A Última Súplica

Não me falem de um trono nas nuvens vazias,
de um pastor celestial contando seus rebanhos.
Cada altar é uma pedra sobre um peito livre,
cada hino, uma cantiga para adormecer órfãos.
Inventaram um pai perfeito para justificar a culpa,
uma culpa primordial que herdamos sem pecado.
É uma teia fina, Deus, tecida com medo do escuro,
com o pavor ancestral da noite e do silêncio.
Arrancamos esse véu. Não há juízo final,
só a responsagem tremenda e bela
de sermos, enfim, os únicos artesãos do amanhã.
A divindade que buscamos ruge nas mãos unidas,
no pacto humano, nu e cru, sem intermediários.

Liberto Herrera.

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Uma borboleta
Na minha pequena rua
Uma floricultura

Suemi Arai

[Porto Alegre-RS] 28/02 – subMedia e Esp(A)ço apresentam É Revolução ou Morte

Dia 28 de fevereiro, a partir das 18h30, no Esp(a)ço, membros da subMedia apresentam seu documentário É Revolução ou Morte, seguida de roda de conversa.

É Revolução ou morte (2025, 79min) é uma produção idealizada pelo autor anarquista Peter Gelderloos e produzida pelo coletivo anarquista subMedia. O filme expõe os mitos perpetuados pelos Estados e pelas empresas que praticam greenwashing, destaca os movimentos em todo o mundo que resistem aos projetos capitalistas industriais ecocidas e fornece a quem assiste uma estratégia para lutar e se preparar para a crise climática em suas próprias comunidades. Trabalharmos juntys, transformar diferenças em pontos fortes complementares e criar redes diversificadas em todo o mundo nos dá a melhor chance de construir comunidades resilientes, capazes de sobreviver aos eventos climáticos extremos e à escassez de alimentos que as mudanças climáticas já estão começando a nos trazer.

A subMedia é um coletivo anarquista de produção audiovisual com mais de 20 anos de história.

Exibição do documentário É Revolução ou Morte, seguida de roda de conversa. O Esp(a)ço abre às 18h30 e a projeção do documentário começa pontualmente às 19h30.

Atenção: Para garantir o conforto e segurança de todas as pessoas presentes, pedimos que se você possuir histórico ou denúncia por cometer assédio, abuso ou outro tipo de violência, por favor, entre em contato conosco pelo nosso email ou redes sociais antes de comparecer. Não fazer isso é não se responsabilizar por suas ações e será solicitado que se retire.

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Um vira-lata
Na madrugada deserta:
Rua de ninguém.

Maria Angélica Shiotsuki

Lançamento: 24/02 | Anarquismo e Sindicalismo em Santos vol. 1.

Após mais de 20 anos de uma pesquisa-militante, Marcolino Jeremias finalizou o livro Anarquismo e Sindicalismo em Santos vol. 1. O estudo de 416 páginas, divididas em 37 capítulos, conta com uma vasta documentação de textos, fotos, cartas e outras fontes históricas inéditas, abordando a história do movimento social em Santos desde as lutas contra a escravidão até as manifestações operárias.

Para conversar sobre o livro recém publicado, a Biblioteca Terra Livre convida o autor, Marcolino Jeremias, e a historiadora Samanta Colhado Mendes, autora do prefácio, para uma conversa!

Coloca na agenda!

Quando: 24 de fevereiro (terça-feira)

Horário: 19h

Local: YouTube da Biblioteca Terra Livre

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Alma lavada.
Cheiro de terra molhada
Chuva de verão.

Maria Angélica Shiotsuki

[Espanha] Redes de Resposta Rápida: Uma conversa com anarquistas dos EUA sobre a ascensão do fascismo e a resistência contra o ICE

[Madrid] SÁBADO, 21/02/26, 18h – CS LA BRECHA, C/ Picos de Europa, 11 <M> Nueva Numancia

REDES DE RESPOSTA RÁPIDA: CONVERSA COM ANARQUISTAS DOS EUA SOBRE A ASCENSÃO DO FASCISMO GLOBAL E A RESISTÊNCIA CONTRA O ICE (POLÍCIA INTERNACIONAL DE IMIGRAÇÃO).

A situação global e nosso cotidiano estão sendo submetidos a uma ascensão do autoritarismo e do fascismo que cresceu exponencialmente nos últimos anos. O panorama de mudanças políticas que testemunhamos nos obriga a tomar posições claras e decisivas para confrontar o que parece inevitável: um fascismo global com uma agenda altamente coordenada e definida, onde as pessoas mais vulneráveis ​​e aqueles que lutam e se organizam estão na mira.


Como todas essas mudanças e resistências não podem ser relatadas apenas de uma perspectiva pessimista, conversaremos com alguns anarquistas dos EUA para discutir as “Redes de Resposta Rápida” em Minneapolis e outros territórios, criadas para confrontar a polícia do ICE e as políticas anti-imigração, mas também para realizar uma análise mais profunda da situação atual que nos faça refletir sobre nossas possibilidades e potencial em relação ao nosso futuro próximo.

