[Espanha] “Emma Goldman. La Unión Apasionada de Pensamiento y Vida”, Laura Vicente y Agustín Comotto

Este livro é uma leitura apaixonada de uma de nossas fontes de inspiração: Emma Goldman. Não é nossa intenção convertê-la em um mito, mas recordá-la, e pensá-la no presente. Após os oitenta e dois anos transcorridos desde sua morte, gostaríamos de falar dela desde sua vida e desde seu pensamento. O reconhecimento de Emma Goldman se fundamentava em sua vida, na heroica aventura de uma mulher judia, imigrante e anarquista que ajustou sua vida a seus ideais. A mitificação de sua vida redundou em subestimar seu pensamento e sua contribuição ao anarquismo no plano teórico.

No entanto, ela sempre celebrou a unidade da vida. Entendeu o anarquismo sem destacar umas esferas da vida (a teoria, o pensamento) e ocultar outras (o corpo, os afetos, a maneira de viver). Desde o anarquismo se entendeu e construiu sua genealogia supervalorizando a esfera do pensamento e postergando, desta maneira, as mulheres anarquistas que entenderam a importância de unir tudo o que constitui a vida.

Ela mesma destacou em mais de uma ocasião como entrelaçou vida e pensamento em um todo, podemos considerá-la uma mestra da unidade da vida. Sua maneira de viver a existência segundo os ideais de liberdade a partir das relações mais íntimas com os demais, era para ela um fim em si mesmo e um aspecto crucial da mudança social. Rechaçava a contraposição entre emoção e pensamento, entre vida pessoal, vida social e compromisso político.

Esta é a Emma Goldman que nos interessa, tanto a Agustín Comotto, autor da capa e de outras ilustrações no interior do livro, como a mim mesma. Chegou o momento de reconsiderar nossa genealogia anarquista e dar o merecido lugar a Emma Goldman.

Fonte: http://acracia.org/emma-goldman-la-union-apasionada-de-pensamiento-y-vida-laura-vicente-y-agustin-comotto/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

flor na lapela
noite de serenata
à janela

Carlos Seabra

[Itália] Contra a repressão e o oportunismo político, vamos nos organizar!

O novo governo italiano, formado por Meloni e os seus – liderado pelo ex-prefeito Piantedosi – inaugurou uma nova temporada repressiva cujo primeiro ato é a criminalização daqueles que invadem arbitrariamente “terras ou edifícios de outras pessoas, públicos ou privados”. Estamos obviamente nos referindo ao chamado decreto “Anti-Rave”.

Alguns têm reclamado de um retorno ao fascismo – porque os expoentes do partido Fratelli d’Italia (Irmãos da Itália) vêm de antigos círculos MSI -, outros temem um apocalipse policial ao estilo de 1984.

E ainda assim a coisa é simples e desarmante: estamos em uma fase de recessão econômica, de grande empobrecimento da mão-de-obra, com os gemidos da burguesia média e pequena porque eles podem se tornar pobres (e que não podem escapar do trabalho debaixo dos panos como faziam no passado).

O que o governo Meloni poderia produzir então, se não uma regulamentação com a qual controlar e impedir qualquer protesto futuro quando os preços dos alimentos e da energia estão constantemente aumentando?

Certamente, isto levará a um protesto em massa. O ponto doloroso é que em uma fase de empobrecimento econômico, social e cultural como a que estamos vivendo, haverá muitos sujeitos, movimentos e grupos políticos (inclusive institucionais) que quererão cavalgar sobre os brasões do descontentamento.

Isto resultará na ameaça da “tomada do Palácio de Inverno”, ou, para ser mais claro, na “conquista da sede parlamentar”.

Mas sabemos muito bem que os parlamentares (nacionais ou regionais) são a expressão de blocos de poder (econômico, social, cultural e qualquer outra coisa).

Os parlamentos burgueses-democráticos não são lugares de onde se possa iniciar a emancipação da opressão: neles se decide como perpetuar o status quo com base nas opressões de classe, raça, gênero e espécie.

Em um momento como este, é crucial manter a clareza mental e agir em uma base horizontal e emancipatória, de modo a rejeitar as regurgitações reformistas obsoletas e a repressão tão cara à burguesia empobrecida e enfurecida – a que seus próprios representantes e ala armada obedecem cegamente.

Nunca antes foi tão necessário organizar em outras bases, tecendo relações e organizações horizontais e baseadas na ajuda mútua entre pessoas oprimidas, fora de qualquer lógica de dominação, capitalista e estatal.

Fonte: https://gruppoanarchicogalatea.noblogs.org/post/2022/11/21/contro-la-repressione-e-lopportunismo-politico-organizziamoci/?

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

língua pendente
cachorro com sede
sol ardente

Carlos Seabra

[México] Liberdade para Mumia Abu-Jamal!

