
Este ano, no contexto dos 90 anos da Revolução Social Espanhola, nós, da Federação Libertária Argentina (FLA), realizaremos um evento aberto em nossa sede no sábado, 18 de julho, às 19h.
Essa data tem um significado especial para nós, pois durante a Revolução Social Espanhola, a FLA (que, na primeira metade da década de 1930, chamava-se Federação Anarco-Comunista Argentina – FACA e, em 1955, passou a adotar o nome atual) participou e apoiou ativamente essa gesta revolucionária.
Por esse motivo, a editora Reconstruir, selo editorial da FLA, publica dois livros sobre essa importante experiência revolucionária. Os dois livros foram editados especialmente para esta data e serão apresentados no dia do evento “Homenagem à Revolução Espanhola aos 90 anos“:
O primeiro é uma pesquisa de um companheiro da FLA e do coletivo Ácratas de Salta, intitulada: “José Puertas, Un anarquista salteño en la Revolución Social Española“. Filho de imigrantes espanhóis, Puertas nasceu em Salta (no norte da Argentina), mas ainda muito jovem sua família retornou à Península Ibérica, especificamente ao País Basco. Lá, passou boa parte de sua adolescência e, com o passar do tempo, forjou sua própria história como militante anarquista em uma Espanha em turbulência. Essa região estava imersa em um processo pré-revolucionário, com os setores conservadores preparados para derrubar a Segunda República Espanhola. O golpe de Estado, consumado em 1936, deu início à Guerra Civil Espanhola, que durou de 1936 a 1939, mas, paralelamente ao conflito, desenvolveram-se diversas experiências revolucionárias. Nesse contexto, Puertas teve de empunhar um fuzil para defender essas experiências e combater as forças fascistas.
O segundo livro reúne duas pesquisas realizadas pelas companheiras Nadia Ledesma Prietto e Gisela Manzoni. Os trabalhos são intitulados: “Una hebra en la urdimbre transnacional: Trayectoria ácrata de Ana Piacenza/Nita Nahuel entre Argentina y España” e “En un mundo de Mujeres Libres ¿por qué no anarquizar el feminismo?“. O primeiro artigo busca dar visibilidade e questionar a história das lutas pela emancipação feminina. Nele, é reconstruída a militância anarquista de Ana Piacenza (1906-1972), uma trajetória pouco lembrada. Ana participou ativamente da formação da FACA. Em 1936, ela viajou para a Espanha para colaborar na Revolução, e suas contribuições foram importantes em organizações como as Mulheres Livres, o jornal “Tierra y Libertad” e a rádio da CNT–FAI, entre outros espaços. Nas décadas seguintes, já na cidade de Rosário (Argentina), ela continuou comprometida de forma incansável e impulsionou a formação de novos espaços, como a União das Mulheres Socialistas Libertárias. A reconstrução biográfica é acompanhada por uma série de fotografias que testemunham sua passagem por Barcelona em 1937. A tudo isso, acrescentamos a transcrição integral dos diversos artigos que Ana Piacenza divulgou em publicações militantes da época. Já o segundo artigo aborda o papel das mulheres durante a revolução espanhola e as razões para criar espaços fora das organizações sindicais ou políticas, bem como os debates que elas tiveram de travar, inclusive dentro das organizações ideologicamente afins.
Este último livro será apresentado durante a Homenagem aos 90 anos da Revolução Espanhola, no dia 18 de julho, na presença de suas autoras.
Além disso, durante essa homenagem, haverá leitura de textos de Ana Piacenza, música ao vivo com “Gaita rebelde” e “Flamenco revolucionário“, feira de livros e comida para compartilhar.
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agência de notícias anarquistas-ana
Algo de dança
nas algas,
quase canção dos corais.
Yeda Prates Bernis
Viva a revolução espanhola e viva a anarquia!
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!
Comunistas, Capitalistas e Anarquistas e a servidão voluntária. Mas... A hora mais escura é logo antes do amanhecer. (Provérbio árabe)
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.