[Espanha] O teatro anarquista na segunda metade do século XX: O Living Theatre e El Laboratório de Ensaios

El teatro anarquista tras la Segunda Guerra Mundial: The Living Theatre y el Laboratório de Ensaios” é o décimo sexto título de nossa coleção Lmentales (Série Contemporâneos).

Não existem muitos estudos sobre o teatro anarquista na primeira metade do século XX, mas, todavia, é ainda mais difícil encontrar materiais sobre as iniciativas teatrais na segunda metade desse século.

Por isso, esse trabalho de Claudia Tolentino Gonçalves Felipe tem um valor especial: explora um caminho nada conhecido para dar visibilidade as iniciativas teatrais que são genuinamente interessantes por sua radical oposição a cultura oficial. Apesar do interesse despertado pelas décadas marcadas pela contracultura, tem se estudado somente o peso do teatro libertário na experimentação dramática. Por isso acreditamos que este estudo é um grão de areia para conhecer estas interessantes manifestações da cultura libertária:

Primeiro a chegada do cinema, depois, a colonização dos lugares do mundo através da televisão tem suposto, ao menos nisso que chamamos de Ocidente, na diminuição de importância do teatro como espetáculo público. No entanto, durante boa parte do século XX, as coisas eram diferentes: o teatro era um dos espetáculos públicos de maior relevância social. A análise do teatro pode nos ajudara a entender a cultura de um país, seus conflitos, seus anseios, sua diversidade, etc. Na realidade, como bem sabem as leitoras e leitores que falar de cultura em singular é uma simplificação que não podemos nos permitir: é preciso falar de culturas e, dentro dessa pluralidade, este livreto mergulha na cultura operária e revolucionária para traçar um mapa do teatro anarquista. Suas propostas são um valente desafio à arte e cultura burguesas com uma audácia fora do comum que as instituições acadêmicas, como é normal dada a natureza de tais instituições, se encarregaram de silenciar. Para remediar esse esquecimento voluntário, este texto, além de traçarmos as principais linhas do teatro libertário, nos ajudará a conhecer projetos como The Living Theatre ou o Laboratório de Ensaios que semearam o campo dramatúrgico da segunda metade do século XX com propostas de uma potencialidade enorme.

Ano de publicação: 2022

Autor / es: Claudia Tolentino Gonçalves Felipe

Editorial: La Neurosis o Las Barricadas Ed.

Páginas: 84

Tamanho do livro: 15×12,5 cm.

Preço: 5 Euros

Web: https://www.laneurosis.net/

Tradução > 1984

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gota na água
faz um furinho como
prego na tábua

Carlos Seabra

[Espanha] Fraguas liberdade! Porque repovoar não é um crime.

Comunicado Fraguas | Fevereiro 2023 | #RepoblarNoEsDelito

Em 2013 nasce o projeto de Fraguas Revive em um povoado abandonado desde 1968, expropriado (forçado e fraudulentamente) pelo franquismo e destruído com práticas militares. O projeto trata de reconstruir o povoado de Fraguas em torno a valores como a autossuficiência, ecologia, recuperação do patrimônio e vida em comunidade. Apesar de ser um projeto com um impacto positivo na demografia e economia local (posto que se encontra em uma das zonas mais despovoadas da Europa), apesar de contar com o apoio e ajuda dos antigos habitantes e apesar de estar fortemente respaldado pela sociedade civil, a junta de Castilla la Mancha, proprietária do terreno, não o vê com bons olhos.

Por estes fatos, 6 pessoas foram condenadas como especuladores imobiliários, ainda que não se cumprissem os requisitos para isso: não haviam edificado nova planta, não se urbanizou e tudo é autorizável. Além disso, não se permitiu recorrer da sentença ao tribunal Supremo vulnerando assim nosso direito de defesa. Tampouco se escutou a comunidade científica que alertou em várias ocasiões, tanto a administração como a juíza, da ilegalidade da sentença, que pretende demolir Fraguas, supondo uma perda irrecuperável do patrimônio.

Em 11 de janeiro de 2023 recebemos a resposta da audiência provincial ao último recurso que apresentamos contra o pressuposto e demolição de Fraguas. Como era de se esperar nos foi denegado, aprovando-se dito pressuposto em 110.000 euros, que se não for pago implica na pena de 2 anos e 3 meses de cárcere para os 6 de Fraguas. Não se teve em conta nem a voz de uma equipe arqueológica independente nem outro pressuposto independente que taxa a demolição muito por baixo do apresentado pela Junta de Castilla-La Mancha (67.000 euros).

