O vazamento de petróleo no Golfo do México atinge o dobro do tamanho da cidade de Guadalajara

Por Sare Frabes | 18/07/2023

Em 7 de julho, vários meios de comunicação alertaram sobre um incêndio na plataforma da Petróleos Mexicanos (PEMEX) chamada Nohoch-Alfa, localizada nas águas do Golfo do México, no estado de Campeche. No entanto, um vazamento de óleo ocorrido quatro dias antes havia passado despercebido.

De acordo com uma sequência de imagens de satélite, processadas pelo geógrafo Guillermo Tamburini, o derramamento de óleo começou aproximadamente entre 3 e 4 de julho na plataforma Balam, que, a até segunda-feira (16), atingiu um tamanho de 400 quilômetros quadrados e o derramamento pode se estender por até 4.000 metros cúbicos.

Esse desastre ambiental já atingiu uma dimensão de mais de duas vezes o tamanho da cidade de Guadalajara, mas “as autoridades não deram nenhum aviso sobre as causas e consequências do desastre”, denunciaram cerca de vinte organizações da sociedade civil em uma coletiva de imprensa.

Essas organizações temem que, dado o histórico de outros casos semelhantes, o derramamento possa passar despercebido e sem quantificação dos danos. “Uma revisão da mesma área em junho identificou outro derramamento com uma extensão aproximada de 270 km2”, apontam os ativistas em um documento que foi apresentado à imprensa.

No mesmo documento, destacam que somente nos últimos dois anos houve um aumento de 152% nos acidentes da PEMEX, e que “a indústria de combustíveis fósseis finge normalizar o sacrifício de pessoas e territórios como acidentes resultantes de erro humano, quando na realidade é uma característica de um modelo que externaliza os custos dos desastres associados à sua operação, sendo o maior desastre de todos a crise climática pela qual a indústria de combustíveis fósseis é 70% responsável”, destacam as organizações.

No documento apresentado pelas organizações, denominado Incidentes Ambientais Recentes na Área de Exploração de Hidrocarbonetos Cantarell no Golfo do México (junho/julho de 2023), elas destacam que o despejo de hidrocarbonetos e outros fluidos poluentes se tornou uma ocorrência recorrente por parte da empresa estatal.

As organizações reiteram que esse é mais um motivo pelo qual “o México não pode e não deve continuar optando por um modelo baseado na exploração e no sacrifício de populações e territórios. A crise climática exige uma mudança drástica no paradigma energético, direcionando recursos para a geração de energia renovável de forma justa”, afirmam as organizações.

Os ativistas pedem a substituição da energia fóssil como resposta à emergência climática.

Fonte: https://avispa.org/derrame-de-petroleo-en-el-golfo-de-mexico-alcanza-dos-veces-el-tamano-de-ciudad-de-guadalajara/

agência de notícias anarquistas-ana

cadeiras vazias
as estátuas retornaram
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