• Com a idade de 68 anos é veterano do Partido Panteras Negras, jornalista combativo, autor de 13 livros e ativista comunitário.

• Foi injustamente declarado culpado pelo assassinato de um policial branco em 9 de dezembro de 1981 na Filadélfia e condenado a morte em 1982 pelo sistema de injustiça racista.

• Saiu do corredor da morte em 2011 graças às mobilizações do movimento, mas agora enfrenta a morte por encarceramento.

• Evidência encontrada na Promotoria da Filadélfia no final de 2018 poderia comprovar sua inocência e levar à sua libertação depois de 41 anos atrás dos muros se seu caso se abrisse novamente.

• A juíza Lucrecia Clemons rechaçou sua petição em 26 de outubro de 2022 e pensa rechaçar sua apelação em sua próxima audiência. No entanto, deixou a porta levemente aberta com relação a considerar evidência sobre o racismo na seleção do jurado em 1982.

• Haverá ações em seu apoio durante sua próxima audiência na sexta-feira, 16 de dezembro, na Filadélfia depois de ações no final de semana de 9 de dezembro, o dia de seu encarceramento.

• Na Cidade do México estaremos em solidariedade fora da embaixada gringa no domingo 11 de dezembro às 12h00 do dia em um ato conjunto com um emocionante Torneio de Freestyle de #DeBatl. Haverá rap de Guerrilla Bang Bang, música dançável estilo jamaicano de Chingona Sound, canções de Eva Palma, dança pré-hispânica de Aurelio y amigos, obra gráfica de Ulises Xozulu, percussão corporal da Colibrí, mais gravações e uma nova manta de Indiosindios Lopez!

Não permitamos que Mumia morra na prisão!

Liberdade agora! Presos Políticos Liberdade!

amigosdemumiamx.blog

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Nos bambus já escuros,
morcegos, daqui, dali,
também sem destinos.

Alexei Bueno

[Espanha] Cartier-Bresson, fotógrafo e anarquista

“O anarquismo é, antes de tudo, uma ética e, como tal, se manteve intacto. O mundo mudou, não o conceito libertário, o desafio frente a todos os poderes. Graças a isso, consegui livrar-me do falso problema da celebridade. Ser um fotógrafo conhecido é uma forma de poder e eu não o desejo“. Henri Cartier-Bresson (1998).

Alguém disse algo assim como que, ali onde houvesse que lutar pela dignidade haveria um anarquista. Esta reflexão do grande fotógrafo francês, libertário até o fim de sua extensa e lúcida vida, é um exemplo disso. Cartier-Bresson esteve na Espanha durante a República, e voltaria em diversas ocasiões, identificando-se com os anarquistas espanhóis e reivindicando a anarquia como um sentido ético ante a vida. Jamais abandonou seu compromisso social em seu percurso pela Europa, Ásia, África e América Latina, deixando para a posteridade numerosos momentos históricos e retratos de personagens graças a sua Leica e a seu objetivo de 50 mm. Não é tão conhecido seu trabalho para o cinema, durante os anos 30, com Paul Strand nos Estados Unidos e com Jean Renoir na França. Sua primeira vocação, no entanto, seria a pintura e o desenho, considerando o surrealismo como uma forma subversiva que casava bem com suas ideias libertárias. É em princípios dos anos 30 quando se fascina pela fotografia, mas nunca abandonará sua “paixão privada” pelo surrealismo e seu amor ao desenho, dedicando seus últimos anos a esta faceta e deixando numerosos nus femininos realizados a carvão (curiosamente, aqui seu interesse artístico difere muito de sua obra fotográfica). De fato, teve um grande interesse em pintores como Matisse, com quem teve uma grande amizade, Braque, Giacometti, Bonnard, Bacon e muitos outros.

Cartier-Bresson se tornou anarquista sendo muito jovem, ao descobrir mundos diferentes ao das civilizações judaico cristã e muçulmana. Frente à inanidade presente em um mundo onde a tecnologia possibilita uma quantidade ininterrupta de imagens, reivindicou sempre a sensibilidade do olho do artista. Curiosamente, e apesar de ser considerado um dos pais da fotorreportagem e de possuir um inegável compromisso com o social, se distancia do trabalho de outro grande fotógrafo como Sebastião Salgado. Cartier-Bresson pensava que a obra de Salgado não estava concebida pelo olho de um pintor, mas pelo de um sociólogo, economista e militante; apesar de respeitar muitíssimo seu trabalho, considerava que o brasileiro possuía uma “faceta messiânica” que a ele mesmo lhe era alheia.

