[Itália] 1922- 2026 | Em memória de Filippo Filippetti

Anarquista de Livorno, antifascista, assassinado pelos fascistas

Domingo, 2 de agosto de 2026

As 19h00 Celebração na lápide

Via Provinciale Pisana 354, Livorno (ex-scuola Camilli)

Filippo Filippetti, jovem anarquista, foi assassinado no dia 2 de agosto de 1922 pelos fascistas enquanto se opunha, junto a outros antifascistas, em uma expedição punitiva contra Livorno.

No dia 2 de agosto de 1922 um grupo de jovens antifascistas, entre eles alguns anarquistas, travaram um confronto armado perto de Pontarcione com os caminhões dos fascistas. Morre na troca de tiros Filippo Filippetti, membro dos Arditi del Popolo (algo como resistentes do povo), sindicalista da USI (União Sindical Italiana, organização anarcossindicalista) no setor da construção civil.

No verão de 1922 foi dada a cartada final na tentativa de parar a reação antiproletária: o país foi atravessado por crescentes agressões realizadas pelos fascistas contra as organizações do movimento operário e aos militantes, pode-se contar dezenas de mortos entre os antifascistas.

Há meses a União Anarquista Italiana e o jornal “Umanità Nova” (jornal fundado por Errico Malatesta) lutam por um apoio do movimento dos Arditi del Popolo, para construir uma frente única proletária que organize a defesa.

Por iniciativa do Sindicado Ferroviário Italiano foi constituída a Aliança do Trabalho, à qual participaram todos os sindicatos, com o apoio da União Anarquista, do Partido Republicano, do Partido Comunista e do Partido Socialista.

A Aliança do Trabalho chamou uma greve geral sem data pra terminar contra as violências fascistas a partir da meia-noite do dia 31 de julho.

Os fascistas patrocinados pelos ruralistas e industriais, armados pelos Carabinieri (polícia militar) e exército, protegidos pela monarquia e pela igreja, agrediram as fortalezas operárias.

Em muitas cidades, entre elas Piombino, Ancona, Parma, Civitavecchia e Bari os fascistas foram rechaçados com a ajuda dos Arditi Del Popolo. No momento em que a resistência operária cresce, a CGL (Confederação Geral do Trabalho, sindicato socialista) e o PSI (Partido Socialista Italiano), esperando mais uma vez um acordo, se retiram da luta, abrindo o caminho à retaliação armada do Governo.

Livorno é um dos centros do combate. Entre os dias 1 e 2 de agosto de 1922 grupos fascistas provenientes de toda a Toscana lançam a caça aos antifascistas de Livorno, fazendo incursões nos bairros populares que resistem à invasão.

Muitas pessoas foram assassinadas naqueles dias. Gente do povo, militantes comunistas, anarquistas, republicanas/os e socialistas, entre elas Luigi Gemignani, Gilberto Catarsi, Pietro Gigli, Pilade Gigli, Oreste Romanacci, Bruno Giacomini e Genoveffa Pierozzi.

Os anarquistas convidam todas/os antifascistas a participar da celebração.

Federazione Anarchica Livornese // cdcfedanarchicalivornese@virgilio.it // federazioneanarchica.org

Collettivo Anarchico Libertario // collettivoanarchico@hotmail.it // collettivoanarchico.noblogs.org/

agência de notícias anarquistas-ana

brilha o grampo
ou ela tem no cabelo
um pirilampo?

Carlos Seabra

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