>> Mais infos:

https://sub.media/
@sub.media
https://kolektiva.media/c/submedia_channel/videos
https://kolektiva.social @subMedia
https://es.crimethinc.com 

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sob o último sol,
ave beija a face do lago;
o espelho trêmulo se arrepia.

Alaor Chaves

[Grécia] Greve de fome até a morte em defesa da vida

Mensagem à sociedade, à minha família, aos meus amigos

Meu nome é Aristóteles Chantzis e, como membro e morador da Comunidade de Ocupação Prosfygika, na Avenida Alexandras, declaro-me em greve de fome até a morte, reconhecendo esta ação como um meio de luta para tornar visível uma luta coletiva que visa preservar a Prosfygika, na Avenida Alexandras, como habitação social e como estrutura de solidariedade para grupos sociais vulneráveis, como uma comunidade organizada de luta.

O ataque que enfrentamos faz parte do ataque holístico do Estado e do capitalismo ao mundo da comunidade, da auto-organização, da solidariedade e da resistência social.

A Comunidade de Ocupação Prosfygika nasceu em 2010, época em que a sociedade grega se mobilizava constantemente nas ruas, em assembleias nas praças e em estruturas de solidariedade, buscando uma solução para a vida sob o jugo do regime do Memorando. A Comunidade de Ocupação Prosfygika continua a participar de lutas sociais e de classe.

O Estado, independentemente do governo no poder, planejou o abandono e a degradação de Prosfygika como tática padrão antes da onda de gentrificação. Ao longo dos anos, empregou todos os meios antiéticos para favorecer os interesses de indivíduos, empreiteiras e corporações, e para fortalecer a clientela política de governadores regionais, autoridades municipais e do governo. Se não fosse pela comunidade que cuidou dos prédios de Prosfygika durante todos esses anos, eles já teriam sido demolidos há muito tempo.

A Comunidade de Ocupação de Prosfygika é uma proposta social contra o mundo de solidão, individualismo, insegurança, falta de moradia e assistência médica inadequada ou inexistente imposta a nós pelo Estado e pelo capitalismo. Construímos 22 estruturas de solidariedade para educação, saúde, alimentação, cultura, arte, apoio técnico à moradia, empoderamento e coletivização de mulheres e feminilidades, democratização da família e participação individual em assuntos comuns. Construímos relações de confiança, segurança, amizade e solidariedade com nossos semelhantes. Essas relações e estruturas não se limitam a certos membros, mas constituem nossa proposta social para toda a sociedade. Operamos democraticamente por meio de assembleias gerais semanais e conferências plenárias.

Nosso objetivo é solucionar problemas sociais. Nosso objetivo é criar uma comunidade e estruturas de solidariedade que apoiem os grupos sociais vulneráveis.

Por meio desta greve de fome, convido vocês a conhecerem esta comunidade, suas redes de solidariedade e seus habitantes, a nos conhecerem, a expandirem nossa comunidade, a unirem nossas vozes, nossas angústias sobre a vida e nossas lutas!

Sobre a greve de fome até a morte:

Como Comunidade de Ocupação Prosfygika, decidimos defender nossa proposta social, as pessoas, as estruturas e a memória histórica de Prosfygika até o fim. É nossa decisão clara e nossa responsabilidade dar até mesmo nossas vidas pela continuidade da vida. Porque sabemos que, se Prosfygika for evacuada, muitos de nós acabaremos nas ruas. Os idosos e os doentes morrerão nas ruas, e as crianças perderão suas casas e escolas, com consequências incalculáveis​​para sua saúde física e mental e para o rumo de suas vidas. Com base nesta decisão coletiva de nos defendermos, decidi voluntariamente declarar uma greve de fome até a morte, com o máximo respeito à vida.

O método que escolhi permite que o grevista realize uma greve de fome prolongada, proporcionando assim tempo suficiente para comunicar suas reivindicações à sociedade. É claro que estou ciente de que posso sofrer complicações de saúde desde os primeiros dias e durante toda a greve, não tanto pela inanição, mas sim por parada cardíaca. Sei também que, mesmo que o resultado seja positivo, a inanição crônica pode causar danos irreparáveis, principalmente ao sistema nervoso, mesmo durante a recuperação.

Minha dieta inclui:

Água, chá, 10 a 25 gramas de açúcar por dia, 1 a 1,5 colheres de chá de sal por dia, vitaminas B1, B6, B12, magnésio e potássio.

