Games e extrema direita | Pesquisa mostra como extremistas usam jogos para reforçar ideologias radicais

Estudo detecta ação de neonazistas e supremacistas nas plataformas Steam, Discord, Dlive e Twitch

Por Aldo de Luca | 25/08/2021

Os extremistas estão mostrando que não estão nos jogos para brincadeira. Games de estratégia ambientados em períodos históricos como a Segunda Guerra Mundial ou as Cruzadas podem ser muito mais do que um momento de diversão. Quando devidamente manipulados, podem ajudar a promover o neonazismo ou o ódio antimuçulmano.

Essa é apenas uma das estratégias identificadas por uma pesquisa britânica que mostrou como os jogos online vêm sendo cada vez mais usados pela extrema-direita para reforçar sua ideologia e construir ou fortalecer as comunidades extremistas existentes.

O estudo, que faz parte da série Gaming and Extremism, foi realizado por pesquisadores do ISD (Institute for Strategic Dialogue), que mapearam o uso no Reino Unido pela extrema-direita de quatro das plataformas mais populares relacionadas a jogos: Steam, Discord, DLive e Twitch. No total, foram analisados quase 300 comunidades e canais ligados a radicais. 

O Steam e o Discord são serviços de distribuição digital de videogames. A DLive e o Twitch são plataformas de transmissão ao vivo dos jogos. Todos permitem a criação de comunidades e que os usuários se relacionem entre si. E é aí que mora o perigo, segundo o ISD.

Com escritórios em Londres, Washington, Paris, Berlim e Beirute, a organização luta contra o extremismo e a polarização, e afirma que os resultados da pesquisa podem ser extrapolados para uma visão global do problema.

Jogadores de games chegam a quase 3 bilhões, a maioria jovens

Como acontece com as plataformas de mídia social, a conectividade proporcionada pelas plataformas de jogos online traz consigo uma série de riscos, permitindo que um grande número de pessoas em todo o mundo joguem, se relacionem – e possam ser influenciadas.

O potencial é enorme. A indústria dos games já supera de longe a de música e a do cinema. São nada menos do que 2,8 bilhões de jogadores em todo o mundo, a maioria deles jovens. Essa estimativa é da consultoria Newzoo, que calcula que quase três quartos (73%) dos britânicos na faixa dos 16 aos 24 anos jogam games.

Segundo o estudo do ISD, as comunidades que congregam esses jovens aficionados pelos games online têm desempenhado um papel importante na formação da cultura contemporânea de extrema-direita.

A influência é exercida por meio de comentários, links que conduzem aos sites de grupos violentos ou pelo compartilhamento de conteúdo extremista, incluindo transmissões ao vivo.

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https://mediatalks.uol.com.br/2021/08/25/pesquisa-mostra-como-extrema-direita-usa-games-para-reforcar-ideologia/

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a estação amua
fumo de castanhas
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Rogério Martins