemática da Mulher, como diriam -. Um desses nomes que reiteradamente a história oficial esquece e também a própria que se denomina feminista. Teresa Claramunt foi uma das primeiras obreiras de nosso país que, pertencente ao setor têxtil, lutava, participava e impulsionava greves. Após ela, começaram a surgir em nosso país diversas agrupações femininas com caráter ácrata, seções sindicais, etc.

Mais de um século depois das primeiras mulheres sindicalistas revolucionárias, nós seguiremos fazendo caminho para um novo mundo, no qual vemos imprescindível, derrubar o Patriarcado desde as raízes. Se faz assim indispensável estar contra o Estado, instituição ligada desde seus inícios ao Patriarcado e que o tem mantido e perpetuado através do tempo, em suas múltiplas formas, além de promover uma hierarquia através das classes sociais. Criticar o Estado como estrutura hierárquica e mantenedora da desigualdade é criticar o sistema patriarcal que defende.

Como mulheres trabalhadoras tampouco podemos deixar passar por alto que do 8-M se eliminou o termo “Trabalhadora”, deixando-o tão somente como um dia comemorativo para a Mulher que, com a desculpa de que o patriarcado o sofremos todas, nos iguala a burguesas e trabalhadoras, invisibilizando assim as de sempre, as de nossa classe.

Nós seguiremos apontando a raiz de toda dominação, e portanto, a dupla opressão com a qual nos encontramos e que se encontra entrelaçada: a que sofremos por sermos mulheres e por sermos de classe obreira, a qual nos poderia levar a indicar inumeráveis problemáticas às quais nos vemos submetidas. Porque, como mulheres trabalhadoras, é o sistema capitalista patriarcal um dos que mais nos impacta por sua incapacidade e insustentabilidade com os ritmos de vida e da natureza; atentando contra a livre escolha da maternidade, obrigando-a a postergá-la se se deseja abrir espaço em qualquer profissão, assim como múltiplas discriminações ao redor dela, de nossos ritmos e dos cuidados, tantas vezes deixados somente à Mulher. De igual forma, os trabalhos mais feminizados ligados ao papel adjudicado são também os que costumam ser mais precarizados.

Para finalizar, não podemos tampouco esquecer a hipocrisia do discurso habitual sobre o trabalho, esquecendo que as mulheres principalmente de classe Trabalhadora, somos as que sustentamos mediante o trabalho não remunerado uma grande faceta da sociedade ligada aos cuidados, que, sem eles, a sociedade não poderia ter se sustentado e com isso toda a produção que sim foi reconhecida. Ao mesmo tempo que fomos também as que estivemos através dos séculos trabalhando (por duplo turno) como costureiras, cuidadoras fora do lar, limpadoras, em fábricas, etc.

Nós estivemos desde sempre na luta social e seguiremos estando.

Contra tudo aquilo que sustenta o Patriarcado e qualquer forma de escravidão.

Contra toda autoridade.

cntait.org

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

em sono
vigio a lua:
cão sem dono

Paulo J. Miskalo

[Chile] Fechamos as portas. “Publicación Refractario” chega ao fim.

Depois de mais de uma década, a Publicación Refractario chega ao fim, e assim fechamos as portas deste projeto.

Nós postergamos essas palavras finais e o necessário sentimento de encerramento deste projeto, refletimos sobre continuá-lo ou criá-lo sobre novos formatos, mas é necessário que deixemos um bilhete na porta antes de fecharmos. Um projeto construído com tanto esforço e carinho merece um encerramento digno.

Em Julho de 2012 nós começamos esse projeto de contrainformação. Nós produzimos materiais em papel que duraram oito edições (de 2012 a 2014), e nós também publicamos 5 edições especiais. Sem dúvidas, o coração do nosso projeto era o site. Nele nós convergimos várias dimensões do campo anticarcerário: notícias, contingências, convocatórias, propaganda, reflexões e posicionamento em diferentes conjunturas, materiais de interesse, memória e informação prática.

Ao longo de 11 anos, o projeto operou, para muito além dos objetivos iniciais. Mantivemos o ritmo de publicação, o espaço para reflexão e posicionamento em diferentes conjunturas, enquanto por outro lado o feedback dos camaradas que traduziram os textos, enviaram comunicados e mantinham discussões informais dentro do movimento anarquista fez da Refractario uma ferramenta útil e ativa.