As reivindicações desta greve de fome são:

• CANCELAMENTO IMEDIATO DO CONTRATO PELA REGIÃO DE ÁTICA.
• TODOS OS MORADORES DE PROSFYGIKA DEVEM PERMANECER EM SUAS CASAS, NO LOCAL E NA ÁREA ONDE MORARAM E ONDE ESTABELECERAM VÍNCULOS SOCIAIS, CULTURAIS E ORGÂNICOS.
• GARANTIAS CONCRETAS PARA A RESTAURAÇÃO DE PROSFYGIKA PELA ONG DE DIREITO CIVIL SEM FINS LUCRATIVOS “KATOIKOI KAI FILOI PROSFYGIKON L. ALEXANDRAS”, COM SEU PRÓPRIO FINANCIAMENTO! – NENHUM FUNDO PÚBLICO DEVE SER USADO PARA A “REABILITAÇÃO” DE PROSFYGIKA!


Aristotelis Chantzis

Membro e residente da Comunidade de Ocupantes de Prosfygika, L. Alexandras

05/02/2026
 
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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2026/02/16/grecia-ataque-e-despejo-iminente-de-prosfygika/
 
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Havia o escuro
mas eu não sabia onde;
teu rosto era sol.
 
Eolo Yberê Libera

[França] Novas imagens e uma testemunha comprovam que foram os fascistas que organizaram uma emboscada em Lyon

Fascistas encapuzados e armados com barras de metal e fogos de artifício atacaram os antifascistas. O jovem falecido fazia parte dos agressores e recusou ser atendido pelos serviços médicos após a briga.

Quatro dias após os incidentes em Lyon, que custaram a vida ao jovem fascista Quentin Deranque, de 23 anos, novas provas desmentem graficamente a versão divulgada pela mídia e assumida pelo Ministério Público. Uma testemunha ocular e um vídeo exclusivo divulgado pela Contre Attaque revelam que foi um grupo de cerca de vinte fascistas encapuzados e armados com barras de metal, muletas, fogos de artifício e gases que emboscou e atacou um grupo de antifascistas no cruzamento da rua Victor Lagrange. As imagens mostram os fascistas claramente organizados, equipados para o combate, enquanto o relato oficial os apresentava como “vítimas indefesas de uma agressão gratuita”.

A testemunha, que presenciou os fatos, descreve como os fascistas estavam “posicionados nas duas esquinas da rua, armados e encapuzados”. “Eram cerca de vinte e carregavam capacetes de motocicleta, muletas, guarda-chuvas e gases. Usaram uma bengala incandescente para queimar seus adversários”, relata. Este extremo coincide com o testemunho de uma vizinha recolhido pelo Mediapart, que mencionou o lançamento de um “fumígeno” durante a briga. A confusão durou mais de cinco minutos e deixou vários feridos entre os antifascistas antes que os gritos dos transeuntes dispersassem os grupos.

De acordo com a France Info, um vizinho revelou que Quentin Deranque, em vez de ser uma “vítima inocente atacada de surpresa”, como a extrema direita tenta apresentá-lo, fazia parte do grupo agressor e, após a briga, recusou-se a ser atendido pelos serviços médicos. Este detalhe crucial, sistematicamente omitido pela imprensa, contradiz a narrativa construída nos últimos dias que apresentava o jovem como um “católico, amante da filosofia e não violento assassinado a sangue frio pelos antifascistas”. A promotoria de Lyon, a classe política de esquerda e direita e os principais meios de comunicação repetiram sem nuances essa versão, contribuindo para uma campanha de criminalização do antifascismo militante.

A revelação de que os fascistas agiram como um grupo organizado e armado com armas brancas, e não como “vítimas indefesas”, inverte completamente a interpretação política dos fatos. Enquanto o fascismo e seus porta-vozes na mídia exigem medidas excepcionais contra os antifascistas e anunciam uma repressão nas ruas, verifica-se que os verdadeiros responsáveis pela escalada violenta eram aqueles que agora se apresentam como “mártires”.

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chegado para ver as flores,
sobre elas dormirei
sem sentir o tempo

Buson

[México] Depois de mais de dez anos de perseguição política, esta sexta-feira Miguel Peralta pode obter sua liberdade plena

Por Isabel Ortega | 18/02/2026

Miguel Peralta Betanzos, defensor da autonomia e do território mazateco em Oaxaca, se encontra a espera da resolução que anule ou ratifique a sentença condenatória de 50 anos que foi imposta a ele em 2022, após ter ganhado sua liberdade depois de quatro anos de encarceramento. Esta sexta-feira, 20 de fevereiro, o Primeiro Tribunal Colegiado em Matéria Penal e do Trabalho do Décimo Terceiro Circuito decidirá se põe fim a mais de uma década de perseguição sobre Miguel. 

Miguel é originário de Eloxochitlán de Flores Magón, comunidade mazateca que desde a mais de dez anos tem sido cenário do abuso de poder e do despojo por parte de um grupo caciquil. Miguel tem sido parte de uma luta com raízes históricas contra o autoritarismo e o cacicaço, assim como pela defesa do território e da autonomia de sua comunidade. A comunidade também luta contra a devastação do rio Xangá Ndá Ge, que tem sido explorado pelo cacique Manuel Zepeda Cortés através da extração de materiais pétreos para construção.