Em alguma ocasião, rechaçou o trabalho documental e jornalístico, já que o considerava “extremamente entediante”, algo pelo que o próprio Robert Capa o recriminou aconselhando-lhe que se distanciasse de suas origens surrealistas, algo que Cartier-Bresson parece que fez só publicamente. Em qualquer caso, o fotógrafo francês não se considerou nunca um repórter e reivindicou sempre sua subjetividade artística: “Quando vou a algum lugar, tento fazer uma foto que resuma uma situação que maravilhe, que atraia o olhar e que tenha uma boa relação das formas, que para mim é essencial. Um prazer visual”. Pode dizer-se que o fotojornalismo, considerado como mera acumulação e registro de fatos, é para Cartier-Bresson o caminho do nada; o autenticamente interessante é o ponto de vista que se adote sobre esses fatos, e a fotografia há que considerá-la como uma re-evocação desses acontecimentos. Por outro lado, renunciou a trabalhar para agências de publicidade, já que permaneceu firme em sua crítica à sociedade de consumo desenvolvida desde os anos 60 do século XX. Manteve sempre até o final sua rebeldia e encontrou mais motivos para alimentá-la com o aparecimento da tecnociência, que considerava um autêntico monstro, e com essa falácia da “brecha geracional”; Cartier-Bresson reivindicava uma humanidade unida pela solidariedade, valor fundamental com o qual se encontrou uma e outra vez ao longo de sua convulsa e extensa vida, à margem de sua idade ou condição.

Demos uma olhada nas palavras do próprio Cartier-Bresson sobre a atividade fotográfica:

Para mim, a fotografia é o reconhecimento simultâneo em uma fração de segundos do significado de um evento e a organização das formas que lhe dão seu próprio caráter.

O ser humano deve encontrar um equilíbrio entre sua vida interior e o mundo que o rodeia, buscando a influência recíproca e chegando inclusive a considerar finalmente o resultante de um único mundo que aglutine subjetividade e objetividade. Como já se viu, o fotógrafo francês rechaçava o êxito e inclusive o reconhecimento, mas sim desejava transmitir algo às pessoas e saber ao mesmo tempo que era bem recebido.

Capi Vidal

Fonte: http://acracia.org/cartier-bresson-fotografo-y-anarquista/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Como que levada
pela brisa, a borboleta
vai de ramo em ramo.

Matsuo Bashô

[Espanha] Feira do Livro Anarquista em Alcoi nos próximos dias 6, 7 e 8 de dezembro.

Estamos emocionados de poder convidá-los para os próximos dias 6, 7 e 8 de dezembro para a Feira do Livro Anarquista em Alcoi, que acontecerá por causa do Centenário e 28º Congresso da AIT (Associação Internacional dos Trabalhadores).

O horário da Feira será ininterrupto desde as 10:30 horas da manhã até as 21:00 horas e ocorrerá na Sede do Sindicato de Ofícios Vários de Alcoi (C/Sant Vicente Ferrer, 18 baix). Durante os três dias acontecerão encontros de livrarias, editoras e distribuidoras anticomerciais vindas de diferentes pontos geográficos.

Se tens um projeto autogestionado ou pertences a uma editora e desejas receber mais informação sobre como colocar teu stand, podes enviar um correio eletrônico a comisioncongresual@cntait.org.

Se desejas mais informação podes visitar a página web ou as redes sociais da AIT.

Durante os próximos dias iremos atualizando informação sobre o resto de atividades realizadas em razão do Centenário da AIT entre os dias 5 e 11 de dezembro.

www.cnt-ait.org

agência de notícias anarquistas-ana

velho haicai
séculos depois
o mesmo frescor

Alexandre Brito

10º Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo

Dia 10 de dezembro no ECL Fofão Rock Bar. Estrada das Taipas 3827, São Paulo (SP)

Cronograma

Debate – 1 década de Festival Anarquista e Punk. Semeaduras e colheitas no audiovisual libertário ( Com a participação de ex-integrantes do coletivo que organiza o evento).

Filmes:

-Fôlego Vivo (2021) Associação dos Índios Cariris do Poço Dantas-Umari – Ceará/ Brasil // -Andale (2017) Canibal Filmes – Santa Catarina/ Brasil // -Obscuridades (2019) Arte Subversivo Hakai Teki Ato – Mexico // -290 Venenos (2020) // Petter Baiestorf/ CineCaos – Brasil // -2021/2022 AriFrost – Carapicuíba/ Brasil // – Nossos Passos Seguirão os Seus (2022) Corpo Fechado Produtora – Rio de Janeiro/ Brasil // -Banco Brecht (2017) Tiago Aguiar e Marcio Souza – Pernambuco/ Brasil // -Filho de Almereyda Alex Fedox/Cine Molotov – Ceará/ Brasil // -RÉQUIEM MENEGHETTI (2016) Utopíe Produções – Rio de Janeiro/ Brasil // -Caixa Postal 195 (2012) Giuliana Miguel e Rodrigo Rosa da Silva – São Paulo/ Brasil // -Punky Mauri: Formosamente Violento (2017) – Chile // -Proyectando Libertad (2020) AnarcoFilmes – México/ Brasil // -Êra Punk (2022) Linha de Ação – São Paulo/ Brasil // -Relatos de Uma Cena Anarcopunk (2012) César Medeiros e Danilo Tázio – Rio Grande do Norte/ Brasil // -Macehualopunks (2019) HeyWild – Veracruz/México // -Beyond the Screams: A U.S. Latino Hardcore Punk Documentary (1999) Martin Sorrondeguy – EUA // -Ocupa RIA Coletivo Resistência Internacional de Artistas (RIA) – Distrito Federal/ Brasil // -La Forma: Videofanzine de Contracultura (2016) Arlen Herrera – Equador // -pUNk[A]h4ck1ng (2016) Cin’Surgente – [A]filmes – Brasília/DF/ Brasil