Além disso, em outro processo judicial aberto, com o qual já podem desalojar, ameaçam 10 pessoas com a cobrança de 5% do valor do local usurpado (que consideram mais de 1000 ha) a cada 10 dias de permanência no povoado.

Após 10 anos de dura batalha judicial e 3 julgamentos, pelo anteriormente expressado e por dedicar nossos esforços em evitar o cárcere aos 6 de Fraguas, decidimos por ponto final ao projeto de Fraguas Revive. Ainda que nem o espaço nem o projeto sigam adiante, consideramos que Fraguas foi uma vitória, pois serviu para expor o tema do despovoamento na opinião pública e como trampolim para pessoas e projetos de volta ao mundo rural.

A demolição de Fraguas de 110.000 euros é uma responsabilidade civil, que não prescreve, e o não pagamento implica a pena de cárcere de 2 anos e 3 meses. No caso de não se pagar e ir ao cárcere, depois de cumprir a condenação, ficaria pendente a dívida por toda a vida. Por isto decidimos tentar fazer frente à pena econômica. Após muitos anos de apoio e solidariedade já reunimos 40 mil euros e para fazer frente ao resto pomos em marcha na segunda-feira, 27 de fevereiro, um crowdfunding em goteo.erg (link abaixo).

APÓS HAVER ESGOTADO TODAS AS VIAS QUE CONSIDERAMOS POSSÍVEIS FAZEMOS UM CHAMADO À SOLIDARIEDADE PARA EVITAR A ENTRADA NO CÁRCERE DOS 6 DE FRAGUAS

>> Para apoiar, clique aqui:

https://www.goteo.org/project/fraguas-libertad

#libertadLxs6DeFraguas

#FraguasGoteoCrowdfunding

Tradução > Sol de Abril

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/06/28/espanha-fraguas-resiste/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/06/24/espanha-chamado-a-resistencia-em-fraguas/

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para medir o calor
do dia, olhe o comprimento
do gato que dorme

James W. Hackett

A Revolta Popular no Peru | Anarquistas Discutem a Revolta Contra a Violência Policial e o Estado de Emergência

Em dezembro de 2022, uma onda de protestos populares liderados por camponeses e os movimentos indígenas varreram o Peru depois que o ex-presidente Pedro Castillo sofreu impeachment após uma tentativa fracassada de dissolver o legislativo e sua vice-presidente, a conservadora Dina Boluarte, assumiu o governo. Em 14 de dezembro, o ministro da Defesa, Alberto Otárola, decretou estado de emergência, suspendendo a liberdade de reunião, a liberdade de ir e vir, a inviolabilidade do lar e outros direitos. No entanto, os protestos só aumentaram de intensidade. Em 18 de janeiro, movimentos populares do sul do Peru marcharam até a capital em uma mobilização conhecida como “Tomada de Lima”. Estudantes e sindicatos os receberam, juntando-se aos protestos para exigir novas eleições para a presidência e o legislativo. Em resposta, a polícia matou mais de 60 pessoas e feriu milhares. Para uma visão direta desses acontecimentos, conversamos com anarquistas peruanos, na esperança de obter uma perspectiva sobre os aspectos desse movimento que ultrapassam a política de estado.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://es.crimethinc.com/2023/02/21/a-revolta-popular-no-peru-anarquistas-discutem-a-revolta-contra-a-violencia-policial-e-o-estado-de-emergencia

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Mesmo molhado
Resplandece ao pôr-do-sol
O campo de algodão.

Paulo Franchetti

Uma enorme prisão em El Salvador abriu seus portões

Os primeiros 2.000 prisioneiros – membros de gangues – foram transferidos para uma mega prisão de segurança máxima em El Salvador que acaba de abrir seus portões.

A instalação foi projetada para abrigar 40.000 suspeitos de gangues com o ministro de segurança do país avisando que os prisioneiros “nunca sairão daqui”.

Como escreveu o presidente do país, Naguib Bukele, em um post no Twitter: “ao amanhecer, em uma única operação, transferimos os primeiros 2.000 membros para o Centro de Contenção do Terrorismo”, que ele afirma ser a maior prisão das Américas.

O presidente de El Salvador acrescentou: “Esta será sua nova casa, onde eles viverão por décadas, incapazes de causar mais danos à população”.

Na verdade, o presidente também publicou um vídeo mostrando homens aterrorizados, descalços, tatuados, usando apenas cuecas brancas, encurvados e com as mãos atrás da cabeça raspada, andando pelos portões da prisão.

Eles estavam alinhados um ao lado do outro, com guardas armados em balaclavas, observando-os.

