Mineração em terras indígenas | A fome do Mon$tro não acaba nunca…

Por muitos e muitos anos os povos indígenas de Pindoretama vêm enfrentando o desejo da classe política pelo desenvolvimento do país alinhada aos interesses de empresas multimilionárias pela exploração dos recursos naturais, as custas da saúde dos biomas brasileiros e de vidas humanas e não humanas que vivem em paz e em perfeita harmonia com a natureza.

Acontece que a FOME dessa gente é muito grande e por não estarem satisfeitos nunca, começaram um plano maquiavélico de DESMONTE dos direitos indígenas, criando amizade com os indígenas mais enfraquecidos espiritualmente e os tornando fantoches nas mesas de conciliação afim de garantir a exploração.

Quando todo o teatro estava montado e o horror sendo negociado sem que pudéssemos ou tivéssemos a chance de listar todo o desmonte das tenebrosas negociações em uma publicação só:

Por trás das cortinas do vexame que se tem propagandeado na internet, negociavam a construção de uma estrada que cortará o trecho mais preservado da Amazônia na BR 319. Tentam também negociar a criação de postos de petróleo afim de combustíveis fósseis na Bacia Amazônica.

Não satisfeitos os esfomeados agora tentam a validação por meio de um ataque monstruoso sobre os diretos conquistados com luta em todas as áreas possíveis.

Enquanto brigamos entre nós para saber de fato alguém é ou não indígena, os monstros devoram a Terra com um apetite incontrolável por poder.

O STF que deveria garantir a lei da indisponibilidade da Terra para exploração, não o faz pela pessoa do ministro da mesa de conciliação, e infelizmente se torna a maior vergonha ambiental do país, quem dirá do mundo!

E a fome do Monstro não acaba nunca…

Todos eles serão lembrados quando não houver mais ar para respirar, nem possibilidades de vida digna em lugar algum desse país, comerão dinheiro e viverão sobre os escombros da destruição que iniciaram, viverão seus filhos e netos num deserto sem fim que provocaram por ganancia e falta de respeito a VIDA!

Agora, o final dessa história depende de você que está nos lendo, da forma como você se organiza e luta, você vai permitir? Você quem decide! QUEM CALA CONSENTE!

Autonomia Indígena Libertária – AIL

agência de notícias anarquistas-ana

vento muda
ares de chuva
tua chegada

Camila Jabur

[Alemanha] Manifestação selvagem em memória de Kyriakos Xymitiris.

Em 31 de outubro, nosso companheiro anarquista Kyriakos Xymitiris foi assassinado e nossa companheira anarquista Marianna M. ficou gravemente ferida em uma explosão em um apartamento em Atenas. Ela foi levada ao Hospital Evangelismos, onde foi atendida sob constante vigilância policial, e depois transferida para a prisão preventiva de Korydallos. Como resultado do que aconteceu naquele dia, também nossa companheira anarquista Dimitra Z., nossos companheiros Dimitris e Nikos R. e outra pessoa foram detidos e presos no mesmo caso.

Desde então, a dor e a raiva estão presentes em nossas vidas. Tristeza por perder um companheiro que se comprometeu a lutar até o fim e por todos os meios; raiva porque foi esse sistema capitalista, racista e patriarcal que o matou. Kyriakos não escolheu fechar os olhos para os interesses econômicos e políticos de alguns poucos que nos condenam a uma vida de miséria por meio da venda de casas a fundos especulativos, da precarização do trabalho, do feminicídio, das fronteiras e das guerras. Na cidade de Berlim, Kyriakos está engajado há anos na defesa de espaços autônomos e contra a gentrificação, na luta internacionalista, na abolição das prisões, bem como em todas as lutas sociais e de classe.

Sua paixão e convicção por um novo mundo livre da opressão deixa um enorme vazio naqueles que o cercam, bem como na própria luta. Entretanto, sua marca por meio de palavras e ações nos encoraja a manter vivo o fio da insurreição, dando continuidade à visão da revolução social presente em nossos corações e mentes. Uma ação revolucionária que entende a luta armada como um meio decisivo a favor dos de baixo na balança do poder, que tenta e consegue devolver ao Estado parte da violência que ele nos impõe todos os dias.

Entendemos que, por meio da defesa de sua memória, também nos unimos a todos aqueles que deram suas vidas e foram presos para lutar contra a injustiça, a desigualdade e a exploração.

Por tudo isso, e atendendo ao chamado dos companheiros gregos em Atenas nos dias 7 e 8 de fevereiro, queremos confrontar aqueles que tentam perverter essa memória, bem como expressar nossa solidariedade aos companheiros presos pelo mesmo caso. Portanto, decidimos fazer uma pequena manifestação selvagem em Friedrichshain, onde compartilhamos juntos muitos momentos coletivos de alegria e raiva. Foram feitos piquetes nas ruas e grafites foram pintados em memória de Kyriakos. Mais tarde, na rua Rigaer, as forças de ocupação foram bombardeadas com pedras.

Esse bairro de Berlim, como outras metrópoles do mundo, enfrentou um enorme processo de gentrificação. Nos últimos anos, os espaços coletivos foram despejados e transformados em restaurantes e lojas de yuppies [1], as pessoas de baixa renda foram deslocadas para a periferia, o airbnb está em alta, os aluguéis estão se tornando insuportáveis e as políticas sobre como usar o espaço público estão mais repressivas.