>> Confira a programação completa aqui:

https://anarcopunk.org/festival/

agência de notícias anarquistas-ana

tarde cinza
borboleta amarela
toda luz do dia

Alexandre Brito

[Chile] Santiago: Cicletada pela memória ácrata, 10 de dezembro

Já se passaram 130 anos de influência anarquista neste território, o que torna indispensável resgatar a nossa história da aniquilante maquinaria do esquecimento capitalista. Seremos nós, os e as anarquistas, que se encarregaremos de reconstruir nossa memória negra.

O convite é para uma jornada histórica-cultural, que consistirá num passeio de bicicleta por Santiago, onde passaremos por 7 pontos relevantes para a história ácrata local. A atividade contempla uma duração de 3 horas (aproximadamente), nesta cicletada entregaremos material informativo, além de intervenções teatrais em algumas das estações. O trajeto culminará no Parque Portais com um almoço coletivo e solidário organizado pelo Arquivo Histórico La Revolta.

Esta é uma atividade para todas as idades, então será livre de fumo e álcool. É recomendado levar água e protetor solar. Se estiver a fim, traga sua propaganda, suas bandeiras e balões pretos. Vamos nos reunir no Parque Quinta Normal, em frente ao Museu de História Natural, às 10h00, sábado, 10 de dezembro.

Saudações anárquicas em duas rodas!

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portas batendo
fugindo da chuva
o vento

Alonso Alvarez

[Espanha] Lançamento: “Qatar – Sangre, dinero y fútbol”, de Fonsi Loaiza

|| Uma Copa do Mundo baseada em trabalhadores mortos, direitos pisoteados e vontades compradas ||

A Copa do Mundo do Qatar 2022 é a competição esportiva da história com o maior número de trabalhadores mortos na construção de infraestruturas (aproximadamente 7.000 trabalhadores). Esta edição da Copa do Mundo de futebol é sediada por um país cujo regime submete totalmente as mulheres à tutela masculina, persegue e pune a homossexualidade com prisão, permite a tortura de prisioneiros e proíbe os direitos sindicais e a liberdade de expressão, consciência e reunião. Estes xeques compraram vontades políticas, esportivas e de mercado ao golpe de um talão de cheques para branquear sua teocracia carente de liberdades, onde os direitos humanos não são respeitados e onde um autocrata governa e é banqueteado pelos cínicos Estados ocidentais e sua mídia. Uma rede internacional de interesses cuja sombra chega até a nossas instituições e empresas.

Mais uma vez, seguindo o rastro dos negócios acordados nos caixas e escritórios do mundo moderno do futebol, Fonsi Loaiza nos mostra a podridão e a corrupção que tornaram possível a celebração do que será lembrado como um dos eventos esportivos mais infames da história.

Qatar – Sangre, dinero y fútbol

Fonsi Loaiza

págs. 114

14,94 €

www.akal.com

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Leve brisa
aranha na bananeira
costura uma folha.

Rodrigo de Almeida Siqueira

[Espanha] Jornadas culturais em torno do XII Congresso da CNT

Fundada em 1910 em Barcelona, a partir da união de sociedades de trabalhadores não sociais democratas, ela permanece fiel aos princípios anarcossindicalistas, a única herdeira na Espanha do espírito da Primeira Internacional.

Totalmente independente das diretrizes políticas e econômicas do Estado, partidos ou patronais, mais uma vez a CNT se reúne em um Congresso em Granollers-Canovelles, 112 anos depois, com os mesmos princípios, com democracia direta e sem intermediários: puro anarcossindicalismo.

Somos a Classe Trabalhadora organizada, também para a cultura que escolhemos. Por isto, nestas Jornadas poderemos participar de palestras, exposições, visitas guiadas que esperamos sejam de seu interesse. Estamos esperando por você.