Os prisioneiros eram então levados para suas celas, onde eram deixados sentados no chão em frente às camas de metal, mas sem colchões. “Estamos eliminando este câncer da sociedade”, escreveu o Ministro da Justiça e Segurança Gustavo Villatoro no Twitter. “Saibam que nunca sairão daqui, pagarão pelo que são… terroristas covardes”, acrescentou ele.

Esta prisão, 74 quilômetros a sudeste da capital, foi construída sob as ordens de Bukele, depois que ele declarou “guerra” contra as gangues em março passado, e consiste em 8 edifícios de concreto armado. Cada um desses edifícios tem 32 celas, projetadas para abrigar “mais de 100 prisioneiros”, segundo o Ministro de Obras Públicas Romeo Rodríguez. Cada cela tem apenas duas pias e dois banheiros.

Há apenas 80 beliches de metal para cada 100 detentos com grupos de direitos humanos e observadores criticando o projeto como uma violação das normas prisionais. “Não haverá colchões nas celas”, disse o diretor da prisão – que usava uma máscara de esqui para proteger sua identidade – aos repórteres quando o projeto foi apresentado.

E enquanto a prisão está equipada com salas de jantar, salas de exercícios e mesas de pingue-pongue, estas são apenas para uso exclusivo dos guardas.

El Salvador é, atualmente, o país com o maior número de presos em relação a sua população no mundo, segundo a organização World Prision Brief. As estimativas são de que o país tenha cerca de 65 mil detentos, enquanto a população é de pouco mais de 6,3 milhões de pessoas, o que significa que cerca de 2% de toda a população está presa.

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livro aberto gelado
o norte geme no vento
sobre a página branca

Lisa Carducci

Campanha Internacional de Atake ao E$tado/Capital Italiano

No dia 24 de fevereiro de 2023 a justiça italiana rejeitou o recurso interposto pelos advogadxs defensores de Alfredo Cospito sobre o 41 bis, em que foi requerido sua transferência do regime de isolamento extremo, condições pelas quais o companheiro tem mantido uma greve de fome por mais de 4 meses. O e$tado porém, reafirmou sua postura: Alfredo deve continuar subjugado sob isolamento no 41 bis. Essa decisão ratifica o que nós tememos faz bastante tempo: o companheiro irá morrer, e seu assassino é o e$tado.

As estruturas do e$tado italiano e seus interesses capitalistas se encontram espalhados ao redor do planeta inteiro e -além do mais, deve ser lembrado- quem administram e mantém o status quo e a prisão dura são pessoas de carne e osso, com nomes e endereços. Políticos, juízes, promotores, policiais, empresários e todx aquelx que defenda e perpetue a ordem existente são e serão para sempre nossxs inimigxs declaradxs. E muito bem sabem as pernas de Adinolfi: o terror da morte elxs também podem sentir.

Esse é um chamado para evitar as plataformas políticas coercitivas e dar o pulo qualitativo para a ação violenta e destrutiva. Já sejam ataques contra infraestruturas ou indivíduxs do poder, o slogan é só um: dar forma e vida a uma solidariedade internacional potente e capaz de destruir e aterrorizar aos assassinxs de Alfredo Cospito e vingar sua iminente morte. Sabemos que assumir essa realidade é dura para nós, porém são aquelas paixões desoladoras as que são capazes de dar início e nos empurre a executar nossa vingança anárquica.

A luta de Alfredo é uma guerra de todxs aquelxs que lutam contra a prisão. A solidariedade com a sua greve é um chamado a atuar em cumplicidade. Por isso convocamos esta campanha de ataque direto e destrutivo contra o e$tado italiano, com a convicção de que a luta contra o 41bis não termina nos tribunais e que nem tudo está dito ainda.

“(…) Vou morrer em breve, espero que depois de mim alguém continue a luta foram as palavras de Cospito ao saber de sua permanência no 41bis.

SEJAMOS NÓS XS QUE CONTINUEM SEU CAMNHO COMBATIVO E NEGADOR!

O REI ESTA NÚ
O MESTRE PODE E DEVE SANGRAR

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A neve está derretendo –
A aldeia
Está cheia de crianças!

Issa

[Turquia] Este é um apelo urgente de solidariedade a todos os nossos camaradas anarquistas e antifascistas!

Estabelecemos nossa Coordenação de Solidariedade ao Terremoto da Anarquia de Izmir (İzmir Anarşi Deprem Dayanışma Koordinasyonu) para agir e atender às necessidades da população local e refugiados entre as vítimas do desastroso terremoto que atingiu a Turquia e a Síria (incluindo Rojava) em 6 de fevereiro de 2023 .