Por esta luta Miguel foi encarcerado em 2015 e passou mais quatro anos na prisão. Em 2018 foi condenado a 50 anos de prisão. Em outubro de 2019, resultado da luta de sua família e grupo de apoio, foi absolvido de todas as acusações e liberado. No entanto, em março de 2022, sua liberdade foi revogada e foi sentenciado de novo a uma pena de 50 anos de encarceramento. Desde então teve que abandonar sua comunidade e seguir lutando por sua liberdade sendo deslocado.

A resolução que acontecerá nesta sexta-feira é resultado desta luta de Miguel e das pessoas que o acompanham pelo fim da perseguição política e pela liberdade plena. Trata-se da resolução de um julgamento de amparo direto do que depende que a sentença de 50 anos, ao qual foi condenado Miguel em 2022, seja anulada e lhe devolvam a liberdade plena ou, no caso contrário, seja ratificada. Os encarregados de votar esta resolução são o magistrado Víctor Hugo Cortés Sibaja, o magistrado recentemente eleito Jassiel Reyes Loaeza e o secretário em funções de magistrado Carlos Abel de los Santos.

Em conferência de imprensa, esta terça-feira, 17 de fevereiro, Miguel afirmou que este é um momento muito crucial, e muito forte para ele. “Sempre lutamos contra o racismo institucional, a justiça pronta e expedita da qual se jactam não existe para ninguém dos povos indígenas, ou para os que lutam pela defesa do território. Agora estamos em um momento muito crucial, muito forte para mim também porque sou a única pessoa de minha comunidade, e de todos os que fomos processados, que pois já e a terceira vez que me condenam. Mas sabemos que nos assiste a razão e agora temos mais ferramentas”, afirma Miguel Peralta.

Por instrução da Suprema Corte da Nação, que já atendeu o caso, o Primeiro Tribunal Colegiado tem a obrigação de discutir esta falha desde uma perspectiva intercultural, quer dizer, considerando diversos aspectos culturais, políticos e identitários da comunidade mazateca de Eloxochitlán. Neste sentido, além de todas as inconsistências no caso, que apontam para a fabricação de um delito, o Tribunal tem como novas provas, para esta resolução, o resultado de duas perícias antropológicas de contexto, uma realizada por um perito designado pelo mesmo tribunal e outro que foi levado por uma perita independente.

De acordo com as declarações de Araceli Olivos, advogada da defesa de Miguel, o resultado de ambas as perícias coincide quando afirmam que em Eloxochitlán existe um cacicaço arraigado, pelo que existiram múltiplas violações aos direitos humanos das populações, e uma evidente assimetria de poder entre os que se posicionaram como vítimas ante as instituições de justiça e a população que sofreu violência sistemática e perseguição penal por mais de uma década. Neste sentido, as perícias também demonstraram que as instituições de justiça ignoraram sistematicamente as violências sofridas pelas famílias mazatecas de Eloxochitlán por parte do grupo caciquil.

“Este tribunal tem em suas mãos a certeza de que Miguel é inocente, a certeza de que as nomeadas vítimas no expediente estão fazendo um uso abusivo do sistema de justiça penal aproveitando seus vínculos com o poder”, afirma a advogada Araceli Olivos. 

Para a defensora, isto representa um divisor de águas, o Tribunal tem a oportunidade de atuar desde a justiça para a comunidade de Eloxochitlán de Flores Magón, ou continuar com o racismo institucional que caracterizou a perseguição contra Miguel Peralta e dezenas de famílias nesta comunidade. 

Por sua parte, a senhora Martha Betanzos, mãe de Miguel, chama à solidariedade de coletivos e pessoas solidárias para que não lhes deixem sós nestes momentos de espera, e os acompanhem às instalações do Tribunal para exigir a liberdade plena de Miguel Peralta.

“Minha comunidade está em espera da liberdade de Miguel. A assembleia das mulheres mazatecas também estará presente no dia de sexta-feira no tribunal. Oxalá todos que nos escutam possam acompanhar-nos, temos que trazer a liberdade plena e absoluta de Miguel”, solicita a senhora Martha.

O grupo de apoio a Miguel Peralta também convoca a pessoas e coletivos a ir ao Primeiro Tribunal Colegiado em Matéria Penal e do Trabalho do Décimo Terceiro Circuito, situado em San Bartololo Coyotepec, Oaxaca, às 10 da manhã do dia de sexta-feira, 20 de fevereiro, para exigir a liberdade plena do defensor mazateco, assim como a estar aguardando a decisão e manifestar sua solidariedade por todas as vias possíveis.

avispa.org

Tradução > Sol de Abril

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quarto escuro
silhuetas se amam
pecado puro

Carlos Seabra

[Grécia] Declaração do grupo anarquista Rouvikonas em Atenas: “Apoio ao movimento antifascista ameaçado na França”

Na sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, na França, fascistas tentaram interromper um evento que denunciava o genocídio em Gaza. Como costuma acontecer, esses confrontos ocorreram em Lyon, cidade onde organizações fascistas e neonazistas vêm causando sérios problemas em diversos bairros há anos. Mas desta vez, não foi um migrante, um homossexual ou um antifascista que foi morto, e sim alguém do lado oposto. Este homem acaba de falecer no hospital em decorrência dos ferimentos.