Ao longo desse período nos alegramos com inúmeros camaradas sendo soltos da prisão, acompanhamos o julgamento de vários e mantivemos forte agitação em solidariedade com vários que ainda estão atrás das grades. Muitas campanhas foram internacionalizadas graças a projetos como esse, que nos permitiram informar, disseminar e posicionar a urgência em outras latitudes. A intenção sempre foi nos tornarmos um espaço para encontrar informações precisas, assim como abrir a discussão sobre tantos que nesses anos têm dividido os ambientes antiautoritários ligados à prisão, julgamentos e repressão.

No fim de Janeiro de 2006, a página de contrainformação “Palabras de Guerra” deu adeus ao mundo virtual. Nós destacamos algumas das razões que levaram ao seu encerramento, como expressas em seu comunicado de despedidas.

– Excesso de conteúdo de informação, na maioria supérfluos, uma reflexão na sociedade Ocidental do excesso.

– Ritmos acelerados de publicação, confrontados com ritmos naturais

– Um imediatismo que gera a necessidade de estar constantemente informado

– A emergência de uma subjetividade revolucionária cuja militância é baseada principalmente na internet

(O texto completo permanece disponível aqui: lahaine.org/est_espanol.php/la_web_anarquista_palabras_de_guerra_se)

Essas críticas e cuidado têm nos acompanhados desde sempre nos vários projetos de contrainformação dos quais participamos, apoiamos, colaboramos ou construímos. Mas nitidamente nos últimos anos nós temos encarado uma verdadeira força centrífuga em relação às mesmas questões que já foram levantadas por camaradas anos atrás.

A pandemia foi a materialização de uma erosão que vem crescendo por pelo menos um ano no que diz respeito ao uso do nosso site. O uso massivo das redes sociais, em especial o uso da plataforma Instagram em detrimento de página web na busca por informação e “debate” dentro do movimento anarquista foi exponencialmente consolidado.

E dada a natureza da plataforma e seus formatos de publicação, os argumentos apresentados pelos camaradas do “Palabras de Guerra” tem chegado a níveis ridículos e absurdos. Nos encontramos com uma quantidade de informação que está mudando, não apenas diariamente, mas hora a hora. Ao mesmo tempo, a necessidade de se manter informado nos faz manter um ritmo frenético de publicações onde o que é relevante se perde em um mar de informação que nós mesmos criamos.

É essa dinâmica que impede uma melhor reflexão, debates e mesmo por design (o uso de textos convertidos em imagem como modelo) torna impossível a tradução e transcrição de textos, em alguns casos levando até mesmo a elaboração de textos menores para se adequar a seu espaço reduzido. A modalidade nega qualquer forma de arquivamento ou mecanismo de busca do que foi publicado no passado, mas aí está, trabalhando de uma forma ou de outra “conectando” muites companheires. Anúncios, notícias urgentes, manchetes e alguns comunicados são agora disseminados exclusivamente através desses canais. Por exemplo, nós tentamos nos aventurar nesse formato com o Refractario, mas não alcançamos sucesso, precisamente pois a impossibilidade de desenvolver reflexões ou compartilhar textos que fossem além destas limitações. Eles simplesmente não são compatíveis.

Nós entendemos que esses problemas afetam não apenas nosso projeto, mas inúmeras páginas da web e projetos de contrainformação que foram encerrados ou se tornaram obsoletos. A escassez ou ausência de jornais físicos também nos dá uma pista do problema. Se isso viesse acompanhado de uma proliferação de espaços físicos, encontros reais, debates, não seria tão preocupante como o cenário decadente no qual ambientes anárquicos se encontram atualmente. A repetição de slogans, a ausência de respostas contra massacres repressivos, a indiferença pelo que acontece fora do círculo de conhecidos, a identidade e o estilo de vida como luta, é acompanhado pela imagem/estética de capuzes e fogo como um fim em si mesmo. Para fortalecer o internacionalismo, para elaborar reflexões, perspectivas de luta, para projetar novas ofensivas, para costurar redes de conspiração, para nos educar politicamente em uma forma independente são elementos indispensáveis na hora de nos armarmos na guerra social, aspectos que são afogados em petições reformistas, reclamações, poses de gangue e escassos espaços para aprofundamento político.