Primeiramente, elaboramos uma lista de todas as necessidades e, alocando-as, enviamos para áreas de coleta comuns. Então, como uma equipe de coordenação, procuramos anarquistas nas 10 províncias afetadas pelo terremoto e outros grandes centros e identificamos pontos comuns de ajuda. Em 11 de fevereiro de 2023, partimos de Izmir para Hatay com nossos camaradas e voluntários anarquistas, juntamente com nossa cozinha móvel, onde pretendemos preparar comida para 3.000 pessoas no primeiro dia e pelo menos 6.000 pessoas nos dias seguintes.

Há alguns dias, chegamos ao distrito de Armutlu, parte do condado de Defne, na província de Hatay. Como havíamos planejado, montamos nossa cozinha móvel e começamos a prestar solidariedade às vítimas do terremoto.

Desde o primeiro dia que planejamos esta ação solidária, buscamos propor um meio alternativo de solidariedade em resposta à vitimização e negligência de que o Estado é responsável nas áreas afetadas pelo terremoto. Vemos isso não apenas como uma solução para uma reclamação, mas também como um ato de ajuda mútua e solidariedade para com as pessoas nas áreas afetadas pelo terremoto e os refugiados mais afetados, combinado com uma perspectiva de luta antifascista. Contra a indiferença do Estado, damos grande importância em poder vivenciar uma sociedade anarquista, por meio do desenvolvimento da solidariedade e de sua prática.

Ainda estamos lutando para salvar as vítimas do terremoto que estão presas sob os escombros devido à negligência, ainda estamos lutando para atender às necessidades dos sobreviventes e, ao mesmo tempo, estamos lutando contra a intolerância anti-refugiados.

Lembramos aos leitores que não somos mortos por desastres naturais, mas pelo Estado e pelo capitalismo; queremos afirmar que estamos em um processo difícil devido às condições econômicas que existiam em nossa geografia antes mesmo do terremoto; convocamos todos os nossos camaradas anarquistas e antifascistas a se solidarizar com nossa determinação de lutar pela sociedade anarquista!

Para outros meios de solidariedade, entre em contato conosco diretamente:

E-mail: eylemsacar@proton.me

Conta do Twitter: @izmiranarchy

Tradução > Contrafatual

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raios!
alguém rasgou
o terno azul da tarde

Alonso Alvarez

 

[País Basco] “É hora de expandir e intensificar a luta!!! Queremos Alfredo e Anna vivos e livres!!!”

Em 24 de fevereiro, o Tribunal de Cassação de Roma (o máximo tribunal de apelação da Itália, similar ao Tribunal Supremo espanhol) rechaçou o recurso interposto pelo advogado de Alfredo Cospito em dezembro, a favor de mantê-lo no 41 bis, cruel regime de isolamento e extermínio pelo tribunal de custódia da prisão de Roma e portanto manterão Alfredo no 41 bis. Ainda que o promotor do Tribunal de Cassação, a administração penitenciária e a DNAA (Direção Nacional Anti Máfia e Terrorismo) estejam contra esta medida, a fome de vingança e propaganda do governo de extrema direita (dos fascistas e seus aliados tendem a vender sua determinação e rigor contra o delito).

Alfredo esclareceu que se isto acontecesse continuaria com sua greve de fome até a morte e deixaria de tomar suplementos vitamínicos. Alfredo emitiu uma declaração oficial para não ser alimentado à força.

Nesta situação, as decisões políticas tomadas pelo Ministro de Justiça Carlo Nordio (que tem plena autoridade para esta decisão), os juízes da Guarda Penitenciária de Roma e os juízes do Tribunal de Cassação condenaram à morte nosso companheiro!!!

É hora de expandir e intensificar a luta!!! Queremos Alfredo e Anna vivos e livres!!!

Tradução > Sol de Abril

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No campo queimado
ainda uma leve fumaça
Tronco resistindo

Eunice Arruda

[Itália] “Contra as guerras e contra aqueles que as armam!”

Carrara hoje (24/02)! Coordenação Antimilitarista!

O choque entre os dois blocos imperialistas, chinês e russo de um lado e os países ocidentais da OTAN do outro, escolheu a Ucrânia como seu campo de batalha.

Como sempre foi o caso, o preço desta guerra é pago pelas populações ucranianas atormentadas pelas bombas, pela falta de bens de primeira necessidade e pelo frio.

Ao mesmo tempo, está sendo pago pelas populações russas sujeitas a um embargo cujas primeiras vítimas são os pobres, juntamente com aqueles que não querem este massacre: adversários, desertores e opositores.

Finalmente, todos nós pagamos por ele também, com o aumento da inflação e salários que já não são mais suficientes.