>> Confira a programação completa aqui:

https://www.cnt.es/noticias/jornadas-culturales-en-torno-al-xii-congreso-de-cnt/

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folia na sala
no vaso com flores
três borboletas

Alonso Alvarez

[Espanha] CNT-AIT Catalunha: Comunicado da Secretaria de Ação Social para o ato de homenagem a Durruti

Outro 20 de novembro estamos aqui para homenagear um anarquista que talvez, empurrado por um pensamento que evita idolatrias, gostaríamos de dizer que ele foi apenas um dos muitos camaradas que enfrentaram o fascismo e deixaram sua vida nele. E isso seria verdade para os sentimentos de Durruti quando ele disse “não permitam que se levantem líderes entre vocês”. Mas Durruti, certamente apesar de si mesmo, é um ponto de referência para o movimento libertário por causa da forma como tentou ser fiel à coerência entre meios e fins que o anarquismo sempre proclamou. Com sua morte, o movimento libertário recebeu um duro golpe que o tornaria mais vulnerável a seus inimigos na frente (os fascistas) e na retaguarda (estalinistas, nacionalistas e pequenos republicanos burgueses).

Mas Durruti não se opunha apenas aos amargos inimigos do movimento libertário, mas também aos espíritos de coração fraco que, de dentro do anarquismo, deram, na época, um voto de confiança na República, vendo a propaganda revolucionária como contraproducente. Sua atitude intransigente em relação aos princípios anarquistas o levou a entrar em choque, em várias ocasiões, com o anarquismo mais institucionalizado dos Ministérios: uma tocha que mais tarde seria recolhida por grupos como o “Los Amigos de Durruti” de Jaime Balius e Pablo Ruiz. Mas será realmente útil conhecer nossa história se não quisermos tirar nenhuma lição para o presente? Não precisaríamos de um espírito intransigente como o de Durruti hoje, diante da deriva social-democrática geral que está invadindo o que antes eram movimentos revolucionários de diferentes matizes em todo o mundo?

Os guerrilheiros da libertação nacional na África e na América Latina há muito se mudaram para as tendas ideológicas do centro-esquerda, os comunistas são agora comuns e nós, anarquistas, também sofremos o flagelo desses ventos reformista. A intransigência do grupo de Durruti em acusar os comunistas de serem pequenos burgueses e contra os interesses da classe trabalhadora não se ligaria muito bem, hoje, com as renovadas frentes populares, assim como a crítica de Maciá por ter se colocado do lado da burguesia não cairia bem, hoje, com o apoio aos movimentos nacionalistas de massa, por mais emancipatórios que fossem apresentados. Se quisermos fazer justiça a Durruti, então vamos recuperar aquele anarquismo revolucionário e comunismo libertário que foi sua marca registrada até sua trágica morte.

E levemo-lo como bandeira em todas as lutas: contra o alto custo de vida, despejos, leis racistas, exploração laboral, prisões, machismo e pela solidariedade internacional, sem ficarmos na nossa bolha ideológica, mas nem com a obsessão de crescer a todo custo, pois nenhum edifício resistente pode ser construído sem boas fundações.

Viva o camarada Durruti!

Viva a revolução social!

Viva a anarquia!

CNT-AIT Catalunha

Secretário de Ação Social

catalunya ARROBA cntait.org

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

criado mudo
fica quieto
mas vê tudo

Carlos Seabra

[Espanha] Generismo de Estado

Não é minha intenção intervir na polêmica que está ganhando espaços nos meios de comunicação estes dias de novembro: me refiro à redução de penas para alguns agressores sexuais como consequência da entrada em vigor no mês passado da conhecida como “Lei do só sim é sim”. A Lei impulsionada por Irene Montero desde o Ministério de Igualdade propiciou estes dias silêncios e comentários diversos dentro e fora do Governo de coalizão e declarações da titular de Igualdade no sentido de que havia juízes que “estavam descumprindo a Lei por machismo”.

Surpreende que Montero diga algo tão óbvio como que os juízes e as juízas desprendem machismo (sim, as juízas também). O problema não é só o judiciário mas o conjunto do Estado, no que ela como ministra e seu partido estão integrados, e que está impregnado de generismo. Para entender o ocorrido com esta Lei, e outras muitas, há que pôr no centro do debate a norma heterossexual como regime político e econômico que propicia a divisão sexual do trabalho e por sua vez origina as desigualdades estruturais entre os gêneros que estão atravessados por especificidades de raça/etnia, classe, dissidência sexual, etc.

Portanto, falamos de masculinismo¹ ou generismo do Estado porque este tem umas características que dão significado, sancionam, sustentam e representam o poder masculino como forma de dominação. Esta dominação se expressa no judiciário, e em qualquer outra instituição do Estado, como o poder que tem de estabelecer a descrição e a direção do mundo nas mãos dos homens.