Nós, como Kyriakos, não podemos desviar o olhar desse processo que destrói a cidade e as diferentes comunidades que vivem nela. Nós, que acreditamos em um mundo melhor, queremos sair dessa precariedade em que aqueles que não se conformam com a norma são condenados. É por isso que, enquanto muitos outros protestos e respostas estão ocorrendo em diferentes cidades, queremos resistir e continuar o caminho que já percorremos com nosso amigo e camarada Kyriakos. Esse caminho que lhe custou a vida. Ele em nossas mentes, suas ideias em nossos corações. Juntos, tomamos de volta as ruas de Berlim e Atenas. Corações revolucionários ardem para sempre!

Liberdade para nossos companheiros Marianna M., Dimitra Z., Dimitris e Nikos R.!

Kyriakos presente!

Fonte: https://kontrapolis.info/14942/?

Tradução > acervo trans-anarquista

[1] Nota de tradução: significa “Young Urban Professional”, “jovem profissional em ascensão”.

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/12/04/grecia-para-meu-companheiro-kyriakos-x/

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Recanto úmido.
A pedra
e seu delicado capote verde.

Yeda Prates Bernis

[Espanha] Novo comic de Rubén Uceda: “Sin olvido, un viaje por la memoria antifascista” | Sem esquecimento, uma viagem pela memória antifascista

A protagonista deste comic, Lola, está investigando sobre a repressão no regime franquista. Isto a leva a vivenciar a crônica de um crime histórico não resolvido, a dialogar com os milhares de mortos esquecidos em nossas valas e refletir sobre os perigos políticos e sociais de nossa desmemória coletiva.

Esta é a viagem de Lola contra o fascismo. Em sua viagem, Lola visita levantamentos de fossas comuns escutando os familiares, arqueólogos e ativistas. Acompanha-se de pessoas que lhe mostram lugares de homenagem à ditadura, alguns de tamanho monumental.

Junto a outras pessoas, Lola reflete e discute sobre a necessidade de despedir-se dos mortos, sobre o cordão umbilical que deve existir entre a vida e a morte. E também descobre o que esconde sua família, sua parte mais próxima do esquecimento coletivo.

Distribuidoras:

Traficantes de sueños : https://traficantes.net/libros/sin-olvido

Virus: https://viruseditorial.net/libreria/sin-olvido/

Cambalache: https://www.localcambalache.org/?page_id=38&id_libro=20271

Fonte: https://www.portaloaca.com/contra-info/publicaciones/nuevo-comic-de-ruben-uceda-sin-olvido-un-viaje-por-la-memoria-antifascista/

Tradução > Sol de Abril

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/12/19/espanha-lancamento-casilda-revolucionaria-un-comic-sobre-la-vida-de-casilda-hernaez-de-ruben-uceda/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/09/02/espanha-lancamento-hq-la-huerta-y-el-origen-de-las-cosas-de-ruben-uceda/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/06/14/espanha-lancamento-hq-el-corazon-del-sueno-verano-y-otono-de-1936-de-ruben-uceda/

agência de notícias anarquistas-ana

Seus cachos de seda
são borboletas douradas
brincando na brisa.

Humberto del Maestro

[Grécia] BAB2025 em Tessalônica

A 17ª Feira Anarquista do Livro dos Bálcãs acontecerá em Tessalônica, de quinta-feira, 15 de maio, a domingo, 18 de maio de 2025.

O sistema mundial de exploração parece disposto a se engajar em uma série infinita de guerras, buscando um novo equilíbrio por meio da destruição e do aumento do lucro capitalista. Enquanto isso, há sinais evidentes de uma crise real: a crise ambiental, que ofusca todas as outras sucessivas “crises” dos últimos anos.

A auto-organização já não é mais um simples slogan. É uma necessidade social. Os meses que antecedem a Feira Anarquista do Livro dos Bálcãs em Tessalônica são uma aposta aberta, um processo de fermentação de nossas ideias comuns e da criação conjunta de um espaço de encontro para a organização da solidariedade, resistência e luta. Um lugar onde a discordância será recebida com atenção companheira, respeito e compreensão mútua, onde compartilharemos e reconstruiremos, onde a riqueza, beleza e vitalidade das ideias e práticas anarquistas dissolverão a indignidade, a intolerância e a desumanidade: Mil rosas negras contra a resignação e o canibalismo social.

Um velho lema diz: “Lutemos pelo impossível antes que sejamos confrontados com o impensável”. Pois bem, o impensável já está aqui, e a utopia já não parece impossível. Ela é a única opção realista.

Em setembro de 2024, em uma assembleia conjunta realizada em Tessalônica com todas as coletividades da cidade que responderam ao convite para participar da assembleia organizativa, estabelecemos como meta para o BAB2025 reunir o maior número possível de companheiros de toda a região dos Bálcãs, a fim de discutir, de forma organizada, nossos acordos e desacordos e elaborar propostas concretas para lutas e ações comuns.

bab2025.espivblogs.net

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

Esqueletos de árvores,
lampiões rodando no vento,
no chão, sombras, bêbadas.

Alexei Bueno

[Irlanda do Norte] Bloody Sunday: A Marcha pela Justiça Continua

O povo de Derry marcou o 53º aniversário do Bloody Sunday (Domingo Sangrento) com a Marcha pela Justiça anual. Milhares de pessoas participaram da marcha e manifestação comemorativa que foi de Creggan a Bogside ao longo da rota original da manifestação inicial dos Direitos Civis. Um dia em que 14 civis inocentes desarmados foram assassinados por paraquedistas britânicos em janeiro de 1972.