No entanto, uma corrida armamentista crescente continua, cada vez mais dinheiro é alocado para despesas militares, tirando-o da saúde e da educação, por exemplo.

A interferência do complexo militar/industrial em nossas vidas, em nossas vidas diárias, é cada vez mais evidente.

A oposição concreta é uma urgência inescapável. Contra as guerras e contra aqueles que as armam!

COORDENAÇÃO ANTIMILITARISTA

Tradução > Liberto

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Gata miando
procura a cria
para alimentar

Angela Nassim

Lançamento | “Neno Vasco por Neno Vasco: fragmentos autobiográficos de um anarquista”, de Thiago Lemos Silva

Apresentação

“A partir de uma perspectiva que tensiona singularidade e totalidade, o autor deste livro discorreu sobre o desenraizamento da classe trabalhadora na mundialização do capitalismo e o consequente recrudescimento do nacionalismo e da xenofobia. Falou sobre as questões de gênero e o patriarcado, a exploração da força de trabalho e a luta de classes; a promiscuidade entre religião e política, a violência dos opressores e a reação dos oprimidos; os significados da Guerra e da Revolução… Todos estes foram os sintomas que Neno Vasco analisou e que Thiago Lemos conseguiu, com um olhar sensível e escrita afiada, perceber como se repetem até os dias de hoje.As suas manifestações podem ser diferentes, mas estão sempre presentes, latentes, no corpo social até o dia em que Capital e Estado deixarem de existir. Thiago, quando traz os textos de Neno, faz ecoar a forma como o anarquista buscou lidar com esses sintomas, quais foram as suas propostas para tal ou mesmo acabar com esses sofrimentos – e talvez essa seja uma das lições mais importantes deste livro”. (Vitor Ahagon)

Neno Vasco por Neno Vasco: fragmentos autobiográficos de um anarquista

Autor Thiago Lemos Silva

Formato 14×21

Número de páginas 392

ISBN 978-65-5380-081-6

Preço R$ 45,00

www.editoracancioneiro.com.br

Sobre o autor

Thiago Lemos Silva é mestre em História pela UFU, pesquisador do NEPHISPO e do NEPAM e professor no campo da educação popular. Além disso, é anarquista, ideologia política que conheceu quando ainda era estudante do ensino médio na Escola Estadual Abner Afonso, e que traz consigo até hoje como militante organizado. Atualmente se dedica ao estudo da vida e obra da anarquista espanhola Lucía Sánchez Saornil.

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olhando para trás
meu traseiro cobria-se
de cerejeiras em flor

Allen Ginsberg

Novo blog, página de apoio psicológico e espiritual

Centro de Apoio aos Anarquistas, ramo da Escola Libertária Anarquista, surge depois de uma série de avisos vindo das vozes de companheiros e companheiras anarquistas brasileiras que não conseguiram o apoio necessário após retornarem das batalhas in loco

Alguns tentaram o suicídio por falta de apoio psicológico e infelizmente conseguiram o resultado, outros desacostumados a reefrentar a rotina da sociedade, buscaram as ruas como refúgio e hoje carecem dos cuidados básicos, outros preferiram a clandestinidade e ainda alguns permanecem na velha luta de ocupações, ao serem reintegradas, buscam uma nova para auxiliar aqueles que estão também na luta pela moradia. Outros ainda estão detidos por pequenos furtos e/ou internados involuntariamente.

Para todes. Esse é o momento de organização psicológica, espiritual e financeira.

Para xs que buscam incansavelmente e nunca se renderão.

Para xs grafiteirxs, ladrxs, malabaristas, artistas, skatistas, e tode aquele que luta por uma condição melhor pra ele e a sociedade.

Organização é solidariedade entre nós.

Organização é diálogo entre os perseguidos.

Organização é buscar viver bem sem precisar sobreviver.

Organização é anarquia.

Anarquia é ordem.

https://centrodeapoioanarquistas.noblogs.org/

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A rã de Bashô
sai num pulo do haicai
dele para o meu.

Otoniel

 

Corte da Itália mantém Alfredo Cospito em isolamento

A Corte de Cassação da Itália rejeitou nesta sexta-feira (24/02) o recurso apresentado pela defesa do anarquista Alfredo Cospito, em greve de fome há quase quatro meses e detido na enfermaria penitenciária do hospital San Paolo, em Milão, e o manteve em um duro regime de reclusão, o 41bis.

O veredicto foi recebido com protestos e gritos de “assassinos” por um grupo de anarquistas e simpatizantes que estavam na entrada do tribunal no centro de Roma.