Embora numerosos ativistas de extrema-direita tenham cometido assassinatos e atos de violência racista e homofóbica nos últimos anos, o Estado francês não dissolveu o Rassemblement National (“Reagrupamento Nacional”). O capitalismo precisa do fascismo. Especialmente quando está em crise.

Contudo, quando, excepcionalmente, o falecido está do lado oposto, políticos e meios de comunicação franceses imediatamente exigem a dissolução de grupos antifascistas. Chamam-nos de monstros, embora sejam eles que tenham semeado o ódio aos estrangeiros: nos seus programas de televisão e nos seus comícios políticos. Alguns chegam agora a querer classificar os grupos antifascistas franceses como organizações terroristas, tal como Trump nos EUA e Orbán na Hungria.

Jamais nos esqueçamos de que, quando o fascismo toma o poder, ele nunca se declara fascista; não diz “Eu sou fascista”. Em vez disso, é reconhecível pelo tratamento que dispensa aos antifascistas e a todos aqueles que se opõem à sua agenda política e social. Estamos vendo isso também na Grécia. Aqui também, as autoridades estão tentando criminalizar o movimento social, fabricando uma narrativa absurda contra nós, mesmo enquanto defendemos a liberdade, a igualdade e a solidariedade.

Há mais de dez anos, o movimento antifascista na França participa de inúmeras ações em apoio às nossas lutas na Grécia: ações de solidariedade, manifestações em frente aos consulados gregos e à embaixada na França, mensagens de apoio e comboios para a Grécia para nos ajudar no bairro de Exarchia e em outros locais. Para nós, a solidariedade não conhece fronteiras. E funciona nos dois sentidos.

Apesar da ascensão do totalitarismo em nível internacional, nossa luta contra o fascismo, o capitalismo e o Estado continua. Nem tudo está perdido. O fascismo não é inevitável, nem na França, nem na Grécia, nem em lugar nenhum.

Solidariedade aos antifascistas na França, que são mais uma vez vítimas de repressão e ameaçados de criminalização e descrédito pelo Estado e pelos fascistas.

Rouvikonas

Atenas, 16 de fevereiro de 2026

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O sol brilha
Nas vigas da ponte –
Névoa da tarde.

Hokushi

[Itália] Uma nova casa para a FAT!

Todos conhecem a sede anarquista da Corso Palermo 46. Estamos lá desde o distante ano de 1982. Um lugar de encontro entre companheiros e companheiras que compartilham a perspectiva de um mundo de livres e iguais, sem Estados, fronteiras, opressão e exploração.

Naquele porão, durante décadas, houve noites de debate, apresentações de livros e uma sociabilidade livre.

Naquele lugar, construímos iniciativas de luta. Antimilitaristas, anticapitalistas, antissexistas, ecologistas, antirracistas.

Para nós, um lugar do coração.

O dono do imóvel decidiu triplicar nosso aluguel. Somos trabalhadores, estudantes, desempregados, aposentados, precários. Sempre tiramos do nosso próprio bolso para que houvesse um lugar que acolhesse encontros, debates, reuniões, festas, autoproduções.

Não somos capazes e nem queremos pagar quem acredita poder se aproveitar da nova Aurora gentrificada.

Escolhemos lançar o coração além do obstáculo.

É hora de abrir uma nova casa, ainda mais bonita.

Mas.

Sozinhos, não conseguiremos comprar o lugar que gostaríamos.

Muitas vezes sentimos fortemente o calor da solidariedade de vocês diante da repressão e no apoio às lutas.

Quem quiser contribuir pode passar aqui ou enviar o dinheiro para:

IBAN IT04 I010 0501 0070 0000 0003 862 em nome de Emilio Penna

Queremos voltar a ver as estrelas…

As companheiras e os companheiros da Federação Anarquista Turinesa

Fonte: https://www.anarresinfo.org/una-nuova-casa-per-la-fat/  

Tradução > Liberto

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pássaro tenor
afina a garganta
ao sol se pôr

Carlos Seabra

[Indonésia] Atualizações sobre os julgamentos de presos políticos/anarquistas em Bandung

Em 2 de fevereiro, o grupo de caça cibernética foi julgado no Tribunal Distrital de Bandung. Nove camaradas — Arfa, Azriel, Deni, Muhibuddin, Moch Sidik, Rifa Rahnabilla, Rifal, Rizky e Yusuf — foram considerados culpados e condenados a 6 meses de prisão, com o tempo já cumprido levado em consideração pelos juízes.

Então, em 12 de fevereiro, os companheiros do grupo de caça aos administradores — Komar, Abul e Dana (Black Bloc Zone) — também foram julgados no Tribunal Distrital de Bandung. Eles foram considerados culpados e condenados a 6 meses de prisão, com o tempo já cumprido levado em consideração pelos juízes.