Todos os anos, o povo da cidade, incluindo muitos parentes dos mortos ou feridos no Domingo Sangrento, sai às ruas para marcar a ocasião. Há também amplas representações comunitárias e políticas de vários grupos de direitos humanos, justiça social e apoio a prisioneiros, bem como vários grupos republicanos. Os principais palestrantes deste ano foram um representante de um grupo de solidariedade à Palestina e um ex-ativista dos direitos civis, Eamonn McCann. Anarquistas em Derry foram acompanhados por anarquistas e sindicalistas de Belfast, Dublin, Escócia, Inglaterra e Itália.

Um ativista anarquista local destacou a importância da Marcha pela Justiça ao declarar: “A cada ano, temos uma presença anarquista visível crescente na marcha e somos gratos a todos aqueles que viajam para participar não apenas da marcha anual de comemoração, mas também dos eventos organizados localmente na semana que antecede a Marcha pela Justiça. É importante que continuemos com este evento e apoiemos as famílias que continuam a exigir justiça pelo que aconteceu nessas ruas.”

O Estado britânico e sua máquina de guerra devem ser responsabilizados pelo que fizeram nas ruas de Derry em 1972 e nos anos subsequentes de guerra que se seguiram. Não deve haver esconderijo para aqueles que criaram e administraram o Domingo Sangrento. É por isso que continuaremos a Marcha pela Justiça nas ruas de Derry. Como anarquistas, acreditamos que nunca alcançaremos justiça por meio dos sistemas legais do Estado, seus tribunais ou seus parlamentos. Todas as instituições foram criadas e projetadas apenas para proteger o próprio sistema de poder e interesses do Estado. Nossa liberdade, assim como a justiça que buscamos para os inúmeros outros Domingos Sangrentos, só virá das ruas e pelas próprias pessoas.”

Gostaríamos de estender nossos agradecimentos e solidariedade àqueles que marcharam conosco e àqueles que viajaram para mostrar seu apoio e solidariedade à Marcha Anual do Domingo Sangrento pela Justiça.

Domingo Sangrento em Derry – Origens e Consequências de um Massacre http://www.wsm.ie/c/bloody-sunday-derry-causes-consequences-massacre-1972

Fonte: https://derryanarchists.blogspot.com/2025/02/bloody-sunday-march-for-justice.html

Tradução > Bianca Buch

Nota:

Domingo Sangrento (Bloody Sunday (em inglês)) foi um confronto entre manifestantes católicos, protestantes e o exército inglês, ocorrido em Derry, na Irlanda do Norte, no dia 30 de janeiro de 1972. O movimento teve início com uma passeata de dez mil manifestantes que pretendiam, saindo do bairro de Creggan em marcha pelas ruas católicas da cidade, chegar até a Câmara Municipal. Antes disso, entretanto, soldados ingleses partiram para a ofensiva e dispararam contra os manifestantes, deixando 14 ativistas católicos mortos e outros 26 feridos.
Das quatorze vítimas mortas, seis eram menores de idade e um sétimo ferido faleceu meses depois em decorrência dos ferimentos. Todas as vítimas estavam desarmadas e cinco delas foram alvejadas pelas costas. Os manifestantes protestavam contra a política do governo britânico de prender pessoas suspeitas de terrorismo sem um julgamento prévio e contra as desigualdades religiosas presentes na Irlanda do Norte.

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O casulo feito
bicho dentro dele dorme
vestido de seda.

Urhacy Faustino

Recordando a Comuna…

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Nos becos, ecoa o grito de liberdade,

A Comuna floresceu na cidade ardente,

Por dias, a esperança dançou na eternidade,

Antes de ser silenciada pela mão do potente.

.

Entre as barricadas, corações pulsavam,

Solidários, lutavam por um mundo novo,

Mas as balas caíram, os sonhos se quebraram,

E Paris chorou, mas não se esqueceu do povo.

.

Seus nomes, sua luta, jamais serão apagados,

Na memória do povo, sempre renascem,

A Comuna de Paris, em corações gravados,

É chama viva, que a história não desfaz.

.

Liberto Herrera

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/03/19/lancamento-viva-a-comuna-o-anarquismo-e-a-comuna-de-paris/

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ribeira seca
nem um sopro
as cigarras crepitam

Rogério Martins

Por que anarquistas se interessam tanto por gatos?

Eis as respostas de três anarquistas…

Como anarquista anti-civilização e admirador de felinos, eu vejo o amor pelos gatos como uma característica comum de pessoas que questionam a ordem social. Os gatos são o exemplo de como viver num centro urbano sem perder sua autenticidade. Eu também amo cachorros, mas os gatos são mais independentes, introvertidos, desobedientes, livres e imprevisíveis. Conviver com eles nos ajuda a manter uma conexão com os aspectos selvagens da natureza humana que são reprimidos pela civilização e nos ensina a amar sem controlar. Gatos e anarquistas compartilham o desrespeito pelas autoridades impostas. A esperteza, agilidade e elegância dos gatos também inspira praticantes de ações diretas e faça-você-mesmo. Eles também sabem como se divertir e se defender, sendo exemplos de sinceridade, resistência, curiosidade, alegria, carinho e raiva. Gatos são anarquistas naturais e podemos aprender muito com eles. – Contrafatual

Além do fato de que são muito fofos, acho que eu me sinto levado a defendê-los da acusação de que são antissociais. Defendê-los é quase uma forma metafórica de defender todo ser mal entendido ou deliberadamente atacado por não se conformar às expectativas dos outros. Isso é ainda mais interessante quando o ataque vem acompanhado da comparação com cachorros, como se a única forma de amar e conviver fosse alguma espécie de submissão absoluta. É muito injusto, e anarquistas não toleram injustiças! – Peterson Silva