“Depois de ler a acusação do procurador-geral Gaeta, pensamos que a lei poderia mais uma vez iluminar esse caso sombrio. Mas a decisão desta noite prova que estávamos errados”, afirmou Flavio Rossi Albertini, o advogado de Cospito.

Já o vice-premiê e ministro de Infraestrutura da Itália, Matteo Salvini, comemorou e afirmou que “não será violência nem ameaças para mudar leis e sentenças”.

Após a decisão da justiça, o silêncio recaiu na Piazza Cavour, no centro de Roma, onde os manifestantes em prol de Cospito estavam há mais de oito horas aguardando o veredicto. As faixas em apoio ao anarquista foram retiradas do local, que está ocupado pelas forças de ordem para proteger o Palazzaccio, sede da Suprema Corte de Cassação.

Cospito cumpre pena de 20 anos de prisão e está em greve de fome para protestar contra o chamado 41-bis, nome do regime de isolamento total na cadeia, sistema geralmente reservado a mafiosos. A luta do italiano tem provocado uma série de manifestações no país e ataques promovidos por grupos anarquistas contra sedes diplomáticas da Itália no exterior.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

O casulo feito
bicho dentro dele dorme
vestido de seda.

Urhacy Faustino

[Alemanha] Demonstração anti-guerra “Até que o Kremlin queime”

24 de fevereiro de 2023, 17h30 | Jorge-Gomondai-Platz, Dresden

Quando Putin e suas tropas começaram a invasão em grande escala, eles e seus aliados pensaram que o povo ucraniano fugiria ao primeiro sinal de tanques russos. A realidade mostrou que na Ucrânia até avôs com paus podem deter as tropas russas. Foi um longo ano para muitos que lutam na linha de frente e organizam a solidariedade na luta contra o imperialismo russo. Um ano de sofrimento e perdas. Mas também foi um ano de luta, solidariedade e triunfo da resistência contra o chamado mundo russo.

Um ano depois de tudo isso, queremos nos encontrar e caminhar pelas ruas de Dresden, onde os políticos costumam ser amigáveis com Putin e seus amigos. Queremos fazer barulho para lembrar aqueles que não estão mais conosco e aqueles que ainda lutam não apenas por sua própria liberdade, mas também pela liberdade dos outros. Queremos mostrar que nossa solidariedade com a resistência a Putin e seus carniçais não vai parar até que o Kremlin pegue fogo.

Para o fim da guerra e o fim do império russo

Anarquistas e antifascistas de Dresden

Fonte: https://abcdd.org/en/2023/01/27/demonstration-until-the-kremlin-burns-down/

Tradução > Contrafatual

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De manhã, a brisa
encrespa o igarapé
e penteia as águas.

Anibal Beça

[Espanha] Duplo horror na Síria

Há poucos dias, um terrível terremoto afetou os países da Turquia, onde o epicentro ocorreu, e a Síria; os mortos foram contados em milhares, que com certeza seriam muitos menos com condições de vida dignas. A solidariedade internacional disparou, mas a atenção médica de emergência é difícil em um território, o sírio, que enfrenta nada menos que doze anos de conflito armado com diversas facções em disputa, governamentais, o Estado Islâmico ou os curdos, cada uma com seus correspondentes aliados internacionais. Há muito tempo que esta guerra, como tantas outras, não ocupa um lugar na mídia generalista, prevalecendo a invasão da Ucrânia, por motivos óbvios, já que as emergências humanitárias são mais importantes se afetam países desenvolvidos. Inúmeras pessoas, agora afetadas pelo terremoto, já conviviam com o horror de fugir dos ataques armados. O que sabemos sobre o conflito civil sírio, certamente alimentado por diversos interesses em jogo? Ao que parece, a zona síria devastada pelo terremoto está dividida entre território controlado pelas forças do presidente Bashar al-Asad, enquanto a zona mais ao noroeste é dominada pelos que resistem ao regime. Os refugiados, que fugiram da guerra, estima-se que pelo menos um milhão e meio, foram agora afetados pela catástrofe natural em áreas como Aleppo ou Idlib; se falarmos sobre a passagem para a Turquia, é considerado o número de três milhões e meio, que buscam refúgio no país.