A demanda de proteção para as mulheres realizada pelo lobby político do feminismo institucional para o Estado é um contrassenso se não se questiona sua masculinidade, por isso o Estado é um instrumento essencialmente problemático para levar a cabo uma mudança político feminista. Os tratos com o Estado implicam um alto preço em troca da proteção política institucionalizada que implica sempre um grau de dependência e um compromisso de atuação dentro do marco de normas ditadas pelo protetor. Qualquer abertura impensada pode ser aproveitada, também para pôr em questão a Lei mais protetora que uma ministra possa pensar.

Ao longo da história, a ideia de que as mulheres necessitam a proteção de e por parte dos homens foi fundamental na hora de legitimar a exclusão das mulheres de certos âmbitos de trato e seu confinamento em outros. Da mesma forma, a vinculação da “feminilidade” com raças e classes privilegiadas podem acabar convertendo as normas protetoras em marcas e veículos dessas mesmas divisões entre as mulheres beneficiando as privilegiadas e intensificando a vulnerabilidade e a degradação daquelas que ficaram do lado da intempérie (mulheres pobres, racializadas, dissidentes sexuais, etc.)

O poder do Estado é, portanto, um conjunto desconexo e heterogêneo de relações de poder e um veículo massivo de dominação e, por isso, está problematicamente determinado pelo gênero. O feminismo anarquista deve colocar estas considerações e partir de uma repolitização crítica em contra ofensiva ao generismo e masculinismo do Estado assim como ao lobby político do feminismo institucional, no qual, apesar de tudo, está Irene Montero e Unidas Podemos.

Laura Vicente

[1] De “masculinismo” fala Wendy Brown em seu livro: Estados del agravio. Poder y libertad en la modernidad tardía e de “generismo” fala Sayak Valencia em “Trans-feminismos, necropolítica y política postmortem en las economías sexuais de la muerte“. Ambas leituras são esclarecedoras do papel do Estado nas lutas feministas.

Fonte: http://acracia.org/generismo-de-estado/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Sombra de árvore –
Até mesmo a companhia de uma borboleta
É karma de uma vida anterior.

Issa

[Espanha] Alcoy acolherá o 28º Congresso da AIT: um século de luta obreira

A sede do sindicato de ofícios vários de Alcoy será o espaço de encontro de uma quinzena de seções da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT). A cidade, que já em 1873 foi a sede do Comitê Geral da Seção Espanhola da 1º Internacional Obreira, será a protagonista do 28º Congresso da AIT, coincidindo com o centenário de sua fundação em Berlim (de 25 de dezembro de 1922 a 2 de janeiro de 1923).

Durante 5 dias, de 6 a 10 de dezembro de 2022, se encontrarão as seções aderidas à AIT, países como: Austrália, Noruega, Colômbia, Suécia, Áustria, Rússia, Polônia, Brasil, Sérvia e Montenegro, França, Bangladesh, Reino Unido, Indonésia, Eslováquia e Espanha. Também estão convidadas as agrupações de Amigos da AIT, de países como, Bulgária, Filipinas, Índia, Chile, Paquistão e Estados Unidos.

A importância deste Congresso centra-se na comemoração de um século de solidariedade e companheirismo entre trabalhadoras e trabalhadores de todo o mundo que somaram forças e criaram a AIT como fórmula prévia para a consecução da melhora moral e material do proletariado mundial, de uma sociedade em liberdade sem exploração nem hierarquias de nenhum tipo.

A organização celebrará atos e diferentes atividades (teatros, concertos, palestras…) com o objetivo de comemorar o primeiro centenário de luta e resistência obreira da AIT.

Comissão Congressual CNT-AIT

>> Confira a programação completa aqui:

https://www.cnt-ait.org/alcoy-28-congreso-internacional-y-centenario-de-la-ait/

agência de notícias anarquistas-ana

No perfume das flores de ameixa,
O sol de súbito surge –
Ah, o caminho da montanha!

Matsuo Bashô

[Portugal] O cerco libertário dos pescadores em defesa do Sado

Há 100 anos atrás, na afamada “cidade anarquista” de Setúbal, os pescadores clamavam pela defesa do Sado contra os novos vapores de arrasto que “devastam os fundos, destruindo a criação”. Organizaram-se numa pujante Associação de Classe que, nas ruas, fez temer o poder republicano e os industriais das numerosas fábricas conserveiras que abriram o caminho à industrialização e proletarização da cidade.

O cruzamento da história das lutas dos pescadores com a vertente ambiental foi sublinhado por Paulo Guimarães, docente na Universidade de Évora. Na sua investigação sobre os movimentos sociais, os conflitos e a justiça ambiental, assinalou, na agitação operária e anarquista da cidade sadina conhecida nas primeiras décadas do século XX como a «Barcelona portuguesa», uma consciência social que imprimira às lutas de classe e laborais uma capacidade de análise bem mais vasta: já então os trabalhadores do mar estavam cientes dos custos dos avanços técnicos da pesca e da sobreexploração dos recursos marinhos.