Gostamos de gatos porque eles não respeitam a propriedade privada: é possível que você encontre um deitado em seu travesseiro se deixar a janela da rua aberta. Eles praticam cotidianamente a desobediência civil, contrariando nossa autoridade enquanto tomam água em todos os lugares, menos nas tigelas designadas para este fim. Te incitam constantemente à greve geral em propagandas pelo ato: se está frio, descansam no sol; se está calor, relaxam na sombra. Provocam micro revoluções diárias nos nossos afetos. Quem tem gatos, não precisa de deuses. – Mariposa (que, frequentemente, cai nas garras felinas)

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/05/24/eua-tutores-anarquistas-de-gatos-nao-estao-mais-sozinhos/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/07/16/eua-como-os-gatos-pretos-passaram-da-ma-sorte-a-simbolos-de-desobediencia/

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Choveu de manhã:
as lagartas abrem trilhas
na folha de urtiga

Luiz Bacellar

[EUA] Chamado de Apoio enquanto Riseup.net Completa 25 Anos

Chamado para apoiar o coletivo tecnológico anarquista de longa data, Riseup.Net.

Riseup é uma pequena organização anarquista, anticapitalista, administrada por voluntários e voltada para movimentos sociais, que oferece serviços de e-mail seguro, listas de e-mail, VPN, chat e outros serviços online para apoiar ativistas engajados em diversas causas de justiça social. O Riseup.net foi lançado em Seattle em 1999 com equipamentos emprestados por ativistas, que ficaram conhecidos como “Riseup Birds”. O projeto cresceu rapidamente e, vinte e cinco anos depois, ainda fornece infraestrutura digital antissurveillance vital.

O Coletivo Riseup afirma que são “um corpo autônomo baseado em Seattle, com membros coletivos em todo o mundo. Nosso objetivo é contribuir para a criação de uma sociedade livre, um mundo sem carências e com liberdade de expressão, um mundo sem opressão ou hierarquia, onde o poder seja compartilhado igualmente. Fazemos isso fornecendo recursos de comunicação e informática para aliados engajados em lutas contra o capitalismo e outras formas de opressão.”

Um dos Riseup Birds, Snow Owl (Bubo scandiacus), explica que “ajudou a fundar o Riseup quando vivia em Seattle porque ficou chocado ao ver ativistas que foram protestar contra a OMC usando contas do Hotmail e Yahoo.”

Como parte de um esforço autônomo para apoiar e celebrar os 25 anos de comunicações autônomas do Riseup, um projeto chamado #montreal4riseup apresenta 20 músicas, lançadas (ou não) entre 2020 e 2024, que abrangem uma ampla variedade de gêneros. Eles afirmam que é importante apoiar o Riseup e que, “com o tempo, com a popularidade do Signal e a criação de grandes empresas supostamente seguras, como o Proton Mail, alguns ativistas abandonaram serviços de comunicação autônomos confiáveis. É importante destacar essas alternativas.”

Em uma entrevista publicada em 2013, um membro anônimo do Riseup, discutindo privacidade e vigilância, disse à Vice: “Não podemos confiar em provedores corporativos para a confidencialidade de comunicações sensíveis. Não apenas seus interesses comerciais entram em conflito com o que fazemos, mas o monitoramento e o mapeamento de associações dão a eles (e, por extensão, ao Estado) a capacidade de construir um mapa detalhado de como nossos movimentos sociais são organizados. Isso fornece a eles informações precisas sobre quais ligações devem ser interrompidas para desestabilizar movimentos sociais maiores.”

Por que apoiar o Riseup?

Com o tempo, com a popularidade do Signal e a criação de grandes empresas supostamente seguras, como o Proton Mail, alguns ativistas abandonaram serviços de comunicação autônomos confiáveis. É importante destacar essas alternativas.

A crença popular é que esses serviços autônomos, especialmente e-mail, devem ser usados apenas para atividades consideradas ilegais pelo Estado. No entanto, usar comunicações seguras é sempre um bom hábito a ser adotado. Para se proteger da vigilância digital, é melhor limitar o uso de ferramentas digitais. É importante lembrar que alguns coletivos que oferecem comunicações seguras e autônomas já provaram sua confiabilidade. O Riseup é um exemplo, mas há vários outros, incluindo Disroot, Systemli, Immerda, Autistici/Inventati e Espora — você pode visitar https://riseup.net/radical-servers para uma lista mais completa.

Devemos apoiar essas iniciativas para que elas possam continuar, e esse é o objetivo da compilação #montreal4riseup. Encorajamos você a apoiar o Riseup para que o coletivo possa continuar sua missão.

Hora de passar o chapéu! Você pode contribuir?

Manter os serviços do Riseup exige muito trabalho e recursos financeiros, então, se você estiver em condições de fazer uma doação, mesmo que pequena, isso seria de grande ajuda. O Riseup oferece todos os seus serviços de comunicação gratuitamente, mas precisa da nossa ajuda para que isso seja possível. Se puder, reserve um momento para fazer uma contribuição financeira para o trabalho do Riseup, que busca tornar outro mundo possível.

https://riseup.net/donate/

Apoie o Riseup com esta Compilação Musical de Montreal

Por décadas, houve uma vibrante tradição anarquista em Tiohtià:ke/Mooniyang (Montreal). Anarquistas, muitas vezes em contato uns com os outros, rapidamente adotaram os diversos serviços do Riseup após sua criação. Alguns dos “pássaros” (membros do Riseup) estiveram presentes e/ou ativos em Montreal. É natural, então, que uma compilação celebrando um projeto que apoiou tantas iniciativas autônomas, decoloniais e antiautoritárias ao longo dos anos tenha surgido em Tiohtià:ke/Mooniyang.

