
De 24 a 26 de agosto acontecerá em Biarritz a cúpula do G7. Sete das maiores potências capitalistas e imperialistas se unirão para defender os interesses da classe burguesa. Estarão acompanhados por um longo cortejo de lobistas e empresas, como cortesãos na corte do rei. Durante o G7, a região se converterá em uma zona ultra militarizada, bunkerizada pelas forças repressivas, o que obstaculizará a liberdade de ir e vir.
Em resposta a esta perturbação capitalista e da segurança, está se organizando uma contra cúpula no País Basco (19-26 de agosto) com uma multidão de organizações de esquerda. Como ativistas e libertários, os temas discutidos, a forma de organização, as eleições de luta não correspondem a nossa estratégia. Nossa resposta deve ser revolucionária, fundamentalmente anticapitalista, internacionalista e autogestionária. Não cremos que a forma escolhida para a contra cúpula mobilize as classes dominadas ou desencadeie um amplo movimento de protesto. Muitas cúpulas internacionais, muitas contra cúpulas, mas poucos resultados…
É hora de que as forças revolucionárias questionem as respostas que se darão durante tais eventos para lhe pôr um fim. Estas reuniões de contra cúpulas são geralmente o lugar de encontro e intercâmbio entre pessoas exclusivamente militantes. Cremos que isto não é suficiente, estas reuniões juntam somente pessoas que já estão conscientes sobre estes temas e durante esse tempo nós, os ativistas, estamos desconectados das lutas.
Esta intersecção nos isola da população. Não respaldamos nem apoiamos oficialmente a organização da contra cúpula do G7. No entanto, não estamos ali para minar o trabalho dos camaradas que organizam esta anticúpula e, inclusive, se não nos corresponde, gostaríamos de expressar nossa solidariedade com eles e elas. Encontremo-nos nas lutas! É liberdade dos ativistas determinar suas táticas. Não chamamos a cruzar os braços nem a permanecer na crítica. Sejamos numerosos nas lutas pelos interesses de nossos trabalhadores. Privilegia a ação direta. Sejamos numerosos para participar nas ações de bloqueio, desobediência civil e protestos que acontecerão durante o G7.
Assinam: Collectif Anarchiste Sud Adour, Indar Beltza, IPEH Antifaxista, Sare Antifaxista, Union Comuniste Libertaire Burdeaux-Gironde.
Tradução > Sol de Abril
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agência de notícias anarquistas-ana
Um grande silêncio —
Nuvens escuras se acumulam
Sobre a terra seca.
Paulo Franchetti
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!