Nós deixamos registrada nossa visão atual do ambiente anárquico pós revolta e o desuso prático no qual nossa página caiu (entre outros projetos), então talvez o que aconteceu em outra época, em outro território, possa servir como uma experiência aprendida. Esse cenário não nos desmotiva de maneira alguma, mas acreditamos que é necessário avaliar o presente com um senso de realidade para aprofundar e qualificar os caminhos de negação a este mundo. Onde buscamos nos informar, onde levantamos debates, como conversamos entre camaradas que não se conhecem, onde marcamos nós mesmos a iniciativa e não a conjuntura?

Hoje, Refractario chega ao fim. Mas este não foi o primeiro projeto anticarcerário e certamente não será o último. Hoje decidimos dar um enterro a este projeto e não deixá-lo flutuando a esmo. A página permanecerá no ar por tanto tempo quanto a virtualidade permitir, para que os queiram revisar nosso rico arquivo que existe lá. Na bagagem de experiência permanece todos os comunicados e redes de caráter internacional forjadas, os debates abertos e acalorados que permitiram ao mundo anarquista se posicionar e se nutrir.

Nossa contribuição buscou escapar da solidariedade acrítica, evadir os espaços de caridade e rejeitar a desinformação geralmente tão presente na realidade dos prisioneires (Quando foi preso, de que foi acusado, há quanto tempo foi sentenciado, onde está, já foi solto?), defendendo a perspectiva que considera os prisioneiros da guerra social como os camaradas que estão nos fazendo falta nas ruas, portanto nós rejeitamos qualquer figura heroica ou intocável, conversando com eles, dialogando, levantando propostas ou debatendo.

Antes de concluir, nós não esquecemos da urgência que significa o cumprimento de sentenças que vem da justiça militar contra o camarada Marcelo Villarroel, a longa sentença que o camarada Juan Aliste está servindo, o regime de isolamento enfrentado pelo companheiro anarquista Alfredo Cospito na Itália ou a recente sentença de prisão perpétua deferida contra o companheiro anarquista Francisco Solar, que assumiu os ataques contra os poderosos e opressores.

Finalmente, nós chamamos ao fortalecimento de todos projetos de contrainformação que teimosamente resistiram ao tempo, como o Informativo Anarquista, apenas com o apoio de todes nós, se tornaram ferramentas úteis.

Nada acabou, tudo continua.

Nós não desistimos de nossos camaradas aprisionados. Nossa solidariedade ofensiva é vingança por estarem cativos. Isso não significa uma identificação com a visão deles. Os prisioneiros não são ídolos sagrados ou símbolos da luta, mas são eles que fazem falta de estarem ao nosso lado” – Conspiração das Células de Fogo

A vida é uma luta contínua, é superar a monotonia e a inércia” – Mauricio Morales

Refractario – Fevereiro de 2024

publicacionrefractario.wordpress.com

Tradução > 1984

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Em minha cabana
É só assobiar
Que vêm os mosquitos!

Issa

Grupo anarquista reivindica sabotagem contra a Tesla na Alemanha

“Gigafábrica” próxima a Berlim foi evacuada após incêndio em torre de eletricidade cortar fornecimento de energia. Empresa fala em prejuízo de centenas de milhões de euros.

A fábrica da Tesla na cidade alemã de Grünheide, próxima a Berlim, foi evacuada nesta terça-feira (05/03) após um incêndio em uma torre de eletricidade ter interrompido o fornecimento de energia às instalações.

A brigada de incêndio foi chamada por volta das 5h15 locais para combater o fogo, e um helicóptero da polícia também foi acionado.

Um grupo anarquista chamado Vulkangruppe (Grupo Vulcão), classificado como extremista pelas autoridades, afirmou ter realizado o ataque à rede elétrica que abastece a montadora.