Para mais informações, acesse: music.riseup.net e mtl4riseup.bandcamp.com.

Fonte: https://itsgoingdown.org/riseup-turns-25/

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

Cercada de verde
ilha na hera do muro:
uma orquídea branca.

Anibal Beça

[Espanha] Existe um lado certo da história?

Quando escuto a famigerada expressão “o lado certo da história”, geralmente dita por alguém cheio de si e convencido de estar nele, dá até um arrepio. Ultimamente, quem mais a repete é o inefável Pedro Sánchez, insistente presidente do Governo do Reino da Espanha. Mas também já ouvi da boca do igualmente indescritível Juan Carlos Monedero, o maior entusiasta de Nicolás Maduro (outro que, segundo dizem, está nesse lado – e a que custo!). Não consigo evitar lembrar daquela máxima de Fidel Castro: “A história me absolverá”. Deve ser algo como: “Não importa as barbaridades que cometamos no poder, tudo será justificado no fim e terá valido a pena”. Pois não, não terá. Nem nos fins, e muito menos nos meios. Por isso, sem qualquer arrependimento, sou um ácrata irredutível, com aqueles inevitáveis traços de niilismo. O mais irônico para os tremendamente progressistas Sánchez e Monedero é que essa frase sobre estar no lado certo da história remete a um livro de um ultraconservador norte-americano chamado Ben Shapiro. Na obra, sem um pingo de vergonha, ele afirma que tudo de maravilhoso na humanidade foi feito pelo Ocidente e deriva dos valores judaico-cristãos. Acho que ele menciona a Grécia também, mas isso é parte daquela visão simplista de que a razão brotou na humanidade pela transição do mito ao logos, por obra e graça divina – supõe-se.

Se já é cansativo ouvir reacionários como Shapiro, que estão lamentavelmente em alta outra vez com suas proclamações infantis, o que dizer de outros autoritários que, em nome do progresso, nos empurram essa visão determinista da história (sempre a favor deles, claro)? Creio que aí está o cerne da questão: essa maldita teleologia herdada pela modernidade em doutrinas seculares. Em outras palavras, antes, havia aquela visão religiosa inqualificável de que existiria uma espécie de salvação ultraterrena para a humanidade (para alguns, é claro; os demais queimariam por toda a eternidade). Quando esse delírio pareceu perder força, vieram nos dizer que o paraíso chegaria neste mundo. Um outro sujeito interesseiro, Francis Fukuyama, proclamou há mais de três décadas que as ideologias haviam acabado, e que agora era aceitar a realidade como ela é – leia-se: um liberal-capitalismo com a porteira aberta. Não serei eu quem deixará de reconhecer que, nesses tempos (confusos, sem dúvida) pós-modernos, se tenha tentado descartar qualquer visão determinista da história e toda doutrina que se proclame portadora de uma verdade absoluta em nome de seus próprios interesses. Sim, é um debate controverso, onde as acusações de relativismo se chocam, inevitavelmente, com diversas formas de absolutismo. E é aí que sempre repito a mesma coisa: as maiores barbaridades da história foram cometidas em nome de verdades absolutas – chamem de Deus, Pátria, Império… ou qualquer outro uso moderno das maiúsculas com termos mais palatáveis. No fundo, todos eles se sustentam em algo muito parecido com “o lado certo da história”.

Talvez eu mesmo pareça cair em uma certa visão determinista quando classifico alguns como reacionários, já que, no fim das contas, isso implica que eles reagem contra algo chamado progresso. Vamos tentar explicar. De fato, parece legítimo rotular alguém dessa maneira quando, diante dos novos tempos, essa pessoa tenta nos impor uma visão idílica do passado, geralmente determinada por alguma entidade imaginária todo-poderosa. Até aqui, espero que esteja claro: não se trata de defender uma concepção linear do progresso, mas simplesmente de dizer a certas pessoas algo como “vamos deixar de lado essas patranhas perniciosas que, a esta altura, já deveriam ser objeto de crítica em nome de algo melhor”. Agora, passemos para o lado progressista. O fato de haver tantos charlatães também nesse campo – normalmente poderosos ou próximos do poder – que nos garantem que com eles chega esse “algo melhor”, justamente por estarem “no lado certo”, nos obriga a olhar para a realidade concreta e verificar se há alguma evidência disso. Esse é um dos muitos motivos pelos quais simpatizo com os anarquistas na modernidade (ainda que, obviamente, estivessem impregnados por alguns elementos questionáveis dela). E, antes deles, com todos aqueles que, como céticos e cínicos, não vendiam essas verdades absolutas e definitivas, sendo coerentes nos meios para alcançar um fim.

Diante da ideia de se posicionar no “lado certo da história” com letras maiúsculas, prefiro apenas tentar estar em algo um pouquinho mais decente no nosso dia a dia.

Fonte: https://exabruptospoliticos.wordpress.com/2025/02/08/hay-un-lado-correcto-de-la-historia/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

No olho das ruínas
as íris dos vaga-lumes
sob as tranças de ervas.

Alexei Bueno

[Itália] Idiotria”, um novo livro-manifesto, um panfleto político, um estímulo saudável para mentes e corpos.