Forneceremos uma atualização sobre o grupo de caça à expressão política (Caso Chaos Star) assim que suas sentenças e veredictos forem finalizados.

Ninguém é livre até que todos sejam livres.

GOING UNDERGROUND/F.A.A.F

Fonte: https://darknights.noblogs.org/post/2026/02/13/trial-updates-of-political-anarchist-prisoners-in-bandung-indonesia /

Tradução > Reno Moedor

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2026/02/09/indonesia-caso-estrela-do-caos-o-companheiro-anarquista-eat-fica-em-prisao-domiciliar/

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outrarte
o ouro esboço
do crepúsculo

Guimarães Rosa

[Grécia] Cartazes contra a transfobia na Universidade Panteio

A Assembleia Antiautoritária da Universidade Panteio e a Anti Todo realizaram uma ação de colagem de cartazes com mensagens contra a transfobia na Universidade Panteio. A nossa existência não está em discussão. Nenhum comportamento transfóbico será tolerado, nem na Universidade Panteio, nem em nenhum outro lugar. Trans, queer e solidárias, respondemos à retórica e aos comportamentos fóbicos até que sejam os nossos opressores a ter medo, e não nós. Contra todos os machos fascistas que se opõem a nós, colocamos nossa solidariedade a todos os oprimidos e nossa resistência coletiva com o objetivo de destruir completamente o sistema patriarcal e seu complexo.

PARA CADA MACHISTA E TRANSFÓBICO EXISTE UMA PUTA COM UM CANO DE FERRO

GAYS, TRANS, QUEERS, LÉSBICAS… SOMOS ORGULHOSAMENTE A VERGONHA DA NAÇÃO

Assembleia Antiautoritária de Panteion

antiejousynelpanteioy@espiv.net

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dia de sol –
até o canto do passarinho
tem cor

Jandira Mingarelli

Moloch de Papel e Ferro

Vossos postos fronteiriços, vossas grades erguidas,

são fantasmas de um medo que nós mesmos fundamos.

Vossas leis não são raízes, são cordas podres,

que estrangulam o caule novo que já brota no asfalto.

Vossos soldados marcham com passos de autômatos,

temendo mais a fuga do que nossa fúria.

O Estado é a sombra de um gigante decrépito,

e nós somos a luz que não mais se deixa projetar.

Cada documento de identidade é um epitáfio

para um ser selvagem que ainda lateja em nossas veias.

Queimar os arquivos não é terror, é higiene:

limpar o nome do horizonte para enfim habitá-lo.

Liberto Herrera.

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Ah! claro silêncio do campo,
marchetado de faiscantes
pigmentos de sons!

Yeda Prates Bernis

[EUA] Lançamento: Uma História Negra Queer dos Estados Unidos

C. Riley Snorton (Autoria); Darius Bost (Autoria)

Neste último livro da premiada série ReVisioning History de Beacon, os professores C. Riley Snorton e Darius Bost revelam a história frequentemente ignorada da comunidade negra queer nos Estados Unidos.

Argumentando que tanto o gênero quanto a expressão sexual têm sido uma parte íntima e intrincada da luta pela libertação negra, Snorton e Bost apresentam contribuições históricas de pessoas negras queer, trans e gênero-dissidentes, desde a época da escravização até os dias atuais, para destacar como a luta contra a injustiça racial sempre esteve ligada à luta pela justiça sexual e de gênero.

Entrelaçando histórias de figuras queer e trans, tais como:

– Soldado William Cathay/Cathay Williams, nascido mulher, mas alistado no Exército como homem em meados da década de 1860

– Josephine Baker, dançarina e artista internacionalmente conhecida do início do século XX, que também era abertamente bissexual

– Bayard Rustin, proeminente ativista dos direitos civis, cuja homossexualidade bem conhecida era vista como uma ameaça potencial ao movimento

– Amanda Milan, uma mulher trans negra cujo assassinato em 2000 unificou a comunidade trans não branca,

Este livro inclui uma análise aprofundada da marginalização, criminalização injusta e legislação governamental da existência queer e trans negra. Também mostra como as pessoas negras americanas têm desempenhado um papel fundamental no movimento moderno pelos direitos LGBTQ, contrariando narrativas que se concentram predominantemente nos americanos brancos.

Uma História Negra Queer dos Estados Unidos

C. Riley Snorton (Autoria); Darius Bost (Autoria)

ISBN: 978-080700855-3

Data de publicação: 20/01/2026

Páginas: 232

Tamanho: 6 x 9 polegadas (EUA)

Preço: US$ 28,95

www.beacon.org

Tradução > transanark / acervo trans-anarquista

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tal nuvem no céu
em tarde de vento forte:
lembranças se vão!