“Sabotamos a Tesla hoje”. “A fábrica contamina as águas subterrâneas e utiliza enormes quantidades do já escasso recurso de água potável para os seus produtos”. “Tesla é um símbolo do “capitalismo verde”, disse uma mensagem assinada pelo grupo enviada ao jornal Tagesspiegel, especificando um “ataque ao fornecimento de eletricidade”. “Juntos, colocamos a Tesla de joelhos. Saudações a todos que estão em fuga, no subterrâneo das prisões e na resistência! Amor e força a todos os antif@s!.”

O ministro do Interior, Michael Stübgen (CDU), disse na quarta-feira no comitê do interior do parlamento estadual que o Grupo Vulcão opera em todo o país, possivelmente também internacionalmente. Portanto, o Ministério Público Federal e a Polícia Criminal Federal deverão assumir a investigação.

O líder da CDU de Brandemburgo, Jan Redmann, também apelou ao envolvimento do Procurador-Geral Federal. “Ele é responsável pelo combate ao terrorismo, incluindo o terrorismo de esquerda”.

Redmann disse que o ataque foi realizado por extremistas de esquerda que querem trazer uma ordem social diferente. “Eles têm uma ideia diferente de como a nossa sociedade deveria funcionar. Provavelmente uma ideia anarquista e querem impor isso com violência. Para mim, isso atende aos requisitos do terrorismo.”

A instalação da Tesla em Grünheide é a única fábrica da empresa na Europa. A Tesla afirmou que a produção no local levaria alguns dias para ser normalizada, com prejuízo de centenas de milhões de euros. Andre Thierig, que gerencia a fábrica na Alemanha, falou em um prejuízo de “nove dígitos”.

Fonte: agências de notícias

Nota da ANA:

O longo comunicado do grupo Vulkangruppe pode ser lido (em alemão) aqui:

https://de.indymedia.org/node/344525

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/03/07/alemanha-grunheide-ativistas-defendem-bosque-contra-a-empresa-de-carros-eletricos-tesla/

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Cúmulos-nimbos
Atravessando os céus
Sobre o rio sem água.

Shiki

[Espanha] Palavras de Roc Blackblock na inauguração do mural em homenagem a Salvador Puig Antich

Vallkarka, 02/03/2024

Há alguns anos a memória se tornou um trabalho para mim, mas o que hoje inauguramos não tem nada a ver com trabalho, nem com atribuições, é outra coisa, é o que foi dito na palestra de ontem: a memória é uma luta política, é uma trincheira que deve ser defendida. Não sei se é arte, agitação, artivismo, tudo ao mesmo tempo ou nada disso, não sei e não me importo, mas o que sei e quero deixar claro é que é uma atuação de militância, porque reapropriar-se das ruas, ressignificá-las e enchê-las de conteúdo é um ato político. É compreender, viver e lutar por um modelo de cidade antagônico ao “modelo e marca Barcelona”. Como tal, circunscrevo um canto de Barcelona que adoro, o vermelho e o preto, o autônomo, igualitário, anticapitalista e anarquista. Esta é a Barcelona que me atrevo a pensar que é onde Salvador gostaria de estar, aquela que ele gostaria de ver com aquele olhar límpido e honesto que tanto nos desafia. Ele coletou testemunhos de luta da Revolução Social e da Canadense, da Semana Trágica e de muitos outros acontecimentos que nos orgulham. Muitos o seguiram e continuamos a lutar como ele pediu. Todos nos sentimos herdeiros deste legado.

Nasci em 1975, numa chamada democracia recém-lançada, numa suposta liberdade difícil de ver: desde os 40 anos de escuridão da ditadura, da repressão do Estado, do poder e do capital foi refinada e camuflada, o colonialismo é agora uma economia globalizada, a escravatura tem a forma de uma hipoteca, o Não-fazer tem agora a cara de um YouTuber, e um longo etcétera que todos nós conhecemos e sofremos. Mas estamos num espaço de vizinhança que enfrenta o neoliberalismo predatório, de apoio mútuo onde ninguém quer comandar ou obedecer e onde o instinto irreprimível de liberdade toma oxigênio. Com atos como esses, o fio preto de que também se falou ontem vira um cabo de aço, uma semente que brota e rebrota no novo mundo que carregamos no coração.