Tempos estranhos e inquietantes, os nossos. Dia após dia, testemunhamos um culto crescente aos idiotas, não apenas na política, mas em todas as esferas sociais. O idiota é o super-herói dos nossos tempos, admirado e idolatrado. Idiotria, o novo panfleto de Maurizio Cont e Gianmarco Serra, busca focar em um possível antídoto: a disciplina da fantasia para criar novos horizontes éticos que sirvam como referência para um mundo menos idiota, mais justo e gentil.

Partindo de uma crítica radical às palavras-fetiche da contemporaneidade (cidadania, identidade, território, futuro, etc.) e às atitudes fideístas que estão na raiz dos grandes poderes (culto aos líderes — palavra que em italiano significa Duce e em alemão Führer —, persistência dos partidos políticos, da religião, etc.), os autores propõem uma suspensão crítica, o abstencionismo ativo e uma mudança no campo semântico da representação do poder e, mais amplamente, do mundo.

Um pequeno grande manifesto radical que propõe uma inversão de perspectiva e constitui a pars destruens de uma futura publicação prevista para junho: a apresentação de uma Constituição para a Europa (na verdade, uma constituição humana para humanos, escrita em colaboração com pessoas de várias partes do mundo).

Os autores esperam que logo se comece a escrever constituições em todos os lugares: nas escolas, nos hospitais e nos corações de todos. Para isso, também é necessário saber apagar as vigentes, identitárias e demenciais.

É um dever humano, escrevem Cont e Serra, exercitar a própria fantasia para imaginar um mundo melhor.

Título: Idiotria

Autores: Maurizio Cont, Gianmarco Serra

Editora: Ceccarelli, 2024

ISBN: 9791280731876

Número de páginas: 96 páginas

Preço: € 9,99

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

para medir o calor
do dia, olhe o comprimento
do gato que dorme

James W. Hackett

[Chile] Santiago: A beleza da memória negra. Texto da Biblioteca Antiautoritária Sacco y Vanzetti

Nossa memória é negra, nosso coração também.

No dia 21 de agosto de 2024, faleceu a companheira anarquista Belén Navarrete, em decorrência de uma complicação de saúde. Sua partida afetou profundamente seus companheirxs e o meio familiar.

Lidar com a morte é uma batalha diária, um enfrentamento constante com a raiva, a dor e a impotência – sabemos bem disso – e, embora não existam fórmulas nem receitas mágicas, também sabemos que percorrer esse caminho, abraçando os valores e práticas anarquistas, nos fornece o oxigênio e a força para continuar. Assim, o ponteiro da nossa bússola continua sendo nossa opção em pé de guerra.

Recebemos, de parte de algunxs de seus companheirxs, a doação de alguns dos livros que a companheira Belén possuía e com os quais nutria suas ideias e práticas. Achamos o gesto belo e nos comove – é assim que se combatem as lógicas da propriedade privada, que se criam e fortalecem laços solidários, que se transcende na memória dos nossxs companheirxs falecidxs e que se torna possível que aqueles que partiram continuem estendendo seus laços para novxs companheirxs. Porque podemos conhecer nossxs pelos livros e temas que lhes interessavam e moviam. Dessa forma, nem a morte nos separa, e podemos nos sentir próximxs e estabelecer companheirismos com aqueles que sequer tivemos a chance de conhecer. É a beleza da memória negra.

Para acessar o catálogo gratuitamente, basta tornar-se socix da Biblioteca, doando um livro ou uma resma de papel. Coletivizando ideias, convidamos você a nutrir seus questionamentos e posições, combatendo o poder, a propriedade privada e a submissão. Seguimos sempre, contra toda forma de autoridade.

A leitura é o motor da imaginação – use-a para combater o domínio.

Com nossxs falecidxs na memória e as mãos ativas.

Companheira Belén Navarrete, presente!

Biblioteca Antiautoritária Sacco y Vanzetti
bibliotecasaccoyvanzetti@riseup.net
Janeiro de 2025

Terças e Quintas, das 17:00 às 20:00 hrs.
No Espaço Fênix.
Santa Filomena 132, Bairro Bellavista. Santiago.
Metrô Patronato / Belas Artes / Baquedano.

Tradução > Liberto

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/09/02/chile-santiago-em-memoria-de-uma-guerreira-anarquista-palavras-de-despedida-para-belen-navarrete/

agência de notícias anarquistas-ana

alta madrugada,
vaga-lumes no jardim
brincam de ciranda

Zemaria Pinto

[França] “Por ser uma mulher trans, ela está sendo mantida em confinamento solitário”: a detenção de uma ativista contra a A69 é prorrogada

Na segunda-feira, 3 de fevereiro, Louna, uma ativista contrária ao projeto da rodovia Toulouse-Castres, foi submetida à prorrogação de sua detenção em confinamento solitário em uma prisão masculina até 15 de junho. Ela foi acusada de “destruir a propriedade de terceiros por meios perigosos” e “conspiração criminosa”.

por LIBERATION e AFP

Na segunda-feira, 3 de fevereiro, uma ativista trans acusada e presa em decorrência de seu protesto contra o projeto da rodovia A69 Toulouse-Castres teve sua detenção em confinamento solitário em uma prisão masculina prorrogada até 15 de junho, de acordo com o promotor público e sua advogada.

Cerca de 30 a 40 pessoas se reuniram em frente ao tribunal de Toulouse pela manhã para exigir a libertação da ativista, identificada apenas por seu primeiro nome, Louna, durante sua apresentação a um Juge des libertés (JLD), de acordo com sua advogada, Claire Dujardin.