Tânia Diniz

[França] Morte de um fascista em Lyon: mais do que nunca, a urgência do antifascismo

Após a morte de um militante fascista em Lyon, a extrema direita e seus aliados tentam aproveitar este acontecimento para criminalizar o antifascismo. Ao mesmo tempo, a esquerda institucional se limita a condenar, de forma genérica, «todas as violências». Mais do que nunca, devemos fazer frente para afirmar a urgência de um antifascismo popular, e o imperativo de que nossa classe possa defender-se frente às violências da extrema direita.

Na noite de quinta-feira, 12 de fevereiro, Quentin Deranque, militante fascista, foi hospitalizado em estado grave. Membro do grupo neofascista Les Allobroges de Bourgoin e do serviço de ordem de Némésis, também havia passado por Action Française. Seu falecimento se confirmou 48 horas depois, poucas horas antes que a imprensa revelasse testemunhos de comerciantes e moradores que corroboravam um vídeo gravado desde uma janela que mostrava uma surra, após um enfrentamento organizado. Investigações jornalísticas sérias, que não se limitam a repetir o relato da extrema direita, estão ainda em curso e ficam muitos pontos obscuros por esclarecer. Seja como for, este falecimento não pode ser analisado politicamente fora do contexto que conduziu ao acontecimento.

Desde alguns anos, numerosas associações, organizações sindicais, partidos políticos, moradores e comerciantes de Lyon se mobilizam pelo aumento das violências cometidas pela extrema direita. Quantas agressões a pessoas racializadas? A pessoas LGBTI? A sindicalistas? A militantes associativos ou políticos? A locais? Quantas surras? Quantos ataques com armas? Quantas hospitalizações?

Desde alguns anos alertamos coletivamente sobre a implantação de grupos fascistas, com estabelecimentos conhecidos, treinando em uma sala de combate contígua ao bar La Traboule, ou em acampamentos de verão paramilitares, sobre as demasiadas numerosas manifestações de incitação ao ódio, mas também sobre a cumplicidade dos poderes públicos. Em efeito, a polícia está regularmente ausente em eventos como o de quinta-feira, enquanto que as conferências da extrema direita sempre estão protegidas por um dispositivo especialmente importante.

Enquanto as militantes de Némésis provocam agitação organizando «happennings» midiáticos, os militantes neofascistas de Lyon se preparam para matar e morrer por sua causa. Seus chefes formam combatentes radicalizados e disciplinados, para enviá-los à primeira linha a enfrentar-se aos serviços de ordem que todos os movimentos sociais de Lyon se veem obrigados a estabelecer para proteger-se.

Que neste contexto se tenha formado grupos antifascistas ao longo dos anos em Lyon para participar na autodefesa coletiva e popular é uma evidência.

A sorte do jovem militante fascista é para a extrema direita a oportunidade de construir a figura de um mártir e redobrar a violência. Nos dias seguintes a quinta-feira pela noite, numerosos locais pertencentes a diversas organizações sindicais e políticas de esquerda em toda França foram destroçados, em particular os de LFI, mas também os de Solidaires Rhône, assim como La Plume Noire, livraria autogestionada gestionada pela UCL em Lyon, já atacada em numerosas ocasiões. Pintaram-se suásticas na Praça da República de Paris, e cruzes celtas em toda França. As ameaças e chamados à violência física se multiplicaram contra militantes, alguns dos quais foram identificados publicamente e exibidos como troféus. O que agora espera a fachosfera é poder cometer suas fechorías com renovada intensidade enquanto se apoia no relato mentiroso do «terrorismo de extrema esquerda» para contar com o respaldo político.

Os partidos e personalidades políticas de esquerda que denunciaram «toda forma de violência física» caíram na armadilha armada pela extrema direita. Este discurso pacifista cego equipara uma violência fascista que dura mais de quinze anos em Lyon, dirigida contra tudo o que desgosta aos supremacistas brancos, com um acontecimento que alimenta uma campanha política detestável de criminalização do antifascismo. Jean Messiha pede «erradicar a escória» antifascista, a fachosfera pede novos Clément Méric, políticos de direita e extrema direita pedem classificar os grupos antifascistas como terroristas. E que faz a esquerda? Dirige seus pensamentos aos «amigos» da vítima e criminaliza o antifascismo. Alguns inclusive vão mais além até esvaziar a palavra fascista de toda substância política, convertendo-a em um simples sinônimo de «violência» que poderia atribuir-se a qualquer um, incluídos os antifascistas.

A UCL não cairá nesta demagogia cômoda, mas intranscendente. Recordamos com força uma realidade persistente: é a extrema direita a que mata e a que instaura este clima de violência, em Lyon, na França e em todo o mundo. Denunciamos com força a inversão da situação que a extrema direita está conseguindo impor ao falar de «linchamento», termo que remete às explosões racistas de massa dirigidas às pessoas negras nos Estados Unidos. Utilizá-lo para falar dos golpes recebidos por um supremacista branco é uma inversão mortífera e racista.

