No dia 20 de novembro de 1910, morreu Leon Tolstói, um dos mais influentes escritores russos

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Lev Nikolayevich Tolstói, mais conhecido como Leon Tolstói, foi um genial escritor russo. Nascido em Iasnaia Poliana, no dia 9 de setembro de 1828, pertencia a uma família importante, ligadas aos czares russos. Ficou órfão ainda criança, aos nove anos, e foi criado por tutores.

Mudou-se para Kazan em 1841, onde frequentou a universidade, estudando línguas orientais e direito. Recebeu sua herança em 1847 e tornou-se senhor de grandes terras em sua terra natal. Por isso é conhecido como Conde de Tolstói. Serviu no exército em 1856, e viajou pela Europa, visitando vários países. Voltou, eventualmente, a Iasnaia Poliana para administrar suas terras e dedicar-se à literatura.

Sua vida pessoal foi cheia de conflitos e sua personalidade era dividida: Tolstói aproximou-se, aos poucos, de uma posição pacifista e anarquista, e passou a recusar qualquer forma de governo e poder. Em Iasnaia Poliana, criou uma escola libertária, em modelo próximo à Escola Moderna. Muitos dos livros usados em sala de aula eram de sua autoria.

Por causa de suas crenças e inclinações políticas, Tolstói foi perseguido e excomungado pela ingreja. Seus escritos filisóficos influenciaram o aparecimento de comunidades e de uma corrente de anarquismo cristão, principalmente na França, na Holanda e nos Estados Unidos. Junto com Kropotkin e Thoreau, exerceu forte influência sobre Gandhi, um dos mais importantes pacifistas modernos, com quem chegou a manter correspondência.

Seu livro “Guerra e Paz” é considerado um dos romances mais importantes da história da literatura universal, além de uma obra-prima do realismo.

Entre seus romances breves, o mais importante é “Anna Karenina”, um dos melhores romances psicológicos da história moderna. Em Uma “confissão”, descreve sua crescente confusão espiritual e, após o ensaio “Amo e criado”, escreveu “Que é a arte?”, no qual condena quase todas as formas de arte, incluindo as próprias obras. Defendeu uma arte inspirada na moral, na qual o artista comunicaria os sentimentos e a consciência religiosa do povo.

Aos 82 anos, cada vez mais atormentado pelas contradições entre sua conduta moral e a riqueza material da sua família, e também devido aos constantes atritos com a esposa – que se opunha a desfazer-se de suas posses – Tolstói, acompanhado pelo seu médico e pela sua filha caçula, foi embora de casa no meio da noite. Três dias mais tarde, seu estado de saúde se agravou em decorrência de uma pneumonia. Morreu no dia 20 de novembro de 1910, em uma estação ferroviária.

Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/leon-tolstoi/

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Carlos Seabra