Em meados de outubro de 2024, essa pessoa, nascida em 1999, foi acusada de “destruição da propriedade de terceiros por meios perigosos, conspiração criminosa para planejar um delito punível com 10 anos de prisão e recusa em submeter-se a uma amostra biológica destinada a permitir a análise e identificação da impressão digital genética”, de acordo com a promotoria pública de Toulouse. Em seguida, ela foi mantida sob custódia na prisão de Tarbes (Hautes-Pyrénées), uma prisão masculina onde foi mantida em confinamento solitário por quase quatro meses, de acordo com seu comitê de apoio, que inclui membros de organizações contrárias ao projeto da rodovia A69.

“Por ser uma mulher trans, ela está sendo mantida em confinamento solitário”, diz uma declaração de apoio publicada nas redes sociais sob o título “Free Louna”. Essa detenção “extremamente grave”, segundo Dujardin, foi prorrogada até 15 de junho, em um total de oito meses. “Colocar uma jovem mulher trans em confinamento solitário em uma prisão masculina enquanto aguarda julgamento é uma forma de abuso”, disse Isabelle Carsalade, psiquiatra infantil e membro do coletivo anti-A69, la Voie est Libre.

“Não houve nenhum assassinato”, explica ela, considerando essa detenção preventiva ainda mais ‘violenta’, pois ‘uma transição de gênero é algo já complicado’. Uma máquina de construção foi incendiada em maio de 2024, não muito longe da rota da A69, a rodovia disputada que deve ligar Toulouse a Castres até o final de 2025 e que é objeto de inúmeros conflitos legais e manifestações de oposição.

[descrição da imagem: Ativistas que protestam contra a rodovia A69 em Toulouse, em 25 de novembro (Antoine Berlioz/Hans Lucas. AFP)]

Fonte: https://www.liberation.fr/societe/police-justice/parce-quelle-est-une-meuf-trans-elle-est-mise-a-lisolement-la-detention-dune-militante-anti-a69-prolongee-

Tradução > acervo trans-anarquista

agência de notícias anarquistas-ana

Broca no bambu
deixa furos de flauta.
O vento faz música.

Anibal Beça

[México] Prisioneiro anarquista Jorge “Yorch” Esquivel é transferido e recurso é negado

Carta do prisioneiro anarquista Jorge “Yorch” Esquivel após sua transferência recente e a negação de seu recurso.

E aí, compas. Como estão? Estou me adaptando ao novo sistema aqui no Reclusorio Sur. Por um lado, é um pouco melhor do que a prisão onde eu estava antes, o Reclusorio Oriente. Aqui há menos pessoas e, por isso, é bem mais tranquilo. Há menos oportunidades de ganhar dinheiro, mas é mais limpo, então me sinto melhor aqui.

Como vocês já sabem, meu recurso foi recentemente negado e minha sentença foi confirmada. Agora teremos que tentar outro recurso com um mandado de amparo e, espero, desta vez teremos um resultado mais favorável.

Agradeço a todos os compas pelo apoio financeiro e pelas cartas. Eu realmente gosto de lê-las. Obrigado aos compas de Calpupan pelas sementes que me enviaram. Elas serão muito úteis, pois estou pensando em plantar uma pequena horta para ocupar meu tempo aqui.

Também mando um grande abraço aos compas do Espaço Anarcopunk. Obrigado pelo apoio. E aos compas de Veracruz, obrigado por tudo.

Espero que vocês possam continuar me apoiando, fazendo pressão política para acompanhar o mandado de amparo, para que eu possa sair deste lugar terrível.

Além disso, incentivo todos a comprarem bilhetes para a rifa em solidariedade a Miguel Peralta e a compartilharem informações sobre o caso dele (os bilhetes podem ser comprados aqui: https://fallingintoincandescence.com/2025/02/05/raffle-solidarity-miguel-peralta/).

Para quem quiser me apoiar comprando minhas obras de arte, elas estão disponíveis na Clandestina (https://www.instagram.com/clandestina.clan/?hl=en), na Cidade do México. Ou, se quiserem doar outros materiais, como coisas para fazer arte – linhas, miçangas ou outros materiais – também podem deixar lá.

Sinceramente,

El Yorch

P.S. Feliz aniversário, Magda! Um grande abraço!

Saudações à Anarkoneja. Espero que você melhore logo. Ela sempre mostrou solidariedade com os prisioneiros, e agora precisa do nosso apoio. Compareçam ao show que está sendo organizado para arrecadar fundos para a saúde dela. O show será no dia 15.

Fonte: https://itsgoingdown.org/anarchist-prisoner-jorge-yorch-esquivel-transferred-appeal-denied/

Tradução > Contrafatual

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/10/30/mexico-carta-do-prisioneiro-anarquista-jorge-yorch-esquivel-2/

agência de notícias anarquistas-ana

Um só pirilampo
ofusca o pisca-pisca
das luzes do campo.

Sérgio M. Serra

[Espanha] Rubí (Catalunha): Comunicado sobre o despejo do Ateneu Libertário La Hidra

No dia 8 de outubro passado, após 9 anos de ocupação, conforme nos haviam notificado, a comitiva judicial se apresentou em nosso país. Nesse dia, fomos muitas e estamos gratas, pois a solidariedade delas impediu a execução do despejo. Frente à tentativa frustrada de despejo, a secretária judicial sentenciou: “voltarei em 15 dias com a polícia, no dia 22”. Não foi assinado nenhum termo e nunca chegou uma notificação confirmando essa segunda data.

Durante as duas semanas que seguiram esse dia 8, a única coisa que recebemos do tribunal nº 1 de Rubí foram risos, mensagens contraditórias e desinformação. Bem, só uma: “viremos quando aos mossos (polícia) for conveniente vir”.