Esta grande crise humanitária, mais uma, se explica por estar o sul da Turquia e parte do Oriente Médio em uma zona definida por especialistas como de grande risco sísmico: a superfície terrestre está fragmentada em placas tectônicas que se movem a grande velocidade; quando elas friccionam, ocorrem tremores. Apesar desse conhecimento sobre uma zona que sofre periodicamente terremotos de grande magnitude, há vozes que apontaram para as autoridades turcas por terem contribuído para que a catástrofe fosse maior. Ao que parece, os diversos governos desse país aprovaram permissões para que empresas construtoras, em troca de certas comissões, não cumpram as regulamentações de segurança. Dessa maneira, tem sido dito que, embora a intensidade máxima do terremoto tenha sido obviamente muito violenta, não deveria destruir edifícios bem construídos; se a maioria dos lugares afetados não foi por esse nível máximo, é facilmente dedutível que a maioria dos edifícios desmoronou por negligência em sua construção. No que diz respeito ao território sírio, a situação se complica pela ausência de infraestruturas sanitárias devido ao intolerável conflito armado, onde os contínuos bombardeios já haviam destruído muitas clínicas médicas antes do terremoto.

O Presidente al-Assad não só puniu o noroeste do país com bombardeios, como também tem atrasado a ajuda humanitária internacional exigindo que ela passe por suas mãos primeiro; outras ajudas durante a guerra e a pandemia alegadamente não chegaram nem mesmo ao seu destino. O governo de Damasco, por sua vez, pediu desculpas, citando as sanções estabelecidas contra a Síria por causa de tantos anos de guerra, e denunciou a politização da tragédia, que temo que esteja sendo realizada por um ou outro líder. O fato é que este novo desastre natural, o pior em anos, demonstrou mais uma vez a hipocrisia das potências européias e dos Estados Unidos na distribuição de ajuda humanitária; somente a pressão internacional levou o Presidente Biden a moderar as sanções contra Damasco, por mais brutal que seja o regime al-Assad, para enfrentar a crise e, o mais importante, para ajudar as pessoas necessitadas, embora continuem sendo feitas acusações, com os dois governos jogando os mortos na cara um do outro. Seja como for, a realidade é que continuamos a viver em um mundo terrivelmente desigual, onde os direitos humanos são letra morta, com condições de vida indignas para tantas pessoas e conflitos armados intoleráveis sob o olhar hipócrita, ou conivência direta, dos chamados poderes democráticos e de sua mídia generalista e vendida.

Juan Cáspar

Fonte: http://acracia.org/doble-horror-en-siria/

Tradução > Liberto

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noite gelada –
a criança ajeita o gato
nos pés descalços

Rosa Clement

[Alemanha] Em solidariedade aos antifascistas presos na Hungria

No domingo, 13 de fevereiro de 2023, quatro pessoas foram presas em Budapeste, três delas estão nas mãos do estado húngaro em prisão preventiva desde então. Os antifascistas são acusados de estarem envolvidos em vários ataques a fascistas locais. Neste contexto, hoje, 15 de fevereiro de 2023, também foram revistados dois apartamentos de antifascistas em Berlim.

As prisões em Budapeste ocorreram em conexão com o “Dia da Honra”, uma das maiores marchas de fascistas na Europa. Todos os anos eles glorificam um esquadrão suicida da Wehrmacht alemã, seus colaboradores húngaros e unidades das Waffen SS contra o Exército Vermelho.

Vários meios de comunicação de direita e também a imprensa tablóide alemã relatam os incidentes e não poupam em publicar nomes e fotos. Ao mesmo tempo, eles apresentam o grande desfile neonazista como um evento esportivo não político ou ocultam todo o contexto e descrevem os fascistas atacados como simples transeuntes.

Em um país onde o governo fascista une as massas com declarações racistas e anti-semitas, a caçada não surpreende. Todos os grandes meios de comunicação repetem, sem serem solicitados, a demanda dos partidos radicais de direita pela proibição da “Antifa”. A situação política no país para antifascistas, Sinti e Roma, queers e outros grupos discriminados tem sido difícil de suportar.

Atrás das grades estão os antifascistas presos expostos a essa atmosfera hostil, além do isolamento. Acrescente-se a isso o estado desastroso das prisões húngaras, que não são apenas as mais antigas, mas também as mais superlotadas da União Europeia.

Somos solidários com os antifascistas presos. Desejamos muita força a todos os camaradas, que apesar das circunstâncias estão se mantendo firmes contra a base fascista no país. Eles também precisam do nosso apoio, agora mais do que nunca!

Liberte todos eles – Lute contra o fascismo!

Fonte: https://www.soli-antifa-ost.org/in-solidarity-with-the-arrested-antifascists-in-hungary/

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

Coruja, famosa
por excelente visão,
parece usar óculos.

Leila Míccolis

 

Contra todas as guerras

Não é novidade para ninguém que as guerras são um dos problemas mais graves que a humanidade enfrenta. Elas têm causado inúmeras desgraças e destruído vidas e comunidades inteiras, além de prejudicar o desenvolvimento humano em todo o mundo.