Sim, a extrema direita mata: afogados do Deûle, Brahim Bouraam, Clément Méric, Federico Aramburu, Mahamadou Cissé, Djamel Bendjaballah, Rochdi Lakhsassi, Hichem Miraoui assassinado de 5 balaços em Puget-sur-Argens em 2025… Acaso as pessoas assassinadas teriam que ter sido de extrema direita para suscitar uma homenagem nacional? Onde estão as condolências para as vítimas e as homenagens nacionais quando Frédéric Grochain, preso político kanak, morre em sua cela a milhares de quilômetros de seu país no passado 6 de fevereiro? Onde estão as lágrimas dos partidos e dos meios que choraram a Quentin Deranque ante o assassinato racista de Ismaël Aali, em princípios de 2026 na mesma cidade?

A UCL defende um antifascismo social e popular baseado na construção de movimentos sociais de massas, cuja força é o número, não a violência. No entanto, renunciar por princípio ao confronto é condenar-se à impossibilidade de militar no espaço público. Se renunciamos a proteger nossas manifestações, nossas reuniões públicas, nossa distribuição de folhetos, então renunciamos a intervir politicamente porque a extrema direita não renunciará a atacar-nos, e é nisso que não pode ser considerada uma ideologia política como as demais.

Assinalando a vingança pública a «os antifascistas», estes elementos da esquerda parlamentar uivam com os lobos. Colocam-se na situação de não poder defender amanhã os movimentos antifascistas ameaçados pela repressão estatal.

No entanto, mais do que nunca, necessitamos fazer bloco e manter a linha.

Frente aos fascistas, nem um passo atrás.

Union Communiste Libertaire, 17 de fevereiro de 2026.

Fonte: https://www.unioncommunistelibertaire.org/?Mort-d-un-fasciste-a-Lyon-plus-que-jamais-l-urgence-de-l-antifascisme

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Sempre perseguido
o grilo fica tranqüilo
cantando escondido.

Luiz Bacellar

[Reino Unido] Manifestação antifascista em frente à Embaixada da Hungria em Londres

14.2.2026

Ativistas antifascistas se reuniram em frente à Embaixada da Hungria em Londres em resposta à designação do governo húngaro do Antifa como organização terrorista e à condenação de ativistas antifascistas na Hungria.

Os manifestantes pediram a libertação de Maja T, Gabriele M e Anna M, que recentemente receberam penas de prisão após um julgamento simulado, e condenaram a criminalização da oposição ao fascismo.

Cobertura em vídeo:

https://www.newsflare.com/video/838833/anti-fascism-banned-in-hungary-protest-outside-the-hungarian-embassy-in-london

Fotos:

https://www.sopaimages.com/galleries/89542

https://www.sopaimages.com/galleries/89519

Tradução > Reno Moedor

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2026/02/11/hungria-alemanha-8-anos-de-prisao-manifestacoes-pela-libertacao-de-maja-em-berlim-e-outros-lugares/

agência de notícias anarquistas-ana

Está chovendo? Não
bichos-da-seda comendo
as folhas, tão ávidos.

Goga

[EUA] Revista Radon – Edição 12

Revista Radon

Vários autores

Editora: Revista Radon

“Vozes enchiam seus fones de ouvido enquanto conversas transcritas automaticamente passavam rapidamente pela tela. As infrações mais óbvias já estavam marcadas pelo programa proprietário da empresa. Dermot era um censor de segurança, observando qualquer novo subtexto ou código que ainda não tivesse sido detectado pelo departamento de análise. Gírias. Códigos. Hoje em dia, era possível sinalizar um silêncio significativo, se você fosse persuasivo o suficiente sobre como interpretar as lacunas entre as palavras. Dermot era bom nisso…”

A décima segunda edição da Radon Journal reúne 16 poemas e contos, juntamente com a nossa nota editorial anual. Esta edição é especial e oportuna. Um comentário especulativo sobre o mundo atual, com a dose certa de esperança e amor, que certamente fará você lamentar a liberdade e chorar pela beleza em igual medida.

A edição 12 apresenta 9 obras fascinantes de ficção especulativa e 7 obras poéticas.

Ficção original de Jared Oliver Adams, Riley Passmore, Evan Simon-Leack, Allison Mulder, Zary Fekete, Timothy Mudie, Tyler Lee, Emma Burnett e Eleanor Lennox

Poemas originais de Lucien R. Starchild, Esiaba Okigbo, Rich Murphy, Manuela Amiouny, J.M. Vesper, Daniel Roop e Brian U. Garrison.

Você pode ler esta e todas as edições da Radon gratuitamente no site da revista: www.radonjournal.com

80 páginas

Impressão digital

Preço sugerido: £3,50

Fonte: https://seditionist.uk/distro/readables/magazines/radon-journal-issue-12/

Tradução > Reno Moedor

Conteúdo relacionado:
https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/08/14/eua-entrevista-radon-e-a-nova-onda-de-ficcao-cientifica-anarquista/

agência de notícias anarquistas-ana

lua n’água
entre pétalas
alumbra o abismo

Alberto Marsicano