
PEPE BUENAVENTURA DURRUTI conta as aventuras do homem que viveu e morreu revolucionário. Concebendo e assumindo as vicissitudes que cercam sua realidade biográfica em relação aos fatos, mas também com um senso de humor. Mostrando a natureza da tal pessoa como os autores imaginam; simples, afável e simpática. Ocupando-se do indivíduo e deixando de lado o ícone.
Durruti representou e representa acima de tudo a coerência vital da ideia libertária, pondo em prática os princípios proclamados em primeira pessoa, desconsiderando qualquer benefício pessoal em favor do interesse comum da revolução.
Por causa de sua maneira de agir e seu carisma, muitas pessoas o viam como um exemplo para seguir.
Após sua morte, sua personalidade foi transcendida quase a lenda, elogiada por amigos e usada por inimigos.
Não precisa sua aparência de qualquer mitificação, talvez tenha sido justificada em plena contenda, ou não. Mas, mais de oitenta anos depois, continuar nesse empreendimento seria um insulto à sua memória, que por outro lado sustenta por si só uma vida comprometida, desapegada e intrépida, sem a necessidade de adornos mitômanos.
Pepe Buenaventura Durruti
Juanarete, Carlos Azagra y Encarna Revuelta
Págs. 160
17,00 €
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!