Na quarta-feira, 30 de maio, na sala de atos de Sanagustin Kukturgunea e organizado por Urolako CNT, com a colaboração de Elkar-ekin, Lumatik Herriak e Azpeitiko Gaztetxie, aconteceu o lançamento do livro “Colapso” de Carlos Taibo, com a presença do autor.
A tese do livro apresenta um futuro incerto devido à voracidade do capital e suas consequências: aquecimento global e esgotamento dos recursos energéticos, minerais… com um Colapso final. Nos falou que a data do desastre cada vez mais se aproxima, mas alguns especialistas já a situam entre 2020 e 2050. Como ocorrerá? Será um processo ou será um acontecimento de um dia? Ninguém sabe, mas o autor trata de nos incitar a preparar um cenário no qual, de acordo com sua opinião, os espaços autônomos, a autogestão da sociedade, o apoio mútuo, as cooperativas e as demais iniciativas libertárias podem resultar de vital importância para tratar de contrapor o forte golpe que nos vem.
Ofereceu abundantes dados para desenvolver sua tese e baseou as chaves do êxito no empenho em reforçar diferentes âmbitos sociais: desaparecimento do patriarcado, volta do autoconsumo, decrescimento, redução das cidades, potencialização das energias renováveis, ressurgimento das ideias de austeridade e propaganda pelo fato, velhos conceitos libertários manejados já por nossos avós…
O debate posterior foi tanto ou mais interessante ainda. Surgiu o tema de que, ante a debilidade dos movimentos alternativos não seria conveniente lutar para conquistar o poder. Taibo opinou que apesar de que as iniciativas fora da política institucionalizada, pelo momento, não são o suficientemente potentes, as experiências que temos vivido até agora quanto a tomada do poder não significaram avanços decisivos na luta por conseguir um futuro mais esperançoso.
Acabou sua intervenção afirmando que as ideias libertárias, apesar do que se diz, são a ideologia do futuro, precisamente a única com a qual, devidamente organizados, podemos enfrentar a um possível e devastador Colapso que se aproxima.
Tradução > KaliMar
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!