Na segunda metade do século XIX, Setúbal tornara-se um dos principais portos de pesca portugueses para, nas palavras do jovem historiador Diogo Ferreira, abandonar “a inerente complementaridade deste centro piscatório ao mundo rural” ao transformar-se numa cidade industrial e operária, subsidiária porém de um único sector assente em dezenas de fábricas de conservas de peixe. No inquérito às Associações de Trabalhadores, no Boletim do Trabalho Industrial de 1909-10, os marítimos de Setúbal, quando questionados sobre “as transformações mecânicas, ou outras”, apontavam a pesca de arrasto como o factor chave da modificação das condições de produção. Tratava-se afinal de um ponto de viragem para uma orientação na pesca que não mais se alterou e que é hoje associada negativamente pela ecologia política a uma deriva extractivista. Um conflito ambiental, com a industrialização dos mares, que foi desde o seu início perceptível pelas comunidades piscatórias.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://memorialibertaria.blogs.sapo.pt/o-cerco-libertario-dos-pescadores-em-28106

agência de notícias anarquistas-ana

Quero ouvir na noite
os sapos que embalarão,
eternos, meu túmulo.

Alexei Bueno

[Espanha] 2 a 6 de dezembro. XII Congresso confederal da CNT

Desde 2 a 6 de dezembro se realizará o XII Congresso da Confederação Nacional do Trabalho (CNT). Tudo se encontra preparado já na localidade de Canovelles, município obreiro da comarca do Vallès Oriental (Barcelona). Trata-se do primeiro congresso que a CNT celebra na Catalunha desde 1983.

O congresso é o máximo órgão de decisão da CNT e se prevê uma participação de mais de 290 delegados e delegadas e mais de 50 observadores que representarão 51 sindicatos de todo o país. Completarão a participação ao evento mais de 30 representações de entidades, organizações e coletivos convidados como, por exemplo, outras centrais sindicais filiadas à Confederação Internacional do Trabalho (CIT), organizações sociais, pela moradia, ecologistas, ateneus e organizações do movimento libertário.

Durante o congresso anarcossindicalista se debaterá a situação de desigualdade, pobreza e de destruição do planeta à qual nos conduz o sistema capitalista e se proporão alternativas reais que não passem pelo regime político dominante, que segue estando em mãos dos mais poderosos. Os temas mais destacados e que serão protagonistas do evento serão a ação sindical e social, o feminismo, a cultura, a ecologia, o internacionalismo e a modernização da própria CNT, que deverá adaptar-se como organização aos objetivos dos tempos que se aproximam.

Finalmente a CNT organizou umas Jornadas Culturais que começarão esta quarta-feira, 30 de novembro, com diversas conferências com palestrantes internacionais e exposições.

Secretariado Permanente do Comitê Confederal

www.cnt.es

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

De manhã, a brisa
encrespa o igarapé
e penteia as águas.

Anibal Beça

[Cuba] O tribunal de Havana condena os manifestantes do 11J a até 13 anos de prisão

Seis manifestantes do 11J [11 de Julho] foram condenados a até 13 anos de prisão por “ataque, desrespeito e desordem pública” e um foi condenado a quatro anos de “trabalho correcional sem internação”.

Ao todo, os condenados totalizam 52 anos, com uma pena de prisão inferior a sete anos. A sentença, à qual a EFE [agência de notícias] teve acesso, é datada de 23 de setembro e não é definitiva.

Nela, o Tribunal Municipal Popular de Arroyo Naranjo condena os sete réus de participar de uma manifestação que passou pela popular Esquina de Toyo, uma área que produziu uma das imagens mais memoráveis daquele dia: a capotagem de um carro patrulha.

De acordo com os fatos comprovados, os envolvidos “juntaram-se a uma aglomeração de pessoas que, de forma organizada e agressiva, criaram uma situação de crise na cidade”.

Da mesma forma, o tribunal os acusa de terem convidado mais pessoas a participar “para criar uma atmosfera de não-conformidade generalizada e assim desestabilizar o Estado de Direito e a justiça social”.

Eles também “gritaram frases e slogans depreciativos e ofensivos contra a figura do Presidente da República de Cuba” e atiraram pedras na polícia.

Duas dessas punidas – Mariana Fernández León e Yaneris Redondo León, condenadas a 4 anos de trabalho correcional sem internação e 7 anos de prisão, respectivamente – chegaram no último fim de semana de jangada aos EUA, de acordo com a organização Justicia 11J.

Os julgamentos contra os manifestantes de 11 de julho de 2021 estão ocorrendo em Cuba desde o final de 2021, enquanto parentes dos condenados e das ONGs os criticaram por falta de garantias, fabricação de provas e as altas sentenças.

