[Portugal] Concentrações em Lisboa e Porto contra prisão de Pablo Hasél

Mais de 100 pessoas concentraram-se à frente do Consulado de Espanha, em Lisboa, para apoiar o rapper catalão Pablo Hasél. No Porto, meia centena de pessoas protestaram na Praça D. João I.

Mais de 100 pessoas concentraram-se durante a tarde desta sexta-feira em frente ao Consulado de Espanha, em Lisboa, em solidariedade com o rapper catalão Pablo Hasél, numa ação concluída com a entrega de uma petição nas instalações consulares pela sua libertação.

Três carros da polícia, cerca de duas dezenas de agentes e uma barreira de proteção mantinham os ativistas, na maioria homens e mulheres jovens, concentrados perto do monumento aos Mortos da Grande Guerra.

Os manifestantes tinham todos máscara de proteção e cumpriram o necessário distanciamento, devido à pandemia de Covid-19.

Entre os manifestantes, um empunhava uma bandeira às listas horizontais vermelha, amarela e lilás, a insígnia da II República espanhola, outro tinha uma bandeira vermelha com foice e martelo, um terceiro com um cartaz em que se lia que “o socialismo é a única forma viável de mudança em grande escala”, ainda um outro com bandeira vermelha e negra e a sigla do movimento internacional antifascista.

Através de uma aparelhagem instalada no chão escutavam-se músicas de protesto do rapper – na prisão desde há dez dias após deliberação da justiça espanhola -, numa iniciativa convocada pela “Plataforma Liberdade Pablo Hasél” destinada a demonstrar a “solidariedade política e humanitária” ao cantor catalão, à qual aderiu a União Antifascista Portuguesa (UAP – Secção portuguesa da Alternative International Movement) e outras organizações, incluindo a Assembleia Nacional Catalã (ANC).

O músico rapper Pablo Hasél (designação que adotou quando começou a gravar, o nome original é Pablo Rivadulla Duró), 33 anos, natural de Lérida, província autônoma da Catalunha, foi condenado a nove meses de prisão ao ser acusado em tribunal de insultar as forças policiais espanholas, glorificar o terrorismo e injuriar a monarquia, que apelidou de “fascista”.

Detido em 16 de fevereiro pelos Mossos d’Esquadra (polícia regional catalã) após se ter barricado na Universidade de Lérida, foi transferido para o estabelecimento prisional de Ponent.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://observador.pt/2021/02/27/concentracoes-em-lisboa-e-porto-contra-prisao-de-pablo-hasel/

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