Assim sendo, as guerras causam mortes e sofrimento humano. Milhões de pessoas são mortas, feridas ou deslocadas por conflitos armados a cada ano. As guerras também têm um impacto devastador sobre a infraestrutura e as comunidades locais, deixando cicatrizes que levam anos, ou até décadas, para se curarem. Além disso, as guerras são frequentemente acompanhadas por crimes correlatos, tais como a tortura, o estupro e o assassinato de civis. Todos esses fatores tornam as guerras uma das formas mais destrutivas de conflito humano.

Destaque-se ainda que as guerras são caras. Os governos gastam quantias abissais em armamentos e soldados para lutar em guerras, recursos que poderiam ser usados para melhorar a qualidade de vida da população. Em vez disso, esses recursos são desperdiçados em conflitos armados que não têm benefício para a sociedade em geral, apenas para os Estados e o capitalismo, em sua sangrenta marcha suicida.

Ademais, as guerras terminam por impactar o desenvolvimento humano em sua totalidade. A violência e a instabilidade política que acompanham as guerras tornam difícil para as pessoas trabalharem, estudarem e se desenvolverem em suas comunidades – vide os terríveis impactos ocasionados pelas duas guerras mundiais. A falta de segurança alimentar e acesso a serviços básicos de saúde também pode piorar durante as guerras. Em resumo, as guerras destroem os fundamentos necessários para uma vida saudável e próspera, atendendo apenas aos interesses dos poderosos, às custas do sangue do povo.

Também é importante lembrar que as guerras não resolvem problemas a longo prazo. Embora possam ser usadas para proteger interesses nacionais em curto prazo, as guerras geralmente resultam em mais conflito e tensão a longo prazo. Elas tendem a criar um ciclo vicioso de violência e instabilidade política que talvez jamais sejam resolvidos, pois têm consequências imprevisíveis e muitas vezes inesperadas. Por exemplo, a Guerra do Iraque de 2003 foi justificada como uma maneira de derrubar um líder brutal e garantir a “segurança nacional” dos Estados Unidos. No entanto, este conflito levou a um aumento da instabilidade na região e contribuiu para o caos que ainda persiste até hoje.

Por consequência, as guerras são uma ameaça à paz e à segurança global. Os conflitos armados podem se espalhar rapidamente e afetar países e comunidades distantes, criando uma atmosfera de medo e desconfiança entre os povos, o que pode levar a um aumento da corrida armamentista e a um clima internacional de insegurança. Isso pode ser especialmente perigoso em um mundo onde muitos Estados têm acesso a armas nucleares e outros armamentos destrutivos.

Deste modo, se somos pela anarquia, o combate ao capitalismo e ao Estado envolve repudiar suas guerras e tudo o que elas envolvem.

Liberto Herrera

agência de notícias anarquistas-ana

jardim sem flor
entre as páginas do livro
a rosa e sua cor

Alice Ruiz

Nova música do Ktarse (Part. Mano B.O.) | “Quando a quebrada se enfurecer”

Letra 

Playboy sente o drama da quebrada enfurecida / Tamo portando diploma e consciência crítica / Através do hip Hop com fúria e rebeldia / Somos o gueto sagaz na luta pela vida
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Aos dozes vi que drogas e armas eram armadilhas / Aos dezessete adentrei na guerrilha / Cinco elementos e um só objetivo / Propagar informação e conscientizar os fudidos
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Entre tretas, enquadros, fome e miséria / Sobre caixotes, rimávamos a favela / Microfone com fita isolante, nos insolava / Ao mesmo tempo contundente nos tornava
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Magricelos, anêmicos, poucos instruídos / Buscávamos romper ao que nos impuseram como destino / Hip-Hop nos deus mais que ouro e prata / Nos devolveu a autoestima, amor pela quebrada
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A cada RAP ouvido, um inimigo interno era abatido / A cada ideia trocada resgatava-se um excluído / Nunca se tratou de ostentação barata / De invejar o estilo de vida podre da playboyzada
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Nunca se tratou de mera fama e sucesso / Truta, RAP não é game. É manifesto! / Guarde seu dinheiro, suas armas, suas drogas / Tudo isso é nada diante de quem nos explora
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Leve aos moleques sabedoria / Lhe mostrem outras perspectivas / Valorize os livros e o saber ancestral / Não perca diante do paraíso artificial

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>> Letra e música aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=ADIOt23RjTc

agência de notícias anarquistas-ana

entre os vinte cimos nevados
nada movia a não ser
o olho do pássaro preto

Wallace Stevens