
Fernando Fernán Gómez fazendo a saudação anarquista na entrega de prêmios de Donosti em 1999 [foto]. Sabes qual é a origem desta saudação?
O anarquismo sempre tem fugido e renunciado das simbologias e dos dogmas rígidos e estáticos que se encontram em muitas agrupações políticas da esquerda. Por este motivo é às vezes difícil e difuso encontrar uma origem única em alguma de suas simbologias.
Um dos mais difundidos é o símbolo das mãos entrelaçadas por cima da cabeça, que tem sido utilizado pelos anarquistas ao longo da história.
Se costuma utilizar como símbolo de resistência, união fraternal, de apoio mútuo e solidariedade entre companheiros, diferenciando-se do punho ao alto, mais empregado pelos comunistas e outros grupos combativos.
Esta saudação é muito habitual vê-la em atos no seio do anarcossindicalismo na Espanha, como na Confederação Nacional do Trabalho (CNT) e na Confederação Geral do Trabalho (CGT), que incluiu este símbolo em seu próprio emblema.
Era habitual ver o ator Fernán Gómez fazendo este símbolo com suas mãos. Uma saudação que repetia constantemente e que não era outra que a saudação anarquista. Não era uma pose nem uma provocação. Fernando Fernán Gómez era um artista, um dos melhores que deu nosso país, mas antes de tudo era um homem íntegro e coerente. Sempre se qualificou como anarquista, e este adjetivo não foi um que pegou e deixou, mas um que marcou sua vida, sua carreira e sua filosofia.
E tu? Conheces mais alguma teoria sobre a origem desta saudação? Te leremos nos comentários…
Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
mar não tem desenho
o vento não deixa
o tamanho…
Guimarães Rosa
A autoridade dos que são contra não é menos autoritária que as outras e encontra, quanto a mim, uma sólida…
Em agosto me mudarei com a família para o espírito santo. Mudança a trabalho. O lado bom é que terei…
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!