Ontem eu estava comentando com a Marçona: quando pinto imagens de outras épocas passo horas e horas repassando cada parte da foto e acabo criando um vínculo com as pessoas que pinto, um sentimento que para mim é muito difícil de explicar. Neste caso, porém, foi o contrário: o meu vínculo com Puig Antich me acompanhou durante toda a minha vida e foi o que me levou a fazer o mural. O MIL e Puig Antich é o primeiro livro político que comprei em “El lokal” de la Cera quando era adolescente (aproveito daqui para mandar um abraço a Iñaki, para mim e para muitos ele e El Lokal foram um farol no escuro).

Para mim e para muitos Salvador tem sido um símbolo. No Ateneo la Base, com a morte de Pablo Molano em 2016, foi gritado um slogan de despedida que me impressionou: não enterramos Pablo, nós o plantamos. Tal como as sementes que enchem as sarjetas do Estado e que florescem na memória coletiva, o mesmo acontece com Salvador Puig Antich, ele fecundou e impulsionou as lutas que o seguiram, e o seu assassinato despertou muitas consciências.

Adotei uma frase que diz que a arte é uma missão e não uma competição, embora na realidade eu compita um pouco: eu compito comigo mesmo e desta vez permita-me confessar a você e tenho orgulho de dizer que ganhei, e tenho certeza de que é porque pintei com a força de todos, com a força de gerações e gerações de resistentes.

Agradeço o trabalho da Comissão Salvador Puig Antich, ao bairro de Vallkarka escrito com K. Sou eu quem estou aqui sentado falando, mas sou apenas o mensageiro, sou outro trabalhador com consciência: não tenho, nem quero, nem mereço maior destaque do que qualquer um dos que estão aqui hoje, aqueles de vocês que passaram horas e horas de assembleia organizando todos os acontecimentos, aos que abrem as casas vazias da especulação, aos que estão às portas dos despejos , para quem luta desde os sindicatos, a lista é longa, muito longa, são vocês, somos todos nós, que construímos comunidades fortes. Quero dedicar este trabalho à família Puig Antich, à família de sangue e à política no sentido metafórico mais amplo. Família Puig Antich, Salvador também é nosso irmão. Quero também dedicar este mural a todos os combatentes e resistentes anónimos que, como Salvador, entregaram os seus corpos pela causa mais nobre: ​​não se corromperam ao poder, não se denegriram a ele.

 Só perde a luta quem desiste e aqui, companheiros, ninguém desiste!

 Saúde e anarquia!

 Conteúdo relacionado:

 https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/03/01/espanha-este-e-o-mural-de-puig-antich-para-o-50o-aniversario-de-seu-assassinato/

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Sinto no rosto
Um carinho natural
O vento soprou.

Ze de Bonifácio

[República Tcheca] Congresso Contra A Guerra | Praga | 24 a 26 de maio de 2024

De 20 a 26 de maio de 2024, grupos e indivíduos de todo o mundo se reunirão em Praga para coordenar atividades contra a guerra como parte da Semana de Ação. A série de eventos também incluirá um Congresso contra a guerra, que ocorrerá de sexta-feira, 24, a domingo, 26 de maio de 2024. O Congresso apresentará campanhas, ações diretas, projetos, publicações e análises relacionadas à questão da guerra. Entre outras coisas, esse evento internacionalista servirá como uma assembleia aberta que tentará combinar fundamentos teóricos com atividades práticas.

Consideramos necessário, no processo de resistência à guerra, desenvolver uma prática anticapitalista que busque preservar a autonomia política. Em termos concretos, isso significa que queremos nos organizar fora dos partidos políticos, fora das estruturas estatais e contra todos os Estados. Buscaremos especialmente maneiras de nos opor a todas as condições adversas às quais fomos expostos e submetidos durante as guerras entre Estados e a paz capitalista. Buscaremos maneiras de sabotar as guerras, como privar nossos inimigos de recursos, como minar a capacidade dos Estados e de seus exércitos de continuar as guerras.

