E começa a copa…

No dia 11 de junho, iniciou-se a “maior” Copa do Mundo FIFA de futebol masculino de todos os tempos. Pela primeira vez, desde a sua primeira edição, em 1930, três países foram escolhidos para sediá-la: Estados Unidos, México e Canadá. 
 
As negociações aqui e negociações acolá permitiram que, também pela primeira vez, 48 escolhas disputassem o maior evento futebolístico do planeta. Não é de hoje que o aumento de vagas por continente se torna uma contrapartida em troca de apoio político no interior da FIFA, com muito dinheiro para circular e moral individualista competitiva pretendendo se consolidar.
 
João, não o “Sem medo” ou o “valentão”, mas o Havelange, já o fazia, com retórica terceiro-mundista e em defesa, ou suposta defesa, dos chamados países em desenvolvimento. Deu no que deu: a FIFA, a Copa e os recursos no bolso de dirigentes esportivos e de patrocinadores cresceram, financeiramente para a Ásia, África, América Latina.
 
Desde então, não são apenas os europeus que se apropriam das lucratividades e dos privilégios que o futebol proporciona, embora as desigualdades entre ligas e clubes sejam significativas. No entanto, não há capitalismo que prescinda de desigualdades, e no futebol ou nas demais modalidades esportivas não é diferente.
 
O futebol se profissionalizou, inclusive em termos empresariais, e se converteu em um 
 negócio que, para os homens e mulheres de negócios, passou a valer a pena. Hoje, bancos, seguradoras, corretoras, apostas, laboratórios farmacêuticos, xeiques do chamado Oriente Médio e tantos outros segmentos passaram a investir e a entrar no ramo.
 
>> Leia o texto na íntegra aqui:
 
https://www.nu-sol.org/blog/hypomnemata-301-junho-de-2026/
 
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agência de notícias anarquistas-ana
 
Toma nota, rapaz:
Hai-kai é a captura
De um momento fugaz
 
Lubell

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