Assim, no dia 21 de outubro (um dia antes da data mal comunicada), foi montada uma operação policial totalmente desproporcional, que, cortando ruas, nos proibiu por horas de entrar em nossa casa para recuperar os animais e os pertences pessoais que ainda restavam.

Enquanto isso, uma empresa de demolição entrou no prédio e começou a destruir seu interior sob a alegação de que as casas estavam em ruínas. Romperam portas, janelas, grades, tetos e vidros. Foram eles quem deixaram as casas totalmente inutilizadas. Talvez quisessem garantir que La Hidra ficasse vazia até que construíssem seus apartamentos de luxo? Quanto mais tempo essas casas vão permanecer vazias?

Recentemente soubemos que a empresa que comprou o imóvel, “Thyrm Inmobiliarios Activos”, foi reabsorvida pela “Erriap Activos Inmobiliario”, uma empresa pertencente ao grupo “Saturn Holdco” e, se continuarmos puxando o fio, acabamos encontrando uma sociedade localizada nas Ilhas Cayman. E enquanto a propriedade não assume responsabilidade, transformaram esse espaço em um ninho de ratos.

Realizaram um procedimento totalmente ilegal, com uma data vaga disfarçada e nem sequer – comunicada – cujo único objetivo era desmobilizar. Não queriam que, mais uma vez, pudéssemos defender nossa casa.

O processo não foi fácil. Precisamos de semanas de luto para nos despedir de um espaço que acolheu ações, atividades, vínculos, formas de pensar e que apoiou outros projetos em guerra com o capital, como o Kasalet e o Kalitxet em Terrassa, que terão o despejo no próximo dia 25 de março.

A luta não acabou e não acabará enquanto houver mais de 4.000 apartamentos vazios apenas em nossa cidade, enquanto a única alternativa institucional para famílias despejadas for uma semana em hotel 0, enquanto se continuar permitindo fazer negócios com um direito básico como a moradia.

As ideias não podem ser despejadas e, por isso, a nossa continuará sendo recuperar e manter espaços abandonados para preenchê-los de vida e não permitir, em hipótese alguma, que uma casa seja tratada como propriedade para gerar lucro.

AS RUAS SERÃO SEMPRE NOSSAS!

ATENEU ANARQUISTA LA HIDRA

Fonte: https://www.instagram.com/p/DFYO-B5tSev/?igsh=MXQ5NXZjenpmcjRvaA%3D%3D

Tradução > Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2016/08/09/espanha-comunicado-da-hort-comunitari-el-mirlo-ateneu-anarquista-la-hidra/

agência de notícias anarquistas-ana

Um homem caminha
cabisbaixo e só:
perdeu o que não tinha

Eugénia Tabosa

[São Paulo-SP] Cineclube Chico Cubero (CCC): “Buenaventura Durruti, Anarquista

O CCS irá iniciar as atividades do novo Cineclube Chico Cubero (CCC) a partir desse sábado, 15 de fevereiro, às 16h. Uma vez por mês exibiremos um filme e, em seguida, realizaremos um bate-papo. Para a primeira sessão, escolhemos “Buenaventura Durruti, Anarquista”.

Sinopse:

Gravado entre fevereiro e março de 1999, em combinação com documentos de arquivos de época, retrata o processo criativo da companhia de teatro Els Joglars, durante a construção de uma peça sobre a vida de Durruti (1896 – 1936), importante militante anarquista espanhol.

Origem: Espanha/França

Direção: Jean-Louis Comolli · Ginette Lavigne

Duração: 107 minutos

Cineclube Chico Cubero

Data: Sábado, 15/02/24

Teremos pipoca, se puder e quiser, traga algo para beber!

Local: Sede do CCS de SP (Rua Gal. Jardim, 253, sl. 22, Vila Buarque – SP)

agência de notícias anarquistas-ana

Girando em cores
Sobe a bolha de sabão
– Gritos também sobem.

Mary Leiko Fukai Terada

[Austrália] Reflexões sobre a Campanha para Interromper as Forças Terrestres: Novo Zine

Confira o novo zine Reflexões sobre a Campanha para Interromper as Forças Terrestres 

Após a DLF (Disrupt Land Forces), uma série de sessões de avaliação publicamente divulgadas ocorreram presencialmente e online. Um grupo de organizadores principais POC (Pessoas de Cor) da campanha teve conversas que nos levaram a publicar este relatório específico. Anotações das sessões de avaliação geral, bem como reflexões de todos os organizadores, foram combinadas em um rascunho, que foi enviado a vários camaradas e organizações de confiança que desempenharam um papel significativo na campanha, para feedback e contribuições. 

Todas as citações foram retiradas de feedbacks verbais e escritos oferecidos durante as sessões de avaliação da DLF. Reconhecemos que as perspectivas dos anotadores, escritores e editores estão presentes de forma ativa ao longo deste trabalho. 

O documento a seguir não tem a intenção de fornecer uma visão completa ou abrangente da campanha, mas sim destacar alguns dos aprendizados e observações mais significativos de vários organizadores POC e mais novos. Um relatório completo de mais de 30 páginas sobre a campanha, escrito por Wage Peace, foi publicado no site e pode ser acessado através de disruptlandforces.com.au. No entanto, não acreditamos que ele abranja nossas perspectivas.

Fonte: https://backlashblogs.wordpress.com/2025/02/07/reflections-on-the-campaign-to-disrupt-land-forces-new-zine/              

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Sob o alpendre
o espelho copia
somente a lua.

Jorge Luis Borges