
Concerto beneficente solidário para a Cruz Negra Anarquista Indonésia Palang Hitam, para ajudar com assistência jurídica após a insurreição de agosto de 2025.
21 de março, The Birds Nest, 32 Deptford Church Street, SE8 4RZ
Início às 20h, doação sugerida de 5 libras.
Este texto é o verso do panfleto do concerto beneficente de solidariedade:
A Indonésia é um arquipélago de exploração cancerosa, da qual o Reino Unido é cúmplice, com um valor de 2,86 bilhões de dólares. A British Petroleum vem devastando a paisagem da Papua Ocidental há 20 anos, pagando ao exército local para assassinar e torturar a resistência indígena, a fim de obter “gás natural”. A mercadoria que o Reino Unido importa em maiores quantidades da Indonésia é o níquel. As minas de níquel devastaram as florestas de Sulawesi, provocando o envenenamento em massa das fontes de água através do seu processamento químico.
Este metal é particularmente necessário para as baterias elétricas que o Reino Unido consome para a proliferação de veículos elétricos, como parte de sua transição “verde” totalitária. Os centros urbanos da Indonésia estão repletos de gigantescas favelas de material humano “excedente”, excluído da economia mundial. A luta desesperada pela sobrevivência sob este regime cria condições ideais para o recrutamento para a escravidão moderna das fábricas exploradoras que fabricam e exportam tênis Nike.
As elites que governam o Estado na Indonésia recompensam-se com corrupção extravagante pelo seu papel diligente como executores das exigências deste mercado global. Este ano, a máfia parlamentar votou a favor de um aumento salarial significativo, o que desencadeou protestos em massa em todo o país. Em agosto de 2025, um veículo blindado que perseguia um desses protestos atropelou mortalmente um motorista de motocicleta que fazia entregas. Já chega!
O arquipélago explodiu em tumultos violentos, queimando e destruindo todos os símbolos visíveis do poder em seu caminho, espalhando-se por toda parte, de forma incontrolável. Assim como no Nepal, Madagascar, Marrocos, Irã e muitos outros lugares, os despossuídos despertaram em alegre conspiração contra os regimes que os aprisionavam.
Desde então, a vingança repressiva na Indonésia tem sido implacável. Os “anarquistas” foram designados pelos juízes e pelos estúdios de televisão como os inimigos do momento. Eles foram claramente destacados não apenas por sua presença apaixonada e intransigente entre seus irmãos e irmãs explorados na revolta, mas também pela continuidade de sua luta revolucionária antipolítica, que abrangeu desde a resistência auto-organizada contra a apropriação de terras até ataques noturnos à bancos e postos policiais durante anos – ações que enriqueceram a imaginação da revolta no território.
Estão ocorrendo prisões em massa, a tortura é generalizada, muitos companheiros estão na prisão, muitos foram levados à clandestinidade. Para o Estado, todo o movimento anarquista deve pagar o preço pelo despertar da dignidade ferida que abalou os alicerces da normalidade daquele arquipélago saqueado.
A luta continua. A Cruz Negra Anarquista da Indonésia, Palang Hitam, apelou aos camaradas internacionais para que apoiem neste momento sombrio de terror estatal. Consideramos necessário responder e também divulgar, tanto quanto possível, a natureza e a qualidade da luta pela liberdade, que não se extinguiu e para a qual só podemos contribuir expandindo a luta contra todas as formas de poder, onde quer que estejamos.
Divulgação: alguns anarquistas do sul de Londres
Tradução > Reno Moedor
agência de notícias anarquistas-ana
Tens frio nos meus braços
Queres que eu aqueça
O vento
Jeanne Painchaud
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.
Enquanto isso no Brasil...
Espaços como esse são fundamentais! Força compas. Vou contribuir!
A autoridade dos que são contra não é menos autoritária que as outras e encontra, quanto a mim, uma sólida…
Em agosto me mudarei com a família para o espírito santo. Mudança a trabalho. O lado bom é que terei…