Que direção tomar e o que fazer? Como unir forças e se organizar? Buscaremos respostas baseadas na diferenciação de classe, não na diferenciação nacional; respostas que levem em conta o contraste entre soldados e oficiais, entre trabalhadores assalariados e patrões, entre o proletariado e a burguesia. Buscaremos maneiras de fazer com que os soldados uniformizados de qualquer exército estatal se identifiquem com a luta social de seus irmãos e irmãs do outro lado da frente, e não com as ordens assassinas de seus oficiais. Também buscaremos maneiras de nos opor aos falsos amigos, todos aqueles que buscam transformar a luta de classes em uma luta nacional ou religiosa por um novo Estado, um novo espaço capitalista, mais adequado às suas necessidades.

Apoiamos a comunidade internacionalista que afirma a luta contra a burguesia de todos os bandos em guerra, contra os exércitos de todos os Estados, contra os capitalistas de cada país. As atuais manifestações de resistência, por mais contraditórias e fragmentadas que sejam, contêm, sem dúvida, as sementes de uma polarização social que pode transformar as guerras entre os Estados em um confronto de classes. Esse é o confronto entre os defensores da nação, dos Estados e do capitalismo, por um lado, e a classe social, por outro, que está começando a perceber que defender a nação à qual está acorrentada serve apenas aos interesses daqueles que a exploram.

A ação direta contra as guerras agora assume várias formas, mais ou menos seletivas, mais ou menos organizadas. Lutemos por uma mudança qualitativa na qual os atos individuais de resistência rompam seu isolamento por meio da interconexão e da coordenação. O inimigo comum em todas as épocas é, em primeiro lugar, o capitalismo e, portanto, todo Estado que o estrutura, o exército que o defende, a burguesia que o encarna. A única maneira de sair do pesadelo das guerras e da paz capitalistas é um despertar coletivo: devemos ver e sabotar toda a máquina de guerra, derrubar seus representantes e recuperar nosso poder como criadores do mundo.

Pedimos aos grupos e indivíduos interessados em participar do congresso contra a guerra em Praga que entrem em contato conosco com bastante antecedência com propostas para o programa.

Juntos contra as guerras capitalistas e a paz capitalista!

actionweek.noblogs.org

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A orquídea –
a cada instante
o silêncio é outro.

Constantin Abaluta

[Grécia] Pôster | 8 de março | Mobilizações em Atenas e Tessalônica

8 DE MARÇO

Com pedras nas mãos em Gaza, nativas rebeldes em Tsiapas, dançando nas barricadas do Irã, derrubando muros de prisões e campos de concentração, cruzando fronteiras com um bebê nos braços, quebrando o silêncio contra a máfia estatal do tráfico, em manifestações enfrentando o exército de ocupação policial, nas lutas de classes, na ocupação de escolas e universidades, cuspindo na cara de padres, fascistas, patrões, juízes, políticos, no sistema que dá origem e encobre estupros e feminicídios, que quer nosso corpo como máquina de reprodução e mercadoria, e nossa vida como prisioneira do Poder.

Somos muitas – não estamos em silêncio

DESTRUIREMOS O ESTADO E O PATRIARCADO!

Contra as ilusões institucionais e a assimilação ao capitalismo colorido

ORGANIZAÇÃO, MOBILIZAÇÃO E LUTA PELA ANARQUIA

Atenas: Praça Klathmonos, 12h30 | Constituição, 18h30

Tessalônica: Kamara, 18h00

Grupo Contra o Patriarcado | Organização Política Anarquista

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Na noite sem lua
o mar todo negro
se oferece em espuma

Eugénia Tabosa

[Alemanha] Grünheide: Ativistas defendem bosque contra a empresa de carros elétricos Tesla

O bosque de Grünheide, em Brandeburgo, se converteu no cenário de uma batalha entre a Tesla e ativistas que defendem o bosque. Eles se mantêm habitando o alto das árvores como um ato de protesto para deter os planos de expansão da fabricante de carros elétricos.

Desde que a Tesla anunciou que pretende construir um complexo maior para suas mercadorias e armazéns, ampliando em mais de uma terça parte sua fábrica que hoje ocupa 300 hectares, os protestos se ativaram.

Desde a quinta-feira passada (29/02), ativistas ecologistas ocuparam parte do bosque público, onde a Tesla quer abarcar mais 170 hectares. Acondicionaram tendas aéreas entre as árvores, outros mais ao rés do chão, já que seu protesto é por tempo indefinido, comunicaram.

