[Grécia] Comunicado de imprensa da equipe médica que monitora o grevista de fome Aristóteles Hatzis, 15/04

Do Grupo de Médicos Solidários e da Estrutura de Saúde da Comunidade Ocupada de Prosfygika:
 
COMUNICADO DE IMPRENSA (15/04/2026) DA EQUIPE MÉDICA QUE ACOMPANHA O ESTADO DE SAÚDE DO GREVISTA DE FOME ARISTÓTELES HATZIS, EM GREVE DE FOME DESDE 05 DE FEVEREIRO DE 2026.
 
Aristóteles Hatzis, que está no 70º dia de greve de fome, apresenta baixo nível de ureia sérica, hiperuricemia e hipoglicemia sintomática em exames de sangue, achados compatíveis com inanição. Clinicamente, observa-se dormência nas extremidades e reflexos tendinosos lentos, decorrentes de desnutrição e atrofia muscular. Em 03/04/2026, ele foi transferido para o pronto-socorro do hospital “G. Gennimatas” após um episódio de desmaio.
 
Desde as primeiras semanas da greve de fome, ele vem apresentando episódios cada vez mais graves de hipotensão ortostática, mal-estar com fadiga e taquicardia ao se levantar, enquanto alterações eletrocardiográficas persistentes que predispõem a arritmias fatais são observadas diariamente.
 
Ele já está no 70º dia de greve de fome e está extremamente magro, pesando 47,9 quilos e tendo perdido um total de 26,3% do seu peso corporal original.
 
O grevista de fome corre, a cada 24 horas que passam, um risco cardiovascular e metabólico cada vez maior, com complicações iminentes e perigosas para sua vida.
 
Suas reivindicações expressam as demandas coletivas da Comunidade.
 
1) O cancelamento imediato do contrato pela região da Ática
2) Que todos os moradores de Prosfygika permaneçam em suas casas, no local e na área onde vivem e estabeleceram laços sociais, culturais e orgânicos
3) Garantias concretas para a restauração de Prosfygika pela sociedade civil sem fins lucrativos “Katoikoi kai Filoi Prosfygikon L. Alexandras”, com autofinanciamento! – Nada de fundos públicos para a “requalificação” de Prosfygika!
 
O grevista de fome afirma que não pretende interromper o jejum, apesar dos riscos para sua saúde, até que suas reivindicações sejam atendidas.
 
Após 70 dias de greve de fome e considerando a deterioração constante e crescente de seu estado de saúde, a responsabilidade por qualquer complicação ou mesmo óbito recai sobre as partes envolvidas no contrato, com predominância da Região da Ática.
 
O encobrimento da greve de fome pela maioria dos meios de comunicação, bem como o silêncio criminoso do governo, das forças políticas parlamentares e dos órgãos competentes, são cúmplices em levar o grevista à morte.
 
Como profissionais de saúde, convocamos todos a se mobilizarem imediatamente e resistirem até que as reivindicações da greve de fome sejam atendidas.
 
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agência de notícias anarquistas-ana
 
Quase escondida
entre a casca e o tronco
teia de aranha.
 
Rodrigo de Almeida Siqueira

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