
Os protestos populares contra o pacote econômico implementado pelo presidente do Equador, Lenín Moreno, forçaram a suspensão das aulas nas escolas do país, a paralisação da produção de petróleo em três campos e ainda a mudança da sede do governo de Quito para Guayaquil.
O quinto dia de manifestações nas ruas da capital do país registrou um saldo de quase 500 pessoas presas e rodovias fechadas. As imagens do centro histórico de Quito mostram edifícios incendiados, vidros quebrados e um cenário de guerra, com tanques blindados e reforço da segurança.
O aumento da intensidade dos protestos se deve em parte à chegada de manifestantes do interior do país, como camponeses e indígenas. Segundo o Conaie (Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador), as manifestações continuarão até a revogação da medida que eliminou os subsídios dos combustíveis, dobrando os preços.
Os manifestante ingressaram também a alguns campos de produção de petróleo chamados Sacha, Alca e Libertados, situados na provincia de Sucumbios e Orelliana. Juntos, eles produzem 65 mil barris do petróleo por dia. O governo solicitou reforço das Forças Armadas.
Fonte: agências de notícias
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