Os residentes de Grünheide também respaldaram este protesto. Em uma consulta pública realizada em 22 de fevereiro passado, os cidadãos votaram contra o plano de desenvolvimento proposto pela Tesla. O resultado foi de 3 mil 499 votos contra e só 1 mil 882 a favor da Tesla, deixando claro seu compromisso com a proteção do meio ambiente.

Apesar desta vitória, os ativistas não consideraram abandonar o bosque. “Não podemos confiar em que se impeça a ampliação”, disse uma estudante chamada Caro Weber.

A ocupação do bosque é liderada pela iniciativa chamada “Tesla Stoppen”. Conseguiu atrair ativistas de diversas partes da Alemanha e se espera que se somem mais ambientalistas da União Europeia.

Até o momento aderiram mais de uma centena de pessoas e organizações como “Robin Wood”, que somam forças na luta pela preservação do meio ambiente.

Apesar da oposição comunitária, a Tesla continua avançando com seus planos de expansão enquanto busca um diálogo com os ativistas, um canal que, pelo momento se encontra fechado, pois a posição dos ativistas é não deixar que a empresa avance sobre o bosque e proteger a água potável da região dos efeitos nocivos da expansão industrial.

“Estamos hoje aqui para mostrar o cartão vermelho ao dono da Tesla, Elon Musk, e a todos aqueles que o estão ajudando a fazer ainda maior sua mega empresa”, se cita em um comunicado emitido pelos ativistas.

A produção da Tesla em Grünheide iniciou em 2022, “beneficiando a comunidade”, disse a empresa em um comunicado. Em nenhum momento fala do desmatamento provocado nos 300 hectares que hoje possui e de sua ampliação sobre bosques públicos.

Até o momento, o cenário no bosque é pacífico, mas a tensão de uma possível repressão está latente. A presença policial começa a intensificar-se. A última palavra corresponde ao município de Grünheide, decidir sobre o procedimento do plano de desenvolvimento da Tesla ou reconhecer a voz dos cidadãos de Grünheide.

Fonte: https://avispa.org/activistas-en-alemania-defienden-bosque-contra-la-empresa-de-autos-tesla

Tradução > Sol de Abril

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/09/14/alemanha-frankfurt-am-main-teslas-incendiados/

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Entre a roça e a montanha,
A chuvinha vai parando …
A folhagem nova!

Buson

Zine | “Rumo à Mais Queer das Insurreições”

Rumo à mais queer das insurreições (Toward the queerest insurrection) é um texto famoso do anarquismo queer insurrecional. Apesar de falar a partir do contexto dos EUA, acreditamos que ele dialoga com nossa crítica anticolonial à política de assimilação de identidades dissidentes numa realidade cis-heteronormativa. Foi escrito por Mary Nardini Gang e publicado originalmente em 2014. Esta é uma tradução e reedição nossa feita em 2023.

I

Alguns lerão “queer” como sinônimo de “gay e lésbica” ou “LGBT”. Essa leitura fica aquém. Enquanto aqueles que se encaixam nas construções de “L”, “G”, “B” ou “T” podem cair nos limites discursivos do queer, o queer não é uma área estável para se habitar. Queer não é apenas outra identidade que pode ser incluída em uma lista de categorias sociais organizadas, nem a soma quantitativa de nossas identidades. Em vez disso, é a posição qualitativa de oposição a apresentações de estabilidade – uma identidade que problematiza os limites administráveis da identidade. Queer é um território de tensão, definido contra a narrativa dominante do patriarcado branco hetero monogâmico, mas também por uma afinidade com todos os que são marginalizados, alterizados e oprimidos. Queer é o anormal, o estranho, o perigoso. Queer envolve nossa sexualidade e nosso gênero, mas muito mais. É o nosso desejo e fantasias e mais ainda. Queer é a coesão de tudo que está em conflito com o mundo capitalista heterossexual. Queer é uma rejeição total ao regime do Normal.

>> Para comprar ou baixar o zine, clique aqui:

https://contraciv.noblogs.org/rumo-a-mais-queer-das-insurreicoes/

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serpenteando
no rio de verão
rubra corrente

Seishi Yamaguchi