A mídia estrangeira não tem acesso aos julgamentos, nem organizações como a Anistia Internacional, que o solicitou, ou embaixadores de alguns países europeus que tentaram comparecer sem sucesso.

Por sua vez, a Suprema Corte cubana assegura que o devido processo foi observado em todos os casos abertos na sequência do 11J.

De acordo com a ONG Cubalex e o coletivo Justicia 11J, cerca de 600 sentenças foram proferidas na sequência dos protestos do ano passado, algumas delas por até 30 anos de prisão.

Desde julho deste ano, tem havido protestos em todo o país, particularmente nos últimos dias por causa dos frequentes apagões e da gestão dos efeitos do Furacão Ian sobre o sistema elétrico nacional.

O Observatório de Conflitos Cubanos (OCC), com sede em Miami, contou 589 protestos em outubro, cinco a mais do que registrou em julho de 2021.

A Procuradoria Geral de Cuba advertiu no início do mês passado que está investigando os recentes protestos e que os atos criminosos “receberão a resposta legal criminal correspondente”.

Fonte: agências de notícias

Tradução > Liberto

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agência de notícias anarquistas-ana

Tangerina cai
e a casca ferida exala
gemidos de dor.

José N. Reis

[São Paulo-SP] Oficina de retrato de mulheres revolucionárias em cianotipia com Dani Léon

No dia 11 de dezembro, domingo, das 14h às 16h, a Tenda de Livros recebe a Oficina de retrato de mulheres revolucionárias em cianotipia, com  Dani Léon (artista, feminista, pesquisadora e arte-educadora atuante em projetos socioculturais nas áreas de educação e saúde).

Cada participante poderá produzir 2 marca páginas no tamanho 5×15 cm ou 1 imagem no tamanho 10×15 (papel aquarela 300 gr.) com o retrato de uma mulher revolucionária. Serão 2 horas de aula prática com introdução teórica. Vamos usar a área externa da casinha da Tenda de Livros (que emoção) no bairro do Ipiranga, perto do metrô Sacomã.

Inscrições:

As inscrições vão até dia 5 de dezembro e são apenas 15 vagas.todo material está incluso na taxa de inscrição que varia entre 80 e 120 reais, de acordo com a possibilidade financeira da pessoa participante. O pagamento é via pix.  

Sobre a imagem:

Caso a pessoa participante queira que seu marca página tenha uma mulher específica, deverá  enviar a imagem em formato digital e alta resolução, por e-mail até o dia 5 de dezembro para produção da matriz.

Sobre o processo:

A cianotipia é um processo artesanal de impressão fotográfica do século XIX e tem esse nome porque as imagens produzidas apresentam o resultado em tons azuis. O protagonismo feminino está presente nesse processo, sendo Anna Atkins considerada a primeira mulher fotógrafa que fez uso dessa técnica para publicar o primeiro livro ilustrado fotograficamente.

Venha fazer a oficina mesmo que não tenha uma imagem. A Tenda de Livros disponibilizará imagens de mulheres anarquistas, como  Maria Lacerda de Moura, Maria Antônia Soares, Margarita Ortéga Valdés e Juana Rouco Buela. Você pode levar um marca página de uma delas.

Local: Tenda de livros, Ipiranga, perto do metro Sacomã (endereço será passado às pessoas participantes)

Data: 11/12, domingo

Hora: das 14 as16 horas

Inscrições até o dia 05/12

Escolha um dos três valores: 80 reais (bom. cobrimos os custos); 100 (ótimo, dá para saldar um boleto), 120 (maravilhoso, dá para saldar dois boletos, eba)

Pagamento via pix: contato@tendadelivros.org

Após realizar o pix, manda um e-mail que passamos os detalhes.

Dani Leon nasceu e mora atualmente em São Paulo, é artista, feminista, pesquisadora e arte-educadora atuante em projetos socioculturais nas áreas de educação e saúde. Desenvolve pesquisas em processos históricos de fotografia e cultura visual latino-americana. Cursando MBA em Cultura Visual – Fotografia & Arte Latino-americana pela Universidade Católica de Pernambuco (2022). Atualmente realiza oficinas, projetos educacionais e cursos livres utilizando os processos da fotografia para trabalhar as temáticas de igualdade de gênero e saúde mental da mulher. Tem produção artística no campo experimental envolvendo o uso de tecnologias novas e antigas, processos analógicos e digitais.

Um abraço carinhoso e estou aqui disposta e disponível para tirar as suas dúvidas! 

contato@tendadelivros.org

>> Em destaque imagem de Maria Lacerda de Moura produzida por Dani León, a partir de retrato de Gioconda Rizzo.

agência de notícias anarquistas-ana

nenhuma flor resta
os troncos abatidos
nenhuma floresta

Núbia Parente