
Assumimos o conflito com o Estado, a prisão e o capital desde o momento em que deixamos as palavras vazias e passamos à ação.
Assumimos com isso o passo à ofensiva e as consequências hostis que devém do sinuoso caminho do enfrentamento. Não necessitamos nem de permissão e nem do reconhecimento de ninguém para tomar a vida em nossas mãos e daí construir laços de afinidade, de companheirismo e irmandade.
Claramente este processo dinâmico e constante nos ensina e nos convoca a estar sempre atentxs ao devir da luta pela liberação total.
Sim! A liberação total de povos, indivíduos e comunidades que buscamos uma vida longe do lixo capitalista, da imposição autoritária do domínio afirmada, entre outras coisas, na podridão política de seus acordos, soluções e alianças costuradas, ainda entre quatro paredes, apenas para afirmar a continuidade do poder que tanto odiamos em todas suas formas e cores.
Hoje nos encontramos em um novo capítulo de luta era e concreta nas prisões chilenas. Companheirxs subversivxs e anarquistas de longas penas, que enfrentamos a vingança do Estado em primeira pessoa, junto à nossas manadas, famílias, companheirxs, amigxs e afins.
Esta realidade é de luta pela destruição total da sociedade carcerária não como um slogan ao vento, mas no cotidiano e no milimétrico enfrentamento ao todo diário do confinamento.
Há décadas vivemos a prisão política que nunca desapareceu e que não começou em 18 de outubro de 2019. As mesmas hostilidades judiciais, político-jornalísticas-policiais que hoje são denunciadas como inaceitáveis, nós vivenciamos sem pausa por anos.
E seguimos com o punho erguido, abraçando a beleza da irmandade e o companheirismo subversivo, autônomo e anárquico pelo mundo todo, confrontando as diferentes formas com pelas quais o inimigo se apresenta, buscando sempre sermos mais e melhores indivíduos na integralidade de nosso ser.
Hoje resistimos em uma nova greve de fome nos módulos 1 e 2 da prisão/empresa de Rancagua junto a um universo de quase 40 presos sociais com quem lutamos pela preservação de nossos direitos ganhados com anos de luta e mobilização.
Chamamos a todos os espaços anticarcerários, todas as organizações, grupos, coletivos e pessoas da zona e de todos os confins para a ação multiforme, para a solidariedade concreta, para a vontade real de romper o contínuo castigo e isolamento que nos mantém.
Nossa prisão é política no contexto irrenunciável da guerra social!!
Não renunciamos a nossas exigências da greve de fome passada e assumimos as presentes como continuidade de luta e em rechaço ao isolamento completo pela “quarentena” (24 horas de confinamento e proibição de visita de advogados), o rechaço ao sistema alimentício ao qual querem nos submeter (inúmeras restrições na encomenda, negando tudo o que se avançou na C.A.S.) e as exigências de um regime de desconfinamento digno.
SOLIDARIEDADE E CUMPLICIDADE COM OS PRESOS MOBILIZADOS E EM GREVE DE FOME!!!
CONTRA O CASTIGO E O ISOLAMENTO ENCOBERTO NA PANDEMIA!!!
DEFENDER TODOS OS AVANCES CONSEGUIDOS COM LUTA DENTRO DAS PRISÕES!!!
A REVOGAR AS MODIFICAÇÕES NO D.L. 321!
LIBERDADE PARA MARCELO VILLAROEL!
SOLIDARIEDADE E CUMPLICIDADE COM XS PRESXS SUBVERSIVXS E ANARQUISTAS EM LUTA NAS CÁRCERES CHILENAS!!
MORTE AO ESTADO, VIVA A ANARQUIA!
ENQUANTO EXISTIR MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!
PELA DESTRUIÇÃO DA SOCIEDADE CARCERÁRIA!
PELA EXTENSÃO DA SOLIDARIEDADE COM XS PRESXS DA GUERRA SOCIAL, DA REVOLTA E DA LIBERAÇÃO MAPUCHE!
PELA LIBERAÇÃO TOTAL!!
Francisco Solar Domínguez
Marcelo Villaroel Sepúlveda
Juan Aliste Vega
Juan Flores Riquelme
Joaquín Garcia Chanks
Módulo 1 e 2, alta e segurança máxima da prisão/empresa La Gonzalina, Rancagua.
Sexta, 11 de junho de 2021.
Região dominada pelo Estado chileno.
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